História A Coroa de Espinhos - A Canção dos Herdeiros ( Interativa ) - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Elfos, Fadas, Fantasia, Interativa, Medieval, Romance, Vampiros, Yaoi
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Palavras 1.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mil desculpas por não inserir novos personagens que foram enviados, precisava mesmo escrever esse capítulo, e esse núcleo vai ser bem restrito a alguns. Vou inserir eles o mais rápido possível.

Capítulo 4 - Theodre I - Indesejado


Theodre abraçou suas próprias pernas, encostando as costas na parede e suspirando alto enquanto observava Keryth assinar papéis e ler pergaminhos tão antigos que seu nariz protestava contra a poeira quanto eles eram abertos. A coroa de prata-aço - Um antigo metal élfico, uma mistura de prata, aço e uma pedra branca vinda dos céus - retorcida descansava na mesa a sua frente, deixando os fios acobreados bagunçados livres. Seus olhos dourados passeavam de linha em linha de cada página que lia.

- É realmente necessário que você fique aqui me observando? - Keryth perguntou em seu típico tom furioso, passando uma das mãos nos cabelos e rangendo os dentes.

- Vossa Majestade Cyithrel diz que devemos agir como um casal até mesmo fora das vistas. - Theodre retrucou, baixo, enquanto encostava a testa no joelho. Estava cansado de brigar.

- Minha Mãe não está aqui, então por favor, saia. - O jovem príncipe pediu, levantando-se e indo até a porta, abrindo-a. - Vá!

O Penrose concordou com a cabeça e levantou-se num só impulso, pegando sua capa avermelhada com bordado de flores para proteger-se da fria brisa marítima. Passou pelos corredores silenciosos do navio, subindo as escadas até encontrar-se na proa do maravilhosamente poderoso Orgulho da Coroa, onde as grandes velas douradas com a coroa prateada símbolo da Casa Real Élfica Fakalyn balançava avidamente. Os marinheiros passavam a todo momento, fazendo uma pequena reverência ao ver o futuro consorte do príncipe.

Theodre colocou uma de suas mãos na testa e segurou-se na amurada do navio. O balançar deixava-lhe tonto.

- Milorde. - Um elfo aproximou-se, fazendo uma pequena reverência e se juntou ao garoto para admirar as águas escuras. Pelo pequeno pingente redondo e ver em seu ombro, prendendo sua capa, deveria ser Ailluin da Casa Élfica Gencan de Salkire. - Segundo os cálculos do Capitão Aubron nós chegaremos em Escudo Preto ao amanhecer.

- Ótima notícia, meu senhor. - Theodre sorriu, sem muito desejo de conversar, mas Ailluin continuou ao seu lado.

- Deveria descansar, Milorde. - Ailluin sugeriu, num tom mais baixo. - Quando a Caminhada da Ascensão começar, vai gastar toda sua energia. Cavalgar de vilarejo em vilarejo, indo de fortaleza em fortaleza, visitando todas as Casas Élficas...

- Algumas vezes acho que isso não vale a pena... - Theodre murmurou para si mesmo, recebendo um olhar curioso do Gencan. - Não tenho sono, o balançar do navio revira meu estômago.

- Vossa Alteza é difícil por natureza. - Ailluin encostou-se na amurada, apoiando o peso nos braços, com um olhar longe. - Ouvi os boatos na Corte, antes da Aliança Matrimonial ser oficializada... - Ele deu um tempo, e então continuou: - Esquecer um amor é difícil.

- Minha mãe disse que havia possibilidade deles casarem. - Theodre comentou, passando a mão na madeira fria. - Mas não contou-me mais nada sobre.

- Ele era um Lorayla de Escudo Preto. Ou pelo menos é isso o quê os boatos dizem. - O Gencan parecia pensativo. - Há uma pequena fortaleza lá, chamada de Águas Claras, onde o Rei Consorte Kethyr visitava de tempos em tempos. O garoto tornou-se um fiel amigo do Príncipe Keryth e seus sentimentos cresceram... Quando sua aliança foi formada, a Rainha Cyithrel ordenou que se afastassem...

- E agora ele odeia-me com toda sua força. - O Penrose concluiu quando o navio sofreu um forte impacto, diferente do balançar frenético, que o jogou na água fria e turbulenta do Mar de Inverno.

Mesmo revestido de lã, couro e peles, Theodre sentiu o frio atingir seus ossos como um martelo e suas pernas sendo congeladas. Pouco a pouco suas passadas e braçadas ritmadas se tornaram algo mais desesperado e a água que antes tocava em sua garganta começava a engoli-lo. A escuridão da noite foi sendo trocada pelo brilho alaranjado do sol, mas acima de sua cabeça o céu ainda estava arroxeado, e então o jovem percebeu o quê estava acontecendo.

As velas do Orgulho da Coroa estavam em chamas, tinham transformado-se em grandes fogueiras brilhantes, enquanto o resto da esquadra marítima da Rainha estava ainda pior. O Cervo Verde tinha se partido ao meio, Rei das Flores afundava lentamente, Sol do Inverno tentava manobrar para se desviar dos destroços, mas vinha na direção de Theodre. Os inimigos vinham de todos os lados, saindo das sombras conforme as fogueiras que eram os navios iluminavam a noite como um segundo sol.

- Milorde! - Ailluin gritou da proa, jogando uma escada pela lateral do navio. - Aqui! Pegue!

Suas mãos agarraram com força a escada, mas seus dedos estavam escorregadios e trêmulos para conseguir-se manter o ritmo da subida. Quando finalmente conseguira chegar perto da amurada, seus braços voltaram a escorregar, e a queda no mar o enfraqueceu ainda mais. O único calor que tinha agora vinha das estrelas de chamas que passavam por cima de sua cabeça, atingindo os navios da Esquadra Élfica e derrubando-os um por um. Vamos todos morrer, foi o seu pensamento quando o mastro principal do Orgulho da Coroa desabou e caiu ao seu lado no mar, com Ailluin e uma outra figura vindo logo em seguida.

- Você está bem? - Keryth perguntou, aproximando-se de seu consorte. Sua voz parecia firme e forte, diferente de Theodre, que apenas balançou a cabeça em afirmação. - Segure-se em mim. Lady dos Cravos conseguiu sair do círculo de inimigos, eles estão me buscando, ainda acham que estou no Navio.

- Vamos, Alteza! - Ailluin chamou, dando braçadas fortes e ritmadas para longe dos navios, passando pelo meio dos destroços.

- Vamos, segure-se. - Keyth respirou fundo, buscando fôlego, enquanto Theodre envolvia seus braços ao redor do pescoço do prometido com cuidado. - Não aperte muito, ou morreremos ambos.

Keryth não demorou muito para alcançar Ailluin, mas era difícil saber se ou o Príncipe era rápido demais ou Ailluin estava ficando lento. Os destroços do Magnífica Roseira atrapalharam sua fuga, mas não conseguiram impedi-la, nem mesmo o casco em chamas do Sol do Inverno fora suficiente para pará-los. A única coisa que os mantinha longe do Lady Cravo era um navio dos inimigos.

- Se eles manobrarem, morremos. - Ailluin falou, parando ao lado do príncipe e controlando sua respiração. - Passe primeiro Alteza, tenta alcançar o Lady e sobreviva. Eles vão ver se passar, então vão tentar nos impedir de seguí-lo.

- Mas quem vai levá-lo? - Keryth perguntou, meneando a cabeça na direção do consorte. - O Penrose ainda está muito fraco para nadar sozinho, e não consigo ir mais rápido com ele em meus ombros.

- Eu levo. - Ailluin sugeriu, chegando mais perto do príncipe para que Theodre pudesse passar para suas costas. - Vá, chegue primeiro e ordene eles a irem devagar.

Keryth acenou com a cabeça e respirou fundo, mergulhando na água gelada e passando quase que completamente imperceptível pelo navio, que começou a mover-se logo após. Ailluin foi o mais rápido que pode, mas ainda era devagar para que os dois conseguissem passar ilesos por entre a pequena brecha. Theodre podia sentir as pernas do lorde começarem a cansar, desacelerando suas passadas até que se tornaram lentas.

- Me deixe... - Theodre pediu quando viu que iam morrer esmagados entre os dois navios. - Me solte!

Ailluin não respondeu nada, mas o jovem soube que ele obedeceria quando uma das mãos do lorde soltou o seu aperto no pescoço e o deixou livre no mar. Suas pernas ainda doíam e estavam fracas demais para se manter flutuando, e Theodre afundou na água, que afundou dentro de si. Seus pulmões queimaram quando foram preenchidos de água salgada, mas a paz sobrepujou a dor quando o jovem viu maravilhado o espectro bruxuleante da lua pelo véu de águas que envolvia sua visão. Até mesmo as estrelas de fogo pareciam bonitas lá de baixo. Seus olhos se fecharam, enquanto seus pensamentos viajavam até Keryth.

Espero que ele ache o Garoto Lorayla.

Então seus pulsos foram envolvidos por algo e um turbilhão de águas o empurrou para cima.


Notas Finais


>:3


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