História A cura - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Born, Mejibray
Personagens Koichi, Meto, MiA, Ryoga, Tsuzuku
Exibições 12
Palavras 1.088
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Two



                                                        Tsuzuku's Pov 


          E quanto mais ouvia sua voz baixa nos contínuos pedidos de desculpa, mais culpa sentia; as lágrimas caíam; o peito doía. A diferença de seis anos de idade entre nós nunca fora motivo para que a compreensão o deixasse de lado e até aquele momento só via isso como uma qualidade. Obviamente, como irmão mais velho, deveria me orgulhar por ele continuar sendo o mesmo garoto que tanto amo e que muito me esforcei para cuidar e educar, mas, por outro lado, sabia que a situação em que ele se encontrava era totalmente distinta a que eu desejava depois de tanto tempo. Havia sim me afastado, no entanto não tive opção além dessa e como ele mesmo havia dito, Meto já havia explicado meus motivos, ainda que jamais houvesse dito a ninguém além de Ryoga e o mesmo tivesse jurado sigilo. Minha preocupação se devia estritamente ao fato de que ele jamais voltaria atrás com sua palavra conhecendo o caso melhor que qualquer outra pessoa.
          Permaneci naquele abraço até que a porta fosse aberta e uma funcionária aparecesse ali, me chamando para o lado de fora. Pedi a Koichi que aproveitasse os doces, que não os comesse de uma vez e que me esperasse, pois logo voltaria para me despedir dele, seguindo então a mulher por entre os corredores cheios de cores alegres e pessoas sorridentes mas que particularmente me causavam tremendo incômodo. Quando alcançamos a sala próxima à entrada do local, a agradeci por me acompanhar e a vi partir, entrando no cômodo sem mais delongas. Não me surpreendi por encontrar ele sorrindo, atrás da mesa e dos amontoados de pasta. Jamais vou entender o que ele vê de tão interessante nesse ramo, ou até mesmo como podia sorrir daquele jeito enquanto fora da sala havia gente com muitos problemas para ele resolver. Enquanto Koichi ainda estava lá. Pediu com um gesto para que me aproximasse, oferecendo o lugar a sua frente e o aceitei já que não havia opção além daquela. Ryoga voltou a mexer nos papeis despreocupado com minha presença, em seguida voltou-se ao visor do computador e, com receio, mesclado a um pouco de nervosismo, não tentei chamar sua atenção. Passaram-se alguns segundos até que ele finalmente me desse atenção, sustentando a expressão alegre na face.
          ― Leia esses relatórios. Vou deixar correndo as imagens do quarto dele e peço que preste atenção em tudo. Nada pode passar. E certifique-se de que não entrei naquele lugar em nenhum momento. Tudo o que ele diz e faz é muito importante. ― disse ele e eu assenti, sem entender muito bem o que tudo aquilo poderia significar; sem questionar por ter sentido mais firmeza naqueles pedidos que em quaisquer outros que já me tenha feito. Me ofereceu seu lugar atrás a mesa depois de fazer aquilo que havia avisado e foi até a porta. ― Vou dar uma volta mas logo volto para conversarmos.
          Assenti outra vez, fazendo a partir dali o que ele disse. 
                                                            ・・・   
                     Era inacreditável. Simplesmente fora do comum. 
          Por vezes achei que estivesse lendo ou interpretando mal os relatórios, mas as imagens confirmavam precisamente, batendo com as conclusões feitas por Ryoga e até mesmo as minhas. Eu, sinceramente, jamais imaginaria que o que havia presenciado no quarto de Koichi tivesse como piorar. Seu caso era ainda mais grave de quando tive que o deixar e evidentemente a culpa era minha. Estava a ponto de explodir. A cada um passo que dávamos juntos à frente, voltávamos ao ponto inicial, se não mais atrás e isso me frustrou. Meus esforços não resultavam em nada e mais do que nunca me senti incapaz de prosseguir. Não o abandonaria, claro que não, mas se continuasse regredindo, acabaria tendo de ficar de vez ali. 
          Ryoga abriu a porta do cômodo, mas não entrou. Percebeu meu estado, mas não deixou de sorrir. Completamente irritante. E se antes eu tinha vontade de destruir tudo o que me rodeava, ela se concentrou naquele homem idiota que me deu os motivos para tal. Me levantei e segui o caminho que me levaria a ele com pressa, as mãos em punhos e o pouco de calma que ainda tinha em mim me fez parar a sua frente, sem manifestar metade do que minha mente retratava como prêmio pela indiferença dele perante o único motivo por qual eu todos os dias lutava. Sua mão pousou em meu ombro. Seus olhos perseguiram os meus. Sua calma se tornou palpável e por um instante pude lembrar o quanto ele já havia feito por nós. 
          ― Pra me olhar desse jeito só pode ter entendido errado. ― comentou vagamente, soltando um suspiro e deixando alguns tapinhas no ombro. ― Tsuzuku, o que tem a dizer sobre o que viu?
          ― O que acha que eu tenho a dizer, Ryoga?! Koichi está pior do que antes e você ainda me vem perguntar isso! ― gritei, afastando seu toque e em seguida agarrando o jaleco branco. ― Sabe melhor que ninguém o que tenho feito por ele, o que tenho passado por anos pra que um dia tirasse ele desse lugar e o quanto estou cansado. Não tem um segundo que não me preocupe com ele. Acho que não preciso dizer que ele não merece isso aqui, não é? Eu que te pergunto agora; o que tem a dizer sobre tudo isso?! O que mais você precisa pra terminar com o meu dia? Ele está morrendo! Eu estou morrendo! Se já não morto e ainda assim você sorri! Não consegue ver? Eu só queria levar ele comigo e ter uma vida normal...
          ― E pode fazer isso. ― disse ele, agarrando, dessa vez, os dois ombros. Aquelas palavras me fizeram parar. Não só de falar. Da mesma fora súbita que as batidas em meu peito se aceleraram, se acalmaram. Permaneci naquela posição. Tentando absorver aquela frase pequena e ao mesmo tempo tentei me convencer de que Ryoga estivesse brincando. Pensei ser loucura dele no mesmo instante em que prosseguiu com a fala. ― Ele não está curado, eu sei, afinal, nao existe cura pra isso, mas ele pode ir. ― deu um passo para trás e iniciou uma caminhada lenta pra longe dali. Sem perceber, já tinha fechado a porta e ia junto com ele para enorme jardim. Ele sabia que me devia uma explicação lógica e mesmo assim  permaneceu calado até chegarmos em um banco de praça, de onde via claramente o alvo do assunto que tratávamos anteriormente. E que, querendo ele ou não, continuaríamos.



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