História A Culpa Não é das Estrelas - Capítulo 4


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Categorias A Culpa É Das Estrelas
Personagens Personagens Originais
Exibições 13
Palavras 402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Aparência horrível


Acordei com a cabeça latejando. Senti algo fazendo cócegas em meu nariz. Abri os olhos e me reparo com um quarto de hospital e com minha pessoa completamente entubada. Olhei em volta procurando alguém, mas não havia ninguém além de mim no quarto. Olhei para o teto e fiquei imaginando o que havia acontecido. Me lembrava de ter ido ao Grupo de Apoio, ter explicado meu nome, de tudo escurecendo e uma falta de ar enorme. Vi uma ficha ao lado de minha cama e a peguei.

Paciente: Alasca Young

Idade: 16

Diagnóstico: Água nos pulmões

Alta: Paciente não liberada

Aquilo me encheu de angústia. Eu tive uma recaída pior do que a da última vez. Eu tinha água nos pulmões. Que bela bosta! Nem quando eu estou começando a melhorar, eu saio do hospital! Aquilo me deu muito raiva. Tentei me levantar, mas meu corpo estava muito fraco. Voltei a minha posição inicial e tentei cair no sono, o que deve ter demorado umas 2 horas.

Acordei com uma picada em meu braço. Abri os olhos e vi uma enfermeira colocando um saco de soro no meu braço. Ela me olhou com uma expressão de pena e colocou um espelho na cômoda. Não. Aquilo era mentira. Tinha que ser mentira. Ela saiu do quarto e eu rapidamente peguei o espelho. Ao ver minha imagem, as lágrimas brotaram em meus olhos e molhavam o lençol da cama. O pouco que eu tinha de cabelo havia desaparecido. Eu estava extremamente pálida e com olheiras profundas. Não. Aquilo tinha que ser um sonho. Alguns soluços escaparam de minha boca, mesmo eu tampando-a com a mão. Senti raiva de mim. Raiva de ser defeituosa. Raiva de ter câncer. Senti raiva de minha mãe por ter colocado uma criança doente no mundo. Raiva de como ela me obrigava a sair de casa para ter uma vida que já havia sido perdida. Senti raiva de Kevin por me fazer perguntas idiotas. Senti raiva daquela enfermeira. De como ela me olhou com pena. Senti raiva daquele lugar onde eu era a prisioneira. Senti raiva do soro que me alimentava no lugar da comida. Senti raiva de tudo. Senti raiva de estar quase morrendo com 16 anos. Senti raiva por não comprir a promessa que fiz. De como aqueles dois anos não seriam os melhores. Arranquei tudo que me ligava as máquinas e remédios e fechei os olhos, esperando poder dormir e nunca mais acordar.




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