História A Descoberta Do Que Faz Viver - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Gay, Romance
Exibições 7
Palavras 2.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


TÃDÃ.

Capítulo 11 - Champagne


Pela manhã Eli e eu saímos e eu paro na calçada e faço menção de entrar em uma loja.

- Amor, tem certeza que quer entrar ai?

- Claro, por que não? Nós podíamos tentar algo novo hoje.

- É eu sei, mas...a gente podia pedir por internet quando voltássemos.

- Pera, você não quer entrar por que tá com vergonha?

- Sim, quero dizer, mais ou menos é que – era óbvio que estava com vergonha, ela olhava para seus pés enquanto falava e começava a corar – bem, você me entendeu.

- E que tal se eu entrar, comprar e enquanto isso você fica no outro lado da rua naquela sorveteria me esperando?

- Certo. – ela deu às costas e eu ia entrando no sex shop quando sinto sua mão em meu ombro – Ah, quero que você compre uma coisa. – Por estar passando algumas pessoas na calçada ela se aproximou e falou no meu ouvido o que queria, eu com certeza vou gostar dessa noite.

Quando saio da loja carrego duas sacolas e me encontro com Eli para então retornarmos ao hotel.

 

- Eu tava pensando de essa noite nós...

- Não, não, não, você não tava pensando de fazer nada a não ser se arrumar para ir jantar no restaurante em que fiz reserva. – Eli disse me interrompendo.

- Não sabia que tinha feito reserva.

- Eu meio que planejei fazer algumas coisas essa noite, começamos com um jantar em um restaurante 5 estrelas, depois iremos ao planetário e observatório seguido de um passeio pelo parque.

- Acho que já podemos começar a nos arrumarmos tomando banho juntas então?

Passamos mais de quarenta minutos na banheira cobertas de espuma e então eu me envolvo no roupão do hotel e tento decidir o que usar. Acabo optando por um longo e justo vestido vermelho de apenas uma manga, uma escolha elegante já que pego meus saltos pretos para acompanhar, meus cabelos presos em um coque lateral. Eli também usa um vestido, diferente do meu por ser solto em seu corpo e lhe traz um ar leve, mas também elegante e sensual.

A mesa reservada para nós era um pouco mais afastada das demais em uma área de baixa iluminação proposital para realçar o romantismo das velas dispostas na mesa. No observatório havia mais alguns casais, mas mesmo assim tivemos nossa privacidade e foi incrível, porque eu e Eli compartilhamos uma paixão o pelo universo, planetas e constelações. Quando realmente ficamos sozinhas no parque enquanto observávamos o curso da água abaixo da ponte onde estávamos eu olhei para Eli e tive um daqueles momentos especiais, em que o tempo para e o ambiente ao redor deixa de existir, sua visão foca apenas na pessoa que está ao seu lado e a imagem dela se torna mais brilhante ainda à medida que seu coração se esquenta com todo o amor que você tem por tal pessoa. Desperta desse instante eu pego sua mão lhe virando para mim e puxo-a para mais perto do meu corpo pela cintura, lentamente nossos rostos se aproximam e eu posso sentir o aroma de seu perfume e o calor reconfortante que emana do seu corpo, seu lábio roça no meu e eu a tomo em minha boca, beijando-a de forma lenta e envolvente, minhas mãos direcionam-se as suas costas e puxo-a mais ainda em direção a mim, sentindo seus seios fazerem pressão aos meus.

Separando nossos lábios eu olho em seus olhos e na minha visão periférica avisto um roseiro, vou até ele e arranco duas rosas, da primeira retiro a parte do talo com espinhos e com cuidado ajeito-o nos cabelos de Eli, deslizando minha mão pelas suas mechas macias, ela exibe um sorriso tão sereno. A segunda eu retiro pétala por pétala jogando na água abaixo de nós vendo as pétalas seguirem seu curso, sinto braços me envolvendo pelas costas e decido apenas ficar em silêncio apreciando o carinho.

Quando nos beijamos novamente um trovão estronda ao longe sem que tomemos consciência devido à distração do afeto, apenas percebo a condição climática quando gotas de chuva começam a cair em nós. Sorrio do clichê que é: uma rosa no cabelo e beijos na chuva. Mas eu admito gostar de clichês, são aqueles momentos carinhosos que você absorve e guarda pra alma se esquentar quando a saudade bate na porta do coração.

Retomamos ao hotel antes que ficássemos encharcadas.

 

- Amor, será que você poderia pegar um champagne pra nós?- pede Eli.

- Ok.

Quando volto vejo posto em cima da cômoda ao lado da cama os itens que havia comprado hoje mais cedo: algemas, chicote e vibrador duplo.

- O champagne é pra depois.

Eu o coloco em algum lugar sem dar muita atenção, quero saber o que mais essa noite terá.

Eli fica atrás de mim e beija meu pescoço lentamente, ela solta meu cabelo e aperta minha bunda contra seu quadril, sobe suas mãos até meus seios e me vira para si, sou colocada contra a parede e não posso resistir à vontade de beijar aquela boca avermelhada que pede por uma mordida, minha respiração se torna ofegante com esse contado e com um sorriso safado mordisco seu lábio, puxando-o, mas sem que machuque, excitando-a, mas mantendo seu toque em meu corpo com limites, quero provocá-la ao máximo para que então possa entregar meu corpo ao seu quando ambas não estivermos mais com nenhum escrúpulo e que nossos desejos se libertem, quero que ela me tome em sua boca e em suas mãos, quero o contato de pele com pele, quero meus gemidos se misturando aos seus e minha roupa jogada ao chão com teu olhar colado no meu enquanto nos perdemos nos prazeres carnais, quero seu puxão de cabelo e suas falas afoitas sussurradas para mim me despertando arrepios que percorrem cada centímetro de mim.

Quando ela percorre minhas curvas eu me desfaço de seu aperto e fico entre ela e a cama, prendo sua atenção com um contato visual e desfaço-me de meu vestido, o deixando descer pelo meu corpo até meus pés, caído ao chão, revela a langerie cor vinho que eu escolhera para aquela noite. Sinto seu desejo se tornando mais denso à medida que seus olhos percorrem o meu ser, então ela se aproxima e vira de costas, coloca seu cabelo de lado cuidadosamente e eu abro o zíper de sua roupa, por baixo do que trajava noto que ela usa uma langerie e cinta liga azul marinho, a cor aumenta o mistério de seus olhos e aquela visão dela me hipnotiza, ela se vira para mim e começa a beijar meu colo, entre meus seios e meu abdômen, senta na cama e coloco minhas pernas ao lado das suas, pego-a com firmeza pelo pescoço e colo sua boca a minha, sinto sua língua na minha acariciando e aumentando meu tesão, deito seu corpo na cama entrelaçando sua mãos nas minhas e prendendo-a naquela posição, termino o beijo e com um rebolado gostoso a provoco, seu toque em minha bunda companha meus movimentos em seu colo, permanecemos assim até a excitação nos descontrolar e seu olhar se tornar predatório, ela me rola na cama invertendo nossas posições e morde o lóbulo da minha orelha. Aproximo minha boca da sua mais sem beijá-la, nossos lábios se tocam e eu sussurro em um tom autoritário, carregado de tesão e sensual:

- Me domine.

Ela me beija com força e uma das minhas mãos percorrem suas costas deixando o rastro de minhas unhas, minhas pernas sobem ao seu quadril à medida que sinto sua palma em minha bunda apertando-a, sinto seus peitos no meu exercendo uma pressão gostosa e solto um gemido com a sensação.

 - Então vamos brincar. – ela declara.

Sou algemada e o chicote está em suas mãos.

- De quatro.

- E se eu não obedecer?

- Já vai ser castigada por essa sua insolência, não me dê mais motivos para tornar sua pele vermelha. – seu tom de voz fica mais firme – De quatro, agora.

Fico na posição apoiada em meus cotovelos, posso ver seu olhar direcionado a minha bunda, a qual eu empino então eu olho-a pelo ombro, a ponta do chicote desce a linha das minhas costas até minha nádega e sinto a primeira chicotada, do outro lado a segunda um pouco mais forte, agarro o lençol e abaixo minha cabeça com o ardor, Eli então puxa meu cabelo e levanta minha cabeça, mas não de maneira violenta.

- De cabeça erguida.

Quando ela termina minha pele está vermelha e permaneço algemada, quero muito beijá-la e como se lendo meus pensamentos Eli me faz deitar e fica em cima de mim, sinto devoção em seus beijos. Sei que estou molhada e Eli também, mas ela quer me fazer implorar pra ter sua boca em outra área do meu corpo, com esse intuito ela coloca uma música sensual e senta no meu colo de costas, rebolando, e vejo aquela bunda perfeita e escultural fazendo movimentos perfeitos, adoro a curva de sua cintura e o ritmo da música junto a essa visão me leva ao céu e inferno, paralisa meu olhar e me faz querer terminar de despi-la e ordenar ela me fazer gozar, quero rolar na cama numa competição gostosa de quem tá no controle, quero estar embaixo e sobre ela, e nunca mais tirar seu corpo do meu, nosso cheiro se mesclando e o calor do quarto aumentando, minha respiração arfando e  a marca de suas unhas em mim, seus apertos e meus arrepios , uma harmonia incrível entre os movimentos de nossos corpos que compõem a orquestra de nossos gemidos e o momento em que o carinho é posto de lado, ela me chama de safada e eu a peço pra me comer todinha. No entanto não é apenas carnal, há amor em nossos enlaces, só não é o lado romântico, é o lado da paixão, aquele que devora o seu moralismo e incendeia a chama já acesa de seus desejos, clama por beijos que não dão tempo para oxigênio, derruba sua roupa ou você na cama e te deixa exausta no final, ainda querendo por um segundo round.

Não, ela não quer só me fazer implorar, ela quer deixar meu raciocínio bambo e me fazer não saber mais falar, e mesmo assim me fazer emitir palavras cortadas dizendo que eu a quero e o quanto eu quero.

Depois de botar a baixo minha noção de que existe um mundo fora daquele quarto seu corpo torna a estar de frente para o meu e delicadamente ela retira uma mecha de cabelo que estava em meu rosto.

- Tão fofa- apesar de seu elogio ser meigo seu tom é de quem pretende fazer coisas nada meigas comigo.

Beija suavemente cada uma de minhas bochechas, que pelo que imagino a essa hora estão com um tom rosado muito evidente devido a excitação e concentração de sangue nessa região.

Rapidamente ela desce para abaixo do meu pescoço e morde toda essa área até meu abdome devagar, então pega uma de minhas pernas e a ergue, beijando todo o seu comprimento lentamente enquanto sustenta um contato visual, quanto mais a distância de meu sexo a sua boca se desfaz mais meus gemidos escapam de minha boca, mas na verdade não faço esforço nenhum para contê-los, quero que ela saiba o prazer que me proporciona e sei que eles também são um combustível para fazê-la me detonar na cama, que é exatamente o que quero, espero fazer essa noite durar horas e sentir minhas pernas trêmulas, não querendo levantar por não ter certeza de que elas vão me segurar por que os choques de prazer ainda estarão me percorrendo. Da mesma forma espero que Eli se arrepie quando eu marcar sua pele em diferentes lugares e que suas costas arqueiem com as sensações que irei lhe provocar, seu gosto em minha boca é um desejo que pretendo saciar assim como deixá-la muito molhada e fazê-la gemer quase gritando o meu nome.

Ela retira minha algema com a chave que estava em cima da cômoda, mas sei que ela ainda pretende me prender por que a única causa de no momento ela não estar no meu pulso é o fato de que há muito tempo ela quer arrancar o que estou vestindo e apesar de sua vestimenta a deixar incrivelmente sexy eu estou sentindo uma vontade enorme de sugar seus seios, o que não posso fazer com esse impedimento. Seguindo o meu pensamento Eli desce minha calcinha e quando já estamos sem nenhuma roupa eu a jogo na cama subo em cima posicionando minha boca em seu mamilo, sugando-o com força, agarrando-a pela cintura a pressionando na cama e fazendo movimento de vai e vem com meu quadril no seu.

- Ah...AH, Lara!- ela gemeu entrecortado.

Ainda há música tocando, mesmo o ambiente ao nosso redor favorecia para aumentar nosso tesão, eu me perdia na maciez de sua pele e aprovando minha atitude a mão de Eli agarra meu cabelo incentivando tal ato, sinto ela se contorcer a baixo de mim e como é bom vê-la perder o controle por minha causa. Depois de me divertir um pouco mais com o outro seio eu apelo para um dos pontos fracos de Eli, sussurro em seu ouvido coisas que quero que ela faça comigo, mordo e beijo seu pescoço. Ela inverte nossas posições, no minuto seguinte minhas pernas estão abertas para a mulher a minha frente, que antes de me chupar coloca em mim novamente a maldita algema a qual se encontravam perto de si.

- Você me disse pra te dominar, e é isso que eu vou fazer.

- Por favor. Eu preciso. – me surpreendo com o quão rouca  minha voz está.

Alterar minha voz não é a única coisa que Eli consegue fazer comigo quando me deixa tão molhada assim, com sua boca em minha intimidade ela expulsa qualquer pensamento de minha mente e retira minha capacidade de raciocinar, minhas mãos puxam o lençol e eu não sinto mais nada além de prazer em cada célula, cada molécula de meu corpo, ela me faz gemer sem parar e repetir seu nome, mas o melhor é quando compartilhamos esse momento e deixamos nos invadir por esse prazer juntamente usando o vibrador duplo, uma perna minha está acima da sua e a outra por baixo, nós o inserimos em nossas vaginas e eu o ligo, conforme o tempo passa eu o coloco na última velocidade.

Nossos movimentos são rápidos, não estamos mais no controle de nossos corpos, o tesão, excitação e o caralho a quatro que está nos deixando tão molhadas é o que faz com que nos movamos a fim de gozar. Quando finalmente atinjo o tão esperado orgasmo sou surpreendida por estar tendo orgasmos múltiplos, mas não paro porque Eli ainda não atingiu seu clímax e quero que ela sinta o mesmo que eu, sei que isso aconteceu quando seu corpo desfalece na cama brutalmente e seu gemido perdura por longos segundos, a sensação faz o corpo de Eli ter espasmos, eu agarrar suas pernas com um forte aperto, suas costas arquearem, meus olhos revirarem, minha boca ficar seca, e nós nos arrepiarmos com os choques de prazer que vem em vão em cada canto de nossa anatomia entorpecendo nossos sentidos e pensamentos seguidamente. Eu estou exausta, ela está exausta. Quando consigo me recompor um pouco sento, retiro o brinquedo de nós e coloco minha mão em sua nuca erguendo seu torso, deposito um beijo em seus lábios, agora um beijo casto e selo nossa maravilhosa noite em minhas aventuras nas curvas de seu corpo.

Nós agora encaramos o teto enquanto nossos corações e respiração voltam ao normal depois de tanta ação, permanecemos em silêncio, não sei quantos minutos se passam, até eu propor:

- Champagne?

- Champagne- ela retruca ainda perceptível em sua voz o tom de cansaço.

Eli levanta e envolve seu corpo em um roupão de seda, observo-a encher sua taça com a bebida que estava no balde de gelo em cima da cômoda e outra taça para mim, ela anda até a varanda e se apoia na proteção. Eu me levanto e faço o mesmo indo a sua direção, fico ao seu lado e ponho um braço em torno de sua cintura.

- Você tava certa, a vista da cidade assim é mesmo bonita.- ela diz.

Ela inclina sua cabeça e a apoia em meu ombro, permanecemos assim, uma ao lado da outra observando a cidade sentindo a brisa amena.

- Eu amo você – digo encostando minha taça na sua antes de tomar do liquido.


Notas Finais


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