História A Criação da Luz - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Personagens Han Solo, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais
Tags Aventura, Épico, Saga, Starwars
Exibições 15
Palavras 371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"O sol estava quente. O jardim estava calmo. De bom grado teria permanecido lá o resto da tarde, sem fazer nada de especial."
in Sangue-do-Coração, Marillier, J., Bertrand Editora, 2010

Capítulo 31 - A voz


Fanfic / Fanfiction A Criação da Luz - Capítulo 31 - A voz

Uma mão de veludo passou pelos meus cabelos. Não me acalmou, pelo contrário. Colocou-me pronta para atacar, a farejar o doce perfume do sangue que satisfaria o instinto alvoroçado.

- Quem és tu? – perguntei num grito.

O eco repetiu mil vezes a minha pergunta.

Estava suspensa no vazio, flutuando sem consistência e sem um corpo físico. Um limbo onde a minha alma solitária vagueava ao sabor de um vento inexistente, onde não existia cor, temperatura, matéria, apenas energia morta e espirais de vácuo infinito.

- Sou a tua voz.

- Não… tenho uma voz. Como quando pensamos e julgamos que falamos dentro da cabeça? Que voz?!

Rugi para me soltar daquele aperto amorfo.

- Quero sair daqui e regressar – exigi.

A mesma mão macia cobriu-me aquilo que eu julgava ser o meu rosto, abafou-me a respiração. Mas como conseguia respirar se não era um ser físico? Como podia sentir-me afogar se não havia ar para respirar? As contradições entonteceram-me.

- Chegou a hora da decisão – disse a voz.

Sacudi a cabeça e a mão desapareceu.

- Não tenho nada para escolher!

- Recuperaste as tuas memórias. Sabes por que razão existes e essa é só uma. Deves destruir o cavaleiro Jedi!

- E se eu não o fizer?

- Perdes a razão da tua existência.

- Sou destruída?

Soltei uma gargalhada de desafio.

- Serei destruída! – afirmei excitada. – Pois bem, serei destruída!

A explosão de uma supernova encheu-me de luz.

- Eu não pertenço a ninguém! Nem a O’Sen Kram, nem ao feiticeiro de Ekatha, nem aos Pickot, nem tão-pouco ao cavaleiro Jedi. Tenho uma escolha e seguirei o que a minha vontade ditar, consoante as variáveis que me forem apresentadas. Eu posso escolher! E escolho a liberdade.

A voz sussurrou-me pesarosa:

- Nunca serás livre.

Respondi determinada:

- Lutarei.

Comecei a ganhar peso, a gravidade puxava-me para baixo, para um planeta escuro coberto por uma extensa floresta onde brilhavam pequenos olhos vermelhos e selvagens. As bestas aguardavam-me, de mandíbulas escancaradas.

- Nunca mais te vou abandonar – disse a voz. – Vou estar muda, mas irei aconselhar-te quando chamares por mim. Estarei ao teu lado, até ao último dia, até ao último suspiro.

- Vem comigo, então… E assiste à minha liberdade!


Notas Finais


Sei que devem querer bater-me por este ser um capítulo tão curto...
Mas não quis que fosse de outra maneira. A Cleo está a regressar à história, a voltar a encaixar-se na pessoa física e não queria que acontecesse de repente. Devia existir um capítulo de transição, a mostrar onde ela tinha estado - no vácuo - a observar Frint a contar o que lhe tinha acontecido antes de perder a memória.
E assim termina a segunda parte da fanfic.
Os próximos capítulos serão mais agitados - bem mais agitados! - e naquele que se segue teremos o reencontro mais esperado: a Cleo o Luke vão voltar a estar juntos.

Próximo capítulo:
De regresso.


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