História A descoberta do prazer - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camilag!p, Romance
Visualizações 116
Palavras 2.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa noite

Capítulo 2 - A descoberta do prazer


Fanfic / Fanfiction A descoberta do prazer - Capítulo 2 - A descoberta do prazer

Pov lauren

Tentei não transpirar, mas foi impossível.Praticamente corri com a chave da poderosa Cabello na mão, apertando o chaveiro da trava desesperadamente para ver qual carro destrancaria. Graças a Deus logo consegui identificá-lo. Dirigir foi mais complicado. O medo de causar mais dano, além dos já causados, me fez dirigir tão rápido quanto uma lesma.

Troquei meu carro de vaga com o dela e em seguida corri de volta para o elevador. Com certeza meu rosto estava corado e meu cabelo em desordem. Passei os dedos para tirar os nós que se formaram pelo contato com o vento tentando organizar aquela bagunça toda. Respirei fundo diversas vezes disfarçando meu nervosismo quando o elevador parava em algum andar. Com três elevadores no prédio parecia que todos resolveram pegar justamente o meu.

Por sinal, era o único que ia para o 16º andar. Quando consegui chegar, a sala estava vazia. Nada de sofia ou Ariana. A porta da Sra. Cabello estava entreaberta, como se me aguardasse. Pela parede de vidro eu podia vê-la sentado em sua imponente cadeira, localizada atrás da sua imponente mesa de presidente. Tudo nela era desta forma: imponente. Céus! Ela era linda, mesmo nessa posição tão arrogante. Caminhei até a minha mesa, indecisa sobre o que fazer.

 - Srta. jauregui. Ouvi sua voz forte e áspera me chamando. Sem parar em minha mesa, como planejava, entrei vagarosamente em sua sala. Apenas o zumbido baixo, quase imperceptível do seu computador, somado ao barulho do meu salto, ecoava no ar. Meu coração martelava no peito com tal força que tive medo que minha chefe pudesse ouvir e por causa disso inventasse mais algum tipo de punição para mim. Estava realmente incomodada pelo que ela fizera. Que bela maneira de dar boas vindas a uma nova funcionária. Era quase o mesmo que jogá-la janela afora. Fiquei incontáveis minutos parada sem que ela ao menos se dignasse a me olhar. a Sra. Cabello ora analisava um papel a sua frente, ora analisava a tela do seu computador, sem parecer notar a minha presença. Comecei a ficar impaciente. Meus pés doíam, pela corrida e pela posição tão ereta por tantos minutos. Comecei a olhar ao meu redor, para passar o tempo. A sala realmente era como um aquário. Totalmente feita de vidro. Transparência para todos os lados. Mas pude notar que, apesar dela deixar claro pela arquitetura do local, que tudo ali estaria à vista de todos, havia persianas, recolhidas, prontas para serem utilizadas em algum momento nem tão transparente. Notei que não existia armário. Apenas móveis decorativos e baixos, como a pequena peça que ficava ao fundo contendo diversos livros. Dois conjuntos de sofás davam à sala a aparência de receptividade. Um longo tapete felpudo na cor crua alimentava a ideia de conforto que a sala transmitia, apesar de toda a sua elegância. Eu deitaria naquele tapete com muita facilidade. Uma mesa grande com seis cadeiras, também de madeira ficava no extremo contrário ao que a Sra Cabello estava, contudo, mais próximo a ele, havia outra menor, mais baixa com duas cadeiras e, no centro dela, um jogo de xadrez. Cada peça parecia uma joia de inestimável valor. Eu podia ver o ouro que as esculpia, só não conseguia identificar as pedras que adornavam seus detalhes.

- Quando acabar com a inspeção... – sobressaltei-me com a sua voz. Era uma acusação tão nítida que chegava a ser constrangedora.

- Desculpe-me!

- Não é o suficiente – fiquei espantada com a facilidade com que ela conseguia ser intragável. – A senhorita agora trabalha para um CEO. É importante que esteja atenta a todas as necessidades deste setor. Deve estar sempre à disposição – ela me olhava censurando minha atitude. Eu só estava observando a sala. Será que isso era um crime?

- Sinto muito – eu sentia mesmo. Mas minha vontade era de gritar e dizer a ela o quanto era insuportável. Algumas lágrimas se formaram, contudo lutei bravamente contra elas.

- Está atrasada – voltou a olhar apenas os papéis. Eu estava atrasada? Acho que perdi algo. a Sra Cabello me encarou. – Eu disse em dez minutos. A senhorita chegou em treze. São três minutos de atraso. Sem contar que deveria ter se apresentado com meia hora de antecedência, para que Ariana e sofia pudessem instruí-la adequadamente – ela apoiou os braços na mesa projetando um pouco o corpo e cruzando as mãos à sua frente. Seus dedos cobriam a boca. Suas expressões tornaram-se um perfeito mistério para mim.

- Eu não sabia.

- Não toleramos atrasos, Srta. jauregui. A Srta. sofia irá lhe explicar melhor à noite quando, estiver representando o papel de sua babá, enquanto perde uma reunião em família. Espero que seja grata a ela por isso e que da próxima vez perceba que um atraso seu acaba causando problemas para todos. Meu queixo literalmente caiu. Como ela conseguia ser tão insuportável? Estava quase acreditando que Ally sofreu aquele acidente para se ver livre dela por um tempo.

- E agora a senhorita está me fazendo perder ainda mais tempo – como assim? Minhas mãos se abriram em resposta. Eu estava desarmada. – As agendas – disse indicando a porta. Pensei que correria, porém meus pés pareciam pesados. Caminhei até a mesa, peguei as agendas e também uma caneta, para o caso dela achar que eu estava desperdiçando, ainda mais, seu precioso tempo. Voltei à sala parando em frente a sua mesa.

 - Pronto, Sra Cabello... – ela levantou uma das mãos impedindo-me de continuar. Seus olhos continuavam baixos lendo algo. Quando acabou olhou para mim e sorriu irônico. Era absurdamente sexy.

- Srta. jauregui, a senhorita tem voz? Pensei que apenas se comunicava com os olhos assustados – riu baixinho com ironia. Senti uma enorme vontade de atirar suas agendas coloridas no chão e ir embora, mas algo me dizia que ela estava me testando. Eu seria forte. Não a deixaria me intimidar. Ela apenas indicou a cadeira com um olhar. Sentei com as agendas no colo.

- Acredito que não houve tempo para Ariana ensiná-la como proceder quando chego à empresa.

- Não, Sra. Cabello. - Preciso saber o que tem agendado – ela se virou para o computador a sua frente e digitou algo. Olhei para meu colo, indecisa sobre qual agenda deveria abrir primeiro. Resolvi começar pelos compromissos internos. Era mais provável que ela estivesse interessado nestas informações, já que estava lá para trabalhar. Abri a agenda branca procurando pela data.

- a Sra tem uma reunião às 11:00h com o gerente da fábrica de peças. Levantei os olhos bem devagar percebendo que ela me olhava como se buscasse por algo dentro de mim. Eu podia sentir uma parte minha que gostaria muito de ser encontrada por ela, latejando. Que mania absurda de desejar o que é perigoso, não posso e não devo. Desde criança era assim. Só queria o que minha mãe dizia que não poderia ter. Não que eu quisesse alguém como a Sra Cabello, ela era insuportável, linda, exalava sensualidade e, definitivamente, era algo que não poderia ter, além disso, era extremamente perigosa, ou seja: era proibido para mim.

- Começamos sempre pela agenda preta, senhorita jauregui– pronto, mais um ponto negativo. Ela passou os dedos longos por entre os cabelos perfeitamente arrumados. Era um gesto impaciente e nervoso, no entanto seus dedos me fizeram pensar em outras coisas. Deus! O que estava acontecendo comigo? Aquilo era loucura.

- Desculpe-me!

- Não se desculpe, Srta. jauregui– voltou sua atenção para o computador. – A agenda preta, por favor! – a indiferença em sua voz fez com que eu me sentisse ridícula. Peguei a agenda e procurei pela data, sentindo-me completamente desnorteada.

 - Reunião às 15:00h com representantes brasileiros.

- Hum! – ela pegou uma caneta prateada e anotou a informação em sua própria agenda. Para que ela queria que eu cuidasse da agenda se tinha a sua?

– A senhorita fala português?

 - Não.

- Como poderá me acompanhar a esta reunião se nem ao menos entenderá o que eles vão dizer? – fiquei sem saber o que responder. Definitivamente eles não me disseram nada sobre falar português.

- Eu falo espanhol – foi o melhor que consegui. A ironia estava estampada em seu rosto.

- Quando chegar à reunião vai entender que é um absurdo achar que pode entender português apenas porque fala espanhol. Como se nada tivesse sido dito entre a gente ela consultou seu relógio de pulso, que me mostrava o quanto ela era rica, depois voltou a olhar o computador a sua frente.

- Qual o nosso horário de saída? Olhei para a agenda procurando pela informação, mas não tinha nada. Apenas uma anotação de que eu receberia um contrato para imprimir e entregar a ela até às 12:00h daquele mesmo dia. Voltei a olhá-lo. Já sabendo que estava, mais uma vez, sendo incompetente. Ele me aguardava com impaciência.

- Onde será a reunião, Srta. jauregui? - olhei novamente para a agenda. Desta vez percebi aliviada que a informação existia.

 

- Sala presidencial de reuniões do Trump International Hotel & Tower Chicago, Senhora.

- Iremos de carro? – voltou a olhar seu computador. Aquilo estava se tornando insuportável. A informação não constava nas anotações da Ally. Droga! Eu fui jogada naquele emprego, sem nenhum preparo. Pensei que poderia, mas a cada minuto percebia que era impossível conseguir acertar.

- Onde posso encontrar essa informação? – fui honesta com ela. De nada iria adiantar ficar me desculpando pelos meus erros, quando nem sabia o que fazer para não cometê-los. Ela riu com escárnio passando mais uma vez as mãos pelos cabelos.

 - Srta. jauregui, o que está fazendo aqui? Seus olhos cravaram em mim enquanto suas mãos caíram espalmadas sobre a mesa. Fiquei espantada e envergonhada ao mesmo tempo. Ela estava deixando claro que eu não estava apta a ocupar aquele cargo. Pelo visto, não estava mesmo. Mordi meus lábios sem saber o que deveria responder. Tinha consciência de que minha atitude apenas demonstraria o quanto me sentia derrotada, no entanto, por mais que lutasse contra, estava convencida de que seria impossível não me sentir daquela forma. Ao mesmo tempo sentia a revolta crescendo dentro de mim. Durante todo o momento fui punida por coisas que não sabia que não podia fazer.

– Como veio parar neste cargo? – olhei-a com raiva. O que ela estava pensando? Que podia humilhar as pessoas e tudo bem? Ela podia ser importante, rica, até mesmo bonita e sexy, mas não podia me tratar daquela forma.

- Fui contratada por causa da minha formação, Sra Cabello. Sou formada em economia. Possuo um excelente currículo. Não falo português, no entanto falo fluentemente espanhol, francês e alemão, isso já deveria ser suficiente para qualquer empresa. Possuo experiência na área em que estou tentando atuar desde que cheguei aqui, porem não tenho como adivinhar a forma como a empresa funciona, porque nada me foi informado sobre isso. Enquanto falava ela me observava sem demonstrar nenhuma emoção. Devia estar se divertindo com o meu ataque histérico. Este pensamento alimentou ainda mais a minha raiva.

- Perdoe-me se não sei usar suas burocráticas agendas coloridas, por outro lado, sei usar com muita eficiência meu iphone que pode fazer a função das três juntas. Além de agendar a sua reunião, pode também indicar o melhor itinerário para a senhora chegar lá em tempo hábil. Sou uma pessoa muito curiosa, para as coisas que me interessam, então não vejo crime algum em observar a sua sala enquanto a senhora finaliza algo ou prioriza o seu computador. Também não tenho culpa se ninguém me avisou que deveria chegar trinta minutos mais cedo para aprender sobre a sua difícil e complicada rotina. E, não acho justo a Srta. sofia perder a noite dela para me explicar isso, apenas para satisfazer o seu ego, quando posso perfeitamente bem chegar mais cedo amanhã e ouvir o que ela tem para me ensinar. Como ela não dizia nada, apenas observava o meu desabafo, me levantei deixando as agendas na cadeira e apontei meu dedo indicador em sua direção. Era desrespeito, mas eu já estava jogando toda a merda no ventilador, então aquilo seria apenas mais uma parte dela.

 - Não tenho culpa se seu porteiro não me avisou que existia um estacionamento para os mortais e outro para os deuses. Foi muito desumano da sua parte, me mandar estacionar o seu carro só porque cometi um equivoco. Da próxima vez chegue mais cedo para conseguir garantir a sua vaga – percebi um sorriso se formando no canto da sua boca. – Ah, a senhora tem razão, Sra Cabello, não estou apta para ocupar este cargo, mas eu fui o que melhor vocês conseguiram. Aparentemente ninguém fica aqui muito tempo sem que precise jogar seu carro contra uma árvore para se ver livre de certas pessoas – seus olhos se estreitaram, logo entendi que estava em maus lençóis.



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