História A Clínica - Capítulo 61


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Kibaneji, Leegaa, Narusasu, Saiino, Sakuhina
Visualizações 284
Palavras 1.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi!

Desculpem a demora para atualizar, mas as últimas semanas foram bem corridas lá na minha empresa e eu não tive tempo de entrar no site, vou atualizar todas as minhas histórias aos pouquinhos, espero que gostem.

Capítulo 61 - O Menino Desconhecido


Fanfic / Fanfiction A Clínica - Capítulo 61 - O Menino Desconhecido

Rock Lee:

 

            Dizem que o tempo é o melhor remédio para curar as feridas, sejam do corpo ou da alma, meu ruivinho é a prova viva disso. Depois daquela difícil conversa em sua casa ele pareceu finalmente se libertar, como se um peso houvesse sido tirado de suas costas e ele melhorava dia a dia, como se finalmente tivesse vontade de viver, como se houvesse se libertado de correntes invisíveis que o prendiam. Ele continuou com seu tratamento na clínica, tanto em grupo quanto individual, estudou feito louco e passou em uma prova que o permitiu concluir seus estudos, prestou vestibular junto comigo e passou em primeiro lugar para a faculdade de Serviço Social, enquanto eu passei para Educação Física, estava tão orgulhoso do meu ruivinho que mal cabia em mim. Ele também passou a ir à academia comigo, queria aprender a se defender sozinho, em apenas alguns meses já conseguia derrubar até mesmo a mim, ele era esforçado e aprendia rápido, seu raciocínio era fora do normal, estava sempre um passo a minha frente. Por iniciativa própria ele arquitetou um projeto voluntário, ele queria colocar em prática o que havia aprendido e passou a dar aulas voluntárias de defesa pessoal às crianças da clínica, Shizune e a diretora Tsunade aceitaram de bom grado e claro que eu o ajudei nessa empreitada, ele parecia até outra pessoa, quem olhasse de fora não diria que ele havia passado por tudo o que havia passado, claro que ele ainda tinha seus momentos de recaída, de vez em quando se deprimia e se recusava a sair de casa, mas com o tempo eu também aprendi a lidar com isso, não saía do seu lado, eu queria que ele soubesse que eu estava lá para o que ele precisasse e que não iria a lugar nenhum.

            Era sexta-feira, havíamos acabado a aula de defesa pessoal e saíamos da clínica de mãos dadas, quando meu ruivinho parou, encarando um ponto específico. Olhei para o local que ele fitava, havia um menino de cerca de seis anos encarando as crianças que saíam do prédio, ele tinha um olhar triste e as roupas desgastadas rasgadas, parecia um menino de rua. Gaara soltou minha mão e se aproximou, sem que o menino percebesse.

 

- Está com fome? – o ruivo perguntou, abrindo sua mochila e tirando um sanduíche de lá, o menino se assustou e deu alguns passos para trás, batendo com as costas em uma árvore e encolhendo-se, segurando as próprias pernas – Tome, pegue. – Gaara estendeu o alimento para o garotinho, que olhou-o receoso, antes de levar as mãozinhas pequenas ao sanduíche e pegá-lo, devorando-o em poucas mordidas, até me assustei, pensei que ele fosse se engasgar – Qual o seu nome? – meu namorado perguntou, porém antes que o menininho respondesse, um homem apareceu e levou-o arrastado pelo braço, não pudemos fazer nada além de olhar o garotinho se afastar de cabeça baixa, antes de fitar-nos uma última vez, como se implorasse por ajuda. Esse foi o dia em que Gaara teve sua pior recaída, ele se recusou a comer, a noite teve pesadelos e acordou aos gritos, Temari me ligou no meio da noite, pedindo para ir até a casa deles, quando cheguei lá, meu ruivo estava encolhido na cama, com as pernas encolhidas, as mãos nos ouvidos e apertando os olhos, enquanto balbuciava coisas desconexas. Me aproximei cauteloso e sentei-me na cama, envolvendo meus braços nele, sentindo-o se debater, tentando se afastar, porém não permiti, apertando mais o abraço, até ele finalmente ceder e corresponder. Demorou um pouco, mas eu consegui acalmá-lo e dar o remédio que ele tomava sempre que tinha suas recaídas, uns minutos depois ele já estava dormindo novamente, apertando-me em meio ao sono, depositei um beijo em sua testa, puxando-o mais para mim e fechei os olhos, caindo no mundo dos sonhos com o meu ruivo. No dia seguinte acordei sentindo-o se remexer na cama e abri os olhos, encontrando as orbes verdes me encarando, destacadas pelo vermelho carmim de seu rosto envergonhado.

- Bom dia meu amor. – falei com um sorriso, ele arregalou os olhos.

- B-bom dia. – ele respondeu desviando os olhos e levantando-se, saindo do quarto, tropeçando nos próprios pés, parecendo nervoso, sorri com isso, meu namorado era tão lindo.

 

            O final de semana passou normalmente, no sábado ficamos na casa dele, assistimos alguns filmes, pedimos uma pizza e ficamos acordados até tarde, eu dormi lá mesmo, em um dos quartos de hóspedes. No domingo passamos na minha casa, meu pai convocou-nos a ir almoçar todos juntos, os irmãos do meu ruivo também foram, minha irmã estava ansiosa, ela e Kankuro ainda estavam enrolados, naquele relacionamento não ata nem desata, Temari dizia que não tinha paciência para eles, ela havia pedido Shikamaru em namoro no dia seguinte depois daquela noite que havíamos passado todos na casa dos Sabaku e ele é claro aceitou, já estavam a alguns meses juntos, a loira sem dúvidas é determinada.

            Voltávamos a pé para a casa do ruivo, já começava a anoitecer e meus cunhados já haviam ido embora mais cedo, caminhávamos calados, ele parecia pensativo, queria perguntar o que passava por sua mente, porém não queria que ele se sentisse pressionado.

 

- Lee, eu... – ele não pôde concluir seu raciocínio, uma pequena figura que vinha correndo chocou-se contra nós e caiu sentado no chão. Quando o ruivo se abaixou para ajudar o menino a se levantar, o pequeno se agarrou a ele, seu corpinho pequeno tremia e ele tinha os olhinhos chorosos.

- Tio, m-me ajuda... – o menino falou entre lágrimas, reconheci-o na hora, era o mesmo menino do outro dia, o qual Gaara havia dado o seu sanduíche. O ruivo pareceu meio perdido e abraçou o pequeno, que afundou o rostinho no seu peito, agarrando-o mais – N-não deixa ele me pegar, por favor... – o menino implorou e meu namorado me fitou ofegante, trêmulo e pálido, mas seus olhos refletiam algo que eu já sabia, ele queria ajudar o menino.

- Ninguém vai te pegar, está bem? Qual o seu nome? – o ruivo perguntou, afagando os cabelos loiro areia do garotinho, que parecia receoso e ficou calado – Ei, tudo bem, não precisa falar.

- O que faz a essa hora sozinho na rua? Seus pais devem estar preocupados. Podemos te levar até eles. – falei, aproximando-me, o garotinho pareceu ficar mais assustado e se prendeu mais ao ruivo, como se não quisesse que eu me aproximasse, aquilo foi realmente estranho. Gaara se levantou, com o menino em seu colo, que se agarrou ao seu pescoço e começou a andar, corri atrás dele confuso – Gaara, o que vai fazer?

- Vou levá-lo pra minha casa. – ele falou e meus olhos arregalaram-se com sua resposta.

- Está brincando, não é? – falei atônito, ele fitou-me como se pudesse ler minha alma.

- Eu não brinco. – ele respondeu, voltando a caminhar normalmente. Paralisei chocado, meu namorado só podia ter enlouquecido e ia acabar arrumando dor de cabeça para si próprio, não sabíamos quem era aquele menino ou de onde havia saído e eu tinha um pressentimento ruim, só esperava estar errado e que essa história não acabasse em mais problemas para o meu ruivinho, ele já tinha traumas o suficiente para uma vida, não precisava de mais um. 


Notas Finais


Logo continua.


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