História A cura - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Born, Mejibray
Personagens Koichi, Meto, MiA, Ryoga, Tsuzuku
Exibições 4
Palavras 739
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Four



                                                      Tsuzuku's Pov 


            Talvez minha confiança em Ryoga e a nossa amizade tenham se fortificado quando ele concluiu aqueles esclarecimentos. De alguma forma não vi porquê não acreditar, diferentemente das palavras presas aos papéis daqueles relatórios ou as gravações guardadas do dia a dia de meu irmão mais novo. Ele foi quem teve o cuidado de sanar boa parte das dúvidas que me incomodariam, cuidar, mesmo que a distância de todos os pormenores daquele garoto que era tão querido por ele quanto por mim. Ele conhecia muito bem toda a história e narraria mesmo que já tivesse esquecido o próprio nome, disso tenho certeza. Ryoga não era somente um amigo de infância nela. Era também o jovem que se dispôs a estudar uma área totalmente distinta da que queria por saber que eu não teria condições de fazer. A perda de minha mãe foi um dos motivos para que eu tivesse de começar a trabalhar cedo demais e certamente, por ser o irmão mais velho e o único parente próximo a qual Koichi gostava, não era uma opção buscar outro caminho. Ele tinha à mim. Sempre teve. Sempre teria.
          Com essa perda, abdiquei de tudo o que não tivesse relação a Koichi, não como um dever, mas sim porque eu sabia que ela seria o fim de qualquer chance de melhoras. Koichi sempre fora um garoto sensível demais, qualquer pequena decepção poderia desmontá-lo em pedaços e, é claro, sendo o meu bem mais precioso, em situação como essa não o deixaria desamparado. Trabalhei, vinte e quatro por vinte e quatro, sempre tendo ele a minha volta, não permitindo que nada que fizesse passasse despercebido até certo período. Quando ele completou dez anos, me obriguei a aceitar que ele não era como os outros garotos, ainda que de longe parecesse; que precisava de cuidados especiais e que os meus eram insuficientes. Confiei, desconfiando, a vida de meu irmão mais novo a uma casa como aquela e às escondidas, Ryoga completou a faculdade de psiquiatria, erguendo secretamente sua clínica sem propósitos maiores que tratar de Koichi, sem se preocupar se aquele caminho traria ou não benefícios a ele, que sempre sonhou ser um compositor conhecido. Mais dois anos se passaram até que fosse reconhecido como um bom psiquiatra e só aí ele me contou tudo, pedindo então a e guarda de e Koichi, propondo o tratamento totalmente gratuito. 
          Sem nem pensar neguei o acordo, mas confesso que me senti aliviado por deixar Koichi nas mãos de quem já o conhecia. Entretanto, Ryoga não aceitou também qualquer agradecimento por tudo isso, e o mínimo que poderia fazer era pagar por seu trabalho, sabendo que de qualquer forma seria o melhor pro Koi. E era por esse motivo que me encontrava mais distante de Koichi; que trabalhava o dobro e tentava me convencer todos os dias de que, com Ryoga, meu irmão estaria seguro de qualquer mal... Enfim...
                          Hoje aqui estamos e devo tudo isso a ele.


          Assim que ele terminou, voltamos ao escritório, acertamos a "alta" de Koichi e conversamos um pouco mais, sobre assuntos aleatórios e alguns pontos importantes referentes a Meto e sua história muito bem trabalhada, a ponto de parecer real. Com tudo pronto, fomos até o tão conhecido quarto juntos e pela pequena janela retangular da porta observávamos o garoto de cabelos rosados a conversar com sua única companhia daquele momento, debruçados no batente da janela aberta, observando o dia ensolarado no lado de fora.
           Sim, me desesperei só de imaginar ter causado a ele um mal imensurável, com algo que a meu ver, não seria capaz. Porque de uma forma ou de outra, a princípio, eu tive medo de nunca poder vê-lo bem. Mas depois de tudo, percebi que era assim que ele estava. 
          Koichi acariciava a face da marionete com ternura, como se se tratasse de algo mais frágil que ele, algo especial e de grande valor a ele. Entendi por fim que não se tratava simplesmente de uma marionete qualquer a qual ele guardava apreço, ou uma simples peça em tamanho real, com a aparência de uma pessoa, que ele cuidava com carinho. 


          Meto era o menino de treze anos de idade que Koichi, mesmo sem ter dito em palavras, amava de todas as formas possíveis. O melhor de todos os presentes que fui capaz de escolher a ele. O remédio para todas as suas feridas abertas e consequentemente as minhas. Meto era, literalmente, a cura. 


Notas Finais


Beijos de amendoim, abraços de chocolate。 Espero que tenham gostado! (`・ㅅ・´)

Jyaa ne~ ♡


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