História A Different Strength - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Chicago P.D.
Tags Baleado, Chicago Med, Chicago Pd, Cpd, Irmãos, Jay Halstead, Tiroteio, Violencia, Will Halstead
Exibições 36
Palavras 2.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa a demora!!
Eu estava na esperança da autora original atualizar pra eu poder traduzir mais capítulos antes de postar esse, mas ela não fez isso.
Esse é ultimo que tenho então vamos ter que rezar pra ela atualizar kkkkkkk
Espero que gostem !!

Capítulo 7 - Waiting is the Hardest Part - Parte 3


Encontrou Jay em uma das macas. Parecendo exatamente como Will esperava. Estava pálido, tão pálido que seus cílios se destacavam contra sua pele. Suas sardas pareciam manchas de dálmatas sobre um osso extremamente branco. Seus lábios estavam começando a se ferir, provavelmente porque alguém o entubara muito rápido. Foi um erro de principiante e se perguntou quem tinha feito isso. Sua perna estava enfaixada e um dreno estava pendurado sobre ele, dobrado ordenadamente sob a cama ao lado do catéter do saco de coleta de urina. Ele parecia terrivelmente mal, mas vivo.

Will levantou a cabeça, parando de examinar o trabalho que Rhodes tinha feito, quando ouviu o homem conversando com Mouse.

- Você pode falar com ele e segurar sua mão, se quiser - sua voz era suave e gentil. O cara era perfeito para a área de cirurgião especializado em traumas,  e ainda sim Will queria lhe dar um soco.  Mouse apertou a mão de Jay, segurando-a de forma admirável. Will se concentrou nos monitores.

Depois de alguns minutos notou que a frequência cardíaca de Jay havia subido. O detetive estava começando a acordar. Will e muitos outros médicos eram delicados quando o processo se tratava de deixar um paciente acordar depois de uma cirurgia horrível, com um tubo enfiado goela abaixo ,para  simplesmente se certificar que eles poderiam acordar e mexer suas extremidades. Era útil para medir danos a espinhas, cognição, e outras questões complexas. Mas, para o paciente, os 4 ou 3 minutos em que ficavam acordados era um inferno

Dr. Rhodes também notou que Jay estava acordando e chegou mais perto, tirando o cobertor de sua perna e passando a caneta nas solas de seus pés. Jay se contraiu um pouco, mostrando-se consciente , apesar do reflexo debilitado. Will enfiou a mão no bolso e tocou a estrela. Essa coisa estúpida era a razão de tudo isso acontecer. Will queria atirar o distintivo pelo telhado. Estava cansado de contradições, de se sentir emocionalmente em conflito. Caramba !! Ele era um médico muito bom, tinha que deixar o pesado material emocional para os outros.

A taxa de batimentos do coração de Jay subiu novamente e seus olhos começaram a se mover sob as pálpebras. Ele estava fora da sedação, o suficiente para sonhar. Will se perguntou o que o irmão estava sonhando. Era algo feliz ou triste? Será que  sabia o que tinha acontecido ou estava apenas ignorando o fato de que havia sido baleado? Mouse estava falando com ele, algo estúpido sobre ter conhecido uma garota quando foi comer pizza. Jay não entenderia, mas podia ser embalado pelo som. Will sabia que deveria dizer alguma coisa, mas não estava certo  do que. Não tinha certeza nem se conseguiria falar após o nó que tinha se formando em sua garganta nos últimos minutos

Sua frequência cardíaca subiu novamente e ele começou a engasgar um pouco por causa do tubo em sua garganta. Mouse apertou sua mão e acariciou seu cabelo, dizendo-lhe que estava tudo bem. Como era possível que este pequeno nerd era melhor em confortar seu irmão do que ele mesmo? Pelo amor de Deus, Will era um médico. Deveria saber melhor do que ninguém o que fazer, mas não conseguia fazer nada, apenas assistir os monitores.

Dr. Rhodes ordenou a enfermeira que tivesse sedativos prontos para quando Jay acordasse. Não demoraria muito agora, seu corpo estava começando a lutar contra os tubos e máquinas invasoras. Jay lutou ate quando não estava totalmente consciente. Seus olhos se contraíram ligeiramente abertos , e ele engasgou de novo.

- Hey Jay, fica calmo. Está tudo bem - Mouse sorriu para o amigo quando ele acordou.

Jay levantou a mão direita, a que Mouse não estava segurando , para tentar tirar o tubo. Seus movimentos eram fracos e desajeitados. Will  agarrou sua mão pelo pulso, segurando-a  para baixo. Jay estremeceu contra o plástico inflexível.

- Fale com ele - Dr. Rhodes instruiu - Você sabe o que perguntar!

- Jay, eu preciso que  você mova seus dedos para mim – ele mexeu os dedos do pé, mas tentou se libertar para puxar o tubo.

- O tubo tem de ficar, está te ajudando respirar. Só mais alguns segundos e então você pode voltar a dormir - ele notou que Jay apertou a mão de Mouse, mesmo enquanto  lutava para se libertar do tubo - Você sabe quem eu sou, uma piscada para sim, duas para não -  Jay deu uma piscada deliberada e  tentou libertar-se novamente.  Finalmente percebeu que Jay estava movendo a mão em um círculo, bem na que o Dr. Rhodes estava indo  sedá-lo novamente. Seu irmão estava com dor. Estava engasgando e tentando vomitar, mas não conseguiu porque havia uma mangueira impedindo seus conteúdos estomacais de sairem. Will estava prestes a começar a chorar.

- Espere -  ele chamou - Jay você quer escrever alguma coisa? - outra única piscada  – Me dê um papel e uma caneta, agora - ele gritou para a enfermeira.

Um quadro branco e um marcador foram rapidamente entregues a ele , que ergueu-os  para seu irmão escrever . Jay escreveu lentamente, suas letras eram confusas e ficavam irregulares por causa dos constantes engasgos. Will virou o quadro para si e leu o que  Jay havia escrito. "Modelo Lexus prata antigo , janelas escuras, atirador único, 247G1."

Ele fechou os olhos por um momento e olhou o quadro novamente. Não era uma mensagem dizendo que  estava  bem. Nem uma mensagem dizendo que  amava alguém, ou ate as  últimas palavras que gostaria de dizer  a sua família. Era a descrição  de um carro. Will queria lhe dar uma cabeçada , dizer-lhe para parar de agir como um robô e agir como um ser humano pelo menos uma vez.

- Vou ligar para Voight e avisa-lo – Mouse se ofereceu

- Nós vamos mover ele para a UTI em poucos minutos Will. Por que você não vai  pra casa e descansa um pouco? -  Dr. Rhodes ofereceu e Will o encarou como se o cara estivesse falando grego  - Você trabalhou um turno completo antes mesmo disso acontecer. Deve estar exausto. Eu prometo te chamo se alguma coisa acontecer - novamente falou com a voz gentil.

- Eu também vou ficar  aqui com ele - Mouse falou como se alguém tivesse qualquer dúvida disso. Ele e Jay eram um pouco co-dependentes um do outro.

- Deixa eu falar com meu pai e ver o que ele quer fazer – respondeu, oscilando entre a vontade de ir para casa e enterrar a cabeça em um travesseiro, e ficar por perto no caso de alguma coisa dar errada. Ninguém discutiu sobre isso enquanto eles faziam seu caminho de volta para a sala de espera. Mais policiais haviam chegado e agora ele reconhecera Voight e o cara que chamavam de "O" ,parados no fundo. Havia também um monte policiais uniformizados,  alguns ele reconhecia e outros não. Sentia que suas pernas pesavam uma tonelada cada, enquanto caminhava em direção à multidão. Todos eles se levantaram quando Will chegou.

- Como ele está? - perguntou Erin, se  não estivesse enganado, ela estava segurando a mão de Voight

-  Ele esta indo bem, seus reflexos estão intactos e  o nível de oxigênio no sangue está bom - respondeu, sem saber o que dizer. Isso é o que ele gostaria de ouvir, mas novamente, precisava  trabalhar sua maneira de noticias. Talvez precisasse aprender com o Dr.. Rhodes como cultivar a falsa bondade em sua voz.

- Quando é que podemos vê-lo? - ela perguntou novamente

- Ele está a caminho da UTI - Dr. Rhodes respondeu na frente, e pela primeira vez Will não estava irritado com ele - Depois que estiver la, duas pessoas podem entrar por vez mas ele estará totalmente sedado  - Will podia ver os policiais concordando que Erin entraria primeiro, provavelmente com Antônio. O médico amava ver o fato de que eles pareciam estar ignorando os familiares e amigos mais próximos.

- A UTI é só família , não é? - perguntou o pai, parecendo não estar prestando atenção a tudo que estava acontecendo.

- Bem, sim, a família  ou alguém que a família diz que é permitido -  respondeu o Dr. Rhodes, parecendo confuso. Claro que ele não conhecia o papai Halstead e não sabia a merda estava prestes a acontecer ,e a razão era nada mais nada menos pelo fato de que o velho odiava policiais

- Só família então -  ele olhou para cima e sorriu levemente para Mouse - E Greg é claro, ele poderia muito bem ser da família

- O que ?? Você não pode fazer isso - Erin quase gritou e caminhou em direção a ele - Você não tem direito de manter-nos longe dele, sou sua parceira, sua ...  -  ela quase disse namorada. Will não tinha certeza se era porque ela não queria dizer isso na frente de Voight , ou porque não acreditava totalmente. Por mais que  gostasse dela e sabia Jay também gostava,  suspeitava que o relacionamento deles estava fadado ao fracasso. Ela era egoísta e auto-centrada e Jay era mestre em estragar relacionamentos. Ela era manipulável e ele a estava controlando.

- Eu não me importo se você é a porra da Virgem Maria -  o Sr. Halstead levantou-se. Will ficou entre eles e de alguma forma, mesmo tendo a mesma altura agora, seu pai ainda parecia mais alto.

- Will, você não pode deixá-lo - Erin tentou, com lágrimas nos olhos e ele sentiu-se mal por ela. Sentiu-se mal por Antonio, Atwatter, O, e talvez até mesmo Ruzek um pouco, mas ele não disse nada. Will era muitas coisas, mas suicida não era uma delas. Ele não iria desafiar seu pai , não ali, não naquele momento. Não era como Jay,  não era um lutador, não era corajoso, não corajoso o suficiente para aquilo. Ela rapidamente percebeu que nenhuma ajuda viria dele -Hank? - ela tentou e, claro, a aparência de cachorrinho abandonado com olhos lacrimejando funcionou nele

- Olha, nós podemos tentar outra coisa - começou Voight. Suas palavras eram controladas  mas sua linguagem corporal era agressiva e desafiadora. Essa situação poderia ficar feia a qualquer momento

- Pai, por favor - ele tentou, não gostando de como sua voz soara fraca. Não era de sua natureza  questionar o velho. Isso era coisa de Jay.

- A única coisa que podemos tentar ,  é como tirar o resto de vocês daqui e longe do meu filho - disse ele e Will conhecia  o tom de voz. Ela causou arrepios em sua espinha e fez sua boca secar.

- Sr. Halstead - Sharron Goodwin o interrompeu  e Will poderia ter beijado a mulher por causa disso  - Nós vamos nos certificar que a UTI é realmente só para familiares, mas a sala de espera é para todos. Agora vamos parar com isso, vou leva-lo ate seu filho - seu pai deu um olhar  final para Voight e companhia e a seguiu. Deus abençoe essa mulher e sua capacidade de fazer as pessoas fazerem praticamente qualquer coisa que ela mandasse. Mouse andava logo depois, olhando para trás  se desculpando com o resto da equipe . Eles não entendiam, claro que não, mas pedir para Will ir contra seu pai era como pedir para ele que fizesse um porco voar. Simplesmente não poderia fazê-lo. Jay nunca teve  problema com isso, mas Will nunca fora forte ,nem corajoso, nem duro o suficiente. Tudo o que  podia fazer era desviar o olhar e tentar consertar a bagunça depois, contando os minutos até que pudesse sair da sala.

Dr. Rhodes colocou a mão em seu ombro e levou-o para longe dos olhares acusadores. Se fosse qualquer outra pessoa, ele poderia ter agradecido, mas estava entorpecido demais agora. O medo da cirurgia de Jay e o medo de seu  pai arrumar briga com um policial tinham ido embora. Afinal, Jay tinha puxado seu temperamento de alguém e não era de sua mãe. Os médicos  acabaram dentro da sala de plantão, que estava abençoadamente vazia. Will afundou no sofá e apertou a estrela de Jay

- Will,  vai pra casa , descansa um pouco ,come alguma coisa. Você precisa - ele queria estapear esse  rico idiota. Rhodes não sabia do que Will precisava, mas o homem não estava errado. Ele segurou a língua e ficou sentado tentando descobrir o que fazer.

- Então ...  esse é seu pai hein ?! - ele  perguntou e Will virou a cabeça para olhar seu companheiro de trabalho - Ele parece ser encantador - sorriu como se fosse uma piada. Will soltou uma risada que se transformou em um soluço. Ele não queria,  não queria, mas sentiu as lágrimas começarem a escorrer pelo seu rosto . Por que, por que aqui, por que agora, por que bem na frente deste idiota imponente?

- Está tudo bem, Will - sua voz soava verdadeira sem nenhum tipo de falsidade, mas ele ainda não queria ser visto, não assim . Mas Rhodes não o deixaria, ele simplesmente sentou-se ao lado dele com a mão em seu ombro e Will estava impotente para fazer qualquer coisa sobre isso.



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