História A cor da quietude - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~renjuna

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong
Tags Jaehyun, Jaeyong, Nct, Nct 127, Nct U, Renjuna, Snct, Snctartes, Taeyong
Visualizações 42
Palavras 1.695
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaaa ♡
Yes sir, depois de 84 anos consegui fazer uma fic que não é drabble HAHSHA
Quem me conhece sabe que eu tenho MUITA dificuldade em expressar as coisas nas histórias e isso me deixa bastante frustrada MAS eu to tentando, então la vai.
Agradeço a Milka pela betagem e toda a ajuda (e paciência cmg pq eu sou um desastre natural), Zord pela capa linda e Becca pelo plot ♡
Deem amor à esse projeto cheiroso que é o SNCT!!

Capítulo 1 - Pintor Good Vibes e a Proposta.


 

Trabalho. É o que mais Jung Jaehyun tem no auge da sua juventude. É um empresário bem sucedido e muito focado em sua vida profissional. Porém, de tanto pensar apenas no seu emprego, acabou se tornando escravo, virando um homem estressado, achando que a vida é só trabalho.

Todos os dias no horário do almoço, o Jung vai à uma praça no centro da cidade para se livrar do estresse do escritório. Senta no mesmo banco de sempre, puxa um maço de cigarros e o acende, é como uma terapia para se aliviar de todo o estresse.

Não muito longe dali, estava Taeyong. O Lee é um artista independente de rua; suas obras, são na maioria das vezes, sobre o dia a dia e pessoas aleatórias. Já havia reparado no empresário antes, pois era ali onde vendia seus belos quadros. Só que, naquele dia, o Jung parecia mais bonito, com os cabelos desalinhados pelo vento e o cigarro queimando em seus lábios. Seu terno e sua gravata frouxa davam um ar sexy, tão bonito.

Assim Taeyong começou a desenhá-lo, por leves traços que pareceram apenas riscos sem direção no começo, mas depois formaram um esboço de um belo homem, com um cigarro e expressão enfurecida. Era o que Jaehyun parecia para Taeyong; um homem enfurecido.

Depois de meia hora, o Jung apagou o cigarro e voltou ao escritório. A correria voltaria mais uma vez.


x

 

— Chefe, você precisa assinar alguns documentos para a… — Doyoung, secretário e amigo de Jaehyun nas horas vagas ia dizendo, mas foi interrompido.

— Coloca aí.

— Vou deixar aqui em cima — Disse e colocou os papeis em cima da mesa. —  Quer alguma coisa? Um café?

— Quero terminar de arrumar esses papéis logo — Disse apressado, colocando alguns documentos na gaveta e se levantando. —  Ótimo.

— Acabou? — Doyoung perguntou, vendo o Jung se levantar e vestir o paletó. Ele pegou suas chaves e caminhou até a porta — Já vai? E os papéis?

— Só deixa aí e tranca a porta quando sair.

— Não se atrase, às 14h30 você tem uma reunião com o dono da NEO. Temos que passar uma boa impressão.

— O tal Lee? — Recebeu um sinal afirmativo e suspirou —  Boatos de que esse senhor me causa calafrios... Enfim, não irei me atrasar, até depois.


      x
 

Jaehyun andava calmamente pela praça, sentindo o vento frio em seu rosto e o cheiro de ar fresco. Era uma das suas sensações preferidas, como fechar os olhos e sentir o vento forte contra a pele. Paz. Era bom se sentir livre, fazia bem ao moreno a ponto de quase acalmá-lo por completo. Bom, como eu disse, quase.

Mesmo sendo desligado algo chamou sua atenção. Era um quadro. Seu olhar rolou furioso pela pintura no chão da praça, logo decidiu tirar satisfações com quem desenhou.

— Quem foi que fez isso? Eu exijo uma explicação! — Disse em voz alta, segurando o quadro em mãos. Estava irritado, afinal, uma pessoa o desenhou sem permissão, certo? Tinha razão em ficar com raiva.

— Ei, calma. — O jovem de cabelos rosados falou ao ouvir o escândalo do moreno e tentar tranquilizá-lo, pegando o quadro de suas mãos e colocando em cima de um banco próximo.

— Desculpe, senhor, mas você não pode pintar alguém sem permissão. Isso é inadequado. —  Jaehyun proferiu visivelmente irritado, mas sua expressão mudou para confusa ao ver o Lee rir. — Senhor, isso não tem graça nenhuma.

— Primeiro, é Taeyong e não senhor. Segundo, relaxa, cara, não é como se eu tivesse jogado praga pra você. — Sentou no banco e fez um sinal para o Jung se sentar também, e mesmo desconfiado obedeceu.

— Olha, eu não te conheço e presumo que compartilhe disso.

— Quanta formalidade — Taeyong riu de novo, dessa vez achando fofo o modo formal do Jung o tratar. — Desculpa, é isso que queria ouvir? Eu nem fiz nada ruim, aish.

— Sim, obrigado. Peço que se livre deste desenho — Disse mais tranquilo, porém sem deixar a carranca pra trás.  

— Quê? Eu fui tão bondoso a ponto de nem cobrar pela tinta que usei nessa belezinha e você manda eu me livrar dele? Nem sonha. — Taeyong rebateu indignado.

— Que seja, não vou mais ver você mesmo. —  Ficou de pé, fazendo Taeyong o imitar. —  Adeus.

— Você é muito estressado, já pensou em sei lá… Ioga? Música clássica? Pegar alguém? Meu pai diria que isso é falta de amor, se é que me entende. — Se divertiu ao ver Jaehyun ficar envergonhado com suas palavras. Isso é hilário, pensou.

— S-senhor, cuidado com suas palavras. Você não sabe quem eu sou, e garanto que não sou esse tipo de pessoa. — Seu relógio apitou e levou o pulso aos olhos. 14h20. Quanto tempo perdeu ali? Suspirou cansado pensando na bronca que levaria de Doyoung — Preciso voltar ao trabalho.

—  Espera, tenho uma proposta. O que acha de um dia de sossego? Pelo que eu percebi aqui, você é bem… Enfim, acho que isso fará bem pra você. Ou se preferir, pense em um jeito de pagar pelo quadro e estaremos quites.

Sorriu mais uma vez. Jaehyun pensou no quanto o sorriso daquele garoto era irritante. Será que ele sorria 24/7? Que tipo de pessoa era aquela? Por acaso vivia em uma Coréia do Sul diferente da sua?

— Respeito, senhor. Proposta recusada, se me der licença.

— Pense a respeito, tio. Eu ‘tô sempre aqui. — Sorriu e começou a arrumar os quadros na sua área, virando de costas para o empresário.

— Adeus.

E deu meia volta ao escritório, tentando esquecer a conversa estranha que teve com Taeyong.

— Estressado? Irritadinho? Aish, esse moleque nem me conhece, o que ele sabe? — Resmungou em voz alta caminhando apressado. Nunca aceitaria aquela proposta sem cabimento, ou pelo menos achava isso.

 

x

 

Uma semana se passou desde o episódio na praça e Jaehyun nem faz questão de lembrar ou na realidade estava muito ocupado pra isso. Houve um problema na sua empresa e não conseguiu pensar em outra coisa.

— Doyoung, você tem certeza que ninguém ligou avisando? Isso não poderia acontecer, meu Deus! — Passou a mão pelo cabelo e suspirou, se apoiando na mesa.

— Claro que sim, eu fiquei ao lado do telefone o dia inteiro, eu saberia se tivessem deixado ao menos um recado. — Revirou os olhos. — A culpa é deles, você sabe que Mark Lee não te suporta.

— Ele não me complicaria por uma coisa que aconteceu no ensino médio, né? Só pode ser brincadeira — Sentiu-se sufocado com a situação, não era acostumado a lidar com crianças mimadas, ainda mais quando elas fazem de tudo pra lhe ferrar.

— Podemos avisar o que aconteceu, eles irão entender.

— Com licença. senhor Jung, temos um problema. — Moon Taeil, outro funcionário da empresa, entrou na sala com documentos nas mãos.

— Mais? — Bufou. — Acho que vou vomitar, preciso de ar. Doyoung, pode acalmar as coisas por enquanto?

— N-não sei se sou adequado para isso. — Aflito, arregalou os olhos ao ouvir Jaehyun. O Kim era acostumado a ajudar o chefe, é seu trabalho. Mas assumir seu lugar, mesmo que por algumas horas, era muito pressão.

— Confio em você, prometo não demorar, hum?

— Tudo bem, posso dar conta — Respondeu depois de um tempo, recebendo um sorriso do Jung.

 

Jaehyun às vezes se sentia um idoso de oitenta anos no corpo de um jovem, pois estava sempre cansado e sem vontade de fazer qualquer coisa. Era isso que pensava sentado naquele banco de praça; no quanto estava desgastado. Ao invés de cigarros, Jaehyun pegou seu fone e conectou ao celular, colocando sua playlist no modo aleatório. Concentrando-se na melodia da música ao se desligar do mundo, fechando os olhos e se acomodando melhor no banco.

E quem diria que aquela música do Highlight deixaria o Jung relaxado, não é mesmo?

Sentindo-se melhor para voltar ao escritório, se levantou e guardou seu celular no bolso. No processo, viu o garoto de cabelo rosado da semana passada sentado pintando uma garotinha brincando. Jaehyun achou a paisagem adorável, pois o jeito como ele sorria ao fazer sua obra era fantástico, como se tudo fosse maravilhoso em seu próprio mundo.

Após um tempo, lembrou da proposta feita pelo garoto, o qual não conseguiu lembrar o nome. Mas parou para pensar e concordar com ele. Estava estressado e irritado com tudo, além do mais, precisava pagar pelo tal quadro. De forma impulsiva e sem saber exatamente o que estava fazendo, caminhou até o artista e parou na sua frente.

— Quero...q-quer dizer, aceito. — Foi a primeira coisa que veio a sua mente.

— Eu não vendo droga, mas se você quiser o... — Parou suas pinceladas para ver que era Jaehyun falando. — Ah, desculpa, sempre chegam em mim pra pedir esses “doces diferenciados”. — Riu alto e nervoso, não achou que o empresário iria voltar. — Mas e aí? Veio aceitar minha proposta?

Limpou a garganta e afirmou com a cabeça.

— Que ótimo. — Taeyong sorriu feliz e pegou seu celular. — Me dá seu telefone, qual seu nome? Que engraçado, eu nem sei seu nome e já estamos aqui.

— Jaehyun. — Pegou o celular das mãos do Lee e sorriu ao ver sua expressão surpresa.

—Taeyong. — O empresário lhe devolveu o celular com seu número salvo. — Só Jaehyun? Que sem graça, que tal… — Fez uma expressão esquisita ao pensar um pouco e sorriu sapeca ao colocar a tela do celular na visão do Jung — Stress Boy?

— Você é sempre assim?

— Talvez sim. — Riu. — Te ligo no final de semana?

— Pode ser.

— Até logo, senhor Stress Boy.

— Ora, seu anão — Sorriu e mostrou o punho. — Não me faça voltar atrás.

— Eu me rendo, sir, não farei isso novamente. — Levantou as mãos em sinal de rendição, até Lee Jongsuk invejaria sua atuação dramática. — A gente se vê.

— Nos vemos.

 


Notas Finais


Não esqueçam de seguir o @snct para receber todas as fics cheirosas que estão por vir :D
Nos vemos no próximo cap ♡


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