História A cruz e a espada. - Capítulo 23


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Hades, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, June de Camaleão, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marim de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Perséfone, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaina de Cobra, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio
Tags Ação, Amor, Aventura, Camus, Comedia, Drama, Lemon, Milo, Mistério, Revelaçoes, Romance, Saint Seiya, Universo Alternativo, Yaoi
Exibições 156
Palavras 5.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meus pequeninos! Estou viva e trazendo um novo capítulo para vocês.
Sim, eu tenho consciência que atrasei mais de um mês (Corada), mas é que eu tive vários problemas pessoais que me impediram de terminar esse capítulo e postar. Lê-se: Final de período regado a muito trabalho na faculdade, trabalhando para conseguir sobreviver, saúde duvidosa e, a pior parte, partiram o coração da autora (Tudo bem, já superei)!

PEQUENOS LEMBRETES
***O capítulo não foi betado. Se acharem erros muito grotescos, me avisem e eu corrigirei.
***Créditos da imagem ao autor!
***Se eu não coloquei alguém nos agradecimentos, me perdoem. O site resolveu bugar e sumiu com todas as minhas notificações, deu um trabalhão organizar tudo.

Quero agradecer a quem favoritou a história: ~Pedacinhodeceu, ~taila01, ~p0coris, ~Deimond_Fire, ~Afrodiva, ~LadyQueenRed e a ~giihb16, que com esse gesto me incentivaram a escrever! ❤

Agradecimentos especiais a:~Seiji_Chan, ~morraseiya, ~sakura-senpai08, ~Pedacinhodeceu, ~Pisces_no_Anya, ~Sthefanydpeixes (Sherlock de Peixes), ~xEuphie, ~BoloraCora, ~PopperSenpai, ~Lawde, ~ImKa, ~DaniScorpio, ~Gemini-no-Lady5, ~CapriCarol, ~docinholinda, ~giihb16 e a ~LadyQueenRed. Obrigada por estarem me incentivando a cada capítulo, eu não conseguiria seguir se não fossem vocês. ❤

Boa leitura, meus pequenos e nos vemos nas notas finais!

Capítulo 23 - Corações animais.


Fanfic / Fanfiction A cruz e a espada. - Capítulo 23 - Corações animais.

Pov. Camus

-Saga, por favor. – Praticamente implorei, de novo. – Você non pode fazer isso!

-Não posso? – Ele riu com desdém. – Eu coloquei você nisso, tenho todo o poder para tirar. Tome seu café e já chega dessa conversa!

Era manhã de quarta-feira, eu estava sentado à frente de Saga, enquanto tomávamos café e discutíamos sobre a minha saída da operação que ele comandava. Saga decretou que eu estava fora de qualquer missão e, obviamente, eu não aceitei isso muito bem.

Já haviam se passado duas semanas desde que o episódio no apartamento de Milo acontecera. Duas semanas em que minha vida tornara-se completamente estranha, diga-se de passagem.

As únicas lembranças agradáveis que tenho daquele dia, são as em que Milo esteve presente. Agradáveis e surpreendentes. Milo disse que me amava! Nessas duas semanas, eu praticamente não o vi. Não que estivéssemos nos evitando, ele era um homem ocupado afinal, e eu usei esse tempo para tentar pôr as ideias no lugar.

Contar sobre a morte do meu pai não foi fácil e, pela primeira vez, me permiti chorar na frente de alguém. Mas, acho que escolhi corretamente afinal, Milo é a única pessoa em quem confio para me abrir dessa forma.

Apesar de tudo, outras cenas também não me saiam da cabeça. Como minha câmera aparecer sobre a mesa do loiro, por exemplo, ou o estranho tratamento entre Milo e Hades, coisa que eu realmente não conseguia entender, Hades parecia-me um homem agradável, pelo menos ele mostrou-se agradável nas poucas vezes que nos vimos.

Curiosamente, cheguei a encontrar o senhor Matsuda mais duas vezes depois daquele dia, tudo uma grande coincidência é claro, mas passei a achar agradável sua companhia.

-Non quero café, quero que reconsidere. – Tentei manter o tom calmo na voz. – Saga, eu preciso fazer isso. Me deixe ficar, non vou mais fazer coisas estupidas.

-Camus, você precisa me entender. O problema não é você ter desobedecido uma ordem minha, é o perigo a que você foi exposto. – Os olhos dele não se apartavam dos meus por um único segundo, afirmando a intensidade de suas palavras. – Foi loucura te colocar nessa situação, mas ainda é tempo de dar um basta nisso. E é exatamente o que estou fazendo.

Já estávamos naquela conversa a mais de uma hora e Saga continuava irredutível, mas eu não podia permitir que ele me deixasse de fora. Havia muito em jogo.

-Imagino que a causa de todo esse seu empenho seja as condições da morte do seu pai. – Ele comentou, a voz assumindo um timbre duro, me encarando nos olhos e, eu não tive outra alternativa a não ser desviar os meus. – Sei que quer fazer isso para que outras famílias não passem pelo que a sua passou, mas isso não é uma tarefa sua.

Eu não respondi absolutamente nada, continuei a olhar para o café que ainda permanecia na minha xícara. Não que eu estivesse triste ou algo assim, eu estava envergonhado. Envergonhado de mim mesmo.

Senti a mão dele tocar a minha sobre a mesa, levantei os olhos e vi que ele trazia uma expressão mais suave na face bonita.

-Você não é mais que um menino, essa vida não é para você. Você tem que estudar, sair, namorar, cuidar da sua própria família, não ficar caçando bandidos, correndo o risco de ser morto. – A voz dele estava macia, suave, como se ele quisesse me afagar o coração com elas. – Seu pai não quer vingança, Camus, ele quer que você fique bem.

Saga sabia sobre as circunstâncias da morte do meu pai, mas não sabia como exatamente tudo tinha acontecido, ou que eu havia presenciado tudo. Olhei à mão dele, que ainda segurava a minha, e me senti momentaneamente confortado. Ele tinha razão, é lógico que ele tinha, mas os sentimentos não seguem lógica alguma e meus sentimentos me obrigavam a fazer outra coisa no momento.

-Non tem nada a ver com vingança, Saga. Como você mesmo disse, eu só quero ajudar a fazer algo pelas pessoas que passam por tudo que eu passei. – Disse, olhando-o de forma intensa. –É uma forma de aliviar minha consciência, entende? Foi a única coisa que me fez sentir bem em muito tempo.

Eu estava exagerando no drama, admito, mas eram tempos de desespero e eu faria praticamente qualquer coisa para alcançar o que eu queria.

Saga mordeu o lábio inferior com força, como que considerando o que eu havia dito, depois soltou o ar por entre os lábios, em um suspiro pesado e então eu soube que havia conseguido.

-Está bem. Estou fazendo isso porque considero você meu amigo, Camus. – Rendeu-se. Então inclinou-se sobre a mesa, me encarando de forma ameaçadora – E por te considerar meu amigo, não quero que você se machuque. Se por acaso você fizer qualquer coisa errada, está fora, e nem adianta me olhar dessa forma.

Saga era um cara legal, responsável, inteligente, tinha um senso de justiça pouco visto e, eu podia ver claramente, que ele tentava me proteger; não era difícil conversar com ele e, definitivamente, era o tipo de pessoa com quem se pode manter uma boa amizade.

-Tudo bem. – Sorri abertamente. – Prometo que vou seguir todas as suas ordens dessa vez.

Ele também sorriu.

-Você é um bom rapaz, Camus. Apesar de tudo, conseguiu chegar até aqui. Admiro você e sua capacidade de se preocupar com os outros, mesmo sendo tão jovem.

Meu coração se apertou um pouco, assim que ouvi aquelas palavras. Ele me julgava um “bom rapaz”, quando na verdade, a maioria dos meus interesses eram próprios. Eu aceitei o trabalho para ajudar outras famílias a não passarem pelo que a minha passou, mas desde que vi aquela maldita câmera na mesa de Milo... Eu precisava saber como aquilo tinha chegado lá, de alguma forma, eu sabia que precisava protegê-lo. Agora, tudo aquilo era pessoal.

Foi justamente pensando em proteger Milo que não contei nada do que eu havia visto a Saga. Milo provavelmente seria preso e interrogado, mas eu não tinha certeza se era mesmo ele, tinha? Não, precisava descobrir os fatos por trás dessa história maluca e só depois, pensaria no que fazer.

Mas pensar em proteger aquele grego idiota não aliviava minha consciência, eu estava sendo manipulador e mentiroso. Desde quando eu era desonesto?

-Eu preciso ir agora, já estou atrasado para as minhas aulas. – Anunciei, puxando minha mão, que ainda estava presa a dele. – Obrigado por me aceitar de volta, non vai se arrepender, Saga.

Ele sorriu-me novamente, parecendo mais aliviado.

-Assim espero, Camus.

Saí daquele café com nova determinação, eu podia fazer aquilo, podia colher informações dos dois lados e assim, resolver em definitivo aquele mistério.

Peguei meu celular e enviei uma mensagem. Era hora de rever meu grego atrevido.

Bom dia, Milo. O que acha de almoçarmos juntos?

A resposta não demorou muito a vir.

Milo: Bom dia, ruivo. Onde nos encontramos?

Mordi o lábio inferior.

Saio mais cedo da academia hoje, eu poderia te encontrar na empresa, aí podemos decidir um lugar. O que acha? – Enviei e esperei, apreensivo, a resposta.

Milo: Estarei esperando.

O primeiro passo seria dado, a partir de agora, eu só precisaria ser cuidadoso.

 

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Pov. Milo

Minha sala estava uma bagunça. Três dos meus melhores técnicos de redes estavam sentados no meu sofá, Ângelo entre eles, discutindo acaloradamente sobre os motivos que causaram aquela confusão. Afrodite corria de um lado para o outro, levando e trazendo relatórios e Shina não saía de perto da minha mesa, me ajudando a organizar, o máximo possível, os papéis que Afrodite levava e trazia a todo momento.

E eu? Eu não conseguia ver a cor do tampo da minha mesa a exatas 46hs e 28min, tempo em que praticamente eu não saía da empresa. Havia tantos papéis que a minha única vontade era virar a mesa e mandar tudo para o inferno. Eu estava observando tudo aquilo com relativa calma, exteriormente, é claro; por dentro, a história era outra, eu estava a ponto de arrancar meus próprios cabelos, de sair gritando, ou de matar alguém.

Se estão se perguntando o porquê de todo esse estresse, faço questão de começar contando como minha semana inteira foi um inferno. As duas últimas semanas, na verdade.

A tarde em que Camus estivera no meu apartamento foi uma turbilhão de emoções descontroladas. Havia o meu ódio por Hades, o medo de que algo ruim pudesse acontecer ao meu menino, a apreensão por ouvir o relato dolorido dele, a dor que ele deixou escapar em gotas pelos olhos, a certeza de eu o amava e de que morreria para protege-lo... Tantas coisas em um mesmo dia, que a única coisa que fizemos foi seguir para o quarto ficarmos na cama, tentando confortar um ao outro, seja lá do que estivéssemos sentindo.

No dia seguinte, eu não vira meu ruivinho, tinha coisas importantes a fazer e nos falamos apenas pelo celular. Algo que Camus me dissera, no dia anterior, ainda me incomodava. Sempre que aquela lembrança me vinha a memória, algo remexia-se incomodamente no meu estômago.

“-Ele conhecia meus pais. – Dissera. - Eram amigos quando viviam na França, pelo menos, foi isso que ele me disse. Ele non sabia que meu pai tinha morrido.”

Hades conhecia os pais de Camus ou só estava blefando para tentar me assustar?

Não havia espaço para dúvidas, Ângelo investigaria aquilo para mim.

Os dias se passaram lentamente, e uma maré de azar parecia ter caído sobre mim. Nada do que eu fiz, fosse na empresa ou na vida pessoal, deu certo.

E então, há dois dias, um maldito defeito provocou um “apagão” nas redes de telecomunicação do estado da Virgínia. Desde então, eu praticamente não saio do escritório. Desnecessário dizer que meus dias estão sendo um inferno, e que estou prestes a surtar.

Ao que dizem, o sol brilha mais intensamente depois de uma tempestade, e para comprovar tal teoria, Camus me ligou a pouco, me chamando para almoçar. Seria um alívio no meio de todos aqueles problemas, estava com saudades do meu menino ruivo.

A reunião terminou por volta das dez e todos saíram do meu escritório, à exceção de Ângelo, que permaneceu sentado na poltrona a minha frente, encarando-me com visível preocupação.

-Por que está me olhando com essa cara de constipação? – Perguntei, encarando-o de volta.

-Como está se sentindo? – Questionou, sem alterar a expressão, ignorando completamente minha pergunta.

-Bem. – Respondi de forma displicente. – Por que pergunta?

Ângelo riu levemente.

-Talvez eu esteja preocupado com essa sua cara de quem está prestes a surtar. – Comentou, com a expressão mais leve. – Sei que você não está bem, só quero ouvir de você.

Larguei os papéis sobre a mesa, bufando irritado e encarei-o.

-Eu estou bem! – Não queria realmente conversar naquele momento.

-É bom mesmo que esteja, porque garanto que você vai ficar bem irritado depois de ver o que tenho pra te mostrar. – Seu ar era displicente, mas eu via claramente que haviam novos problemas à vista.

Recostei-me pesadamente a minha cadeira e tentei manter a postura séria. Não, eu não surtaria ainda, primeiro precisava saber qual era o novo problema que eu deveria enfrentar. Bom, talvez eu surta-se depois disso.

-Qual é a merda da vez? – questionei.

Ângelo colocou a minha frente uma pasta que estava segurando. Encarei a pasta por um momento e desviei meus olhos para o italiano, em uma pergunta muda sobre o que era aquilo.

-Isso é o resultado da minha investigação sobre o envolvimento de Charles Vincent Lefebvre com nosso querido Hades.

Pela cara amarrada que Ângelo trazia, minha ideia de surtar depois de ler aquilo se concretizaria.

-Imagino que não haja muitas coisas satisfatórias para mim, aí. – Comentei em um tom cansado, direcionando um olhar ressabiado para a pasta.

-Não há NADA satisfatório para você aí. – Frisou bem a palavra. – Mas prefiro que você leia e então conversaremos.

Desconfiado, abri a pasta e pus-me a ler o conteúdo daquelas folhas, sob o olhar atento e preocupado do italiano. Já no final da primeira folha, um gosto amargo inundou minha boca, e a cada nova linha que meus olhos ousavam cruzar, uma sensação de desespero inundava o âmago do meu ser.

Levantei a vista para Ângelo e pude ver certa pena no fundo dos olhos dele, mas voltei-a ao papel e continuei a ler, até que meus olhos cruzaram com uma palavra que fez meu mundo inteiro parar.

Sendo esse o momento que eu deveria surtar, não fiz diferente. Soltei uma gargalhada alta, quase histérica e continuei rindo até minha barriga doer, meus olhos lacrimejarem e meus pulmões queimarem pela falta de ar.

-Pai? Que porra de história é essa? – Consegui falar entre uma risada e outra.

-Sinto muito. – Ângelo disse, com certo pesar.

 

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Pov. Camus

 

Aioria me esperava em frente aos portões da academia, assim como fazia todas as manhãs.

-Bom dia, Amor! – Ele me saudou alegremente, beijando minha bochecha.

-Bonjour, Oria. – Respondi, sorrindo de leve.

Seguimos em direção ao refeitório, onde encontramos nossos outros amigos aparentemente discutindo sobre alguma bobagem. Shura falava alto enquanto gesticulava para Mu, que retrucava na mesma intensidade, ao mesmo tempo. Alfonse apenas ria, recostado a cadeira, como se tudo aquilo fosse muito engraçado.

-Parece que os ânimos estão meio alterados hoje. – Aioria comentou, enquanto puxava uma cadeira e se sentava junto com todos. – Qual é a causa desse barulho todo?

Também sentei-me junto com eles, e dei bom dia para todos, o que foi ignorado, já que a discussão parecia mais interessante.

-É o Shura, se achando o gostosão! – Mu respondeu, meio alterado. – Fique sabendo que você seria o último cara no universo inteiro com quem eu ficaria, seu arrogante!

Shura riu de leve.

-Você não resistiria se eu realmente quisesse. – Shura desafiou, usando um claro ar de superioridade na voz.

Mu soltou uma rizada alta e encarou o moreno com desdém, respondendo.

-Cara você precisa de terapia pra ver se controla esse ego ridículo!

Shura não respondeu, apenas passou a encarar Mu, com um sorriso irônico. Mu parecia furioso e também encarava o espanhol de forma profunda.

-O que está havendo? – Perguntei a Alfonse que estava mais perto.

Só então ele pareceu notar nossa presença à mesa. Enxugou as lágrimas que se depositavam nos cantos dos seus olhos e tentou controlar o riso.

-Eu não sei. – Respondeu, sorrindo. – Quando cheguei aqui eles já estavam discutindo, eu só sentei para assistir.

Revirei os olhos. Era bem a cara daquele loiro abusado apenas observar a discussão e não ajudar a encerra-la.

-Eu sinceramente não estou entendendo nada, alguém teria a decência de explicar? – Aioria falou mais alto.

-O Shura é um idiota, duvido que ele consiga alguém que goste dele desse jeito. – O rapaz de cabelos cor de lavanda falou, emburrado.

-E o que você tem com isso? – A irritação era clara em Shura. – Por que você não vai cuidar da sua vida?

Aioria me encarou, com olhos arregalado e depois sorriu de lado.

-Okay, eu já entendi a situação. – Começou, com ar zombeteiro. – Shura quer pegar Mu, que quer ser pego por Shura. Porque não partem para a ação e calam a boca?

-Vai se foder, Aioria! – Mu falou, irritado, fazendo todos nós arregalarmos os olhos. – Vai se foder Shura! E só pra não ficar com inveja, vá se foder você também Alfonse! – Virou-se para sair e deu alguns passos, mas parou e me encarou. – Bom dia, Camus.  – E se foi, pisando duro.

Eu e Aioria viramos ao mesmo tempo para encarar Shura, que olhando pra nós dois, levantou-se.

-Não quero falar sobre isso. É melhor irmos para a aula. – E se foi, deixando-nos sem saber o que pensar sobre toda aquela cena.

Apesar de toda aquela confusão sem sentido, a manhã foi agradável. Não teríamos todas as aulas, apenas dois testes, por isso saímos mais cedo que o normal.

-O que acha de almoçarmos juntos? – Alfonse me acompanhou, enquanto eu caminhava pelo estacionamento com Aioria, que sorriu e me empurrou levemente com o cotovelo.

Olhei de esguelha para ele e depois para o loiro que agora caminhava a meu lado.

-Non posso. – Disse simplesmente.

Aioria riu de leve e Alfonse fez o mesmo.

-Não pode ou não quer? – Questionou.

-Non posso e non quero.

-E amanhã? – Ele insistiu.

-Se eu disser que non, você non vai parar de me perseguir, non é? – Perguntei, parando de caminhar e ficando de frente para ele.

-Não. – Respondeu com um sorriso.

-Amanhã, enton. – Disse e voltei a andar.

Alfonse sorriu e caminhou a meu lado novamente, mas não falou nada.

-Aonde vai almoçar? – Aioria quis saber.

-Com o seu irmão. – Fui direto.

Aioria riu alto.

-É, Alfonse... Não alimentaria tantas expectativas se fosse você. – Brincou.

-Não sou um cara de desistir fácil, Aioria. – O loiro revidou. – Nunca ouviu falar que quanto mais difícil mais gostoso é?

-Vocês são dois idiotas. – Me irritei e passei a andar mais rápido.

-Até amanhã, Camus! – Ouvi Alfonse gritar, mas não respondi.

Aioria apertou o passo e me acompanhou de novo.

-Vai mesmo almoçar com o Milo, ou só queria espantar o loiro perseguidor?

-Vou. Mas confesso que foi pra afasta o “loiro perseguidor” também.

Aioria se despediu, dando-me um beijo suave na bochecha e seguindo para o seu carro. Peguei um taxi e busquei meu irmãozinho na escola, seguindo para casa em seguida.

Minha mãe estava na sala, vendo um programa qualquer na TV e sorriu de leve quando nos viu entrar, mandei o Oga tomar banho enquanto ficava na sala com ela.

Não conversávamos, eu estava distraído pensando no que deveria fazer para arrancar de Milo todas as informações que eu precisava, mas vez ou outra, sentia os olhos azuis da loira a meu lado queimarem sobre mim.

-Alguma coisa errada? – Perguntei de forma suave, quando ao levantar os olhos para ela, a vi me encarando.

-Você se parece com seu pai. – Ela comentou, distraidamente.

-Non me acho muito parecido com Charles. Fisicamente éramos bem diferentes.

Ela me encarava de uma forma profunda.

-Non, você é igual a seu pai. – Falou no mesmo tom. – Os mesmos olhos frios, os gesto contidos, sempre ton taciturno e indiferente. – Fez uma pausa e olhou para um ponto qualquer no chão. – Espero que um dia você possa me perdoar.

Minha mente deu um nó. Taciturno? Indiferente? Como eu podia ser igual a Charles se ele era totalmente o oposto disso? Meu pai era caloroso, risonho, adorava conversar e me ensinar coisas novas. Eu não era igual a meu pai.

Antes que eu pudesse abrir a boca para questionar aquela história de perdão, Hyoga desceu as escada e saltou no meu colo, me abraçando. Tudo bem, eu conversaria com a minha mãe depois.

-Vamos brincar, irmãozão? – Hyoga perguntou, pulando sobre minhas pernas.

-Eu non posso agora, petit. Vou almoçar com o Milo, preciso conversar com ele.

Hyoga sorriu.

-Posso ir também? – Questionou, animado.

-Non dessa vez. – Ele fez um biquinho triste e eu tratei de emendar. – Mas prometo que te levo para vê-lo ainda essa semana.

Ele não ficou muito feliz, mas aceitou e logo estava arrastando seus brinquedos para o quintal da casa, onde sem dúvidas passaria o resto do dia.

Me despedi de Natássia com um beijo em seu rosto. Não questionei sobre o que havia acontecido, mas faria isso quando voltasse.

Peguei o carro e guiei até o início das minhas investigações, a Scorpion Mobile.

 

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Pov. Autora

-Por que está tão sério? – Aioros questionou, depois de passar minutos olhando para Saga, que por sua vez, olhava fixamente para alguns relatórios sobre sua mesa.

-O corte que fizemos do sinal dos satélites da Scorpion Mobile sobre foi um sucesso. – O loiro comentou com um sorriso, ainda sem encarar Aioros. – Isso significa que podemos manipular o sinal deles da forma que nos for necessário.

O moreno remexeu-se desconfortável na cadeira.

-Não acha que isso é meio precipitado? – Questionou, nervoso. – Quero dizer, se manipularmos o sinal deles, obviamente eles vão perceber.

Saga levantou o olhar para o rapaz moreno a sua frente, encarando-o por um momento. Aioros estava estranho nos últimos dias, evitando ao máximo o contato consigo, evitando inclusive ir à sua casa. O loiro não sabia o que pensar, mas nada disse sobre esse assunto, não era homem de reclamar sobre seus relacionamentos, ainda mais quando NÃO existia um relacionamento.

-Quando eles notarem o problema no sistema já será tarde, Aioros. – Disse o loiro, sério. – Para todos os efeitos, foi apenas uma falha deles.

-Eu sei. – Tentou argumentar novamente. – Mas isso que estamos fazendo vai prejudicar a empresa do senhor Scorpion, e sabemos que ele não tem nada a ver com isso.

Aioros hesitou um pouco, sabia o que aquilo significava e precisava contar a Milo antes que fosse tarde, caso contrário, tudo estaria perdido.

Saga franziu o cenho, não conseguia entender o que se passava com Aioros, ele parecia a todo momento jogar do lado contrário.

-Você tem uma ideia melhor? – Perguntou o loiro, mostrando irritação. – Milo Scorpion não vai ficar pobre se perder alguns milhões de dólares, mas eu estou perdendo paciência, tempo e dinheiro com essa maldita história de mafiosos. De que lado você está afinal?

Aioros arregalou os olhos, Saga nunca havia falado daquela forma consigo e ele ficou surpreso.

-Desculpe, e-eu não quis me intrometer. – Comentou, desviando o olhar. – Só fiquei preocupado, me desculpe.

Saga suspirou, correu as mãos nervosamente pelos cabelos e recostou-se na poltrona.

-Perdão. – Disse. – Estou nervoso com toda essa história e acabo por descontar em todo mundo que de mim se aproxima.

Levantou-se e seguiu a passos lentos até a porta de sua sala, trancando-a em seguida, e voltando para junto de Aioros. Saga agachou-se diante do moreno, que estava sentado na cadeira, e tocou levemente o seu rosto.

-Um mês, Aioros. – Sussurrou o loiro, com os lábios próximos aos do rapaz a sua frente. – Se tudo ocorrer bem, em um mês toda nossa vida voltará ao normal.

Aioros sentiu seus olhos marejarem e antes que Saga percebe-se, apertou-o em um forte abraço, colando os lábios aos dele em seguida

Nada nunca mais voltará ao normal, Saga, nunca mais. – O moreno pensava, quase deixando as lágrimas caírem pelo seu rosto.

-Dorme comigo hoje. – Saga sussurrou, acariciando os cabelos castanhos do rapaz, ainda abraçado a ele. – Estou com saudades.

Aioros separou o abraço e ensaiou um sorriso.

-Tudo bem. – Confirmou, sentindo um aperto no coração, mas com um sorriso suave nos lábios. – Mas vamos trabalhar, ou as pessoas vão desconfiar de ficarmos trancados aqui.

Saga assentiu e dando um último beijo suave nos lábios do mais jovem, caminhou até a porta, destrancando-a para poderem voltar ao trabalho normalmente.

 

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O rapaz caminhava de um lado para o outro dentro de sua sala. Ângelo havia saído a alguns minutos, depois do surto de riso de Milo, para que este pudesse absorver todas as informações que tinha lhe passado e, desde então, Milo não sabia se gritava, destruía a sala ou se jogava pela janela.

Ainda era inconcebível para si que uma pessoa tão íntegra, pura e amável como Camus, fosse filho de um miserável, egoísta e mau caráter como Hades.

A grande questão naquele momento era: O que faria com aquela informação?

Sim, porque pediu que Ângelo investigasse todo o passado de Hades e Charles, mas não imaginava que tanta sujeira fosse aparecer. O pai biológico de Camus é um bandido sanguinário e manipulador, e o pai de criação do ruivo, que todos pintavam como um homem íntegro, é na verdade farinha do mesmo saco!

Camus não poderia saber, tinha que esconder aquelas verdades a todo custo. Não era idiota para não saber que Hades usaria aquilo para atingi-lo, para manipular o ruivo e jogá-lo contra si, caso fosse do interesse dele.

O que faria se Camus descobrisse? O que faria se Hades usasse isso para prendê-lo a si ainda mais? O que faria se Hades envolvesse seu menino naquela sujeira toda? E se Hades o machucasse?

Mataria Hades se isso acontecesse. Mataria o miserável com toda a crueldade e sadismo que possuía em si. Nunca fora um “bom rapaz” e mostraria do que era capaz para proteger as pessoas que amava.

Seus pensamentos foram bruscamente interrompidos pelo toque estridente do telefone e Milo não conseguiu evitar dar um pulinho assustado para mais longe do som.

-O que é? – Falou rispidamente quando atendeu.

-Senhor Milo, Camus Lefebvre está aqui e deseja lhe falar. – Sua secretária anunciou.

Milo se estapeou mentalmente por ter esquecido que o ruivo viria almoçar consigo.

-Senhor Scorpion? – Shina chamou-o novamente.

-Segure-o aí, estou um pouco ocupado. – Disse rapidamente e desligou.

Foi a passos rápidos até o banheiro e jogou um pouco de água no rosto, olhando-se demoradamente no espelho e ensaiando seu melhor sorriso. Secou a face e saiu de lá, seguindo até a mesa pegando o telefone.

-Peça que Camus entre. – Disse a sua secretária, assim que ela atendeu, desligando e escorando-se a mesa.

Duas batidas tímidas na porta foram ouvidas e segundos depois, um ruivo bonito entrava na sala, com um sorriso pequeno.

-Oi. – Disse o jovem francês, depois de aproximar-se do loiro.

Milo colocou as mãos na face do ruivo e aproximou seu rosto do dele, deixando um selinho carinhoso sobre seus lábios.

-Oi. – Respondeu, voltando a selar os lábios do outro, mais demoradamente. – Seria muito clichê se eu dissesse que senti saudades?

Camus sorriu de leve, envolvendo os braços ao redor do pescoço do outro.

-Muito clichê. – Comentou divertido. – Mas também senti saudades.

Os dois se olharam por um tempo, em silêncio. Havia algo errado, eles podiam sentir. Camus via uma forma sombria desenhar-se no fundo dos olhos de água marinha do loiro; Milo, por sua vez, via apreensão estampada na face pálida do ruivo.

-Está tudo bem? – Camus resolveu perguntar. Aquele silencio estava tornando-se incômodo.

-Sim. Por que não estaria? – Milo respondeu rápido e tratou de sorrir um pouco. – Só estou completamente atolado em trabalho hoje.

-Estou atrapalhando? Se sim, eu posso ir embora e nos encontramos outra hora.

– Não! – Milo falou, abraçando o corpo do outro mais junto do seu. Estava nervoso e ainda não sabia bem como agir diante dele. – Você nunca me atrapalharia. Onde quer almoçar?

Camus franziu o cenho, achando que o grego estava mesmo estranho, mas resolveu ignorar, tinha que pôr seus planos em prática. Fingiu pensar um pouco, separando-se dos braços fortes de Milo e caminhando um pouco pela sala.

-Eu non sei. – Comentou. – Que tal aqui?

-Aqui? – Questionou com uma careta de desgosto.

-É. Podíamos pedir alguma coisa e comer aqui mesmo. – Falou o mais jovem, com sua expressão mais inocente. – Você disse que tinha muito trabalho, non é bom sair.

-Vamos sair. – Milo afirmou, categórico. – Eu passo o dia todo nesse lugar, almoçar aqui é demais.

Camus não respondeu, ficou apenas encarando o loiro.

-Por que está tão sério? – Questionou Milo, aproximando-se do ruivo novamente e enlaçando sua cintura com os braços.

-Non sou de sorrir muito.

-Eu sei. Mas hoje você está muito mais sério que o normal. – O loiro aproveitou a proximidade para enfiar o nariz na curva do pescoço do mais jovem e aspirar profundamente seu perfume.

Camus fechou os olhos por um momento, aproveitando o carinho doce.

-Estou bem. – Respondeu num sussurro. – Só um pouco cansado, non queria sair.

Milo riu um pouco, se afastando apenas o suficiente para encarar o namorado.

-Você só tem 18 anos, como pode ser tão preguiçoso?

-Non é preguiça, só non quero sair. – Defendeu-se, e fez olhos pidões. – Por favor, vamos ficar aqui.

Milo revirou os olhos e caminhou até o telefone, chamando sua secretária e dando ordens para que ela fizesse o pedido da comida e não deixasse que ninguém os incomodasse até o final do horário do almoço.

-Pronto. – Disse Milo, puxando Camus pelo braço até o sofá. – Em alguns minutos nosso almoço chega, mas enquanto isso não acontece, que tal matar o tempo fazendo algo interessante?

Milo sentou-se no sofá e puxou o ruivo para que sentasse sobre suas pernas, o que fez Camus corar e tenta se erguer.

-Milo, alguém pode entrar aqui e nos ver. – Tentou argumentar.

-Ninguém vai entrar. – Milo roçou os lábios sobre os do mais jovem. – Não seja chato e aproveite.

Os beijos e carícias foram trocados até que o telefone do loiro tocou e, muito a contragosto, ele saiu para buscar a comida que havia chegado.

Camus viu-se sozinho no escritório, seus olhos vagaram quase que inconscientemente para a mesa em que Milo trabalhava. Perguntava-se se era tão traiçoeiro o que estava prestes a fazer.

Dane-se. – Pensou. – É pra ajuda-lo, non fará mal.

Caminhou a passos rápidos até a mesa e, com os ouvidos muito atentos aos barulhos externos, pôs-se a procurar por algo que sequer sabia o que era. Procurava qualquer coisa que lhe parecesse suspeita, qualquer coisa que mostrasse a verdadeira ligação da Scorpion Mobile com todo aquele esquema de tráfico de drogas, mas nada encontrou. Quando estava prestes a vasculhar o móvel de arquivos que ficava próximo a janela, ouviu passos em direção a sala e então voltou a sentar-se no sofá, vendo Milo entrar pela porta.

O loiro dispôs a comida sobre a mesinha de centro, na frente do ruivo, sem notar a face avermelhada do mesmo e serviram-se.

-Deve ser difícil administrar um lugar grande como este. – Comentou Camus em dado momento.

-Hum. – Milo deu de ombros. – Não é muito quando se tem pessoas de confiança para ajudar.

-Entendo. E, muitas pessoas trabalham aqui? Digo, diretamente para você?

Milo pensou um pouco, achando uma novidade aquele interesse de Camus por seus negócios, mas imaginando que era apenas curiosidade, não viu problemas em responder.

-Algumas. – Respondeu. – A empresa é dividida em setores e cada setor tem um chefe, mas todos respondem a mim.

-Enton, sobre a empresa, você só tem conhecimento do que os chefes de setores te passam, non é?

Milo franziu o cenho.

-Sim, por assim dizer. Por isso que falei sobre ter pessoas de confiança ao meu lado.

Camus viu-se sendo mirado pelos inquisidores olhos azuis do outro. Percebeu que precisava ir com calma, afinal nunca tinha se interessado de fato pelo negócios de Milo, e claramente o loiro estava estranhando isso.

-Desculpe por fazer tantas perguntas, é que fico curioso sobre como você consegue lidar com tudo isso. – Sorriu, um tanto constrangido.

-Tudo bem. – Milo também sorriu, suavizando a face. – É difícil comandar tudo isso, mas a gente aprende a se virar, sabe? Tudo é questão de confiar nas pessoas certas.

-Muitas pessoas entram aqui? – Perguntou, e vendo a expressão confusa de Milo, esclareceu. – Na sua sala.

-Não. – O loiro respondeu distraidamente, enquanto comia. - Por questões de segurança, só Ângelo que é meu braço direito aqui dentro, Shina Minha secretária e Afrodite, tem acesso a minha sala. Muitos documentos importantes ficam aqui, não posso me arriscar.

Camus sorriu de leve.

Então, fora Milo, mais três pessoas tinham acesso aquela sala. Isso reduz um pouco meu campo de busca e me dá nomes para investigar. – Pensou.

-Chega dessa conversa chata. – Milo se ergueu e sentou ao lado do ruivo. – Me deixe aproveitar nossos minutos finais.

E entre beijos e carícias, o tempo passou.

-Quero que durma comigo amanhã. – Falou o loiro abraçado ao mais jovem.

Camus não respondeu de imediato, estava imerso em uma profusão de pensamentos e sentimentos confusos.

-Tudo bem. – Respondeu por fim. – Mas agora preciso ir e você precisa trabalhar.

Com uma careta de desgosto, Milo levantou do sofá e acompanhou o ruivo até os elevadores. Despediram-se com um beijo e a promessa de se verem no dia seguinte. Milo voltou a sala sorrindo, mas fechou a cara assim que encontrou Ângelo à sua espera com uma expressão pesada.

-Não me diga que são mais problemas. – Bufou com pesar.

-Eu espero que não, mas é impossível ter certeza. – Disse o moreno.

Milo balançou a cabeça, sem acreditar na má sorte que tinha. Caminhou até o sofá e jogou-se nele, fazendo sinal para que o amigo sentasse com ele.

-Do que se trata?

-Hades nos deu uma nova missão.

Nada de novo, eles sempre faziam essas “missões” para Hades, mas um arrepio percorreu toda a pele do loiro e no fundo do peito, algo se apertou. Mau pressentimento, esse seria o nome dado a essa sensação, caso Milo acreditasse nessas coisas.

 

Continua...


Notas Finais


É isso aí, amores! Espero que tenham gostado.

Escrevendo o ataque de riso de Milo, lembrei de uma cena constrangedora que vivi...
E vocês? Já passaram por isso de ter um ataque de riso na hora mais inapropriada? É trágico.

Amores, dúvidas, amizades que resistem a todo tipo de tragédia, traições, sofrimento e corações partidos. Nos próximos capítulos muitas coisas vão acontecer. Acompanhem!

NOTAS DE MAU AGOURO...

Vou dar a notícia de uma vez, não sei ser prolixa nesses casos:
A FIC ESTÁ ACABANDO!
[...]
O que? Como assim, autora?

Pois é, meus amores, estamos entrando em reta final. Mas não esquentem vossas cabecinhas com isso, ainda temos alguns capítulos pela frente.
Não sei se a notícia é ruim, mas se for, vamos tentar compensar com outra: Estou trabalhando em um novo projeto! É, mas sobre ele só conversaremos ao final desse aqui.

Espero que tenha agradado.
Um beijo no coração de vocês e até o próximo!
❤❤❤❤


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