História A cura - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Born, Mejibray
Personagens Koichi, Meto, MiA, Ryoga, Tsuzuku
Exibições 3
Palavras 1.187
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Three



                                                             Tsuzuku's Pov  

 

        ― Lembra da última vez que o viu na área de convívio? ― perguntou depois de muito enrolar, fitando o mais novo sem cansar. Rindo baixo. Talvez aquele fosse o único momento de minha vida onde não quis dar atenção a meu irmão e, devido a demora dele, junto com a impaciência e ansiedade, me fixei em seu rosto, tentando achar alguma pista, qualquer sinal que evidenciasse suas intenções na frase que deixou no ar anteriormente. Mesmo sabendo que não encontraria nada. ― Tsuzuku...?
          ― Eu lembro. O que tem ela? ― atendi e só percebi a rispidez e pressa nas palavras depois de já ditas. Ele riu. Com certeza ele me lembraria daquele episódio e meu desagrado, por mais que visível, pareceu inexistente.
          ― Koichi estava agressivo demais naquela tarde e a garota com quem ele brigou ficou dias sem sair, por medo. E você pode não acreditar, mas isso acontecia todos os dias, com pessoas diferentes, por motivos bobos,... 
          ― Se continuar com essa palhaçada eu juro que acabo com a sua raça. ― o interrompi e cruzei os braços. Era mesmo capaz de cumprir com minha palavra e partir para outra. Já não suportava mais o suspense. Não suportava mais ouvir o que não precisava. Mais uma vez ele suspirou e só então me encarou, apoiando os braços no recosto do banco. ― O que quis dizer com aquilo?
          ― Senta aí. 
          ― Ryoga!
          ― Por tudo que há de mais sagrado, Tsuzuku, se acalme. ― pediu com a voz mansa. Sem sorrisos. Sem expressões. Respirei fundo e me sentei ao seu lado, sem querer, esbarrando no cenário onde se encontrava Koichi e mais duas garotas, fechando os olhos. ― Koichi, apesar de agressivo, tomava todos os remédios receitados, cumpria com os horários e tudo mais. Não pude aumentar as doses porque a vez que tentei ele dormiu por dois dias consecutivos. Ele ficou isolado por dois meses e mesmo assim procurou encrenca e deu trabalho aos funcionários, mas não chegou a causar estragos grandes. Ainda delirava durante a noite e tinha drásticas mudanças de temperamento durante a madrugada. Até a última vez que você veio...
          Uma pausa aconteceu. Mas, dessa vez, não fez mal. Boa parte daquelas informações já eram conhecidas por mim e as que não, começavam a se encaixar às imagens. De fato, lembro mesmo de ter visto nos relatórios, escritos à lápis por ele, "péssimo dia" e coisas desse tipo, mas no dia do aniversário de Koichi não havia comentário ou nota nenhuma.
          ― Quando você trouxe Meto pra cá as coisas começaram a melhorar, digamos assim. ― murmurou, como se contasse um segredo.  ― No primeiro dia eu achei que seria como em todos os outros. Acordar, alimentar, "passear" e sedar... ― mais uma pausa. Curta. ― Pode me contar o que aconteceu?
            ― Koichi não desgrudou de Meto. ― respondi pronta e automaticamente. Talvez a euforia tivesse me impedido de interpretar o que assisti nos vídeos. Mas aos poucos as coisas começaram as fazer um pouco mais de sentido. Ryoga pediu, num fio de voz, pra que eu continuasse. ― Ele e Meto conversaram bastante e Koichi se ocupou por dias não só com isso, mas com a aparência dele... 
            ― Exato. 
            ― Quer dizer então que o que ele precisava era de algo pra cuidar?
            ― Errado... ― ele riu e continuou. ― Meto tem uma história bem chocante não é? 
             ― Vai começar de novo... ― resmunguei, revirando os olhos.
             ― Ok... Koichi, de fato, se ocupou bastante com Meto. Entre eles não faltou assunto e como pode ter notado, desde aquele dia, Koichi praticamente não fechou a boca e é impossível esquecer que, antes disso, seu irmão só o fazia para discutir com as pessoas daqui. Esse foi o nosso primeiro avanço. Antes que discorde, não era apenas com Meto que ele interagia. Infelizmente não temos câmeras aqui, mas quiser podemos falar depois com um dos supervisores. 
               ― Não precisa, confio em você. 
               ― Ótimo. Ah, isso me lembrou uma coisa. Não me viu entrar no quarto dele, não é? 
               ― Não. ― neguei, sabendo onde ele queria chegar. ― Algum funcionário deve ter nos ouvido. 
               ― Uma das regras da casa que mais cobro de todos é, em hipótese alguma, ouvir as minhas conversas. Não há câmeras no meu escritório; portas e paredes à prova de som. E você confia em mim.  ― apontou e então eu ri. ― Foi Meto quem contou. Só não me pergunte como. Mia, o supervisor que mais trata de Koichi por conta da preferência do mesmo, me contou que quando ele vem pra cá e não se mistura aos outros, conta com detalhes o que você está fazendo. Toda a sua rotina ele diz conhecer.
               ― Impossível. Nem mesmo você conhece...
               ― Hoje, quando você acordou, exatamente às sete horas e trinta e cinco, regou a roseira dele. O café da manhã foi pizza da noite anterior por que estava sem tempo para preparar algo melhor e não queria se atrasar. No metrô uma jovem ocidental pediu uma informação, mas você não soube dar. Quando chegou na esquina tropeçou e quase caiu... Se nada disso tiver acontecido, desconsidere.
            ― Como...?
           ― Eu disse pra não perguntar, droga.
           ― Ryoga, você não pode estar tentando dizer que "Meto" contou isso a ele.
           ― Essa foi a alegação do Koi pro Mia, que a pedido meu tem o observado de perto. Mas isso não é ruim. Está longe de ser. Mas enfim... Koichi, uma semana depois do aniversário dele, parou de tomar as medicações. Somente as vitaminas foram salvas. Seus delírios cessaram. Sua alimentação melhorou consideravelmente. Seu comportamento quando perto das pessoas simplesmente mudou da água pro vinho. E levando em conta que qualquer proximidade rendia em dor de cabeça aos encarregados dessa parte, seu irmão melhorou sim. ― ele apontou em direção ao garoto de cabelos rosados mais a frente, a qual havia me esquecido por um tempo. Koichi agora arrastava consigo uma cadeira de rodas, onde estava Meto, um rapaz loiro caminhava com eles ao encontro de um homem deitado no gramado, na sombra de uma árvore de porte grande. Eles falavam uns com os outros e sorriam sem parar. ― Era esse o efeito que as medicações deveriam ter e mesmo quando ele ainda as consumia, tendo Meto por perto, nada de ruim acontecia. Consequentemente não errei. 
            ― O que mais tem a dizer sobre isso?
            ― Koichi age como antigamente. Não estou me precipitando e você seria mais do que um idiota se não concordasse. Fiz um teste recentemente. Tirei Meto do quarto enquanto Koi dormia e voltamos àquele garoto que chegou aqui. E isso me fez chegar à conclusão de que tendo Meto consigo tudo continuaria como agora está. Não sei exatamente o porquê das mudanças terem acontecido, mesmo tendo estudado tanto para entender esse tipo de coisa, mas eu tenho certeza de que é isso. Nada mais. Ele pode ir com você. Pode ter uma vida normal. Basta que Meto também vá e faça o quer que tenha feito esse tempo todo. 



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