História A chegada do inferno - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Assassin's Creed
Personagens Personagens Originais
Visualizações 3
Palavras 2.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Derek está outra vez na companhia da Ordem dos Assassinos, agora resta saber qual será seu papel na batalha!!!

Capítulo 11 - Retomada de curso


Depois de dormir pelo que me pareceu uma eternidade, tendo tempo suficiente para acreditar que minhas experiências no Animus e refém dos Templários não haviam passado de meros sonhos durante minha hospedagem no recanto Assassino, mas eu sabia a verdade e não me deixaria enganar pelo que queria a todo custo que fosse verdade. Antes mesmo de tomar café fui até a sala de Dustin para contar o que eu havia descoberto e, para minha surpresa, Nathan estava sentado ao lado dele e de Jade em meio a outros Assassinos. Sem pensar duas vezes, corri pela sala e desferi um poderoso golpe no rosto de Nathan, sem dar tempo para que reagisse antes do meu próximo ataque, não fosse o impecílio de outros Assassinos me segurarem.
– Me soltem agora - Grito impaciente - O que esse traidor faz aqui? - Pergunto indignado tentando me desvencilhar dos braços.
– Acalme-se Derek - Pede Harry se aproximando com calma - Nathan não é um traidor.
– Jura? Então o que eu vi no laboratório dos Assassinos era um sósia?
– Não exatamente - Jade entra na conversa sinalizando para que os Assassinos me soltassem - O que você deve ter visto foi uma ilusão que os Templários criaram para te fazer acreditar que era o Nathan de verdade, provavelmente deve ter parecido mais real porque estava com a mente e sentidos enfraquecidos pelo Animus.
– Afinal de contas, você só viu Nathan depois de ter saído do Animus, não? - Questionou Harry com um sorriso de diversão.
– Foi, mas - De repente vejo que não havia como argumentar e prefiro ficar em silêncio. Para provar que Nathan era um traidor teria de fazer por mim mesmo, não valia a pena confrontar os Assassinos que tanto confiavam nele - Deixa pra lá. Tenho que falar com você - Afirmei em tom de seriedade enquanro os Assassinos tem a certeza de que podem se afastar.
– Eu sei, pode dizer agora.
– Eu não direi nada enquanto esse miserável estiver aqui - Declarei olhando diretamente para Nathan, que mantém a postura e a expressão intactos.
– Pois bem, todos saiam daqui. Quero conversar com Derek em particular - Jade, Nathan e os outros deixam a sala com certa desconfiança enquanto Harry olha para a porta a todo instante, como se quisesse ter certeza de que ninguém ouviria a conversa - Agora podemos conversar em paz. Sinto muito pelo que aconteceu, embora tenha sido fruto do seu descuido e falta de obediência.
– Pelo menos aprendi algumas coisas - Observei me sentando em frente a Dustin.
– Fico feliz que tenha aprendido, pois isso significa que está pronto para se juntar à nossa causa.
– Mais do que pronto. Entendi o que eles procuram e sei exatamente o que procuram e onde está. Os Templários não conseguiram ver a imagem no Animus então eu sou a única fonte da informação, além do que conheci meu ancestral, Wilkar.
– Wilkar foi um bom homem. Teria sido um Assassino perfeito se não tivesse traído a Ordem.
– Mas ele não traiu - Rebati me lembrando das memórias - Ele fez o que tinha de fazer para manter a Ordem viva.
– Por acaso sabia que ele matou os grandes mestres Assassinos de seu tempo? - Nesse momento fico tão perplexo que mal consigo pensar.
– Os três?
– Sim, os três, então fugiu com segredos inestimáveis para nossos irmãos, colocando-os ao alcance dos Templários.
– Mas isso não faz sentido - Afirmo indignado.
– De qualquer forma, isso não tem importância. Não quero que conte a ninguém a localização do objeto que os Templários procuram, nem mesmo para mim. Mantenha o segredo com você enquanto não cumprirmos nossa tarefa.
– É sobre isso que queria falar com o senhor, que tarefa é essa que vocês tanto falam que não compreendo?
– Aguarde - Ele se dirige à uma estante, apanha um livro e o abre em cima da mesa, o qual dou uma olhada sem entender muito bem do que se trata - Isso são escritos persas escritos há muito tempo, indicando um objeto de valor inestimável, algo que traria o Inferno à Terra - Harry coloca outro livro em cima da mesa - Este aqui é egípcio. Fala sobre a ira de Seth caindo sobre a Terra, algo que só poderia ser impedido pelo grande salvador da humanidade, enviado pelos deuses antigos. Um homem divino por assim dizer. Falam do objeto como a prova da benção divina e dizem que o tal salvador sucumbiu protegendo a simultânea destruição e salvação da Terra. Outros escritos indicam que houve uma era antiga na qual grandes guerreiros foram batizados por uma Tempestade da Iluminação, enviada por uma águia a seu devido tempo. O que acha que estou te contando?
– Mitos.
– Vamos, depois de tudo o que viu, imagino que tenha algo a acrescentar - Deduziu Harry mostrando uma lista com seis nomes.
– O que é isso? - Perguntei olhando para cada nome sem me recordar de nenhum deles.
– Uma lista.
– Jura? Nem reparei - Afirmei devolvendo-lhe a folha.
– Essa lista contém o nome de seis pessoas, Templários poderosos dentro da ordem que possuem os grandes saberes a respeito de sua causa e objetivo. São colunas vitais responsáveis por grandes atrocidades e devemos evitar que seus planos continuem. Independente dessa história de fim do mundo ser verdade eles devem ser parados, inclusive porque, quando o fizer, estará assinando sua permissão de liberdade. Quando todos eles estiverem mortos não precisará mais ficar conosco - Nos entreolhamos em silêncio, cada um procurando o que queria nos olhos do outro, até ele resolver continuar - Mais uma coisa Derek, não implique com Nathan, deixe-o em paz. Não precisamos de mais conflitos a essa altura do jogo.
– Pode deixar, senhor Dustin.
– Agora vá. Sei que veio pra cá sem comer, então trate de fazer isso logo antes de se preparar.
– Me preparar? - Pergunto intrigado.
– Você irá com uma equipe que inclui alguns Assassinos que já conhece até a inauguração do setor comunitário da Khan Investimentos. O homem que devem matar é o segundo nessa lista, Lionel Schimidt, um contador bem influente e ambicioso, uma das principais ligações dos Templários com uma farmacêutica americana de patrimônio bilionário.
– Quem vai matar esse cara? - Perguntei interessado na missão.
– Estou vendo ainda, mas a questão é que você irá.
– Eu posso até ir, mas quero algo em troca.
– O que você quer? - Pergunta Harry sem preocupação alguma.
– Quero poder ver minha namorada sem vocês me barrando.
– Derek, não posso dizer que é seguro para você andar por aí com nosso plano numa etapa tão inicial.
– Confie em mim, Harry. Eu aprendi muita coisa naquele Animus - Assim deixo Dustin sozinho na sala com uma expressão desconfiada e me dirijo ao refeitório, onde alguns jovens terminam de comer. Pego uma bandeja e me sirvo com um pote cheio de flocos de milho e outro com salada de frutas, além de um copo com leite e algumas bolachas. Sentei em uma mesa no meio do lugar, ignorando alguns olhares curiosos em mim antes de alguém sentar ao meu lado, um jovem de cabelos esverdeados e olhos castanho claro além de nariz chato e músculos definidos porém magros embaixo de roupas cinzas.
– Olá Derek - Cumprimenta o jovem cheio de vida, um tanto sem jeito enquanto pega seu pote e começa a devorar suas frutas - Sou Elias Froud, fiquei sabendo da sua escapada.
– Prazer - Declaro estranhando a situação.
– Já se perguntou porque os Assassinos foram atrás de você? - Pergunta o garoto me deixando perplexo enquanto tentava comer em vão, já que logo em seguida Nathan surge com uma bandeja e se senta em frente ao meu lugar, tomando um breve gole de café antes de me olhar com uma expressão séria.
– Pode sair daqui Nathan, nem hoje nem nunca vou acreditar que você não é o filho da puta que é - Elias se encolhe e presta atenção na própria comida.
– Derek, não era eu. Eu nunca trairia a ordem. Dustin me escolheu porque confia em mim, não teria me colocado no posto de braço direito caso não tivesse certeza da minha lealdade - Explica o Assassino com calma, como se eu fosse cair no papo dele.
– Grande merda. A história dos Assassinos mostra que muitos Assassinos foram grandes traidores.
– Assim como seu ancestral? - Peguei Nathan pelo colarinho e segurei meu punho antes da mão alcançar seu rosto, então o solto devagar recuperando a calma.
– Meu ancestral não era um traidor, ele lutou pela causa Assassina e matou o verdadeiro traidor - Argumentei voltando a comer.
– Isso não importa. Já parou pra pensar na razão de ter parado nas mãos dos Templários sendo que tínhamos tudo planejado?
– Primeiro foi minha culpa. Segundo, você deve ter avisado.
– Engraçado você dizer isso porque quando chegou não tinha habilidade nenhuma. Agora, milagrosamente tem habilidade e Harry simplesmente te coloca para uma missão de extrema importância mesmo com seu histórico anterior - Respiro fundo e olho para minha comida.
– Está aí sua prova de confiança - Afirmei antes de me levantar para ir embora. Longe de confiar em Nathan, mas suas palavras deixaram uma suspeita no ar, porque os Assassinos tinham ido atrás de mim? Será que eu era o único resgatado do Animus? E a missão? Porque não continuaram com a missão sem mim? O que eles ainda escondiam fora o fato de que, pelo Animus, descobri que Wilkar não era um traidor, e mesmo assim todos o chamam de traidor, será que isso poderia me ajudar de alguma maneira no que estava por vir? De qualquer jeito fui obrigado a deixar meus devaneios para outro momento visto que Elias veio atrás de mim.
– O que você quer, Elias?
– Olha, eu não sei o que rolou entre você e o Nathan, mas tem de saber de uma coisa que ele está certo, você foi o primeiro resgatado dos Templários depois de ser capturado - Penso em algo para dizer, mas como não encontrei, simplesmente sigo meu caminho enquanto Elias me observa cheio de curiosidade. Depois de algumas horas sem fazer algo realmente útil, decido seguir para um jardim interno do local quando sou abordado por Jade em um dos inúmeros corredores da base do grupo.
– Faz tempo desde nosso primeiro encontro, Derek. Quando te avisei, você não era nada além de um empresário fugindo da perseguição dos Templários. Agora é um de nós, prestes a participar de uma missão importante.
– Achei que a outra também fosse - Ela finge não ter escutado enquanto me leva para o interior de uma sala ampla cheia de paredes lisas - Olha, sem querer te decepcionar, mas tenho namorada.
– E eu só quero saber o quanto evoluiu desde a pausa no seu treino - Ambos sorrimos antes de pegarmos cada qual um bastão para começarmos nossa dança.
- Você acredita mesmo que os Templários trarão o fim - Afirmei entrando em modo de combate quando inesperadamente Jade avança, ignorando os cumprimentos antes de um combate esportivo. Ela ataca minha cabeça, mas abaixo o tronco antes que a vara atinja meu rosto, revidando com um ataque abaixo das costelas. Como esperado, Jade desvia o golpe com seu bastão e contrataca usando a mão restante, sendo que usei o pé para impedir o avanço. Ela tenta me chutar repetidas vezes, mas uso o bastão para repelir os golpes antes de rolar no chão e meter-lhe uma rasteira, que teria funcionado em um adversário iniciando, mas não em uma especialista como aquela Assassina. Depois de mais algumas defesas e novos ataques, Jade me acerta com um golpe do bastão na barriga com tamanha força que perco o equilíbrio, ficando de joelhos para que ela pudesse apontar a arma branca para minha cabeça e encostar a palma em meu pescoço com a mão restante, mostrando sua clara vitória.
- Você melhorou - Disse a Assassina no que soou mais uma observação que um elogio, mas ainda assim sorrio.
- Que bom que agradei a professora - Me levantei secando o suor do rosto - Depois de tanto te enfrentar, achei que conseguiria ao menos te acertar.
- Achou? Acontece que no treinamento eu não usei minhas habilidades totais, até porque você era um novato e eu não queria te matar, mas acho que podemos passar a usar as armas de verdade se for do seu gosto. Cegas, é claro - Abaixo os ombros revelando minha notória decepção ao mesmo tempo que me espanto com o patamar de suas habilidades. Seria Jade a líder dos Assassinos em todas as missões por conta de ser potencialmente a mais habilidosa dentre todos? - E para sua informação Derek, não tente nada em nossos treinamentos, porque eu também namoro.


Notas Finais


Agora Derek conheceu a verdadeira Jade, não?


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