História A chama de Sangue - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Romance
Exibições 51
Palavras 2.395
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Essa é a minha segunda fic aqui e espero que vocês gostem! Quis tentar uma nova ambientação e descrição de personagens, portanto, qualquer crítica, por favor, façam!!!!

Beijinho
Monte Pedroso

Capítulo 3 - CAPíTULO III- ESTRATÉGIAS


Fanfic / Fanfiction A chama de Sangue - Capítulo 3 - CAPíTULO III- ESTRATÉGIAS

Capítulo 3

Novembro, o reino de Ebut estava sobre o controle da soberana Claire que tinha apenas 18 anos. Seu pai e mãe haviam sido capturados e ela, como filha única, estava então como princesa regente.

Seu principal objetivo no momento era negociar com quem havia capturado seus pais e feito-os de refém. Ela sabia que, para isso, tinha que obter todo o apoio do povo, pois era provável que as exigências do capturador fossem atingir diretamente a vida dos cidadãos de Ebut.

Para isso, decidiu convocar toda a ideia de nacionalismo de seu país, impondo na programação popular o hino e bandeira nacional, além de conceder entrevistas que explicassem o que estava ocorrendo com o rei e rainha, mostrando que eles precisavam ser resgatados, para que o país conseguisse se afirmar, mostrando que nenhuma nação poderia simplesmente sequestrar seus governantes e sair impune disso. Sua soberania deveria ser respeitada. Caso nada fosse feito, as outras nações enxergariam o reino de Ebut como fraco e tentariam dominá-lo, como já havia acontecido com outro reino: O reino de Brútsia.

Claire então decidiu que seria útil conversar com o governante da Brútsia, a fim de entender como ele lidou com a situação que foi tão parecida com a dela. No caso dele, no entanto, o desenrolar dos fatos foi pior, pois além de não existirem nenhum herdeiro que pudesse assumir seu dever e caminhar com o país, os rei e rainha foram mortos. Então, sem nenhum líder aparente, as outras nações começaram a tentar dominar o país. O que aconteceu, então, foi uma ditadura, pois os antigos assessores do rei começaram a brigar pelo poder. Assim, um deles matou todos os outros, com apoio das nações estrangeiras, através de pena de morte e outros tipos de coerções e impôs tal regime autoritário.

A regente marcou de encontrar-se com ele na sala de reuniões de seu palácio, às 16:00, para que conversassem sobre as estratégias que Kamo adotou para derrubar o regime autoritário e reestabelecer o equilíbrio de poder no país. A regente queria, acima de tudo, garantir total apoio do povo, mas estava bem insegura em relação a isso, pois sabia que apesar de seus pais terem sido queridos, o rei havia traído sua mãe recentemente e isso caiu nas mãos da mídia. Tal fato, portanto, abalou bastante a imagem da família e, então, Claire tinha medo de não receber apoio suficiente para resgatar os dois.

O jardim estava todo florido, com as petúnias vermelhas florescendo em volta da entrada do palácio, fazendo que a carruagem do rei de Brútsia passasse formando uma cena extremamente elegante de se observar. Claire observou a entrada do veículo da janela da sala em que combinaram de se encontrar.

Ela estava usando um vestido evasê, rodado, longo e vermelho. A cor indicava que estava na posse do poder sendo a regente. Seus olhos castanhos se estreitaram diante a luz do sol quando a carruagem passou por uma curva refletindo o sol em seus olhos. A princesa cruzou o olhar com o rei da Brútsia, que sentava-se na janela, e abriu um simpático sorriso, enquanto que ele respondeu com outro.

Claire senta-se na cabeceira da mesa de vinte lugares e espera o anúncio da entrada do rei. Logo, o um dos empregados abre a porta da sala e anuncia com um tom neutro, mas alto e claro:

- Majestade, o rei do reino da Brútsia.

A princesa levanta do local em que estava e caminha em direção ao homem que acabara de entrar na sala. Quando está a uma distância respeitável ela cumprimenta:

- Boa tarde Majestade- ela abaixa levemente a cabeça, indicado respeito- como o senhor está?

O rei acha cômico a maneira formal como uma menina o trata, mas entende que, apesar de ser nova, está encarregada de um país e isso depende de que ela haja como uma mulher. O rei acha tal fato encantador, mas responde no mesmo tom:

- Estou me sentindo muito bem princesa e como está a senhorita?

A princesa encarava-o nos olhos e percebera o quanto eram azuis e o quanto contrastavam com os seus cabelos pretos. Depois de alguns segundos formulou sua resposta:

-Igualmente. Acredito que temos muito sobre o que conversar.- ela indicou a mesa e caminha até o móvel.

O rei seguiu-a, sentando-se ao lado da cabeceira, onde ela sentou. Observaram-se por alguns momentos, num silêncio confortável até demais.

- Majestade, você deve suspeitar o motivo dessa reunião, afinal seus assessores devem ter lhe dito. Meu país está passando por uma situação pela qual o seu já passou. Apesar de já ter lido diversos livros de história que evidenciavam o que teria acontecido, não confio muito nessas fontes e é por isso porque o chamei hoje.- O rei, que antes encarava a mesa de madeira maciça, levantou a cabeça e olhou nos olhos da regente.- Gostaria então que você explicasse todo o ocorrido e como toda a história se desenrolou. - Claire pronunciou, com expectativa na voz.

O rei ficou intrigado com a pergunta da princesa. Apesar de seus assessores terem lhe informado que se trataria de assuntos políticos, não lhe fora especificado o assunto. Para ele, a princesa ofereceria a chance de casar-se com ele, a fim de fortalecer suas alianças políticas. Saber que nãos e tratava disso o deixou decepcionado e impressionado, pois ela era forte o suficiente para garantir-se sem o matrimônio.

O rei ponderou sua resposta enquanto passava os olhos pela sala, percebendo a grandeza do cômodo. Quadros pintados por artistas extremamente conceituados penduravam-se nas enormes paredes douradas. No meio do cômodo, um enorme lustre projetava-se no meio da mesa em que sentavam, tornando a iluminação natural oferecida pelas janelas francesas ainda mais intensa. O rosto da princesa estava cheio de expectativa e depois de tanto formular uma resposta ele responde:

-Princesa Claire, admiro sua vontade de compreender a história de um outro local a fim de evitar os erros que esse país cometeu. Porém, não sei se posso divulgar os segredos da história que os livros não contam. Seria extremamente arriscado dar-lhe tais informações sem nada em troca. - O rei retruca, com um sorriso malicioso nos lábios.

A princesa já esperava isso, portanto já havia conversado com sua assessoria que havia lhe aconselhado a ou casar-se com ele ou a oferecer uma aliança. Claire não tinha em sua lista de interesses ficar subordinada a alguém, na medida que quem propõe o casamento, deve mudar-se para o reino de quem aceita. Ou seja, ela deixaria de ser soberana de seu povo, o que não lhe interessava nem um pouco, isso até pioraria a situação ainda mais.

A outra opção era oferecer uma aliança, o que poderia ser visto com desconfiança devido à história geral do país do rei, porém era sua única opção, então, endireitando sua postura na cadeira da cabeceira, ofereceu:

- Uma aliança. - ela parou e esperou sua reação.- Duas nações juntas são mais fortes.- terminou

O rosto do rei se iluminou, mas não conseguiu esconder uma leve decpeção:

- É uma oferta memorável e um pouco arriscada para os dois lados, mas acho que será útil estar mais protegido dos países inimigos.- O rei abriu um sorriso simpático para Claire, que relaxou as sombrançelhas, que antes estavam contraídas.

O rei aproximou as mãos das de Claire, que as retirou rapidamente:

-Apesar disso, achei que outra oferta, muito mais valiosa, seria feita.- Ele afirmou com um brilho fosco nos olhos.

Claire abriu um sorriso tímido e intrigado, surpresa com o quanto atrevido o rei era. Olhou-os nos olhos e disse:

- Rei, cuidado com as suas atitudes, agora pode, por favor, contar a história do seu reino?

O rei abriu um sorriso enorme, entendendo que a princesa havia entrado no seu jogo, mas precisava de informações, pois a conjuntura política de seu país estava extremamente complicada, mas não desistiria dela, pois ela o havia encantado.

- Princesa, a história é um pouco longa, não acha que é melhor que nos sentemos naquele sofá- ele apontou para um dos cantos do cômodo- tenho certeza que nos sentiremos muito mais confortáveis lá.- O rei dissertou.

Claire balançou a cabeça enquanto olhava para o rei:

- Majestade, acredito que para manter toda a objetividade desse encontro, devemos nos manter aqui, nessa mesa.

O rei apenas assentiu e começou:

- O rei Crow e a rainha Modnar, da família Seldom, foram capturados pelo rei Lar, do reino de Selius. O país ficou em choque com a notícia, assim como ficou a assessoria da realeza e todos os seus aliados políticos. A suspeita era de que o país que os capturou e matou queria desestabilizar a Brútsia para que pudesse dominá-la e torná-la uma colônia. Os conselheiros do rei e todos os que ajudavam-no a governar ficaram apreensivos em relação ao país ficar sem nenhum governante, na media que não havia nenhum parente que pudesse assumir o trono, o que facilitaria ainda mais o suposto plano do sequestrador. Então, em uma das reuniões, um dos parlamentares sugeriu que ele fosse proclamado rei. Foi extremamente audacioso de sua parte, na medida que todos os outros pensavam em fazer o mesmo, mas não tiveram coragem.- O rei pausou por um momento e observou os lindos olhos da princesa, quase hipnotizado, mas quando o olhos dela se estreitaram, ele percebeu sua demora e continuou:

- Esse homem, Taw, foi o líder de um movimento que visou matar todos os outros parlamentares, que o impediam de entrar no poder. O povo não o apoiava nem um pouco, pois era rude e nem um pouco carismático, portanto, a fim de se afirmar, Taw instaurou um regime frágil, mas extremamente autoritário. Ele, que se dizia protetor da soberania as Brútsia, era, na verdade, aliado do país que sequestrou e matou os soberanos, portanto todo o seu governo foi visando garantir vantagens ao país que havia o apoiado em seu golpe. Seu regime contou com o apoio do exército desse país, que visava manter as pessoas dóceis e quietas. O exército da Brútsia, no entanto, não concordava com o que o novo líder estava fazendo. Então, mesmo com todas as ameaças de Taw, eles juntaram-se a um movimento que buscava parentes da família Seldom, que visava destituir o ditador e restaurar a paz e soberania da Brútsia. O movimento ganhou muita força de todos; do povo, do exército, dos setores médios e até da nobreza, que teve toda a sua importância negligenciada após Taw instaurar o novo regime.

Claire estava com o olhar de incredulidade, o que fez o rei parar de falar, deixando que ela expressasse :

- Desculpe a interrupção, mas os livros não falam nada disso, mas sim que Taw foi um homem muito admirado, sensível e que instaurou um regime autoritário a fim de evitar que reais cruéis ditadores tomassem o poder e maltratassem o povo.

Kamo riu e retrucou:

-Bem, é necessário que esses livros sejam relidos, na medida que nada disso aconteceu. Esse movimento a qual me referi, chamava-se de RF, referindo-se às iniciais de real família, que era a digna do poder, os Seldom. Mesmo com todas as coerções, o movimento só crescia, junto com o desespero das pessoas que queriam Taw fora do poder. Com o crescimento exponencial, o movimento encontrou meu pai. Ele tornou-se o líder dessa organização e, durante uma noite qualquer, ele invadiu o palácio a fim de obter informações sobre a família que teoricamente estaria morta. Encontrou um livro escondido atrás de uma das paredes da biblioteca que explicava toda a genealogia da família. Descobriu algo que derrubaria o regime de Taw. Havia um herdeiro vivo, e ele era eu, meu pai e minha mãe.

O rosto surpreso de Claire fez com que ele parasse por alguns segundos e observasse a forma com ela prestava atenção, mas rapidamente continuou:

-A história é simples: A irmã do rei Crow fugiu do palácio, sem que ninguém soubesse, e os reis, ao perceberem isso, fingiram sua morte, pois não queriam mostrar a fragilidade da família real. A princesa, antes de fugir, pediu que suas criadas mudassem tudo que fosse possível em sua imagem. Elas o fizeram, mas o que garantiu que não fosse reconhecida foi o fato dela ser ainda nova quando fugira, então seu rosto mudou, então ninguém a reconheceu. Ao encontrar o livro, meu pai descobriu que havia se casado com ela, pois viu sua foto ainda jovem e lembrou que ela o tinha mostrado uma foto de sua infância durante em um jantar em sua humilde casa no interior. Meu pai, pegou o livro e correu para contar a incrível descoberta, mas foi perseguido pelos soldados. Consegui, no entanto, chegar até o nosso esconderijo, e me contar o acontecido. Mesmo que eu insistisse que ficasse escondido comigo, ele afirmou que se ficasse, os dois seriam mortos. Então, pediu que destituísse Taw e que governasse o país da melhor forma possível. Não queria perder meu pai, mas fiz o que tinha que fazer: fui até minha casa e pressionei minha mãe.- ele pausou com os olhos tristes, engoliu em seco e continuou:

- Ela admitiu que era verdade, mas que não queria que fosse descoberta, pois seria levada como traidora. Tornei-me o líder do RF e minha mãe deu depoimentos provando que era da família real, mas que não queria se envolver na política. Convenci-a a fazer isso, pois era a única chance que teríamos de convencer o movimento e destituir Taw. Então, através do livro que meu pai entregara-me e dos depoimentos da minha mãe, todos acreditaram que eu era o real herdeiro. Além de querer garantir a legitimidade do trono, todos estavam preocupados para onde Taw estava levando o país. Cada vez mais, o povo estava sendo escravizado pela outra nação aliada de Taw e estava passando por condições deploráveis. A revolução começou e, mesmo com muitas mortes, o exército da Brútsia conhecia o território melhor que os exércitos aliados de Taw, então ele foi deposto e eu assumi o poder.

No momento que ele disse a última frase, um criado, entrou e anunciou:

-Majestade, o jantar está servido- falou, com o olhar direcionado à Claire

Ela assentiu e convidou:

- Vamos jantar e conversar sobre quais medidas acha que devo tomar a fim de lidar com a minha situação.

O rei concordou e levantou-se, seguindo Claire até a sala de jantar.


Notas Finais


Por favor, digam suas opiniões, isso é importante para que o jeito que eu escreva consiga comunicar com vocês!
Beijinhos
Monte Pedroso


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