História A descoberta do prazer - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camilag!p, Romance
Visualizações 107
Palavras 3.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa noite :)

Capítulo 3 - A descoberta do prazer


Fanfic / Fanfiction A descoberta do prazer - Capítulo 3 - A descoberta do prazer

Pov camila cabello

 

Acordei já sentindo o sabor amargo do inicio do meu dia. O anterior tinha sido muito difícil. Problemas e mais problemas. Parecia que nunca conseguiria achar uma solução. Sentia-me uma prisioneira. Uma eterna prisioneira das minhas próprias ações e decisões. Eu teria que pagar por todas as minhas escolhas com uma eternidade de sofrimento. Por isso quando cheguei à empresa, odiando tudo o que me conduzia a ela, principalmente as circunstâncias, e encontrei um carro velho, modelo antigo, que era uma verdadeira ameaça aos demais motoristas de Chicago, bem na minha vaga, quase fiz um bem a humanidade e o destruí ali mesmo.

 

Sim, porque se aquele projeto inacabado de carro batesse em outro, daria um enorme trabalho recolher os seus destroços, e, se fosse em alguém então, a pessoa com certeza morreria de tétano. Que merda era aquela? Minha vaga tinha se tornado um depósito de ferro velho? Dirigi aborrecida pelo estacionamento dos funcionários só conseguindo uma vaga no fundo, distante de tudo, exposta ao sol e a chuva.

 

Não tive escolha, era deixar o carro ali ou na rua. Dei uma última olhada para o veículo que tanto estimava jurando a mim mesmo que processaria quem tinha tomado a minha vaga, caso alguma coisa acontecesse a ele. Caminhei verificando meu atraso através do relógio de pulso, o que me irritou ainda mais. Quem teria sido idiota suficiente para estacionar em minha vaga? Peguei o elevador. Acredito que minha cara impediu que outras pessoas entrassem junto comigo, à medida que ia parando pelos andares do prédio.

 

Meu celular tocou, olhei o identificador de chamadas vendo o nome Haile escrito nele. Não atendi. Chega de problemas como café-da-manhã. Assim que a porta abriu, entendi o porquê do meu estresse. A secretária substituta. Só poderia ser ela. Com tantas coisas na minha cabeça, acabei me esquecendo de que finalmente poderia devolver Ariana a Bruno. Vi sofia e Ariana me lançarem olhares especulativos, mas a garota continuava de costas. Deu para ter uma bela visão da sua bunda. Hum! Ela até que era jeitosa. Corpo bonito, cabelos arrumados, bem vestida. Não tão bem, mas da maneira correta. Então ela se virou. Seu rosto era lindo. Um pouco infantil, mas lindo. Traços finos, lábios grossos e olhos perfeitamente verdes. A garota era incrível. Ela me encarava com ansiedade.

 

Eu sabia identificar aquele olhar. Era mais ou menos como um costume para mim, receber olhares daquela forma. Estava deslumbrada com a minha beleza, ou com meu porte. Ela mal podia esperar para ver o que existia por trás disso tudo, no entanto fiquei surpresa comigo por sentir prazer em ser admirada por ela. Porem havia algo a mais naquele olhar. Alguma coisa que me deixou intrigada e ao mesmo tempo atiçou meu sensor de alerta. Era como se a garota frágil a minha frente fosse um perigo. Tudo bem, ela era linda. Mas era apenas uma mulher e eu estava de péssimo humor. Por outro lado, a mesma sensação que me intrigava, me impelia a agir, a avançar. Poucas vezes tive esta vontade. Depois de tudo o que Haileetinha feito em minha vida, fiquei cada vez mais distante destas conquistas adolescentes. Para mim, mulher e sexo estavam sempre na mesma frase. Mas não necessariamente com a mesma importância. Sua beleza somada à forma como me fez desejá-la, apenas com o primeiro olhar, me deixou realmente desconcertada. Eu ainda estava com raiva, além de que, seu rosto corando me fez sentir uma vontade irresistível de confrontá-la. Parecia um bichinho acuado. Com medo de mim, com medo de tudo. Deveria ter mesmo. Eu, com certeza, não seria uma boa pessoa para ela.

 

Era melhor deixar este ponto bem claro. Sua aparência frágil, quebrável, me fez entender isso quase que instantaneamente. Se aquela garota pudesse ao menos imaginar as coisas que fiz nesta vida, todos os meus passos absurdos, egoístas e as suas consequências, com certeza se partiria ao meio.

 

- Sra. Cabello. Ariana falou de maneira polida. Ela nunca me chamava desta forma, já que se casaria com meu irmão e tínhamos intimidade o suficiente para deixar as formalidades de lado, mas não expressei minha surpresa, com certeza estava ensinando à garota como deveria se dirigir a mim.

 

- Bom dia, Ariana, sofia – não consegui deixar de olhá-la. Ela ficou ainda mais vermelha. Era estonteante! E eu poderia fazê-la corar de uma forma inacreditável.

 

- camila. Aconteceu alguma coisa? Você nunca se atrasa.

 

Ah, claro! Eu nunca atraso, mas pelo visto, aquela garota entrou em minha vida para me fazer quebrar algumas regras. Não. Eu não poderia quebrar as regras. Seria arriscar demais. Imediatamente me lembrei de Hailee e da ligação que me recusei a atender. O que ela queria?

 

 - Sim. Parece que alguém estacionou na minha vaga. Alguém novo na empresa – olhei para ela deixando claro que não tinha gostado. – Eu precisei procurar outro local para estacionar. Acredite, meu carro teve que ficar fora do estacionamento dos dirigentes. Só encontrei vaga no dos funcionários.

 

Quase ri ao vê-la tão constrangida, mas mantive minha cara emburrada. Seria um belo jogo fazê-la desmoronar. Talvez fosse o correto a ser feito. Deixá-la fugir seria mais seguro do que mantê-la por perto, tendo em vista que, mesmo sem trocarmos nenhuma palavra eu já me encontrava desconfortável com a sua presença.

 

 - Bom... –sofia também estava constrangida. Eu teria que suportar um imenso interrogatório da minha irmã tão logo conseguisse me livrar da secretária. – Esta é a nova secretária, lauren jauregui, que substituirá Allyson durante os quatro meses de seu afastamento.

 

Peguei algumas folhas de papel que sofia estendeu em minha direção sem me dar ao trabalho de fingir algum interesse nelas. Não conseguia me concentrar. “lauren jauregui. Isso vai ser divertido. Vamos ver por quanto tempo a garota ainda vai me olhar deste jeito”. Contaria os segundos para que ela saísse correndo e chorando da minha sala. Eu lhe daria bons motivos para fazer aquilo.

 

 - Acho que alguém precisa explicar a Srta. Jauregui nossas regras e o quanto o meu tempo é precioso para que eu o perca por motivos banais, como não encontrar a minha vaga disponível.

 

Lancei um breve olhar em sua direção e vi sua boca aberta, chocada com a minha forma rude de dar boas vindas. “Se acostume,lauren. Você ainda não viu nada”. Ouvi sofia falando algo sobre fazer hora extra. Que porcaria era aquela? Minha irmã sabia que eu não permitia. Ela que tratasse de colocar aquela garota nas conformidades da empresa, ou então encontrasse outra funcionária.

 

- Ninguém nesta empresa faz hora extra, a não ser que seja estritamente necessário. Ignorei o olhar ameaçador de sofia para mim, assim como a sua justificativa. Tentava manter a atenção em meu trabalho, mas a garota, lauren, continuava a minha frente, assustada, corando cada vez mais. Era muito difícil me concentrar. Por isso não ouvi o que sofia falou logo em seguida, porém precisava responder. Não podia deixar que minha fraqueza por mulheres bonitas destruísse a minha imagem de CEO mais competente da cidade.

 

- Ótimo! – sabia que esta seria uma boa resposta para qualquer coisa que sofia dissesse. Voltei minha atenção para Melissa. – Srta. jauregui? Já que é a responsável, conserte. Sua primeira responsabilidade é devolver meu carro ao seu devido lugar. Estendi minhas chaves para ela, implorando que nada de ruim acontecesse ao meu carro. Eu poderia pedir a qualquer pessoa mais competente, mas sem querer, a ideia já estava formada em minha cabeça. Aquilo deveria ser o suficiente para apavorá-la. Sabia que deveria mantê- la distante de mim, ao menos da forma como era necessária. Não seria nenhuma novidade se ela abandonasse o cargo antes de voltar a minha sala.

 

- Mas... – fitei seus imensos olhos verdes e quase me perdi neles. Seu rubor estava ainda mais acentuado. Era uma combinação perfeita em uma pele tão clara. Imaginei como ela ficaria se eu... Não. Melhor nem imaginar.

 

- Em dez minutos chamarei a senhorita para lhe passar sua segunda responsabilidade. Imediatamente ela caminhou em direção ao elevador. Não me dei ao trabalho de olhá-la, mas sofia ia segui-la e eu precisava conversar com minha irmã antes. Também não precisava de ninguém dizendo a lauren que eu não era o monstro que aparentava. Era apenas um dia ruim que em nada tinha a ver com o carro dela ocupando minha vaga. - Você fica, sofi, você também, Ariana. Precisamos conversar – entrei em minha sala.

 

Bastou o elevador fechar as portas para sofia iniciar a sua inquisição. - O que você está fazendo? Quer que ela vá embora? – não respondi. Sentei em minha mesa e liguei o computador. – Eu não consegui ninguém com um currículo tão bom quanto o dela e Alexa não pode deixar Bruno sozinho por mais tempo. Bufei.

 

Bruno era bem grandinho para conseguir ficar sem a namorada por um período. Abri meu e-mail. Um milhão de novas mensagens. Meu dia normalmente começava cheio. Cinco mensagens de miley. Era melhor sofia não ver aquilo. Eu já tinha problemas demais.

 

 - Ela estacionou em minha vaga – falei já sem paciência. – sofia, eu preciso de alguém que entenda o significado da palavra “regras” – estava fazendo questão de ser detestável.

 

 - Você é inacreditável! Não dificulte o meu trabalho, camila, ou então, eu juro por Deus, não vou mais me importar com quem você colocar aqui dentro. Eu juro por Deus! – a única saída seria ignorá-la.

 

 - Ariana? – sofia se irritou e me deu as costas.

 

- Acho que a lauren dá conta – Ariana falava enquanto acompanhava a reação de sofia– Conversamos pouco, mas posso passar algum tempo ensinando a ela.

 

 - Não quero perder meu tempo precioso – aproveitei para abrir o e-mail de Miley. A mesma coisa de sempre. Queria me ver. Saber como eu estava. Trepar uma tarde inteira. “Quando ela me deixaria em paz?” Apaguei a mensagem.

 

- Não vai ser necessário. Ela é muito atenciosa. Tenho certeza de que vai se enquadrar rapidamente.

 

Ariana estava doida para voltar a seu cargo ao lado de Bruno. Pelo amor de Deus! Ninguém na empresa conseguia levar o trabalho à sério? Eles tinham a noite inteira para qualquer outra coisa.

 

- Ela vai correr antes que o dia acabe.

 

- O que? – sofia ficou enfurecida.

 

- Essa tal lauren parece uma criança assustada. Não tem condições de aguentar o meu ritmo de trabalho – ela nem imaginava o quanto. – Aposto meu salário como essa garotinha vai embora correndo desta sala antes do dia terminar.

 

 - Você é uma idiota, camila.

 

- Vá trabalhar, sofia – esbravejei. – Você também, Ariana. Eu posso me virar com a garota nova.

 

- lauren jauregui – sofia me corrigiu antes de sair da sala.

 

- É. Lauren jauregui – que agora ocupa meus pensamentos mais do que deveria. Sozinha em minha sala pude voltar à pequena briga por telefone com Hailee. Ela nunca me deixaria livre daquilo. Todos os dias da minha vida eu seria punida pelas escolhas que fiz. Mesmo tendo tudo arrancado de mim. Mesmo não havendo esperança para a felicidade. Mesmo eu transformando a minha vida neste campo de batalha que era conviver com meu próprio passado. Não havia esperança para mim e teria que conviver com isso. Todos os dias eu tentava apagar as lembranças com conversas animadas, bebidas no fim da tarde, além de ter uma ou outra noite uma mulher qualquer em minha cama, mas quando o sol ia embora e quando me encontrava sozinha no meu quarto, era impossível me esquecer de cada palavra dita, cada escolha feita. Tudo me condenava à escuridão eterna que era estar dentro de mim mesma. Este detalhe ninguém seria capaz de enxergar, ninguém seria capaz de desfazer.

 

Eu não ouvi o elevador chegando, mas vi a movimentação na recepção. Logo supus que era ela. Imediatamente liguei a câmera que me mantinha informado de tudo o que acontecia em minha sala, assim pude observá-la sem precisar de tanto tato. Dei o zoom adequado fechando a imagem nela. Estava desgrenhada, apesar do esforço para recompor a imagem. Ofegava. Eu podia ver as curvas de seus seios subindo e descendo devido à respiração acelerada. Não consegui identificar se o rubor em seu rosto era pelo esforço ou pela vergonha. Estava maravilhosamente sexy. lauren parecia inocente, mas seus olhos deixavam claro para mim que ela não era. Precisava apenas de um pequeno empurrão. Que não seria eu a dar.

 

- Srta. jauregui.- Solicitei a sua presença. ‘Vamos acabar logo com isso’. Ela entrou em minha sala. Cuidei de fingir que analisava algo em meu computador. Na verdade, troquei a câmera para poder assistila daquele ângulo. Ela estava realmente muito assustada. Peguei as folhas de papel que sofia tinha me entregado e fingi estar analisando-as, olhando de tempos em tempos para ela através da minha tela do computador. Ela era bastante observadora. Prestava atenção em tudo. Analisava a sala, o ambiente. Tudo o que seus olhos conseguiam alcançar. Estava impaciente, ansiosa. Repentinamente senti-me ansiosa também. Era como se existisse uma necessidade de falar algo. Fiquei incomodada.

 

- Quando acabar com a inspeção... – sentia vontade de confrontá-la. Queria realmente vê-la fugir. Sua atenção se voltou para mim. Seus olhos eram puro choque.

 

- Desculpe-me! – ah não! Ela era a típica garota submissa, vulnerável. Uma garotinha assustada e totalmente hipnotizada por mim. Era uma presa fácil. Eu precisava tirá-la dali o quanto antes.

 

- Não é o suficiente. A senhorita agora trabalha para um CEO. É importante que esteja atenta a todas as necessidades deste setor. Deve estar sempre à disposição – este era o meu discurso tradicional. Nas minhas empresas todos os funcionários deveriam estar à disposição, por isso chegavam antes e colaboravam para o funcionamento geral da organização.

 

- Sinto muito – completamente submissa. Ela mordeu os lábios e desviou o olhar. Eu poderia fazer o diabo com aquela menina. Eu queria fazer aquilo?

- Está atrasada – precisava fugir dos meus pensamentos. Ela não era forte o suficiente para mim. – Eu disse em dez minutos. A senhorita chegou em treze. São três minutos de atraso. Sem contar que deveria ter se apresentado com meia hora de antecedência, para que Ariana e sofia pudessem instruí-la adequadamente.-

 

Enquanto eu falava ela enrijecia. Seus olhos atentos e espertos me fuzilavam. “Oh! Uma mudança significante”. Inclinei para frente analisando-a diretamente, sem utilizar as câmeras. Até onde ela aguentaria?

 

- Eu não sabia – vamos lá,lauren! O que você pode fazer por mim? O que você é? Frágil ou forte?

 

- Não toleramos atrasos, Srta. jauregui. A Srta. sofia irá lhe explicar melhor à noite quando, estiver representando o papel de sua babá, enquanto perde uma reunião em família. Espero que seja grata a ela por isso e que da próxima vez perceba que um atraso seu acaba causando problema para todos.

 

Era isso. Eu podia ir além. Podia forçá- la um pouco mais. Sabia que depois de tudo ela poderia ir embora chorando ou me enfrentar e mostrar do que realmente era capaz.

 

– E agora a senhorita está me fazendo perder mais tempo. As agendas – respondi depois de entender seu olhar perdido. Ela iria chorar, com certeza. Seria divertido e sofia me mataria. Pela câmera a vi andar cansada até a mesa para pegar as agendas. Voltou se arrastando ainda mais, parando a minha frente. Não a deixei continuar. Lauren ficava interessante quando contrariada. Seus olhos se apertavam e ela mordia os lábios, além de poder ver a sua respiração acelerar, o que possibilitava assistir as suas curvas dos seios dançando. - Srta. jauregui, a senhorita tem voz? Pensei que apenas se comunicava com os olhos assustados – ri deliciada com a minha atuação. Sugeri que ela sentasse. Podia senti-la caindo e tremendo. Era melhor sentar.

 

– Acredito que não houve tempo para Ariana ensiná-la como proceder quando chego à empresa – Ariana tinha feito o que era possível. - Não, Sra. Cabello – outra vez submissa, mas seu queixo empinou. “O que é você lauren?” Vime ansiosa demais para descobrir. - Preciso saber o que tem agendado.

 

Desviei outra vez a minha atenção. Não queria vê-la daquela forma. Ela começou a falar dos meus compromissos. Tão diferente de Allyson que era sistemática. lauren era algo mais que não me deixava descobrir. Escondia a sua verdadeira face. Tinha muito mais dela que não transbordava. Eu queria que transbordasse. Queria desvendá-la, saber o que existia no seu íntimo. Resolvi provocar um pouco mais.

 

- Começamos sempre pela agenda preta, Srta. jauregui – passei as mãos pelos cabelos espantando os pensamentos. Eu não podia envolvê- la naquilo.

 

 - Desculpe-me! Não. Não. Não. Não faça isso lauren!

 

- Não se desculpe, Srta. jauregui. A agenda preta, por favor! – falei com indiferença, desgostosa com a complexidade que era a personalidade dela. lauren era o inexplicável.

 

- Reunião às 15:00h com representantes brasileiros.

 

- Hum! – já que teríamos que fazer aquilo, faríamos da forma certa. - A senhorita fala português?- Que importância tinha aquilo? Allyson com certeza já tinha contratado o intérprete, como sempre fazia. Por que eu sentia aquela necessidade descabida de pressioná-la, descobrir seu limite?

 

 - Não-  Ah, lauren! Você me dá mais e mais motivos para continuar pressionando.

 

- Como poderá me acompanhar a esta reunião se nem ao menos entenderá o que eles vão dizer? – que bobagem. Ela nem precisaria passar por aquela merda.

 

- Eu falo espanhol – quase ri.

 

- Quando chegar à reunião vai entender que é um absurdo achar que pode entender português apenas porque fala espanhol. Qual o nosso horário de saída? -Ela não respondeu. Seu olhar suplicava por ajuda, indo da agenda em suas mãos para mim e de mim para a agenda. Seria destruída rapidamente. Muito frágil, como eu havia pensado.

 

 – Onde será a reunião, Srta. Simon? – com certeza a informação estava anotada na agenda. Allyson era muito eficiente. lauren pareceu satisfeita por encontrar a resposta correta.

 

- Iremos de carro? – voltei a observá-la pelo computador. Eu estava muito curiosa, mas não devia encará- la. Ela desmontaria se fizesse desta forma.

 

 - Onde posso encontrar essa informação? – não consegui segurar o riso. Como eu poderia saber onde encontrar a informação? Muito provavelmente iríamos de carro. Não utilizávamos o helicóptero com tanta frequência. Principalmente para um local tão próximo. Passei as mãos pelo cabelo mais uma vez. Eu não devia ter feito aquela pergunta. A coitada se partiria em mil pedaços. Sem conseguir evitar, a pressionei um pouco mais.

 

- Srta. Simon, o que está fazendo aqui? – seu rosto ficou inteiramente vermelho e ela recomeçou a morder os lábios. Aquilo era sexy. Muito sexy. E ela estava quase chorando. Era a hora de sair correndo. – Como veio parar neste cargo? -Para minha total surpresa, lauren reagiu. Ela não saiu correndo e aos prantos como eu esperava. Seus olhos se estreitaram, seu queixo empinou. Eu me senti realmente ameaçado. Uma criatura tão pequena e frágil se fazia valente a minha frente. Agora sim eu saberia o que ela é.

 

 - Fui contratada por causa da minha formação, Sr. Carter. Sou formada em economia. Possuo um excelente currículo. Não falo português, no entanto falo fluentemente espanhol, francês e alemão. Isso já deveria ser suficiente para qualquer empresa. Possuo experiência na área em que estou tentando atuar desde que cheguei aqui, porem não tenho como adivinhar a forma como a empresa funciona porque nada me foi informado... – parei de ouvir o que ela dizia a partir daí. Apenas olhava a forma como se expressava. Como defendia o seu direito ao cargo. Era aquilo o que eu queria, o que precisávamos na empresa. Ela era forte. Apenas se escondia atrás da imagem de menininha frágil e que precisava de cuidados. lauren era admirável! Fiquei alarmada quando constatei que eu estava tendo uma ereção. Estava deliciada a tal ponto que não consegui impedir a minha reação física. Desejava lauren jauregui quando não poderia, nem deveria desejar. E então ela saiu da sala, batendo os pés indicando que estava indo embora. Eu não podia deixar que ela fosse. Não daquela forma.



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