História A cura - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Born, Mejibray
Personagens Koichi, Meto, MiA, Ryoga, Tsuzuku
Exibições 10
Palavras 1.261
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Se não for dessa vez, eu desisto/me mato. u.u




Enjoy ♡

Capítulo 1 - One



                                                                     Koichi's Pov 


― Eu tenho que fazer isso, Meto. ― repeti, encarando os comprimidos em minha mão e o copo no criado mudo. E ele, que estava deitado logo atrás de mim, me encarava pelo reflexo do espelho no canto do quarto. ― Só dessa vez. Ryo-san vai ficar bravo comigo se chegar a imaginar o que faço com os remédios...
Que vão te fazer mal. ― completou com um tom de voz cheio de preocupação. ― Não dou a mínima pra o que esse cara diz e tenho certeza de que ele não vai te fazer mal nenhum, então, você sabe... Me dá isso aqui...
― Meto- 
Sem mas. É pro seu bem. ― pediu outra vez e então o olhei por cima do ombro, cedendo àquela expressão calma. Entreguei os comprimidos a ele e me deitei a seu lado, acariciando o antebraço e prontamente recebi um beijo demorado na testa. 
Ficamos assim por alguns minutos, trocando carícias e beijos. Na verdade, até ele cair no sono. Ver ele dormindo era sempre reconfortante por mais que pareça estranho. Desde o dia que chegou, jamais fechou os olhos pra descansar, mas em momento algum isso me assustou porque até hoje me faz sentir seguro; sob sua constante vigilância e cuidado. Não sei mais se seria capaz de viver sem isso. Mas tenho certeza de que sem ele não conseguiria. Sem querer sorri. Sem querer o abracei com todas as minhas forças. Sem querer agradeci por ele estar comigo. Sem querer me apaixonei. Mesmo que sem querer, lá no fundo eu queria e fazia todos os dias. Seus olhos negros pareciam responder a tudo da mesma forma e a cada segundo que passava, mais eu acreditava no que eles me diziam em silêncio, desacreditado no quão bondoso foi o destino (mais conhecido como Tsuzuku) quando trouxe o Meto pra mim.
No mesmo momento em que aproximei ainda mais meu rosto ao de Meto a porta do quarto foi aberta. Me sentei na cama e estreitei os olhos ao ver meu irmão. Não parecia nada feliz. Também estava horrível. Parecia um morto vivo. Totalmente diferente da última vez que vi ele, há quase um ano atrás. O cabelo, ainda castanho, bagunçado. A maquiagem, leve, borrada e visivelmente mal feita. As roupas escuras pareciam mais largas e digo isso porque aquele parecia um uniforme de muito mal gosto feito para me visitar. Odiava ver ele naquilo. Ainda odeio, mas ele insiste em vestir isso mesmo que eu o repreenda. Carregava uma sacola e o que tinha nela me agradou bastante. Os meus doces favoritos. Fiquei um pouco surpreso por ele ainda lembrar deles. Ele entrou e fechou a porta. Veio pra mais perto e fez menção de que se sentaria na ponta da cama, mas o impedi.
― Meto está com os pés aí. ― expliquei e então ele fez a volta na cama com uma expressão confusa no rosto.
― Meto?...
― Sim... ― sussurrei e afastei o lençol dos ombros do Meto, o apontando, em seguida voltando a cobrir ele. ― Meto. Não lembra?
― Mas ela é só...
― Ele. ― corrigi. ― Ele é "ele". 
― Certo... Mas desde quando ele tem nome? ― pediu ainda com aquela expressão e eu não consegui não rir da pergunta dele.
― Desde quando nasceu. Ou um pouco antes. Quem sabe desde sempre... Não tenho certeza. Ainda não conheci a mãe dele pra saber quando ela escolheu o nome... ― expliquei depois de revirar os olhos. Quando voltei a fitá-lo percebi que ele parecia meio perdido. Concluí que ele estava lerdo demais e que aquela pergunta boba era no que ele estava pensando. Talvez ele só estivesse reprovando a si mesmo, mas não me contive em perguntar. ― O que faz aqui com essa roupa horrível de novo? Depois de todo esse tempo achei que já tivesse jogado isso fora.
― Mas... ― ele se interrompeu e suspirou. ― O trabalho anda me desgastando. Peço desculpas por não ter vindo antes. ― disse ele 
― E eu vou te desculpar. Mas só porque eu sou o melhor irmão desse planeta e porque você trouxe doces. ― resmunguei fazendo bico e ele riu, assim como eu, segundos depois de dizer aquilo. Ele me entregou a sacola e ficou sério de novo. Abri uma barra de chocolate e ofereci a ele e depois de sua recusa, tirei um pedaço e coloquei na boca. ― Tá de mal humor?
― Longe disso... Estava aqui pensando sobre esse tal de Meto. 
― Como assim? Você mesmo que o trouxe pra cá. 
― Realmente... O que mais você sabe sobre ele?
― Não acredito que não se lembra... Imagina se ele fosse um psicopata?! Francamente, Tsuzuku. ― rolei os olhos e cruzei os braços. ― Meto. Um garoto de treze anos, sendo assim, uma ano mais novo que eu. Viveu com os pais até o ano passado quando um rapaz muito bonito o encontrou perdido em uma loja de bonecas. Esse rapaz bonito tinha um irmão numa casa cheia de gente maluca e antes de ir embora deixou o garoto com o caçula. E antes que ache que esse rapaz bonito é você já digo: Você é só o subordinado horroroso do rapaz bonito, entendeu? Está horroroso. Falo mesmo. ― dei de ombros e ele riu. ― Meto gosta de ursos de pelúcia, mas especialmente de um com o nome de Ruana. ― apontei o urso que se encontrava ao lado de seu dono e prossegui. ― Gosta também de ler, assistir filmes, desenha muito bem, canta melhor que o rapaz bonito, mas só pra mim. Odeia coisas amargas, insetos, remédios e subordinados horrorosos que se vestem mal... Ah, ele também é tímido, mas costuma falar bastante com quem ele gosta. 
― Estou impressionado. ― declarou sorrindo de canto. ― Ele deve gostar bastante de você pra contar tudo isso, ne?
― É. ― disse meio sem jeito. Incerto. Com medo de contar o que tenho com Meto e ele não gostar muito. 
Encolhi os ombros e me calei, assim como ele. Até pensei em tentar puxar assunto, mas não tive sucesso. A única forma que vi de escapar da vontade de contar tudo o que sentia e como estava feliz foi me entreter com os doces que há tempos não via. E eu o fiz. Esquecendo até mesmo que não estava sozinho por alguns minutos.
― Senti sua falta. ― confessou em voz baixa e eu o encarei. ― Queria ter aparecido antes... Ne... Eu...
― Não precisa se explicar. Meto disse uma vez que você é teimoso demais e não aceita que eu fique aqui de graça. Além do mais, Meto me fez companhia e cuidou de mim. Ficaria mais feliz se pudesse ficar aqui com a gente, pra eu cuidar de você, mas não precisa se preocupar. Tá tudo bem, okay? ― sorri e abri os braços, o acolhendo entre eles. ― Foi você quem trouxe ele e isso é o bastante.
Um abraço quente e apertado. Totalmente diferente dos que estava acostumado a receber, mas ainda assim muito bom. Afagando suas costas com as duas mãos passei a sentir algumas gotas quentes em minha camisa e os soluços baixinhos eu ouvi. Foi aí que percebi que, sem querer disse o que eu queria dizer a ele, mas percebi que poderia ser esse o motivo de suas lágrimas. Pedi desculpas por tudo, várias vezes e de nada adiantou pois isso não o acalmou, e tudo o que eu queria era entender o porquê. 
 



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