História A Different Way of Changing - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Alexandra Daddario, Esperança, Justin Bieber, Mudanças, Romance
Visualizações 166
Palavras 3.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lírica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amorzinhos, desculpa a demora e LEIAM AS NOTAS FINAIS!💙

✨ Richard Madden como James Trainor.
✨ Dakota Fanning como Melanie Golds.
✨Ellie Fanning como Mônica Golds.
✨ Alex Pettyfer como Jonas Prescot.
✨ Judith Hoag como Júlia Linz.
✨ Sam Claflin como Collin Michells.
✨ Kate Winslet como Hannah Trainor.
✨ Justin Bieber como Justin Bieber ❤

Obrigada @Coldrew pelo banner maravilhoso, sua linda 💙

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Confusion


Fanfic / Fanfiction A Different Way of Changing - Capítulo 3 - Capítulo 2 - Confusion

Eu estava andando pela rua no outro dia. Tentando me distrair. Mas então eu vi seu rosto. Ah não, espera, é outra pessoa.”

- Selena Gomez, Bad Liar.


Los Angeles

24/03/2017


Dayanna Trainor


Dias normais se resumem em acordar, sorrir, fingir que tudo está bem, e se dedicar a ser o melhor que puder. Todos passam por esse processo, não importa quem seja, ou o quão estável essa pessoa esteja, o que resume uma vida feliz não são as nossas ações, mas sim as pessoas que conhecemos durante nosso trajeto. Pelo menos, foi assim que fui ensinada. Quem sou eu, bem, deixe-me explicar bem, pode parecer uma história trágica no início, mas você conseguiria ver que é até legal em certas partes.

Me chamo Dayanna, Dayanna Mervic Trainor, nome comprido, eu sei, mas ele tem uma história  tão comprida o quanto. O sobrenome Mervic vem de meus pais biológicos, o Trainor, de meus pais adotivos. No processo de adoção, meus pais, Hannah e Alexander, concordaram em manter o nome de meus pais biológicos no registro, apenas complementaram. Sou grata a eles, isso é um legado para mim, é uma das mais diversas formas de lembrá-los, os perdi quando tinha 8 anos, na verdade, 9, se levar em consideração que foi no dia de meu aniversário, não só perdi eles, como também perdi meu irmão mais novo, Victor, ele era apenas três anos mais novo, um pedaço de mim que não pôde ser substituído. Talvez possa dizer que fui recompensada pela vida de pois de tudo isso, após passar um ano em um orfanato, fui adotada pelo novo comprador da instituição, família nova, rica e com grande prestígio em Los Angeles, também ganhei um novo irmão, mas não mais novo, dessa vez eu passei a fazer o papel de caçula, James era três anos mais velho e tinha ciúmes dos pais como qualquer outra criança teria, o que dificultou muito o primeiro ano na família. Mas isso tudo passou, embora tenha sido difícil me adaptar com holofotes e uma vida regada a mordomia, aprendi que nunca podemos nos esquecer de nossas origens, por isso sempre fui o mais gentil possível com as pessoas, e embora não me sinta confortável, atendimento a conviver com câmeras e com uma mídia abusiva em relação à minha família, hoje não sei o que seria de mim sem eles, por causa deles consegui superar um vazio que se instaurou quando perdi minha família, e nesse jogo de ajuda, uma mão lava a outra, pelo menos foi o que meu pai me disse, isso é que eu também estava ajudando a preencher um vazio na família.

Mas indo ao que interessa, hoje, com 20 anos de idade, estou no penúltimo ano da faculdade de arquitetura, no começo fiquei em dentre essa faculdade e pedagogia, mas com o tempo me decidi. Queria ajudar meu pai e meu irmão na empresa, a Trainor Enterprise's é uma das mais famosas e renomadas construtoras do mundo e a primeira de Los Angeles, o que sempre a destacou foi o fato de que é uma empresa que fica no bem social e ambiental, sem prejudicar o meio- ambiente em grande escala. Meu pai também tem um setor de caridade, patrocínio e financiamento ligado à empresa, mas isso é algo ligado mais ao meio profissional.

Eu trabalho como voluntária no Orfanato onde eu morei quando fiquei órfã, mesmo depois de ser adotada pedi para continuar voltando lá, já que tinha feito amigos no local, e tinha me apegado a algumas das cuidadoras, algumas dessas que estão lá até hoje. Essa é a minha vida hoje em dia.

- Anna? – Ouvi após algumas leves batidas na porta do meu quarto. A porta se abriu e pude ver a cabeça de minha mãe passar pela pequena abertura da porta. – Não vai no Orfanato hoje?

- Sim, eu já estou indo, tinha me esquecido do celular.- Sorri, lhe dando um beijo na bochecha ao chegar perto dela.

- Por que não fico surpresa? – Perguntou com falsa ironia. Passou o braço pelos meus ombros e descemos as escadas assim. Eu e minha mãe sempre fomos muito próximas, talvez porque Dona Hannah tenha se portado como minha amiga, mais até mesmo do que como mãe.

- Jay já saiu?

- Sim, saiu junto com seu pai, resolveram ir juntos hoje. – Sorriu. – Eu acho que chego antes de ir para a faculdade, na hora do almoço, mas se não, tome cuidado, certo?

- Certo. Ah, eu vou sair com Agatha hoje.

Vi dona Hannah arqueando as sobrancelhas. Ela sabia que se tinha Ag envolvida, podia acabar mal. Agatha é minha melhor amiga desde que vim morar aqui, ela era filha de um dos sócios de meu pai, era linda de se ver, com seus fios loiros, pele branca e olhos verdes chamativos. Olhei as horas no relógio que tinha em meu pulso e me assustei ao ver as horas. 07:35a.m. Sinal de que eu estava atrasada, e de que meu pai tinha saído mais cedo que o habitual. Dei um beijo em minha mãe quando chegamos na garagem e ela foi em direção ao seu carro. Minha mãe não era o tipo de socialite que ficava em casa recebendo amigas, pelo contrário, ela trabalhava duto antes mesmo de conhecer meu pai, era modelo, e quando teve James se aposentou, mas hoje em dia, para não deixar a paixão pelas passarelas de lado, era dona de uma agência, e agente de muitas modelos, ela sabia ser bem vista por todos, e nunca deixava sua pose de mulher durona se quebrar. Era um exemplo e eu a amava e admirava pela sua coragem.

- Anna, - Olhei para ela vendo que estava parada segurando a porta do seu carro aberta. – Tome cuidado.

Lhe sorri e concordei com a cabeça, entrando em meu carro, um Porsche prata, talvez exagerado, ou não, mas como James dizia, Dayanna Trainor é exagerada, até mesmo no nome.

Em cerca de 20 minutos, cheguei ao orfanato, vendo que ainda eram oito horas, entrei rapidamente. O hall e a sala principal estavam vazias, como sempre, já que naquele horário as crianças estavam todas no colégio, e bem, na maior parte do tempo, quem ocupava aquele cômodo eram elas. Fui para a cozinha, já ouvindo um certo barulho de conversas. Ao entrar no cômodo vi algumas das cuidadoras sentadas a mesa, estavam conversando, o clima sem as crianças era calmo, e bem, não sobrava muito para fazer a não ser arrumar o local, mas com quase fez pessoas para isso, o serviço era rápido.

- Bom dia! – Cumprimentei ao me sentar junto a eles. Recebi um aceno de cabeça vindo de Jonas, ele costumava ser calado, não significa mudo, mas era raro ele falar por muito tempo seguido. Eu particularmente achava que devia ser por não se encaixar muito nos assuntos, já que era o único homem entre todas nós.

- Bom dia Anna! – As irmãs disserem em coro, devia ser coisa de genética, Melanie e Mônica eram idênticas em certos pontos, mas completamente diferentes, os cabelos loiros e os olhos verdes eram traços genéticos idênticos, mas tinham suas particularidades, os cabelos de Melanie eram curtos, chegavam até pouco abaixo de sua nuca, e os olhos eram grandes, com um traço naturalmente ocidental, já os cabelos de Mônica eram compridos, chegando à metade de suas costas, e os olhos, menores, com um traço mais oriental, não tanto, mas pequenas órbitas. Apesar de Melanie ser mais velha, as duas poderiam ser confundida como gêmeas, não pela aparência, claro, mas de mesma idade, e sem falar na conexão inegável.

-Bom dia Golds. Onde estão as outras? – Perguntei vendo que só tínhamos nós e Júlia na mesa, Júlia era a cozinheira do lugar, e sinceramente, uma de mão cheia.

- Agatha não chegou, Edith veio apenas pegar alguns documentos para a matrícula de Pietro e Mage você já sabe. E por falar nela, como estão, ela e Pierre?

Sorri com o assunto do meu afilhado, Pierre já estava com duas semanas e três dias, tinha saído do hospital no segundo dia lá, já que teve que fazer alguns exames, e Mage foi junto, já que o parto foi natural, tudo estava bem.

- Eles estão bem. Pierre é lindo. De acordo com Mage, ele é um esfomeado, e ela não para de reclamar dos quilos que ganhou com a gravidez. Henrique está surtando já. – Todos riram, até mesmo Jonas.

- Quero conhecê-lo, até agora só o vi por foto. – Reclamou Mônica, fazendo um biquinho que fez todos rirem.

- Ela está pensando em trazê-lo aqui semana que vem, assim as crianças já o conhecem também. Mas não significa que não possam aparecer na casa dela qualquer dia desses.

- Que maravilha. Que tal Mel? Vem comigo? – Moni parecia feliz por chamar a irmã, de certo com a certeza de que ela aceitaria. Apesar de mais velha, quem mandava no jogo era a mais nova.

- Sim, também quero vê-lo.

Moni abriu um sorriso que seria capaz de conquistar muitos garotos, o que não era mentira, ainda mais com 17 ano, a idade em que festas e bocas eram o ápice da diversão jovem, como sei disso? Simples, por que já passei por isso. Todos riram ao ver a reação da jovem, e mais ainda ao ver a cara de nojo de sua irmã.

- BOM DIA AMORES! – Levei um susto com a entrada escandalosa de Agatha na cozinha, a ponto de me engasgar com o café que estava tomando. Essa era Agatha Carter, com seus acessos de escândalo, e sua alegria exagerada, não que eu não fosse alegre, mas para Agatha, a vida era um circo, e ela era a atração principal.

- AG.! – Exclamei um pouco irritada. Dessa vez todos gargalharam, apesar de acostumados com a nossa convivência, ainda era cômico ver o quanto éramos idiotas em certas ocasiões.

- Hã... Me desculpe? – Fez uma voz falsa e se sentou ao meu lado. – Só estava dando “bom dia”!

- Estava sendo escandalosa, isso sim.

- Ah Anna, deixa de ser chata. Credo. Desse jeito não vai arrumar namorado nunca.

Olhei para ela, sem crer que ela havia realmente dito aquilo, ela era bem infantil quando queria. Céus, o que eu fiz para merecer?

- Calma, mas Anna não esta solteira a apenas dois meses?

- Olhei para Júlia que não tinha entendido a ironia de Agatha.

- Sim, e ainda estou, e pretendo ficar por mais um bom tempo. Agatha que está sendo infantil Ju.

- Ah, sim. Bem, eu não ligaria para ela. Você é linda Dayanna, logo arruma alguém.

Que parte do pretendo ficar solteira por um bom tempo, ela não entendeu? Apenas neguei com a cabeça e lhe lancei um sorriso simpático.

- Já vou indo para o dormitório. Qualquer coisa que precisarem estou lá em cima.

Me levantei e saí da cozinha olhando para todos que apenas concordaram. Era normal eu quase sempre subir primeiro, Na maioria das vezes ia arrumar os dormitórios, já que era onde eu costumava trabalhar – não que eu não fizesse outras coisas – mas todos já estavam acostumados. Eu sempre pedi para que eles me tratasse mais com igualdade, e sem regalias ou vantagens por causa de meu pai. Eu não era a única com uma boa condição financeira ali, mas era a única a ser filha do maior investidor do orfanato.

Quando eu não ia para os dormitórios, ia para a sala de música, aulas de canto e instrumentos eram umas das tarefas que os internos recebiam, isso desde de antes de eu sair daqui. Isso era bom, no começo, nunca tive uma relação muito boa com a música, Elisabeth – minha mãe biológica – era uma amadora de música clássica, tal como de flores, ela era uma bióloga especializada em botânica. Mas isso de fato, nunca conseguiu me atrair para a música realmente, mas quando eu os perdi, foi uma das maneiras de me ligar a eles, e bem, a música foi uma das saídas para a dor, e com o tempo, me habituei a ouvir elogios sobre o quanto minha voz era bonita e o quanto eu levava jeito para o ramo. Mamãe ficaria orgulhosa.

Mas isso nunca me fez querer uma carreira musical, na verdade, sempre gostei bastante de psicologia, e como toda criança indecisa, depois veio o gosto por pedagogia, e por fim, arquitetura. Eu já tinha até mesmo praticado um pouco de moda, sendo modelo para uma das campanhas da empresa de minha mãe, mas isso oi mais por insistência dela e do dono da propaganda, do que por vontade própria.

Após arrumar os dormitórios, fui para a sala de música, e após arrumá-la, saí de lá, mas não sem antes tocar uma canção do majestoso Bá no piano que tinha ali. Durante toda a manhã, fiquei com as meninas, arrumando o orfanato, e quando estava na hora de eu sair, as crianças chegaram, diferente dos colégios tradicionais, eles não ficavam um período integral, e sim meio, para que pudessem aproveitar as outras tarefas.

Estava indo para minha casa quando Agatha veio até mim com um sorriso enorme. Ela parecia realmente feliz, e com toda certeza, estava aprontando algo.

- Ei, não ia se despedir? – Ela se fingiu de ofendida.

- Não enche Ag. Vou te ver de novo em menos de três horas, sem falar da boate de noite.

Ela riu como se o que eu tivesse dito fosse engraçado. Minha amiga é maluca. Saí dali depois de ela falar por quase meia hora, a infeliz estava querendo me irritar, só pode. Ela sabe que tenho que me arrumar e almoçar antes de ir para a faculdade, até porque ela tem que fazer a mesma coisa. E para piorar tudo, o trânsito estava um lixo, literalmente, era horrível dirigir em Los Angeles na hora do almoço, isso porque quase toda a cidade saía para almoçar ao mesmo tempo.

Ao chegar em casa, tive que tomar um banho rápido, e me arrumar o mais rápido que consegui, quando terminei a única coisa que faltou foi almoçar, mas isso não dava mais tempo, então apenas peguei minhas chaves e uma bolsa que levava para a faculdade, já que o que eu precisava ficava nos armários de lá. Minha mãe, como havia dito, não chegou antes de eu sair, o que não era bom, mas também, eu já estava acostumada.

Levei mais meia hora para chegar a faculdade, isso porque o trânsito estava bom, mas não vou negar que me deu uma certa vontade de ter chegado mais cedo, mas ainda dava tempo de comprar um lanche antes da aula, eu sou esfomeada quando quero.

Após comer o fast-food que comprei, peguei meu material e fui para a sala, pronta para três aulas seguidas de cálculos.


∆∆∆


Estava no meu quarto, conferindo pela terceira vez a roupa. Eu não gostava de usar coisas tão vulgares ou justas, mas estava indo em uma boate, e não dava para ir normalmente, mas o conjunto com que eu estava era ótimo, na cor azul, chegou a fazer contraste com os olhos, o cabelo em um rabo de cavalo firme no alto da cabeça e uma maquiagem clara nos olhos, mas com um batom vermelho vivo. Os saltos, estava bom, poderia dizer que sim.

- Achei que ia ficar mais dois anos lá dentro! – James estava na sala e foi a primeira coisa que soltou ao me ver descer as escadas com a bolsa no ombro. Ele também estava lindo, meu irmão é lindo.

- Não exagera. Agatha já ligou?

- Já, ela e Collin já foram na frente, acho melhor irmos. O pai e a mãe saíram para jantar. – Fez uma careta e depois de rirmos, finalmente saímos de casa.

- Achei que ia demorar para você se tornar uma mulher tão bonita, agora tenho que aturar os olhares em cima de você. – Olhei ao redor, vendo que muita gente realmente olhava para mim, senti um pouco de vergonha e olhei para James que estava irritado, segurei seu braço como se fossemos um casal, e com isso um pouco dos olhares diminuíram.

A Sexasy era uma boate famosa com uma crítica bem positiva, era a terceira vez que eu vinha ali desde meus dezessete anos, o lugar tinha um espaço amplo e um ótimo controle e atendimento das pessoas. O lugar era, na maioria das vezes, frequentado pela alta classe de Los Angeles, e era comum encontrar, vez ou outra, algum cantor famoso por aqui.

- Vadia! – Agatha berrou quando chegamos na área VIP, ela conseguia ser escandalosa até mesmo com todo aquele barulho. – Vem, vamos dançar.

Ela já ia me puxando pelo braço, o que não aconteceu, pois travei no lugar, ela com toda certeza já estava alterada, isso porque nem faz tanto tempo que está aqui.

- Calma, espera eu falar com os garotos primeiro. – A puxei, levando comigo, eu sabia que ela já tinha falado com eles, mas aquilo era o de menos agora. Chegando perto da mesa onde James já tinha ido, vi Collin junto com mais alguns colegas dele e de James, da época da faculdade. Collin Michells é melhor amigo de meu irmão, e meu ex-namorado, mas se pensa que por isso existe um clima ruim entre a gente, está enganado, somos bons amigos, e isso é consequência de um bom fim de relacionamento. – Olá pessoal! – Cumprimentei ao chegar perto.

Vi Collin se levantar e sorrir, enquanto me girava no ar em um abraço apertado, fazia algumas semanas que não nos víamos, tínhamos nos distanciado muito depois que acabou o relacionamento, talvez porque seja estranho, ou as pessoas sempre arrumem um jeito de fazer comentários desnecessários.

- Está muito linda Quen. – Sorri com o elogio, e duas vezes mais por causa do apelido. Quen, apenas pelo nome.

- Você que está Michells. – Ele riu.

Cumprimentei os outros garotos com um sorriso e depois fui arrastada por Agatha para a pista de dança. Tudo que sei que dancei até meus pés doerem, estava com a garganta seca é um pouco dolorida por ter gritado alguns trechos de música, ao invés de cantar. Agatha ainda estava ligada no 220, mas isso é da efeito do tanto de bebida que tomou, enquanto eu tinha tomado apenas um Sex on the Beach. Mas já estava com sede, então avisei a Agatha que iria até o bar pegar algo para beber. Ela apenas fez um sinal com a mão e voltou a se mexer com o som de Privacy, do Chris Brown.

Me espremendo por entre as pessoas que estavam eufóricas, cheguei ao bar, pedindo uma água com limão ao barman.

- O que uma mulher tão linda faz  sozinha em uma noite de sexta? – Ouvi dizerem ao meu lado e virei o rosto para conferir. Um cara loiro e alto estava do meu lado, segurando uma garrafa de cerveja na mão enquanto me olhava com os olhos de um tom, que pela luz, chegava a parecer verde de tão claro que era o castanho.

- Não estou sozinha. E você? – Rebati.

- Estou com uns amigos, nada demais. – Ele riu. Depois de virar mais um gole da cerveja, me olhou, enquanto eu agradecia ao barman pela bebida.

- Hum, então, foi bom te conhecer, mas tenho que ir.

Já estava me virando e saindo, sem esperar sua resposta, mas ele me era familiar. Eu sabia que já o tinha visto em algum lugar. Mal deu tempo de dar um passo e senti ele segurar meu braço. Me virei para olhá-lo e perguntar o que ele queria, mas ao olhar para seu braço, vi o mesmo cheio de tatuagens, então me lembrei de onde eu o conhecia, era o cara do café, do dia do nascimento de Pierre.

- Eu conheço você de algum lugar, não? – Perguntou mais para si mesmo do que para mim. – Ah, é a garota do café! Sabia que te conhecia de algum lugar.

- É, me desculpe de novo por aquilo.

- Ah, deixa pra lá. – Ele me soltou. – Sabe, podíamos dar uma volta.

Qual era a dele, e mais do que isso, o que o levava a crer que eu aceitaria? Olhando bem em seu rosto, percebi que ele estava bem convencido de que eu aceitaria, até mesmo deu um sorriso de lado. Quem ele achava que era pra ser tão convencido assim?

- Não, obrigada. – Já ia voltar a andar, quando o ouvi me chamar de novo.

- Qual é gata, eu posso pagar o que você quiser.

Travei no lugar, não acreditando que ele tinha mesmo insinuado aquilo, ele achava que eu era prostituta ou fez para irritar? Céus, eu não acreditava naquilo. Esse cara pensa que porque eu fui gentil, eu sou alguém disposta a fazer sexo por dinheiro, o que indica que ele é o tipo de babaca que eu costumo evitar diariamente, sendo um idiota que só liga para seu ego e acha que o mundo gira ao seu redor. Pessoas assim são desprezíveis.

- O que te levar a pensar que sou este tipo de mulher? – Perguntei o mais calma possível, eu não me descontrolava por qualquer coisa, mas esse cara estava provocando. Observei quando, com um sorriso presunçoso no rosto, ele colocou as mãos nos bolsos e mudou o peso de um pé para o outro.

- Olha, por mais que eu prefira roxo, mas essa sua roupa está me deixando com vontade de te foder. Então se quiser que eu pague, diga seu valor.

Foi o ponto final, sem pensar duas vezes, virei o copo de água, que já estava pela metade, na sua cara, ele deu alguns passos para trás e nesse meio tempo eu me virei com o copo vazio ainda em mãos e voltei para a área VIP, me sentando. Não olhei para trás ao vir até aqui, mas tinha certeza que se eu não tinha acabado com a noite de alguém, pelo menos tinha deixado alguém com o ego ferido. Pessoas assim odeiam ser contrariadas.




Notas Finais


☘ Favorita e comenta, sempre é bom saber as opiniões.

✨Fanfic maravilhosa de uma amiga: Drink Flames
https://spiritfanfics.com/historia/drink-flames-8752951

✨Uma outra história minha com uma amiga: Stranger Love
https://spiritfanfics.com/historia/stranger-love-7266027

Roupas:

Orfanato: http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=23622136&.svc=copypaste-and&id=225769480

Boate:
http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=23622136&.svc=copypaste-and&id=226350693

Xoxo❤


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