História A criada - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruhina
Exibições 760
Palavras 3.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello *-*
MDS! Nunca pensei receber tanto comentário, sério! Socorroo que a felicidade tá a mil.
Gente, não sei nem como agradecer. <3 <3
Estou extremamente feliz, agradeço muito pelos comentários, um mais lindo que o outro, porém que deixa o coração dessa pobre menina aqui, que no caso sou eu, morrendo de alegria e até emocionada. Obrigada mesmo, a todos que acompanha, até mesmo aos fantasmas.
Responderei todos os comentários, por mais que demore. Sério <3
Sei que demorei, e sempre costumo postar na sexta-feira. Mas só terminei o capítulo no sábado à noite.
Leiam a nota final.
Boa leitura!

Capítulo 16 - Capítulo XVI


Fanfic / Fanfiction A criada - Capítulo 16 - Capítulo XVI

“A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram”

-William Shakespeare

 

 

Suas costas ardiam pelo corte, mas ele sequer dera atenção a aquilo. Seu coração se despedaçara ao vê-la naquele estado. Ele não chegou a tempo. Ao ver as costas dela sangrando pelo corte, sentiu uma dor insuportável em seu peito. Podia escuta-la, gemendo baixinho, era um gemido sôfrego.

Parado, olhando-a naquele estado, sentiu a dor que estava em seu peito subir para cabeça, transformando-a, em seguida, em pura raiva. Por quê? Por que a machucaram? Ela é tão doce. Como alguém podia ter tamanha coragem de machucar alguém que só queria carinho?

Virou-se, deparando-se com Mary o olhando. Sua feição era surpresa, ela nunca o imaginara ali.  

— Nunca... – ele aproximou-se dela, exalando raiva. — Nunca mais toque nela. –ele erguera a mão.

— Naruto, não faça isso! – Hiashi gritou desesperadamente.

Naruto não o olhou, seus olhos estavam sobre Mary, esta que estava com os olhos fechados.

Então, ele puxara o chicote das mãos dela.

— Sinta-se com sorte por ser uma mulher, ao contrário, não me escaparia.  –sussurrou as palavras como um aviso raivoso.

Seu olhar mudou de direção, dando total atenção a Hiashi. Outro gemido. Agora mais auditivos. A cada gemido em que ela dava, era como se alguém tivesse pego seu coração com as mãos e o apertasse fortemente.

Hiashi o encarava, suas feições eram as mesmas. Nenhuma. Aquilo o deixara tão enfurecido! Ela era filha dele. E ele sequer mostrava compaixão.

O ódio subiu por suas veias como veneno. Seus punhos se cerraram, a respiração descompassada, só mostrava o quando ele estava perdendo a razão. Em passos largos ele ser aproximara. Outro gemido. Aquele foi o último que ouviu, pois nos segundos seguintes, o som que fora ouvido, era o seu. Avançou sobre Hiashi, acertando-o com um soco, seguido de vários. Ambos caíram ao chão. Naruto continuava gritando de raiva. Hiashi apenas tentava desviar dos socos, mas era em vão. 

O loiro estava descontrolado. Sangue sujavam suas mãos, mas ele queria mais, muito mais. Ele queria que cada um ali pagasse. Por que fizeram aquilo? Por que justamente com Hinata?

Sentiu braços o rodeando, mas dera uma cotovelada em quem é que fosse que tivesse fazendo aquilo. Mais braços o rodearam. Ele escutava seu nome ser chamado. Mas a única coisa que queria era tirar mais sangue de Hiashi. Como pode um pai não amar seu filho? Ele era um monstro! Viu Hiashi cuspir sangue.

Mais! Sua mente mandava. Antes de acerta mais um, seu corpo fora puxado com brusquidão e ele caíra a distância do Hyuuga.

— Você está louco? – Konohamaru exasperou-se.

Naruto levantou-se do chão rapidamente. Avançando sobre Hiashi novamente, mas o barulho de espingarda destravando o fez parar.

Os capangas de Hiashi estavam lhe apontando as espingardas.

— Não ouse dar um passo, se não atiramos. – um deles avisou. Enquanto o outro ajudava Hiashi a levantar.

— Acalma-se. – Konohamaru tomou a frente de seu primo, gesticulando para eles baixarem as armas.

— Nem mais um passo. – um dele avisou novamente. O Sarutobi recuou um passo.

— Não há necessidade disso. – a voz de Konohamaru soou nervosa.

Naruto mantinha seus olhos sobre Hiashi que estava limpando o canto da boca com um lenço. Mary os encarava sem nenhuma reação.

— Abaixem as armas. – Hanabi ordenou, desesperada.

Os capangas continuaram com as armas apontadas aos dois jovens.

Mais um gemido de dor fora emitido por Hinata. Naruto fechara os olhos com força. Sentia seus olhos enxerem de lágrimas. Pôs a mão sobre o peito, tentando acalmar a desespero e raiva que se espalhava dentro de si.

Abriu os olhos, desviando-o de Hiashi, dando atenção as costas nuas e ensanguentadas da morena. Seus pés se moveram automaticamente, mas assim que seus pés partiram em direção dela, um tiro passara a centímetros de seu pé, fazendo a bala atingir a terra.

— Eu mandei você ficar parado! – gritou um dos capangas.

Naruto encarou.

— Você não manda em mim. Sabem que eu sou? Pois bem, acredito que seja melhor baixar essa arma. – a voz saíra baixa, mas a cada palavra pronunciada, a raiva fazia presente.

O capanga hesitara por alguns segundos, olhando para seu patrão. Hiashi acenou para abaixarem as armas.

A cada passo que o loiro dava, sua visão ficava mais embasada. Lágrimas escorriam por sua face. Lá estava ela, amarrada ao tronco, seus cabelos estavam para frente, porém alguns fios estavam em suas costas misturando com o sangue. A pele pálida, agora estava vermelha. Ela emitia apenas alguns gemidos de dor, misturado com o baixo soluçar do choro.

Ele parou. Seu coração fora esmagado, sentia como se facas estivem estraçalhando seus órgãos, tamanha dor que sentia. Pela primeira vez, ele não soube como agir. Suas mãos se ergueram para toca-la, mas parou. Talvez aquilo fosse apenas um pesadelo.

— Hinata. – pronunciou o nome em um sussurro rouco e extremamente baixo. Em resposta, ela dará outro gemido.

Aquilo o fez acordar. Não era um pesadelo! Era real. Tomado pela coragem ele aproximou-se com as mãos trêmulas, desamarrando desesperadamente a corda que a prendia no tronco.

Após soltá-la, ela caira para trás, sendo pega por Konohamaru que estava ali. Ela empalideceu ao sentir os braços de Konohamaru em contato com sua pele. O moreno sussurrou um pedido de desculpa baixo, olhando para Naruto. O loiro a pegara em seus braços com delicadeza, erguendo-a.

O cabelo tão negro como a noite, caia pela lateral do corpo. A franja que a deixava tão delicada, agora estava grudada na testa, presa pelo suor. Hinata estava com os olhos fechados, não estava completamente inconsciente, mas ao mesmo tempo não conseguir distinguir o que era realidade e o que era sonho, tudo que sentia era uma dor insuportável.

Os braços dele fraquejaram, ao vê-la tão desprotegida. Seus pés caminhavam em rumo a saída, não notara Mary arregalando os olhos, nem Hiashi os desviando. Era apenas ele e ela. Agora ele a protegeria.

Konohamaru olhou para Hanabi que estava parada, soluçando. Ele queria ir até ela, conversar e acalma-la, entretanto sabia que não era o momento. Ele apenas acenou discretamente, seguindo seu primo.

— Aqui. – Konohamaru abriu a porta da carruagem.

O moreno agradeceu aos céus por ter pêgo a carruagem, em vez do cavalo, já que a mesma ainda não tinha sido desarrumada.

Naruto suspirou, tentando ser acalmar e, a colocar com cuidado dentro da carruagem.  Kiba que veio com Konohamaru, o ajudou colocá-la de barriga para baixo, para as feridas não encostarem na poltrona.

— Deixe-me ir com o senhor? – Kurenai gritou enquanto aproximava. Naruto, que já estava dentro da carruagem, saíra.

Correndo desesperada, Kurenai tropeçara e caíra ao chão, sujando mais seu vestido já velho. O rosto da mulher estava inchado por tanto chorar, seu cabelo que outrora estava preso, agora estava bagunçado e meio solto. O desespero era nítido. Naruto a ajudara a se levantar com ajuda de Konohamaru. Kiba que já estava se colocando para conduzir a carruagem, fora desesperado também em socorro.

— Por favor, deixe-me ajudar a cuida da minha menina. – a morena soluçava em meio a choro.

— Ela é como se fosse uma mãe para Hinata. – emendou Kiba.

Naruto apenas assentiu, dando espaço para ela entrar na carruagem.

A carruagem se afastava da propriedade dos Hyuuga com Naruto sentado na poltrona a frente de onde Hinata estava deitada. Kurenai colocou a cabeça de sua menina em cima de seu colo, acariciando os fios negros.

Em meio aos devaneios e ao sofrimento, Hinata chamara por ele. O coração do loiro acelerou-se e, como forma de acalmar-se, pegara as mãos sofridas, porém delicadas de Hinata. Tentou em vão não chorar, mas as lágrimas já escorriam por sua face.

Fora um caminho silencioso. Nenhum um terço de sua raiva e mágoa fora dispersa.

 

Ao chegar no casarão vermelho, Konohamaru que veio acompanhado com cocheiro, desceu rapidamente, abrindo a porta. Kurenai foi a primeira a descer, deixando Naruto retirar Hinata da carruagem. Com dificuldade o loiro apegara.

Subindo a escada, o loiro viu seu pai juntamente de sua mãe aparecendo no topo da escadaria. Minato o encarou, mostrando seu lamento. Kushina arregalara os olhos ao ver quem Naruto carregava em seus braços. Levou as mãos a boca, contendo a surpresa.

Naruto continuou subindo a escada, passando por seu pais, sem dizer uma palavra.

Ardia, ardia como fogo. Podia sentir os cortes em suas costas. Arfou. Não conseguia abrir os olhos por mais que tentasse, eles pesavam. Queria ser tomada totalmente pela escuridão, talvez assim aquela dor sumiria. Enquanto, sentia-se entorpecida pela dor, algo a acalmava. Uma voz que conhecia bem, ela queria correr na direção que era emitida aquela voz tão doce perante seus ouvidos. Queria o abraçar.

Sentiu sua pele pegar fogo, gritou!

Parem, por favor! Debateu-se. Novamente sentia se suas feridas estivessem pegando fogo, elas queimavam.

Naruto sentia suas mãos tremerem, por mais que quisesse ter o controle enquanto jogava o álcool sobre a pele pálida e ferida. Sabia o quanto cruel era aquilo, no entanto, não podia fazer nada, por mais que quisesse tomar as dores dela para si.

Konohamaru e Kiba seguravam Hinata, enquanto a mesma arqueava as costas, gritando. Naruto passava o pano com álcool pela ferida.

Kushina estava no batente da porta. Não podia acreditar no que Mary fez. Aquilo só podia ser um engano, sua amiga nunca faria aquilo. Olhou para Minato que adentrava o quarto acompanhado de uma criada que trazia as ervas que Naruto solicitou. O breve olhar que deu ao seu marido fora de desespero.

— Quer que eu faça isso? – Minato colocou as mãos sobre o ombro de Naruto.

O loiro negou, sem o olhar.

Mesmo com as mãos tremendo, tamanho sofrimento, este não era tamanho quanto a raiva. Naruto passara as ervas que fora preparada sobre os cortes. Sentiu suas mãos em contato com a ferida e respirou fundo tentando se acalmar.

Hinata parara de gritar, aos poucos os fracos ruídos que emitia foram diminuindo até se encerrarem. Ela finalmente se entregara a escuridão.

Observando-a dormir, Naruto passara os dedos pelos fios escuros. Seus dedos escorreram pelo braço frágil, mas ao mesmo tempo tão forte. Ele acariciou. Em seguida, pegara as mãos dela, vendo as marcas que a corda deixou no pulso. Beijara as mãos dela.

Levantou-se, seu olhar fora direcionado para Kurenai que estava próxima.

— Troque-a, por favor. – a voz saíra baixa.

Kushina aproximou-se, finalmente saindo de perto da porta. Seu coração doía ao ver o estado em que o filho estava, ao aproximar-se o bastante pôde ver o sangue nas costas do loiro.

— Naruto você está sangrando.  –colocou as mãos sobre a camisa do filho, o olhando assustada.

Naruto desviou-se do toque.

— Mãe, por favor, empreste uma de suas camisolas para Hinata. – disse se afastando.

— Claro. Mas Naruto precisamos cuidar disso. – insistiu.

Naruto desviou-se do olhar de seu pai, passando pela porta. Sem dar nenhuma resposta.

Quando a porta fora fechada, pela primeira vez, ele deixou que as lágrimas escorressem soltas sem nenhum impedimento. Escorregou-se pela porta, sentando sobre chão. Colocou a mão sobre o peito, amassando a camiseta. Doía. Soluçou. Sua mente o lembrou do momento que a viu pela primeira vez. Ela estava rodeada de meninos que a machucavam. Lembrou-se das mãos delicadas, mas feridas. Dos cabelos negros voando sobre o rosto angelical, dos beijos que trocaram, da pureza que ela exalava. E novamente lembrou-se dela ferida, amarrada e chicoteada. Sentiu uma raiva tão grande!

Queria gritar, socar, quebrar e por impulso, levantou-se do chão socando a estante de livro, fazendo os exemplares caírem ao chão, os chutando. Gritava enquanto socava mais e mais a estante, suas mãos sangravam, mas ele não sentia dor. Não aquela dor, a dor que sentia era diferente, esmagava seu coração, fazia sua consciência gritar consigo, dizendo o quão fraco ele foi. Derrubou a estante, fazendo o chão tremer pelo baque.

Escutou alguém o chamando do outro lado da porta, como resposta jogara a mesa de centro na parede, fazendo a madeira estraçalha-se. Fraco. Ele era um homem fraco, sequer protegera a mulher que amava. Doía. Aquilo doía em sua alma. Queria arrancar aquilo. Lágrimas banhavam seu rosto, tentara limpar, mas era em vão. Chutara novamente um livro, porém escorregara, caindo.

Ele falhara.

Kushina escutara barulho de objetos quebrando enquanto estava caminhando para seu quarto. O barulho era emitido da biblioteca. Seu coração palpitou.

— Naruto abra essa porta, por favor meu filho. – suplicou Kushina enquanto socava a porta. — Naruto!

A única resposta obtida foi um objeto estraçalhando.

— Naruto! – gritou desesperada. Lágrimas escorria por sua face, enquanto socava a porta. 

­            — Kushina. – Minato segurou a mão da esposa antes dela soca novamente a madeira. — Deixe-o. – O loiro abraçou-a, deixando-a chorar em seu peito.

— Ele está quebrando a biblioteca, meu menino não é assim. – sua voz saiu embargada pelo choro.  Seu coração de mãe se esmagou a ver o sofrimento do filho.

Kurenai esperava Kushina trazer a camisola, enquanto molhava um pano e passava pelo corpo da morena, tirando a sujeira. Kiba e Konohamaru se retiraram do quarto, restando somente ela. O corpo de Hinata estava quente, não sabia se aquilo era normal. Olhou para porta esperando que Naruto aparecesse logo.

Enquanto passava o pano, ela lembrou de sua amiga, mãe de Hinata, o quanto a mesma sofrera antes de partir. Respirou fundo, limpando as lágrimas. Ela deveria ter ido embora com Hinata, mas temera pela menina. A vida de uma mulher solteira e sozinha não era fácil. Sabia que nunca teria condição de criar Hinata, sem se tornar uma mulher da vida. No entanto, ao ver o sofrimento que sua menina passou, será que valera a pena continuar naquele antro?

Hinata ficaria marcada para sempre. Ela carregaria a marca da crueldade. Mary fora um monstro, mas não tanto quanto Hiashi. Riu amarga. Aquele homem era um monstro, nunca teve coragem para o enfrentar, o medo assombrava. A voz de sua amiga sussurrando o ato de crueldade fazia seus pêlos se arrepiarem. Mas ninguém acreditaria em uma criada.

Acariciou os cabelos escuros, dando um beijo na testa da morena menor.

— Ficará tudo bem, minha menina. – sussurrou em segredo. Sorriu ao lembrar-se do loiro, o modo como ela agiu ao ver Hinata em perigo.

Finalmente, sua menina encontraria a felicidade. Assim desejava.

Naruto estava sentado no chão, encostava sua cabeça no joelho, não sabia ao certo por quanto tempo estava ali. As lágrimas pararam de escorrer, mas a dor em seu peito ainda estava presente.

Pela primeira vez, Naruto sentiu ódio. Pela primeira vez, sentiu vontade de se vingar. E foi pensando nisto, que levantara. Abriu a porta da biblioteca com brutidão. O corredor estava vazio. Precisava encontrar seu pai, caminhou até o escritório, mas ele não estava lá. Será que ele fora dormir? Estava preste a ir para quarto de seu pai, quando encontrou Konohamaru na sala de estar, jogado no sofá. O moreno levantara assim que sentiu a presença de alguém.

— Naruto. – pronunciou o nome do primo com carinho.

Ele podia imaginar como Naruto estava se sentindo, imaginou se fosse Hanabi. E foi pensando na morena que seu coração doera. Como ficariam as coisas entre eles?

— Viu meu pai? – indagou ainda parado em pé.

— Não, mas acredito que esteja dormindo.

Naruto suspirou. Sentia pontadas dolorosas na cabeça, por isso sentou-se. Massageou a têmpora. Seus pensamentos estavam confusos.

— Era alguma coisa séria? – o moreno indagou caminhando até a cômoda onde ficava as bebidas.

Naruto apenas suspirou alto.

— Quer bebida? – insistiu o moreno.

O loiro assentiu que sim.

— Eu não sei o que fazer. Na verdade, eu sei, mas sinto que será pouco. Eu quero que eles paguem por isso, entretanto, nada que penso parece cruel o bastante. –o timbre de sua voz era de desespero e confusão. Levou as mãos até a cabeça.

— Entendo. O realmente não sei o que te falar, pois se fosse comigo estaria do mesmo jeito. – desabafou o moreno.

— Eu deveria ter notado. Eu fui tão burro. Como? Como nunca percebi que ela era maltratada.

— Naruto, não tinha como saber. Eu mesmo quando vir as marcas não imaginava que era algo sério. Nunca, nunca imaginaria que a senhora Mary faria isso.  ̶

Naruto olhou para o primo. Ele também nunca imaginara aquilo. O loiro levantou-se, deixando o copo de bebida em cima da mesa de centro.

O loiro caminhou até seu quarto, a porta estava fechada. Por um momento hesitara, não era porque não a queria a ver, pelo contrário, ele queria e muito. Queria cuidar dela, mas a olhar, a raiva o dominava. Sentia-se culpado. Sua mão fora até maçaneta, a girou lentamente, adentrando o quarto.

Kurenai estava sentada na beira da cama, ainda acordada. Hinata estava deitada na mesma posição que a deixara. O lençol só cobria abaixo da cintura. A cozinheira levantou-se da cama, reverenciando Naruto.

— Não há necessidade disso. – sorriu discreto.

— Ela está um pouco quente, não sei se é de calor ou febre. – disparou Kurenai enquanto colocava as mãos na testa de Hinata novamente.

— Deixe-me ver. – o loiro aproximou-se, fazendo o mesmo que a morena maior fizera. —Está um pouco febril. Poderia molhar aquele pano para mim? – disse gentil.

Kurenai virou-se atrás do pano, ao encontrar molhou e o entregou.

Naruto agachou-se ficando na quase da altura que Hinata estava, afastou-se a franja passando o pano pela testa. Por impulso, o loiro beijara a bochecha a morena, com carinho. Sentiu vontade de abraçar, de aconchega-la em seu peito. Kurenai observava tudo.

Naruto levantou-se molhando o pano novamente. Enquanto fazia isso, ele dissera:

— Você deve estar cansada. Tem um quarto de visita, vou pedir para um criado preparar um banho para senhora. – disse voltando para onde Hinata estava.

Kurenai corou sem graça.

­            — Ah, senhor não quero lhe incomoda. Posso ficar aqui. – disse envergonhada.

— Por favor, sei o quanto deve estar cansada. Deixe-me cuida de Hinata. – sorriu o loiro a olhando.

Kurenai tentou negar novamente, mas fora em vão. Naruto chamara uma criada para guiar Kurenai até o quarto de visita e ajudar a preparar o banho. Quando finalmente a morena saiu, Naruto pôde suspirar. Ele precisava daquele momento. Caminhou até a cama sentando na beira. Analisou Hinata com as costas nua, com o pouco de vestígio das ervas que passara. Olhou na cômoda, vendo o pote com o resto das ervas dentro. Pegou, passando em seguida nas costas da morena. Hinata se mexera, sussurrando algo incompreensível.

Sentiu vontade de deitar ao lado dela, mas sabia que não seria correto. Por isso, se aproximara a poltrona que estava do outro lado do quarto, deixando próximo a cama. Ele pôde admira-la, dormindo. As feições dela ainda eram de dor, pegou uma das mãos da morena entrelaçando com a sua. Olhando para pequena e frágil mão, Naruto depositou um beijo casto.  Prometendo a si mesmo, que a faria a mulher mais feliz.

 

“Ah, pobre criada, mal sabia que sua história era bem mais cruel do que parecia.”

 

 


Notas Finais


Bom, no começo postaria apenas o capítulo com duas mil palavras, mas sentir que faltava mais. Então saiu isso.
Kurenai com medo do Hiashi. Konohomaru pensando sobre o que isso pode desencadear para seu lado e de Hanabi. Naruto revoltado.
Será que o sofrimento da nossa rainha acabou? O que Kurenai sabe sobre Hiashi? Por que desse medo todo? Mary. O que nossa vilã irá aprontar?
São perguntas que serão todas respondidas, mas quem quiser chuta, bora lá.
Novamente, obrigada a todos.
Entretanto, antes de anunciar o fim dessa nota, tenho novidade:
Postei uma nova história, parceria com uma amiga. A história promete. Deem uma olhada e quem sabe uma chance.
https://spiritfanfics.com/historia/fantasia-6679817
Sem mais delongas.
Até o próximo.


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