História A Corte - Capítulo 4


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Categorias The 100, Trono de Vidro
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Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Fomos atacados!


- Kaya!! ACORDE!! - Lexa balançava meus ombros com medo expresso em sua face.

 Eu peguei a minha adaga - que costuma ficar no meu tênis, mas que todas as noites ficava embaixo do meu travesseiro - e já levantei da cama de cima do beliche num pulo em posição de ataque.

- O que aconteceu?? - perguntava olhando para todos os lados. Ainda estava escuro.

- Um grupo jovem de Ahsmy invadiram três vilas de Ejhar.. A Vila do Sul foi uma delas. - Não acredito! De novo?!

Saímos correndo até o porão para nós armarmos o máximo que conseguirmos. Todos já estavam lá, ainda com cara de sono, mas com a adrenalina correndo nas veias.

- Lembrem-se de tudo que já aprendemos nesse pouco tempo! - dizia Hya com uma cara insegura. Por um momento me perguntei se o grupo de jovens era apenas um grupo ou um exército, para preocupar tanto Hya assim.

Bom, nós já não tínhamos mais tempo para discutir isso. Já íamos descobrir.

- Quando isso tudo acabar, eu quero todos na enfermaria. Lá será o nosso ponto de encontro. - Essa foi a última coisa que o nosso treinador disse antes de abrir a porta com rigidez.

Milhares de moradores corriam de um lado para o outro desnorteados, inclusive crianças. Eu nunca tinha percebido quantas pessoas tinham na vila até esse alvoroço ser causado. Eu queria ajudar todos que eu conseguia, mas sempre aparecia um Ahsmy atacando logo de cara.

Leo me olhou esperando que eu lhe falasse o que era para fazer, mas eu só sorri o encorajando. Eu não podia ajudar mais ele, a bravura só é ativada pelo seu dono. Ele consentiu com a cabeça e um Ahsmy chegou golpeando-o com uma jite. Ele se recompôs bem, e pude perceber que, aos poucos, todos os novatos iam se sentindo mais seguros com suas habilidades.

Uma menina com os cabelos negros chegou com uma lança, mas eu consegui cortar o ataque com a minha espada. Fiz um pequeno corte no seu rosto para assusta-la, mas isso só a enfureceu mais. Esperei o próximo golpe, mas desviei e fiz ela cair no chão. Com o meu pé sobre seu peito, prestes a dar o último golpe ela implorou pela vida. Eu não consegui... Depois de um curto tempo pensando sobre se eu iria me arrepender disso mais tarde, olhei no fundo dos olhos dela e disse:

- Fuja e nunca mais volte aqui! Ou você nunca vai ter desejado que eu te poupasse.

Ela concordou com a cabeça e correu em direção ao bosque. Cerca de três segundos se passaram e dois Ahsmy chegaram de uma vez. Ambos estavam com espadas. Era dois contra um. Meu Deus como aquilo era bom!

Avancei em direção a um dos meninos e o golpeei, enquanto completava o movimento com um giro, aproveitando para atacar o outro garoto também. O menino loiro arqueou uma das sobrancelhas e sorriu de um jeito bem ameaçador.

Ambos avançaram de uma vez, mas eu saí do caminho sem que suas espadas atravessassem meu corpo. Antes que eles caíssem no chão, o menino de cabelos castanhos me desarmou e me prendeu com os próprios braços, enquanto isso, o loiro apontava a espada para a minha garganta.

- Estou surpreso! Quem diria que uma garota teria tais habilidades! - provocou. Eu não resisti, revirei os olhos e disse:

- Jura? Eu também estou bem surpresa!

- Gostou do que viu?

- Na verdade, eu só estou refletindo. Quem diria que os Ahsmy seriam tão covardes a ponto de chegarem a ameaçar uma garota falando de suas habilidades? O boato de que eram babacas estava certo! Bem, acho que agora posso confirmar isso. - respondi com um sorriso irônico.

- Olha o jeito que você fala comigo, princesinha! - ameaçou com a espada agora em posição de corte e com o seu rosto bem próximo do meu.

Ok, eu já dei moral demais pra esse cara. Chutei a parte de baixo dos quadris do garoto loiro e dei um prisão no pé do de cabelos castanhos, perfurando seu pescoço com as bestas de pulso. Ele caiu de joelhos enquanto eu olhava com uma cara provocativa para o loiro, que se contorcia de uma forma engraçada.

- Acho que esse não é o tipo de atitude que uma princesa faria, não é mesmo?

- Com certeza, não é. - respondeu se recompondo.

Ele avançou e fez alguns cortes pelo meu corpo, mas nada que pudesse me impedir de lutar. As espadas se cruzaram e novamente nossos rostos ficaram próximos.

- Até que você é uma não-princesa bem gostosa! - comentou mordendo o lábio.

- Obrigada! Que bom que vai morrer com uma última visão boa, na sua opinião. - finalizei perfurando sua barriga.

- Foi uma boa luta... - disse ele, fraco pela rápida perda de sangue.

- Foi... Nos encontramos no inferno?

- Com certeza gostosa...

Saí em direção às ruínas e lutei com mais quatro Ahsmy. O último, com cerca de 28 anos, acabou fazendo um corte um pouco profundo na região da minha costela, mas felizmente, nesse tempo já pude ouvir os gritos pela vitória do povo da Vila do Sul.

Como combinado, fui em direção à enfermaria. Lá tinham alguns feridos, então logo que fiz minhas ataduras, comecei a ajudar como podia os que precisavam. Ainda estava cedo para os meninos chegarem, mas eu estava começando a ficar preocupada.

Sam chegou com um corte profundo na perna.

- Vou pegar o álcool. - disse já saindo ao acabar de injetar soro na veia de uma garotinha com cerca de 10 anos. Esses foram um dos piores momentos que eu já presenciei. Por mais que eu não goste de demonstrar tudo que estou sentindo para que não descubram meus pontos fracos, eu tenho sentimentos. Meus olhos marejavam enquanto eu cuidava das pessoas da enfermaria.

Sam se sentou num banco que estava lá e eu ia limpando a área mais afetada. O sangue não parava de escorrer, eu precisaria fazer uma cauterização. Com apenas um olhar ele já entendeu o que iria acontecer com ele e apenas concordou com a cabeça. 

Coloquei a lâmina esterilizada no fogo enquanto cuidava do corte a cima da sobrancelha. Pude perceber que ele acompanhava com olhar todos os meus movimentos e sem perceber, esboçou um sorriso leve. Retirei a lâmina das brasas e com o olhar, indiquei o momento certo que ia começar para Sam se preparar.

- AHHH... - ele segurava o banco com força.

- Já está acabando... aguenta mais um pouco.

- Ufa... - disse ele quando a dor passou. Sorri e depois de um tempo perguntei:

- Você encontrou os outros no meio do caminho? - perguntei mais preocupada ainda.

- Só o Mike, Hya e a Lexa. Você viu que tinha um leão nos ajudando?! - perguntou indignado.

Não conseguir conter a risada. Expliquei a Sam sobre o poder de Aaron e bem nesse momento ele chegou com a Amy nos braços.

Ela tinha perdido muito sangue. Sua pele ficava cada vez mais pálida e seus lábios com uma tonalidade roxa. Colocamos ela numa maca e um curandeiro nos atendeu de prontidão, já que os outros feridos estavam sob controle.

Enquanto o médico tentava de todas as formas cuidar de Amy, eu intercalava meu olhar entre a porta, Amy e a garotinha de 10 anos. 

Eu não podia fazer mais nada por eles. Hya , Mike, Lexa e Leo chegaram juntos. Que bom! Eu estava prestes a sair em busca deles. Felizmente, o máximo dos ferimentos entre eles foram apenas cortes profundos, mas com a chegada de Hya, os procedimentos médicos ficavam bem mais fáceis. 

Amy recuperava sua cor aos poucos e todos respiramos fundo quando tivemos a notícia de que ela não tinha morrido. Parecia que um peso enorme fora tirado de minhas costas. 

O sol estava se pondo, e nós não podíamos ficar parados. Hya ficou na enfermaria ajudando os feridos enquanto eu e os meninos ajudamos com a reconstrução da Vila.  Podíamos ver os milhares corpos mortos no chão. Ver os estragos de uma luta é a pior parte disso tudo, mas tentamos deixar que isso não nos tirasse o foco e continuamos a tirar as colunas de madeira queimadas de uma casa.

O trabalho não tinha terminado, mas já era tarde da noite e todos que sobreviveram estávamos muito cansados e com fome. Fome... Eu não tinha parado pra pensar na quantidade de alimento que perdemos. Os a Ahsmy queimaram a maior parte do estoque. Me perdi a em pensamentos tentando achar uma solução para todos os problemas criados por essa luta. O exército dos Ahsmy tinha crescido e não era pouco.

- Você está me deixando com dor de cabeça, pensando em tantas coisas ao mesmo tempo! - brincou Aaron. Mas eu não ri. Eu vi suas intenções sob a piada, mas eu realmente estava muito preocupada, e vi que todos os moradores da Vila do Sul também estávam.

Por sorte, a vila foi projetada com porões em pedra polida em quase todas as residências com um pequeno estoque de alimentos que cada morador mantia, então, pelo menos aquela noite, muitos não iam passar fome e teriam um lugar para se proteger da friagem da noite.

A nossa casa, que ficava numa região um pouco mais afastada da Vila, felizmente, não foi alvo dos Ahsmy. Como haviam quartos sobrando, abrimos o sobrado para as pessoas que perderam suas casas. 

Amy teria de ficar em repouso, mas Hya disse que provavelmente ela já estaria bem em dois dias. A menininha da enfermaria tinha se recuperado e iria ficar no nosso dormitório! Ao vê-la sorrindo para mim, vi a garota gesticulando um "obrigada" no meio de todas as pessoas que estavam na nossa casa. Retribui o sorriso.

Eu e os garotos colocávamos ordem na casa enquanto Hya não estava presente. As pessoas de poucos em poucos tomavam suas duchas rápidas para se livrarem da sujeira gerada pela madeira queimada. Tinha cerca de 11 pessoas novas lá. 

Enquanto isso, eu, Lexa e Leo preparavamos o jantar simples para saciar a fome extrema de todos. A noite estava em seu ápice quando todos os 11 foram para cama com suas famílias, em segurança. Antes da garotinha ir dormir, abordei-a.

- Oi! Qual é o seu nome mocinha?

- É Alexa! - disse dando "tchau" com a sua mão que não estava ocupada pelo seu coelho de pelúcia.

Hya chegou no momento em que nos sentamos na sala para descansar. Ele nos acolheu com um sorriso e disse:

- Estou orgulhoso de vocês! 

Com essas poucas e profundas palavras, todos nós nos entreolhamos e ficamos felizes por estarmos todos bem. Hya lançou o feitiço das louças e ele foi tomar sua ducha.

Aos poucos, os meninos iam comendo e tomando seus banhos, até que sobrou eu, Mike e Aaron. O trio de ouro! Era incrível como nós podíamos nos comunicar apenas por olhares. Percebi que todos estavam preocupados com o fato de agora a vila estar bem mais vulnerável, mas não podíamos fazer nada sem energia.

Nós nos despedimos com um abraço apertado:

- Tentem não morrer... por favor - disse com um sorriso no rosto. A intenção era ser uma piada, mas ambos levaram meu comentário bem a sério e sorriram em consentimento.

Eles deram um beijo na minha testa e desejaram uma boa noite. Nós já tínhamos terminado de arrumar a bagunça causada por 11 pessoas extras na nossa casa, então subi as escadarias em direção ao dormitório feminino.

Dei uma última conferida pela janela do quarto e percebi que a Alexa estava na minha cama. Não contive o sorriso. Deitei na parte de baixo da beliche.

Aqueles pensamentos sobre o futuro da nossa vila ficaram rodeando a minha mente novamente por um bom tempo. Será que Amy estava bem? Será que... - "Ei... Vai dormir Kaya, você precisa descansar..." "Eu sei... Até mais tarde Aaron" "Amanhã conversamos sobre isso" "Ok, obrigada!"

Dei uma olhada geral no quarto e vi que todas estavam dormindo como bebês kkkk. Fechei meus olhos e dormi quase na hora. 










Notas Finais


Espero que gostem!! Deixem o que acharam nos comentários!! S2


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