História A Dama e o Vagabundo (Em hiatus) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Bulimia, Câncer, Drama, Morte, Revelaçoes, Romance, Vingança
Exibições 35
Palavras 4.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá minha lindezas, "EU VOLTEI, AGORA PRA FICAR"
Sei que demorei cerca de dois meses para postar o próximo capitulo, MAS eu andei resolvendo questões do tipo: escola, tarefa de casa, minha outra fic, minha nova fic e além é claro, da minha TOTAL falta de criatividade. Como eu não queria escrever algo ruim pra vocês e fugir totalmente do sentido da história, eu optei por demorar mesmo, e adivinhem: eu terminei esse capitulo agora pouco.

Espero que vocês gostem e entendam minha situação. Não sei quando voltarei a postar novamente, mas quero ver se não demoro muito. Sintam-se a vontade para deixar seus comentários e opiniões que eu terei muito gosto em respondê-las.
O cap. de hoje está pra lá de grande e recheado de novidades ;)
B.O.A L.E.I.T.U.R.A

Capítulo 8 - Illusion Foirfe


Fanfic / Fanfiction A Dama e o Vagabundo (Em hiatus) - Capítulo 8 - Illusion Foirfe

Gregory

No momento em que você está apto para seguir com um plano, com um propósito de vida, você é capaz de tudo. Cheguei a essa conclusão logo após ter conversado com Alice e ter seguido a ideia de Igor. Jamais imaginaria que teria que me submeter a qualquer tipo de contato com aquela família, mas eu precisava de alguma forma me aproximar para que tudo desse certo no final das contas. Sabia que o que estava fazendo era errado, porém a vontade de acabar com aquele homem que só trouxe desgraça para mim e para a minha família, era maior do que tudo. Minha mãe com certeza se soubesse, não aprovaria. Apesar de não demonstrar toda a dor que ainda sentia, eu sabia que ela evitava transparecer a saudade e o vazio que ficara logo após a morte de meu pai. Não só ela, como também Milena, que ao contrário de Marta, se cortava para aliviar o sofrimento de sua ausência.

Assim que cheguei, ambas me esperavam para almoçar. Minha mãe estava com a roupa do uniforme da recepção e Milena já havia vestido algo mais apropriado para ficar em casa.

- Demorou pra chegar, aconteceu alguma coisa? - minha irmãzinha me olhara preocupada enquanto me observava sentar junto à mesa

- Não, está tudo bem - sorri - Precisei passar antes na boate para resolver umas coisas.

- Está tudo bem por lá?                                            

Assenti com um sorriso e me juntei a elas.

De vez em quando era bom ter esses momentos em família. Minha mãe não media esforços para nos ver juntos e sempre que podia cozinhava sua melhor comida apenas para nos sentirmos em casa. Desde a morte de José muita coisa havia mudado, apesar de ter se passado dois anos ainda sentia que sua presença era constante naquela casa. Doía-me pensar que minha mãe ainda chorava abraçada ao álbum de casamento e que Milena sofria calada enquanto manchava seu braço com “tinta” vermelha. Eram tantas coisas que eu guardava dentro de mim, que só mesmo eu para saber o que senti quando vi meu pai estirado sob o chão da sala. Nunca remeti isso para ninguém, tampouco permiti me abrir com minha mãe, mas eu sabia que tinha que ser forte, não só por mim, mas por elas também.

Servi-me de um pouco de arroz, com uma camada de feijão. Peguei duas rodelas de tomate e um bife com algumas ervilhas. Nossa comida de principio parecia ser simples, mas eu sabia que ultimamente nós estávamos cortando certos gastos para poder pagar as dívidas. No final do mês, o dinheiro mal sobrava para tomarmos sorvete, o que deixava Milena muito chateada e minha mãe com o coração apertado por fazê-la passar por isso. Desbloqueei o celular e deixei-o em cima da mesa. Elwis poderia me ligar a qualquer momento para resolvermos o problema com os fornecedores mais tarde.

- Então, como foi à aula?

Mal percebi que minha mãe estava falando comigo quando entrei no aplicativo para ver meus e-mails. Seu olhar era inquisidor ao mesmo tempo em que a curiosidade emergia em seu rosto. Larguei o aparelho em meu colo e a fitei com entusiasmo.

- Foi tudo bem – sorri – Acho que finalmente estou fazendo o que gosto

- Que bom – devolveu-me o sorriso – Fico feliz em ver que está achando seu caminho

Minha mãe era a única que conseguia me compreender perfeitamente. Logo depois que terminei a escola, ela entendeu o quanto eu estava perdido em relação ao que viria a ser no futuro. Foram tantas conversas, tantos dilemas que mal consigo lembrar quantas vezes ela me apoiou e me fez acreditar que eu poderia ser sim o que quisesse, mesmo com nossa condição financeira.

Terminei de comer e peguei a colher do arroz para repetir mais uma vez. Milena me olhara com a expressão espantada e em resposta soltei uma risadinha.

- Você vai comer de novo? – encolheu as sobrancelhas

- Sim – concordei pegando mais uma porção de feijão

- Deixa ele – minha mãe riu – Gregory ainda está na fase de crescimento – brincou

- Só se for para os lados, né?! – implicou minha irmã

Minha irmãzinha desde sempre tinha essa mania de se envolver em minha vida, ao passo em que íamos crescendo juntos e compartilhando experiências, ela havia se tornado minha melhor amiga.

Revirei os olhos para seu comentário “maldoso” e continuei a comer. Era verdade que eu parecia um morto de fome, mas a quantidade de conteúdo que eu estava enfrentando no momento na faculdade era absurdamente compreensível que eu estivesse assim. Ainda mais agora que as provas começariam na próxima semana. Os professores estavam nos entupindo de matérias e trabalhos para o fim do semestre, e eu mal podia esperar para começar as aulas práticas.

Limpei minha boca com o guardanapo e me levantei. Levei meu prato até a pia, enquanto Milena e Marta retiravam a mesa. Lavei-os rapidamente e terminei de arrumar a cozinha. Minha mãe fora para o quarto se arrumar, ao mesmo tempo em que eu e minha irmãzinha nos atirávamos no sofá para assistirmos TV.

- Bom crianças, eu já vou indo. Volto no mesmo horário de sempre e espero que se comportem

Marta saíra do quarto e viera até nós depositando um beijo em cada testa. Milena e eu apenas reviramos os olhos com sua insistência em ainda nos chamar de crianças. Nós tínhamos praticamente a maioridade conquistada desde alguns anos atrás, e isso não fez com que nossa mãe parasse de nos tratar feito bebê.

Ajeitei-me melhor no estofado verde, encostando minha cabeça no ombro de Milena. Sua reação fora imediata ao tocar seus dedos em meu cabelo, os acariciando. Sorri com aquele momento ternura e prestei atenção na programação de quinta-feira a tarde.

***

Era sempre bom ter um momento de descanso. Hoje era meu dia de folga na boate e eu estava muito grato por isso. Elwis ficaria em meu lugar, ao mesmo tempo em que Igor também não trabalharia hoje. Combinamos de nos revezar ao longo da semana para que não ficasse puxado para nenhum dos três. Meus amigos me ajudavam desde sempre a manter aquela boate em pé. Desde que a comprei, há dois anos, logo após a morte de José, eu me detive somente nela, me cercando de trabalho e coisas para fazer, simplesmente para não ter que voltar para casa e sentir o vazio que ficava sem sua presença.

Peguei uma camiseta preta e a troquei pela qual estava vestindo. Meu quarto como sempre estava uma bagunça, mas eu não precisava me preocupar com isso agora. Abri a porta do armário e peguei minha escova. Escovei meus dentes e ajeitei meu cabelo antes de sair. Milena estava deitada no sofá, estirada sobre o estofado velho, peguei o controle que quase caía de suas mãos e desliguei a TV. Deixei-lhe um beijo na testa e saí para mais uma aula de Muay Thai.

***

Fazia tempo em que eu não ia à academia. Devido ao horário das aulas e a correria do dia-a-dia, eu mal tinha espaço na agenda para comparecer até a zona oeste do Rio. Apesar de que as provas na faculdade nem haviam começado ainda, eu já estava me esquivando de qualquer tipo de esporte antes mesmo ter quase nada de tempo para realizá-los.

Assim que entrei, Jonathan o professor, me cumprimentou com um toque de mãos para logo depois começar o aquecimento. Puxou uma corda e separou os objetos para que pudéssemos utilizar. A aula iniciou por volta das duas da tarde, sendo comandada por mim. Jonathan precisara sair e deixara-me encarregado de terminar sua tarefa até que o mesmo voltasse.

Preparei uma sessão de alongamentos, para que depois pudéssemos treinar o soco de defesa. As mulheres, diferentes dos homens, se detinham mais em fofocar sobre a vida alheia. Muitas delas eram casadas e pareciam ter mais de 40 anos. Ainda que fossem muito convidativas, eu preferia as mais novas.

Quando a aula acabou, eu me sentia enferrujado. Minhas costas doíam de tal maneira que mais pareciam terem sido amassadas por um trator em sua máxima velocidade. Fazia tempo que eu não sentia nada parecido, uma dor física que geralmente só acontece com iniciantes; entretanto, esse não era o caso. Meus músculos doíam, assim como a queimação que eu sentia por dentro era algo extremamente significativo e um sinal de alerta para que eu retornasse as aulas imediatamente.

Peguei minhas coisas e saí. Enxuguei meu rosto, no momento em que entrei no carro, meu telefone começara a tocar. Olhei no visor e o nome de Igor piscava constantemente, assim como sua foto que aparecia na tela.

- Fala – atendi

- Tá a fim de sair hoje?

- Pra onde? – liguei o carro

- Sei lá, pra qualquer lugar. Dar uma volta. Naquela boate nova, talvez – dera de ombros.

Franzi meu cenho quanto ao seu desleixo e falta de nexo ao tentar me convidar para alguma coisa. Igor sequer sabia aonde iríamos e já estava me pedindo companhia em seu dia de folga.

- Por que você quer ir lá?

- Não é óbvio? – respondeu-me como se eu soubesse

- Pensei que você estivesse ficando com Lexi

- E estou, mas não é nada sério. Eu e ela combinamos isso. Não é como se estivéssemos namorando ou algo do tipo

Certo, Igor parecia de longe bem mais resolvido do que eu. Apesar de termos a mesma idade e muitos outros pontos em comum, o cara sabia como entrar em um relacionamento sem estar dentro dele. De todas as “namoradas” que ele já tivera Igor não se apegou a nenhuma e isso sim, é algo a ser aplaudido de pé. Enquanto eu e Elwis nos envolvíamos emocionalmente com garotas que estavam pouco se fodendo para nós, ele estava lá, rindo da nossa cara e afirmando sua teoria que relacionamentos sérios só trazem problemas. E pior é que o filho da mãe tinha razão.

Parei em um semáforo e escutei-o continuar:

- Então, vamos?

- Não sei, não. Acabei de sair da academia e estou morto de dor nas costas – reclamei

- Qual é Gregory! Você parece um velho falando desse jeito. Deixa de cú doce e vamos logo nessa festa. Ouvi dizer que hoje é noite de blackout

- Eu vou te mostrar quem é o velho! Ok, eu vou. Que horas começa essa porra?

Dei-me por vencido depois de quase matar Igor por telefone. O cara sabia como ser chato, puta que pariu! Troquei as marchas mais uma vez e virei na próxima esquina. Antes de tudo eu precisava de um banho e dormir pelo menos uns dez minutos antes de sair, beber todas e comer umas bocetas.

***

Eu já estava quase pronto quando Milena entrou no quarto. Minha irmãzinha me olhara através do espelho e se sentara em minha cama.

- Vai sair?

- Não é óbvio? – peguei meu perfume

- Pensei que fosse ficar em casa estudando, já que agora você é definitivamente um universitário da UFRJ

- Maninha, aprende uma coisa: sexta-feira é dia de farra, bebê – balancei seu queixo

- Sai – empurrou-me

Milena ás vezes me parecia ter certo receio de que eu saísse à noite. Seus olhos ficavam assustados e suas reações mais agitadas. Ela remexia os dedos freneticamente, levantava e sentava na cama consecutivas vezes, assim como sua respiração ficava mais acelerada.

- Ei – segurei seu rosto, de modo a fazê-la olhar para mim – Vai ficar tudo bem, eu só vou me divertir com meus amigos, está bem?

Minha pequenina assentiu de modo inativo enquanto seus braços rodearam meu pescoço em um abraço demorado.

- Eu tenho tanto medo de perder você – confessou-me

- Você não vai me perder, nunca. Eu sempre vou estar aqui, pra te encher o saco, te colocar pra dormir, assistir televisão com você e mais um monte de outras coisas que nós ainda vamos fazer juntos, está bem? Não se preocupe que no final da noite eu estarei aqui, ok?

Em um suspiro esganiçado e pouco conformado, Milena assentiu me soltando levemente. Suas mãos se desprenderam de meu pescoço e seus olhos deixaram de me fitar.

- Eu te amo nunca se esqueça disso – dei-lhe um beijo em sua testa

- Também amo você

***

Após ter saído de casa, Igor já me esperava do lado de fora. Seus braços estavam cruzados na altura do peito, assim como seus pés estavam entrelaçados uns nos outros. Ao me ver, ele viera em minha direção.

- Demorou hein... – comentou

- Foi mal, estava conversando com a minha irmã – expliquei – Vamos?

Entrei em meu carro e o segui pela avenida. Optei por irmos em carros separados, pois sabia que no final da noite ele acabaria com alguma garota em seu banco traseiro, e eu definitivamente não queria compactuar com sexo explícito bem na minha frente. Continuei o seguindo até chegarmos ao “Illusion Foirfe”, uma das maiores e mais conceituadas boates do Rio de Janeiro. Não era a toa que a elogiavam, a casa noturna mais parecia uma mansão vista do lado de fora. O letreiro grande, com suas luzes néon azul, chamava quem passasse por ali para se perder em uma ilusão perfeita. A fachada era grande e já abrigava um número significativo de pessoas que estavam ali apenas para a noite de blackout.

Estacionei o carro, em uma rua um pouco distante. Alguns carros também estavam ali, o que de certa maneira me deixava um pouco mais aliviado. Acionei o alarme e ajeitei minha roupa. Igor optara por deixar seu carro no estacionamento privativo, pois sabia que sairia dali só amanhã de manhã.

- E aí? Falta muito pra entrarmos? – perguntei assim que o alcancei na fila de espera

- Mais ou menos. Têm umas dez pessoas na nossa frente ainda

Suspirei entediado e encostei-me à parede. Cruzei os braços na altura do peito e fechei os olhos por um momento.

- Gregory?

Uma voz fina que deduzi ser de mulher, me chamou. Abri os olhos e encontrei Amanda, do curso de Engenharia, me encarando. Sua face era sorridente e ela me parecia estar feliz em me ver, ao contrário de mim que não estava com a mínima vontade de encontrar estudantes da UFRJ em plena noite de sexta-feira.

- Oi – respondi

- Está me reconhecendo? Sou Amanda, do curso de Engenharia, estudamos na mesma faculdade.

- Eu sei - a essas alturas, meu humor não estava um dos melhores. Eu já estava começando a me irritar com a possibilidade de essa garota querer ter algum tipo de diálogo comigo.

- Muito prazer, sou Igor – meu amigo estendera a mão para cumprimentar Amanda que prontamente segurou-a de imediato.

Ao contrário de mim, ele não desgrudava os olhos dela. Eu podia sentir de longe a vontade que ele sentia em levá-la para um canto qualquer e fodê-la até a morte.

- Oi, eu sou a Amanda, muito prazer – a ruiva exibira um sorriso que quase fizera Igor gozar nas calças. O homem ao meu lado, sorrira cumplice pra mim e desde então tive certeza de suas intenções para aquela noite.

***                           

Não demorou muito para que chegasse a nossa vez. Por sorte, assim que entrei na boate, logo me separei do mais novo casalzinho meloso que não parava de se elogiar um minuto sequer. Meu amigo estava insuportável ao lado daquela entojada que ria de absolutamente tudo o que ele falava. Os dois mais pareciam àqueles casais de filmes adolescentes onde o mocinho encontra a garota perfeita em uma fila de show. Era demais pra mim.

Andei até o bar - que no caso nem poderia ser considerado assim – e pedi uma bebida. Minha “Kriptonita” veio com bastante gelo, do jeito que eu gostava; optei por começar pegando leve para não ter que perder o controle logo de primeira. Seria muito ruim se eu tivesse que voltar pra casa bêbado, minha mãe com certeza me mataria.

Estava tocando uma música que no momento eu não conhecia. Sua batida era boa e parecia que todo mundo ali estava dominado pelo demônio. Era cada mina gostosa que passava na minha frente, que eu estava me segurando para não agarrar uma e levá-la para a parte de cima. Tomei mais um gole da minha bebida e franzi o cenho ao reconhecer aquela silhueta. Aquele vestido (1) era definitivamente ainda mais bonito do que o outro, e mesmo assim ela não se dava conta de que estava chamando a atenção. Inevitavelmente as lembranças da última festa em que estivemos juntos, vagaram minha mente e eu não pude deixar de abrir um sorriso. Havia sido tão bom, cada toque, cada beijo...

- Gregory?

Fui despertado de meus pensamentos com uma loira me chamando. Lexi sorria e segurava em suas mãos um copo de bebida assim como eu.

- Eu mesmo – sorri – E aí loirinha – cumprimentei-a com um beijo

- Não sabia que vinha pra cá. Quando Elwis me falou que você e Igor estavam de folga e que iam sair para se divertir, não imaginei que fosse aqui.

- Pois é Igor me convidou, e eu decidi vir. Não estava a fim de ficar em casa em uma sexta-feira à noite

Lexi soltara um gemido desgostoso e encarara o copo.

- Pelo menos você pensa assim, já a Alice só quer saber de estudar – afinara a voz – Sério, eu sinceramente não sei como eu a aguento e suas manias do politicamente correto – revirara os olhos

Alexandra era sem dúvida uma das garotas mais interessantes que eu já havia conhecido. Apesar de ser nova, ela me parecia muito madura pra sua idade, e o fato de ser tão diferente de Alice, era algo que me atraía ainda mais a ela.  

- Acho que ela tá curtindo – apontei com a cabeça em direção a pista. Alice dançava sensualmente, grudada em um cara que parecia estar gostando de toda aquela atenção. Quando ela finalmente se virou, pude notar seu sorriso satisfeito em estar se divertindo.

- E Igor onde está? Ele não veio com você?

- O Igor ele... Ele – cocei a nuca sem saber o que responder

- Tudo bem, já entendi. Deve estar por aí comendo alguma vagabunda

Continuei tomando minha bebida, até vê-la acabar por completo. Não havia comentado nada sobre o paradeiro de meu amigo, pois sabia que ele com certeza estava se divertindo com Amanda em algum dos quartos lá de cima. Não queria de forma alguma me envolver nessas ladaias, pois sempre no final, acabaria sobrando pra mim.

- Então... Quer dançar?

- Claro – Lexi sorrira em resposta e me puxara pela mão até o meio da pista

Agarrei sua cintura, me segurando para não descer mais um pouco a mão. Apesar de ser muito gostosa, sabia que Lexi estava se envolvendo com Igor, e de forma alguma eu furaria seu olho ficando com sua garota.

Remexi os ombros e gargalhei ao ver o modo desajeitado que Lexi dançava. Suas pernas tentavam acompanhar seus movimentos, assim como seu quadril não ajudava para que rebolasse conforme a música.

Virei-a de costas e pressionei meu peito na sua parte de trás, a loira apoiara sua cabeça em meu ombro onde pude ter mais acesso ao seu pescoço. Sorri em divertimento e assoprei a parte destapada pela roupa.

- Juro que se eu não tivesse ficando com seu amigo, eu foderia com você agora mesmo – afirmou.

Balancei nossos quadris, segurando firme em sua cintura. Lexi aproveitara a deixa para segurar em meu pescoço e puxar meus cabelos.

- Não faça isso – sussurrei em seu ouvido – Você pode se arrepender - brinquei

- Ah é? E o que você vai fazer?

Quando estava prestes a responder, senti um aperto em meu ombro. Virei meu rosto para ver melhor quem era e pude ver Igor atrás de mim.

- Cara que bom que eu te encon... Lexi?

Rapidamente a loira saíra de perto de mim e se virara para encarar meu amigo. Igor estava com uma expressão confusa no rosto e alternava seu olhar entre mim e ela.

- O que você está fazendo aqui?

- Vim me divertir – deu de ombros – E você, já pegou quantas?

Meu amigo ficara sem resposta, ao mesmo tempo em que o olhar inquisidor de Lexi caía sobre ele.

- Eu...

- Ai amor, que bom que eu te encontrei – Amanda viera carregando dois copos de Absolut e não percebera o que estava acontecendo. Sua alienação a aquele clima de animosidade me deixava pasmo sobre quão grande poderia ser sua burrice.

- Então é essa a garota que você está comendo?- riu em descrença - Nossa que decadência, hein.

- Ei eu não sou... – a ruiva tentara argumentar, mas fora logo interrompida por Lexi

- A conversa não chegou até aí. Mas quer saber, faça bom proveito. Amanda sabe exatamente como satisfazer um homem, afinal, ela já chupou a faculdade inteira, não é mesmo? – riu – Eu vou pegar uma bebida

Lexi passara por nós com seus olhos queimando em brasas quentes. Eu podia jurar que ela estava com ciúmes de Igor e que sua atitude ríspida havia sido causada por seu temperamento impensado. Observei-a ir até o bar e me virei novamente para meu amigo.

- O que foi que deu nela?

- Eu é que sei – dei de ombros – Se vira garotão – bati em suas costas – Quer pegar todas, vai ficar acabando sem nenhuma.

Passei reto até uma parte mais afastada, a fim de encontrar os banheiros. Deixei Igor e Amanda discutindo sobre a nova relação que eles tinham e me foquei em achar o sanitário. Assim que passei pela porta, o cheiro másculo dos vários homens que se encontravam ali se misturou com meu perfume. Abaixei as calças e urinei. Estava apertado desde a hora em que peguei a primeira bebida e mal percebi que precisava colocar pra fora, o excesso de álcool que estava em meu corpo.

Assim que saí dali, parecia que a quantidade de pessoas naquela boate havia aumentado. Antes o que aparentava ser o dobro de pessoas em um determinado local, agora parecia que era o triplo. Locomovi-me por entre toda aquela gente, esbarrando na maioria delas, queria achar Igor de volta e aproveitar um pouco daquela noite com ele, mas assim que passei por entre um grupinho de mulheres, uma delas me puxara pela mão.

- Está sozinho? – falara em meu ouvido

A música alta, não facilitava as coisas para que eu pudesse entender o que ela estava dizendo.

Assenti.

- Quer beber alguma coisa?

Mais uma vez, esforcei-me para poder compreendê-la. Dei um passo para trás e sorri ao olhá-la mais de perto. A mina era sem dúvida uma puta de uma gostosa. Seu vestido rosa, ia até a metade de suas coxas, deixando a mostra suas pernas torneadas, assim como seu decote que deixava exposto aquele pedaço de mau caminho.

- Claro – respondi

Guiei-a até o bar – com muita dificuldade – e pedi duas vodcas. A loira se se encostara ao balcão e sorrira maliciosa para mim.

- Então, qual o seu nome?

- Gregory, e o seu?

- Letícia

Involuntariamente, abri um sorriso. Letícia me correspondera, ao mesmo tempo em que sua mão direita acariciava meus cabelos.

- É virgem? – perguntei                                                                                                    

A loira fizera um movimento de negação em resposta e essa fora a deixa para que eu a beijasse. Enlacei minhas mãos em sua cintura a puxando para mais perto. Pressionei-a contra o balcão juntamente com meu membro friccionando sua região íntima. Letícia soltara um gemido, ao mesmo tempo em que seus dedos puxavam meu cabelo. Apalpei sua bunda e tratei logo de mudar de tática. Desci os beijos para seu pescoço e intercalei com chupões naquela região. A mulher que parecia de mais ou menos minha idade, enfiou suas mãos por dentro da minha camiseta preta e arranhou-me com suas unhas.

- É melhor nós subirmos - sussurrei em seu ouvido fazendo-a concordar comigo

***

Já era quase três da manhã quando deixei o quarto privativo. A loira que transara comigo, estava neste momento sonolenta demais para pegar sua roupa e se vestir. Ajeitei minha blusa preta que estava um pouco abarrotada, enquanto descia as escadas e tinha uma plena visão de toda a boate em um ângulo mais apropriado. Ainda estava à procura de Igor, pois queria me despedir. A festa já tinha durado mais que o necessário, assim como meu cansaço estava dominando meu corpo.

Quando pisei no ultimo degrau, fui barrado por uma loira em estado de nervos. Lexi respirava ofegante tentando achar uma maneira de buscar um pouco de ar. Segurei firme em suas mãos, sentindo-as suadas e trêmulas.

- Gregory, ainda bem que te achei.

– O que foi? - perguntei

- Você viu a Alice?

- Não, por quê? 

- Ela sumiu

- Como assim sumiu? – franzi o cenho não entendendo o que ela queria dizer

- Não sei, ela estava ficando com aquela cara, lembra? – assenti – Então eu a encontrei logo depois que eu fui ao bar, e ela me disse que iria ao banheiro e que depois nós iríamos embora porque já estava tarde, mas aí...

- Mas aí... – incentivei-a a continuar

- Eu não a encontrei

Uma lágrima solitária escorrera por sua bochecha fazendo com que eu a limpasse rapidamente com meus dedos. Lexi estava apavorada com a ideia de a amiga ter sumido e mais parecia que iria cair no choro compulsivo a qualquer momento.

- Tudo bem, se acalme. Onde foi que você a viu pela ultima vez?

- No banheiro, mas ela não está mais lá. Eu já procurei pela boate inteira, mas eu não a encontro de jeito nenhum. Gregory por favor, você tem que me ajudar – suplicou – Se o pai dela souber disso ele vai...

- Está bem, está bem. Eu vou te ajudar, ok? Vamos nos separar, eu vou para um lado e você para o outro. Se algum de nós a encontrar primeiro a gente se fala pelo telefone, está bem?

- Tá

Lexi se atucanara ao tentar seguir para a direita. Algumas pessoas atrapalharam sua passagem, mas assim que conseguiu uma brecha, a loira voara até os mezaninos e a mesa do DJ. Segui pelo lado oposto e me permiti pensar um pouco. Alice provavelmente não sumiria sozinha assim. Ela com certeza sabia que Lexi estaria a sua procura.

Andei por entre alguns grupinhos, a fim de ver se uma cabeleira castanho mel se encontrava ali; fui até o bar e perguntei para um dos “Bart Enders” se não havia visto uma menina alta, de vestido preto e saltos azuis. Continuei perguntando até chegar ao lado de fora da boate. Estava um pouco frio e o local já não estava tão cheio quando eu havia chegado, porém, ainda tinha uma quantidade razoável de pessoas bebendo e fumando ali. A maioria delas não sabia sobre o paradeiro de Alice, sequer estavam conscientes o suficiente para me dar alguma resposta plausível.

Segui meu caminho com a intenção de encontrar uma pista ou alguma informação que pudesse me ajudar. Dei meia volta na boate até começar ouvir vozes. O beco escuro era exatamente onde eu havia estacionado meu carro. As falas entre cortadas chamaram minha atenção, que num primeiro momento não havia as reconhecido de fato. Foi quando apertei meus olhos mais fortemente que pude ter total visão do que se passaria ali.

Alice estava amordaçada e tentava gritar por ajuda. Suas pernas estavam abertas e ela com toda certeza deveria estar assustada. Caminhei lentamente até chegar mais perto. O cara que estava com ela era o mesmo que tinha os braços em volta de sua cintura no momento em que cheguei. Retirei meu canivete do bolso, dando meia volta até conseguir pegá-lo por trás.

- Solta ela agora ou eu te esfolo aqui mesmo – cochichei em seu ouvido – E acho melhor você me escutar, se não vai ser pior pra você.


Notas Finais


(1) http://www.polyvore.com/roupa_21/set?id=209017719

E então, o que acharam?
Podemos dizer que as coisas estão mudando não é mesmo? Lexi com ciúmes, Alice em perigo. O que será que vai acontecer depois disso, hein?
Uma dica bem importante é, gravem as palavras em negrito, elas ajudarão vocês a terem uma noção do que acontecerá daqui pra frente. E ah, só pra deixar claro, Leticia e Amanda vieram pra ficar. Se preparem ;)
Bjs meu amores e até o próximo... NÃO DEIXEM DE COMENTAR


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