História A Criada - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cléo Baker, Criadas, Príncipe John Morgan, Romance
Exibições 20
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Capítulo 16.


Fanfic / Fanfiction A Criada - Capítulo 16 - Capítulo 16.

Não conseguia entender o porque das pessoas gritarem com tanta alegria, seus braços estavam erguidos para o ar, o Rei estava sentado em seu trono com um sorriso vitorioso enquanto a Rainha afundava em magoa, tristeza e dor. Eu simplesmente não entendia o que estava acontecendo, até que vi John se aproximar de seus pais. Ele estava algemado e coberto de marcas roxas. John ficou de joelhos e com a cabeça baixa como se tentasse evitar de olhar nos olhos de sua mãe, logo em seguida, Michelle entra na sala do trono de cabeça erguida e com a postura ereta, e seu vestido verde resultava a cor dos seus olhos, para ela sem dúvida era o dia muito especial - bem, era o que o seu sorriso demonstrava. - Ela ficou ao lado do John, mas não se ajoelhou ou o olhou nos olhos, ela simplesmente brincava com a aliança em seu dedo.

O Rei se levantou e foi até o filho, apoiou uma mão em seu ombro esquerdo e disse sem disfarçar a felicidade em sua voz:

-Você nunca mais a verá.

-Maldito!

Acordei assustada e sentia o suor escorrer da minha testa. Respiro fundo e tento diminuir o ritmo das batidas do meu coração.

Foi só um sonho, nada demais. - pensei.

Demorei um tempo para perceber que eu não estava no meu quarto, as paredes brancas e a maca que eu estava deitada me fizeram perceber que eu estava na Ala Hospitalar. O que eu faço aqui?

Olhei para o relógio, eram seis da manhã. Tentei voltar a dormir, mas aquele sonho não saía da minha cabeça, me deitei de um lado e depois eu me virei para o outro, e nada.

O barulho da porta do cômodo se abrindo chegou aos meus ouvidos, me virei e vi um homem que usava roupas brancas, deveria ser o médico.

-Bom dia - ele diz com um sorriso radiante.

-Bom dia - dou mais uma olhada em volta e pergunto. - Por que estou aqui?

-A sua colega de quarto te carregou até aqui, você estava com uma febre muito alta. Já te demos remédios, agora você precisa descansar.

-Onde ela está?

-Eu disse a ela que você ficaria bem e que ela voltasse a dormir.

Dei um suspiro aliviada, não me sentiria bem que Ahsley perdesse suas horas de descanso por minha causa.

-Acredito que essa febre deve ter se manifestado por causa do seu psicológico, sem querer me intrometer, aconteceu algo que tenha te abalado muito nos últimos dias?

Com essas palavras, o cenário de ontem se repetiu na minha cabeça. Agora entendia o porque John me pediu para que eu não chegasse perto de Bailey.

-Deve ter sido por causa do ataque rebelde. - menti.

-Entendo. Falarei com o Príncipe que a senhorita não irá trabalhar hoje.

-Muito obrigada mesmo, está me fazendo um grande favor.

-Não precisa agradecer, isso é só mínimo que posso fazer.

Assim, ele saiu do cômodo.

●●●

Uma hora se passou e estava começando a ficar entediante, mas o silêncio foi quebrado quando Michelle entra no quarto. Tinha muito tempo que eu não a via e nem fazia questão de ver.

-O que faz aqui?

-Vim ver como estava a minha escrava favorita, não deve ser muito legal ficar aqui sozinha.

Não respondi a seu comentário ofensivo.

-Vim fazer um acordo com você.

-"Acordo"? - repeti.

-Sim.

-Mas, por que?

-Pelo o que eu sei de você, tem dois irmãos e você é a do meio, seus pais dependem do dinheiro do seu trabalho para sobreviverem e por isso você está aqui. Nos últimos tempos percebi que você ficava próxima do Príncipe e isso é uma ameaça.

-Como sabe sobre a minha família?

-Isso não importa. Eu recomendo que não se aproxime mais do John, não gostaria de prejudicar o Ray.

-Aqui não é a França, você não tem poder na Inglaterra.

-Ainda. O recrutamento militar está chegando e seu irmão não passará despercebido, e agora que o castelo sofreu um ataque rebelde depois de muito tempo, como pode garantir que não teriam mais?

-E o que pensa em fazer com ele?

-Fácil, o colocaria na linha de fogo.

-Mesmo com essas ameaças, o meu irmão nunca aceitaria entrar para o exército.

-Assim que ele ver o salário não pensará duas vezes. Mas eu posso poupa-lo, só precisa se afastar do John e seu irmão será livrado.

"Só precisa se afastar do John e seu irmão será livrado." Essa frase se repetiu inúmeras vezes na minha cabeça. Ela tem razão, o recrutamento militar não é obrigatório, mas Ray sabia que cada centavo era necessário e nunca perderia a oportunidade. Isso significaria perder John para sempre e que tudo o que nós passamos juntos deveria ser esquecido, poderia falar para ele sobre a ameaça de Michelle, mas não o Rei, John pode ser Principe só que é o seu pai que tem poder e ele poderia mesmo colocar meu irmão em um lugar perigoso. Não tinha saída, Michelle me atacou a onde mais doía.

"Me desculpa, John."

-Ele é todo seu.

Ela sorriu vitoriosa.

-Você é mesmo uma boa pessoa! - ela caiu na gargalhada. - Farei como o combinado e espero que você também.

Ela saiu. Me afoguei em lágrimas. Eu perdi, nós perdemos e Michelle venceu.

●●●

Horas já tinham se passado e ganhei alta, primeira coisa que eu fui fazer foi procurar John, entrei em seu quarto e como eu imaginei, ele estava trabalhando na sua escrivaninha. Cheguei perto dele e fiquei seu ombro, ele se virou bruscamente.

-Como está? O médico disse que você estava de repouso. - ele disse preocupado.

-Eu estou melhor.

Ficamos em silêncio por alguns minutos e que me parecia horas, até que ele me pergunta:

-Aconteceu algo?

-Precisamos conversar.

-Sobre o que?

-Sobre nós.

-O que tem nós?

-É muito difícil eu te dizer isso.

Senti as lagrimas descerem contra a minha vontade.

-O que está acontecendo, Cléo?

-Isso está ficando perigoso.

-Ainda não estou entendendo.

-Você deve se casar com Michelle.

Ele arregalou os olhos.

-O que?

-Deve se casar com Michelle. - repeti.

-Por que?

Não respondi.

-Não é ela que eu amo. - ele contínua - Não é com ela que eu quero estar em toda a minha vida.

-Eu te roubei dela.

-Não, você me livrou dela. Graças a você eu vejo o amor por outro ângulo, achava que o amor era só um sentimento que não era duradouro. Eu estava errado.

Ele me abraçou, acabei chorando em seus ombros largos.

-Eu te amo, mas isso não vai dar certo, não irão deixar.

-Quem não irá? Michelle?

-Não só ela.

-Também temos o apoio da minha mãe que ainda guarda o nosso segredo. Suas desculpas não são válidas, aconteceu algo e você não quer me contar.

-John, me escuta...

-Foi Michelle?! - ele explodiu - Ou Bailey?!

Nada disse, só o olhava com um olhar triste.

-Foi Bailey? - repetiu - Ele te fez algum mal?

-A questão não é essa.

-Você desviou da minha pergunta. Então é verdade?

-Eu... eu tentei evita-lo.

-O que ele te fez?

Ele olhou bem nos fundos dos meus olhos e ele chegou a uma conclusão:

-Ele te tocou.

-Ele não foi longe.

-Foi assédio, não é?

Confirmei com a cabeça. Ele estava furioso e ao mesmo tempo abalado, nunca o vi assim.

-Desgraçado!

-John, se acalma.

-Sabe o que ele podia ter feito com você?! Ele não liga se você é criada ou não, ele não perde a chance, ele dorme com todas!

Envergonhada eu não disse nada.

-O que ele disse para você? - perguntou.

-Que queria me ver novamente.

-Por favor, tome cuidado e vá para a cama mais cedo. - ele se aproxima de mim e me beija, foi um beijo rápido. - Essa sua desculpa, como eu disse, não é válida. Irei descobrir o que lhe atinge e irei resolver.

No final, nada adiantou e John não desistiria de mim. O que me fez ficar muito preocupada, então só tinha um jeito de resolver. Tenho que avisar Ray e abrir o jogo para a minha família.



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