História A dinâmica artística a partir de um elemento quádruplo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Wanna One
Personagens Daehwi, Guanlin, Jihoon, Jinyoung, Kang Daniel, Personagens Originais, Seongwoo, Woojin
Tags Ahn Hyungseob, Daehoon, Felizmente Flop, Hwangi, Kang Daniel, Liniel, Park Jihoon, Produce 101, Produce 101 Season 2, Só Os Otps, Yeo Hwanwoong
Visualizações 36
Palavras 1.775
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


POSSO OUVIR UM AMÉM?

Capítulo 2 - Despercebido


Enquanto Hwang Seungmin parecia extremamente confortável em abrir um espacate frontal durante o aquecimento, Go Yangi se quer conseguia fazer com que seus palmos chegassem em suas canelas.

Sentia-se envergonhada por não ser tão “elástica” quando os demais, por mais que ver Bae Jinyoung mal alcançando seus tornozelos a fizesse se sentir "melhor" em relação a sua falta de elasticidade.

– O.k, façam duplas. – Daeja fez questão de correr em direção a amiga, que escorou a cabeça em seu ombro, aliviada por estar livre daquela típica sessão diária do mais puro sofrimento. – Os mais inflexíveis de cada dupla, levantem a mão. – a menor fez questão de manifestar-se, já que a Kang, ao mesmo, conseguia tocar a ponta dos pés. – Os que levantaram a mão, espacate lateral, agora.

Se havia algo que Yangi odiava tanto quanto beondegi, era espacate, fosse ele frontal, lateral, negativo e até mesmo aéreo. Não importa qual dos estilos citados, cada um era tão impossível quanto o outro.

Felizmente, o bater na porta foi uma benção aos olhos da novata, direcionando seu olhar ao ser de fios negros que adentrou o ambiente em que se encontravam, causando questionamentos internos e até mesmos verbais a todos ali presentes.

– Oh, olá, Wongjin-ssi. – cumprimentou o recém chegado, lhe demonstrando respeito ao curvar-se em direção ao maior, repetindo o ato anterior, desta vez, direcionando-se aos alunos. – Olá, pessoal. Sinto muito por estar interrompendo a aula de vocês, mas eu estou em busca de... – o jovem pausou a própria fala para ler o papel que possuía em mãos. – Gato? – o locutor não negou seus risos perante tal denominação, resultando em uma troca de olhares não muito discreta entre Yangi e Daeja, sem contar os demais que optaram por incluir a nomeada em seu campo de visão. – Alguém aqui se chama Gato? – mesmo receosa, a Go voltou a erguer a mão, obtendo um simples sorriso em resposta. – Posso roubá-la por um breve momento? Juro que ela estará de volta em menos de cinco minutos.

– Em menos de cinco minutos? – questionou o superior enquanto cruzava os braços, aquele típico semblante sério estampado em seus traços, recebendo uma resposta positiva do baixinho. – Cinco minutos. – recapitulou sua fala anterior, obtendo uma reverência em sinal de agradecimento.

– Sim, senhor. – confirmou o garoto até então sem nome, gesticulando para que ela o seguisse.

Por mais que a confusão mantivesse sua mente em branco, a curiosidade era inevitável, fazendo com que esquecesse até mesmo de pegar suas meias e seus tênis antes de sair da sala de aula, praguejando a si mesma mentalmente ao sentir o piso gélido do corredor em contato com seus pés descalços.

– Seu nome é mesmo Gato? – o desconhecido se pronunciou, visivelmente admirado em conhecer uma “felina humana”.

– Quem é você? – expôs uma das inúmeras questões que perambulavam seu consciente.

– Yeo Hwanwoong, segundo ano, prazer em conhecê-la. – o veterano se apresentou seguido de uma reverência que foi retribuída com certo acanhamento pela mais nova. – Faremos o trabalho bimestral juntos.

– Ah, o trabalho. – mesmo contra sua vontade, relembrou da apresentação que teriam que organizar, sentindo o desânimo lhe atingir instantaneamente.

– Preciso ser rápido, já que Wongjin-ssi é extremamente rígido com prazos. – Hwan declarou de modo um tanto afobado, certo de que precisava cumprir o curto período de tempo proposto ao mentor. – Já me encontrei com os demais integrantes do grupo e sugeri que discutíssemos sobre a performance durante o almoço, tudo bem para você?

– Sem problemas. – afirmou, puxando o ar entre os dentes graças ao frio constante em seus pés.

– Tudo certo, então? – a menor remexeu a cabeça em confirmação, garantindo um sorriso de lábios pressionados de Yeo. – Não esqueça. – insistiu, recebendo uma breve reverência em despedida da mais nova que lhe dava as costas.

Se quer cogitou a ideia de olhar para trás e acenar para Woong. Não possuía confiança o suficiente para interagir com um desconhecido, então optou por deixar que sua personalidade levemente arisca marcasse presença em seu primeiro encontro, usando poucas palavras para expressar seus pensamentos, por mais que mantivesse um canto visual instável.

Por fim, o frio que antes tomava seus membros inferiores se transportou ao seu estômago, assustando-se com o gemido de um dos colegas que tinha a perna direita do parceiro em sua lombar, forçando-o a abrir um espacate lateral.

– Isso dói! – pôde ouvir a reclamação de Dongmyeong, influenciado pelo Bae, que fazia o amigo sofrer com o coração na mão.

– Não estou sentindo nada. – discordou o mais velho ao andar de um lado para o outro, praticamente ordenando que a mesmo se juntasse a Kang novamente somente com o olhar.

Se aquilo não era uma sessão de tortura semanal, Yangi não fazia a menor ideia o que mais aquilo poderia ser.
 

O mar de estudantes que inundava o refeitório despertava o desejo urgente de sair correndo ali em seu interior. Felizmente, Hyungseob estava junto a si, rapidamente notando a apreensão da jovem por se encontrar em meio a um público tão grande.

– Você faz Artes Cênicas e não gosta de lugares lotados? – questionou o veterano de braços cruzados, já que esperava que o Teatro a desinibisse. – Como você pretende se apresentar desse jeito?

– Eu não vejo o público quando estou no palco. – afirmou, correndo os olhos pelo local em busca de Hwanwoong. – Óbvio que tenho noção de que há pessoas me assistindo, tanto que as vejo nas cadeiras, mas não sou capaz de identificá-la. – acrescentou, notando o sujeito a lhe acenar euforicamente em uma das mesas dianteiras. – Preciso ir.

– Vai me deixar sozinho nesse Oceano Atlântico de desconhecidos, Gato? – o maior se pronunciou em sua entonação mais incrédula.

– Jung Jung-ssi deve estar por ai, Seobbie. – usufruiu de suas últimas palavras antes de se retirar, não resistindo a lançar um coração com o polegar e o indicador ao Ahn, que retribuiu com o mesmo ato, cativando os lábios alheios a se curvarem.

A caminhada até Hwanwoong foi longa e tortuosa, já que ter um ser de jubas negras a lhe encarar era mais desconfortável do que parece, sem contar o fato de que sua expressão ao estilo Cheshire lhe acanhavam, mesmo que minimamente.

– Finalmente, Gato. – declarou o risonho, resultando nos lábios pressionados e as sobrancelhas erguidas da outra.

– Gato? – repetiu o maior, arrancando um riso sobrado da recém chegada, que logo se situava ao lado do garoto do segundo ano.

– É meu apelido. – confessou ao garoto, tendo a risada divertida do falso loiro a inundar seus tímpanos, logo reverenciando com certa dificuldade por encontrar-se sentada. – Olá, pessoal.

– Estávamos somente à sua espera. – a desconhecida declarou-se, sorrindo para a novata. – Lee Gyeoul, terceiro ano.

– Go Yangi, primeiro ano. – a menor também se apresentou, por mais que sua fala tivesse sido um tanto inaudível aos ouvidos do trio, ainda mais com o constante murmúrio do refeitório.

– Agora entendi o porquê do Gato. – declarou o outro, erguendo o palmo direito em saudação. – Kang Euigeon, quarto ano. – “Ele é o oppa da Daeja-yah.” comentou em pensamentos, sorrindo minimamente ao conhecido ainda desconhecido.

– Então – a garota do terceiro ano se manifestou, obtendo a atenção dos demais. –, algum de vocês já tem algo em mente?

– No que vocês se focam? – acrescentou o mais velho, causando um frio na barriga da caloura com meras cinco palavras, por mais que seu intuito fosse facilitar a busca de uma resposta para a pergunta anterior. – Em qual tipo de dança vocês se enquadram?

– Ballet. – afirmou a morena, surpreendendo a menor, que não esperava que a jovem se dedicasse àquela área.

– Street. – foi a vez de Woong se manifestar, por mais que a tal já fosse prevista pelo Kang.

– Break. – declarou Euigeon, ganhando um simples levantar de sobrancelhas da jovem ao seu lado, que já o julgava como b-boy justamente pelos seus ombros largos.

– Eu não danço nada – Yangi fez questão de assombrar os ali presentes, desacreditados com sua afirmação. –, por mais que eu seja da classe de Dança Contemporânea.

– Yangi-ssi, por acaso, você é do Drama? – o maior concluiu um tanto precipitado, já que Ong havia lhe dito que boa parte daqueles que faziam Dança Contemporânea era originalmente focados em Artes Cênicas, apelidada carinhosamente de Drama pelos demais e, felizmente, tal precipitação foi confirmada pela mais baixa.

– Se você é do Drama, por que faz Dança Contemporânea? – Hwan expôs seu confusão, notando o tédio estampado no modo sonolento como a Go o encarava, fisicamente exausta por sempre responder a mesma pergunta.

– Porque é uma disciplina optativa no primeiro ano de Artes Cênicas – respondeu, usufruindo das mesmas palavras para justificar àquela mesma questão. –, já nos demais se torna eletiva.

– Então, Dança Contemporânea para vocês, da área do drama, é como Expressão Corporal e Sonora para nós, que somos do departamento de dança. – concluiu o secundário, lembrando-se vagamente de suas aulas no Drama ocorridas no ano anterior.

– Mas você não sabe dançar nada mesmo? – retomou a Lee, certa de que ela deveria se especializar em, no mínimo, uma área. – Digo, nada em específico? – por mais que a novata tivesse até parado para pensar em algo, não havia réplica, ela manteve-se em suas raízes. – Boy group ou girl group dance?

– Pick Me? – sugeriu ao executar os típicos passos do refrão colado na mente dos produtores nacionais, agradecendo mentalmente à pequena grande Kang por ter lhe ensinado a coreografia. – Ah, mas isso todo mundo sabe.

– Mas não é todo mundo que sabe dançar Pick Me direito. – opinou o garoto mais novo, sinalizando seus fios com indicador e em seguida a menor ao seu lado ao pressionar os lábios em um sorriso satisfeito.

– Acho que estamos fugindo do assunto. – alfinetou o Kang, pigarreando em seguida com o objetivo de chamar a atenção dos estudantes mais novos.

– Acho que deveríamos discutir sobre isso no decorrer da semana – sugeriu o Yeo, revezando seu olhar entre os demais estudantes. –, ou marcar um encontro no domingo, que tal?

– Boa ideia. – opinou a mais nova dos quatro, parecendo contendo por finalmente terem entrando em consenso.

– No decorrer da semana, eu pego o número de vocês e mando uma mensagem, ou até mesmo ligo informando onde moro, o.k? – acrescentou, expondo sua alegria em um sorriso ao ver os demais confirmarem.

– Já posso ir? – questionou Yangi, erguendo-se levemente de seu acento para verificar se Hyungseob ainda encontra-se escorado contra a parede, logo o avistando acompanhado de seu companheiro chinês. – Meu amigo está me esperando.

– Claro. Fique à vontade. – a menor sorriu minimamente antes de se retirar, os reverenciando antes de correr em direção ao sujeito. – Até domingo, Gato! – berrou o secundário, acenando em despedida, não obtendo sucesso em sua missão, já que ela mantinha-se de costas. – Droga, ela não viu. – resmungou, deixando que uma careta representasse o resquício de decepção em seu ser.


Notas Finais


Não fiquem de costas quando o amiguinho estiver se despedindo de vocês, garelinha! Não sejam uma Go Yangi da vida #FaçaUmYeoHwanwoongFeliz


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