História A Cordial Criatura Entre Os Galhos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas, Slender (Slender Man)
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Lendas, Psicológico, Slender
Exibições 33
Palavras 1.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Well...não tenho muito o que falar, apenas peço paciência.
Nossa querida entidade irá aparecer...
Mas ainda é cedo.

Capítulo 2 - II. Mais, ou menos, do que os olhos veem?


Fanfic / Fanfiction A Cordial Criatura Entre Os Galhos - Capítulo 2 - II. Mais, ou menos, do que os olhos veem?

— Asami...sinto muito pela sua...perda... — Disse algum idiota tentando parecer legal.

— S-sim! T-todos nós s-sentimos muito! Pode contar conosco caso precise! — Complementara o garoto tímido, que secretamente deve me adorar e sofrer pela sua impotência de realizar o próprio desejo de conquistar-me.

Que egoísta. Aposto que outra garota deve gostar dele da mesma maneira que ele gosta de mim, no entanto, ele nunca considerou ou notou os sentimentos dela, por isso, ele também não merecesse que eu considere ou note os dele.

Olhares de pena, palavras de consolação e rostos meramente comovidos. Que belo teatro nós temos aqui.

Aqueles silenciosamente sentindo pena de mim, são na maioria garotos, que gostaram e se afeiçoaram a mim principalmente pela minha aparência, que gostam de mim principalmente pela aparência, que estão “sofrendo” agora simplesmente porque o rosto bonito que eles tanto gostam está chorando. Seria outra questão se eu fosse como há seis anos atrás. Nesse caso, eles não tentariam expressar nenhuma empatia.

Aqueles com as maçantes palavras de consolação fingem entender como me sinto, porém nunca estiveram nesta situação, e ainda se sentem solidários, prestativos e que estão ganhando pontos comigo ao falarem palavras simples e estúpidas. Tão iludidos e idiotas como os primeiros.

Enquanto os rostos meramente comovidos, são podres não pelo que sentem, mas sim pelo que fazem. Várias garotas me fitam tentando da melhor maneira possível esconder um sorriso brilhante do rosto. Essa é a felicidade delas, ver alguém superior como eu sofrer, na esperança de se sentirem melhor com isso, quase como diminuindo a notável diferença entre nós, ou se sentindo satisfeitas de saber que uma privilegiada a qual estas só podiam sentir inveja, no mínimo se deu um pouco mal. “Pagando” pelo pecado de ter o que elas não têm.

O erro delas não é sentir inveja, é esconder isso.

A mesma cena continuou, e minhas lágrimas continuavam a descer, sem mais ter certeza se eu mesma estava atuando ou sofrendo realmente, em meio a uma vista embaçada, vejo um rosto fora do palco. O que podem chamar de espectador eu diria. Lá, sentado, apenas observando. Sem nenhuma máscara. Pois ele não fazia parte da peça.

Pupilas falsificadas, trocadas e checadas todos os dias por mim no espelho, encaravam de maneira um tanto...embaraçosa...aquele estranho rosto ali. Que depois de ganhar certa atenção, acabou por se revelar...horrendo...ao mesmo passo...que familiar.

Hiroto Ukawa, nesses seis anos, você afinal mudou alguma coisa?

Não. Não mudara.

Desde aquele dia no acampamento, quando todos, em conjunto, me humilharam, você, ao contrário de mim, não mudou nada. Continua com sua mesma cara feia, com sua típica coluna entortada e seu estranho cabelo ressecado. Por outro lado, não ter mudado não é totalmente ruim, afinal, fora o único que aquele dia provavelmente me convidara pelo que sou, não pelo que aparento ser.

Sim...como pude me esquecer, Hiro...o que valoriza o interior. Talvez o melhorzinho deste recinto, desconsiderado minha ilustre presença, é claro. Porque depois de tudo, não houve, nem há, nem haverá nesta escola nem cidade, uma existência tão iluminada quanto eu.

Desde aquele dia tudo que fiz foi me transformar, tudo que fiz se resumiu a me tornar no meu próprio antônimo. Decidi naquele dia, que o interior importava mais que o exterior.

Não importava o quão maravilhoso Ayato e os outros fossem, não importava o quão linda a pessoa era de primeira vista. Essa era apenas uma fachada, assim como um livro que te faz comprar, pela capa, conteúdo que não desejavas ou com falta de qualidade. Essa sempre fora a intenção dessa estratégia; pelo exterior, te persuadir do interior.

A aparência das pessoas é como a decoração do bolo, não se come um por quão lindo ele é, porém, quanto mais belo, mais alguém será atraído a compra-lo, na ilusão da associação de aparência e sabor. Duas coisas totalmente não relacionadas, e que se acontecem de coexistir, é exclusivamente devido a um ótimo confeiteiro.

Esse fenômeno não se restringe à bolos ou livros, ele é universal. Com alguma diferença aqui ou ali, quando se trate de humanos a mais notável obviamente é a falsidade da verificação. Relacionando um rosto bonito à imagem positiva de um indivíduo, dificilmente poderá certificar-se dessa ideia.

Isso porque quando você fala com outras pessoas, não necessariamente há a certeza que aquela é a verdadeira personalidade desta, ou que esta reflete tudo que ela é. O que conhecemos dos outros, se limita a simplesmente suas ações na realidade visível, que mesmo sendo influenciadas pelo interior, podem não ser genuínas.

Despiste o senso comum, dificilmente conhecemos as pessoas, o que conhecemos é o que essas pessoas aparentam ser. Julgar o eu-interior de alguém pela aparente personalidade, não é lá um método muito preciso.

De imediato me levanto, me sinto...estranha...até diria que sinto essa sensação demais atualmente. Ela é...nova...não, nostálgica. Fazia um tempo que não me sentia desta maneira, porém não posso falar que é uma sensação boa ou ruim. Tudo o que posso dizer, é que de repente me deparei com a Sra. Tristeza, tão solitária, tentando fazer amigos, que em contrapartida os expulsam por esta ser dolorosa de conviver e complicada de se lidar.

As aulas já tinham acabado, hoje não iria participar de nenhuma atividade extracurricular. Por outro lado, tinha um certo individuo desmascarado com quem eu tinha que falar. Hiroto Ukawa.

Elegantemente me dirigi à ele, o contraste entre meu sorriso e os olhos vermelhos era notável, e minha maquiagem talvez estivesse um tanto borrada. Não, não importava. Hiroto iria me dar atenção de qualquer maneira, eu estava disposta a lhe mostrar o meu mais carinhoso e delicado lado.

Dado isto, de acordo com toda a bondade em seu coração, a vontade de proteger uma indefesa donzela iria aparecer. Sim, e nós depois até poderíamos virar amigos. Ser meu amigo deve ser uma realização para ele afinal.

Adoro manter “amigos” por perto. Eles são muito úteis, igualmente à como o dicionário os define. Mas particularmente, defino a palavra amigo como “ alguém que para com, há amizade ou benevolência ou amical”. Pode ou não haver amizade na relação, no entanto necessariamente nas minhas, há benevolência. É uma troca justa, torno-me amiga delas e elas me ajudam.

É deste jeito que as coisas funcionam, e a Sra. Alegria me entende.

A companhia da alegria na vida das pessoas é tão reconfortante que estas fazem todo tipo de esforço para aproximar-se dela. Até mesmo colocando como filosofia de vida a convivência com tão ilustre presença.

Comigo não é diferente.

Gradualmente caminho em direção a aquele menino puro, com ideias puras, ideais puros. Ele...pode me ajudar a entender pelo que passo...sim...ele pode. Ele pode ver o interior das pessoas.

No entanto...sou...interrompida por um evento inesperado. Hiroto é chamado à diretoria.

Hiroto...espere um instante...

Teria você...mudado...?


Notas Finais


Parábolas com bolos são as melhores.


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