História A confusão da minha vida - Capítulo 69


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aluna, Amigos, Amor, Amor Proibido, Depressão, Drama, Lesbicas, Professora, Romance
Visualizações 55
Palavras 1.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vocês queriam Paloma? Então tomem!

Capítulo 69 - Desejo que todos estejam felizes


Fanfic / Fanfiction A confusão da minha vida - Capítulo 69 - Desejo que todos estejam felizes

Paloma.

Não sabia que dar aulas para esses adoráveis capetinhas seria tão cansativo e ao mesmo tempo recompensador. Não há nada nesse mundo que me faça sorrir mais quando vejo um dos meus alunos soltando um daqueles suspiros aliviados por ter entendido a matéria que eu expliquei para eles. Ou quando eles agradecem-me com os olhos por tê-los ajudado. Todos os dias a minha certeza de que escolhi a profissão certa se renova, mesmo com todo o cansaço, pressão despencando, estresse contínuo e a voz completamente rouca. Falando assim até parece que é péssimo ser professora, não é? Porém, não. Não é. Eu acabo rindo de mim mesma quando na calada da noite levanto-me atrás de remédios para minhas dores de cabeça. Por mais que doa, me faz bem. Devo estar ficando louca por estar dizendo essas coisas. Tenho dores de cabeça pois falto me matar para ensinar meus alunos até que eles verdadeiramente aprendam. Então... São boas dores. Elas me lembram eles. Eu os amo. Cada um deles.

Desde pequena eu já sabia que escolheria o magistério para minha vida. Sempre via nos meus professores o que eu queria para a minha vida. Eles me inspiravam, faziam-me evoluir, crescer.

E desejo estar sendo tudo isso para os meus queridos.

— O que está fazendo, amor? — Miguel perguntou puxando uma cadeira e se sentando ao meu lado, de frente para a minha mesa que estava repleta de papéis.

Miguel era meu companheiro de vida desde muito tempo. Meu alicerce, amigo, confidente, noivo e futuramente marido.

— Corrigindo algumas redações dos meus filhos. — frisei a última palavra e ele sorriu.

Miguel apelidou eles dessa forma.

“Seus alunos são seus filhos. Cuide deles como se estivesse com as pedras mais preciosas nas suas mãos.” ele disse no início da minha vida como professora.

— E como está indo?

Ele apoiou o braço na mesa e segurou o queixo com a mão.

— Maravilhosamente bem. Gosto da forma como eles se expressam no papel. É encantador. Não sei se a maioria teria coragem de dizer isso tudo olhando-me nos olhos.

— E qual foi o tema da redação?

Ele estreitou os olhos na minha direção.

— “Onde você se vê daqui há 5 anos?”

— Que clichê, amor — Miguel murmurou passando os olhos pelos papéis canetados.

Talvez fosse mesmo clichê. Talvez eu tivesse exagerado em pedir que eles fizessem essa pequena redação de 20 linhas. Talvez eles estivessem mentindo nessas linhas. Talvez. Talvez não. Talvez eu estivesse sendo um pouco paranóica.

— Eu preciso conhecê-los, saber quais são seus sonhos, seus medos, suas alegrias.

— Devo me preocupar com o fato de ter algum aluno apaixonado por você? — ele perguntou me pegando de surpresa. Seu sorriso era tão brincalhão e tão bonito que eu acabei sorrindo junto. — Porque... Cara... Você é 10! Aposto que os pirralhos agradecem todas as noites a professora de português que eles têm.

Beijei-lhe os lábios.

— Eu te amo! — murmurei segurando seu rosto arisco pela barba que estava crescendo. — Você não vai me perder...

— Eu também te amo! — sorriu. — E é bom saber disso, professora Paloma Albuquerque.

Ele me beijou mais uma vez e acabei me perdendo em seus lábios carnudos e tão apaixonantes. Fiquei me perguntando quando, onde e como isso entre nós dois aconteceu tão rapidamente. Eu era uma mulher muito sortuda. Miguel era gentil, cavalheiro, companheiro, sincero, bom ouvinte, leal... Ele era um pacote completo e eu não poderia estar mais feliz por ser a destinatária dessa encomenda.

— Estava pensando em chamar a Rebecca para ser minha madrinha de casamento — falei, assim que cessamos o beijo. — O que você acha?

— Perfeito. Eu gosto do Ricardo também. Eles são ótimos. Tenho certeza que ela vai adorar.

Miguel colocou uma das minhas mechas loiras atrás da orelha.

— Ela tem se tornado minha melhor amiga.

— Eu sei, e eu não poderia estar mais feliz por saber que finalmente você está escancarando seu coração para amizades e deixando Rebecca fazer morada nesse coraçãozinho aí.

— Você sabe que eu tenho um passado difícil em relação à amizades... — murmurei com a cabeça baixa. Meus olhos pesando e minha voz ficando cada vez mais inaudível.

Meu noivo levantou minha cabeça e a sustentou com suas mãos. Apoiei meu rosto e aproveitei o carinho que ele estava fazendo com o polegar.

— Sim, é claro que sei. As pessoas que te abandonaram são pessoas azaradas e que não merecem um resquício do seu amor. Se você acha que Rebecca merece, assim como eu acho, se abre com ela, deixe seu coração ser o guia nessa amizade, se fortaleçam, conte à ela seus segredos, seus medos, suas alegrias. Diga à ela o que você pediu aos seus alunos para escreverem.

— Você é o meu porto seguro.

E mais uma vez me beijou carinhosamente. Suspirei em sua boca e ele me puxou para seu colo cortando o beijo.

— Qual foi a redação que você mais gostou até agora? — perguntou-me.

Abri um largo sorriso e estiquei meu braço para pegar o papel que estava separado na minha mesa.

Era a redação de Fernanda.

“Aonde eu quero estar daqui há 5 anos? Eu quero estar com meus pais, meus amigos, com a pessoa que será destinada para roubar meu coração e ser a dona de toda a minha felicidade. Quero estar sentada em uma varanda, sorrindo, em uma bela noite de sábado, o céu estrelado, meus amigos contando piadas toscas, minha bela professora de português rindo das bobeiras deles, minha professora de Arte enfurnada na cozinha junto com minha mãe e meu pai fazendo a nossa ceia da noite. Quero isso. Quero juntar as pessoas que eu mais amo nesse mundo em um só lugar. Quero sentir meu coração revirar de tanta felicidade. Quero gritar para todos o quão feliz eu sou por ter todas essas pessoas maravilhosas ao meu lado. Quero. Não. Desejo estar feliz. Desejo que todas essas pessoas que eu citei estejam felizes. Sei que o caminho é longo, muitas coisas ainda acontecerão, talvez nem nos conheçamos mais daqui há cinco anos, mas ainda sim, todos esses personagens da minha novela chamada vida, estarão comigo. No meu coração. Na minha cabeça. Grudados. Completamente grudados na minha alma.”



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