História A dona do jogo. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cristiano Ronaldo, Sergi Roberto
Tags Barcelona, Futebol!, Real Madrid
Exibições 84
Palavras 828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - She.


Eu nunca tive uma vida normal. Não pelos padrões da maioria das pessoas. Fui alfabetizada em 3 idiomas, e aos 15 já era poliglota. Hoje falo fluentemente espanhol, catalão, italiano, inglês, português, francês e alemão. Posso me virar com árabe e mandarim. Aos 7 anos, já havia visitado mais países do que sou capaz de me lembrar. Aos 13, já frequentava frequentemente as instalações do Barça. Foi nessa mesma idade que conheci meus melhores amigos: Geri, Lio e Cescky. Aos 18, já era contratada do Clube. Aos 19, assistente técnica. Aos 20, ganhamos 6 títulos de 6 disputados. 

Hoje, sou a mulher mais bem sucedida do mundo do futebol, dizem. Não que eu me importe com isso. O que sempre me importou, desde que eu me entendo por gente, foi o clube que eu amei desde o meu primeiro suspiro de vida. O Barcelona, pra mim, era mais que um Clube de futebol. Mais que um slogan. Mais que meu trabalho. O Barcelona é minha ideologia, a forma que eu escolhi de viver a vida. 

O Barcelona é meu lar.

Então podemos dizer que eu nunca soube lidar muito bem com quem, de alguma forma, tentava manchar esse clube. Em sua maioria, sempre tive uma boa relação com as pessoas no mundo do futebol, e ao contrário do que a maioria imagina, me dava muito bem com o pessoal do Real Madrid. Tinha amigos lá, até. Iker, Marcelo, entre outros. Tirando os 90 minutos de El Clásico, a rivalidade ficava apenas para os torcedores. 

Mas claro, havia exceções.

Pepe era uma delas. Não tinha como gostar de um cara que em todo jogo tentava praticamente matar meus jogadores. Arbeloa também era um cara que eu não simpatizava, suas provocações eram tão infantis e imbecis como as de torcedores irracionais. Sergio Ramos, idem.  Mas tinha um cara em particular que era meio que uma incógnita. 

Cristiano Ronaldo.

O maior craque do meu maior rival. O rival do meu melhor amigo. Pelo menos era assim que a maioria acha que eu o enxergo. Mas nós, que estamos no meio do futebol, sabemos que as coisas não funcionam assim, 8 ou 80. Principalmente a rivalidade dele com o Lio. Os dois não são amigos, mas muito menos são inimigos. São os dois maiores jogadores da atualidade que atuam em Clubes de maior rivalidade do mundo. É isso. Não se odeiam, não possuem rixa, não são brigados, nada. É tudo invenção da mídia, simplesmente porque, infelizmente, é esse tipo de coisa que faz vender jornal. 

Eu, particularmente, acho que Cristiano Ronaldo exagera as vezes. Tanto nas suas reações, quanto no excesso de raiva e falta de modestia. Considero que ele tenha uma personalidade um pouco... difícil de lidar. Mas não acho, nem de longe, que ele seja esse monstro que muitos insistem em pintar. Não acho que ele seja esse poço de arrogância. E, claro, não acho que ele seja o melhor do mundo. Nem de longe. 

Lionel Messi, meu melhor amigo de anos, é o melhor jogador do mundo. E uma das melhores pessoas do mundo também. Costumo dizer que ele é meu amuleto da sorte, pois foi ele que sempre esteve comigo nos piores momentos da minha vida e, felizmente, nos melhores também. Eu o amo como pessoa que ele é, como o jogador inigualável que ele se tornou, como ídolo do Clube do meu coração e também amo a família que ele construiu. Antonella é uma das minhas melhores amigas, e Thiago e Mateo são minhas paixões.

Posso dizer o mesmo de Geri e Cesc. Diferente do que aconteceu com Lio, Geri e Cesc moraram alguns anos na Inglaterra e isso nos afastou um pouco, mas nada que abalasse a nossa amizade. Geri voltou primeiro, logo o Cesc, depois o Cesc foi, definitivamente, para a Inglaterra. Foi difícil, principalmente porque ele sempre sonhou em triunfar no Barcelona, e eu vivi esse sonho junto com ele. Mas não tinha mais o que fazer.

Acho que existem dois fatores que mais contribuíram para manter a amizade de nós 4 por tantos anos. Primeiro: O fato de eu me dar tão bem com as respectivas esposas. Anto, Dani e Shak são amigas muito próximas e tenho uma ótima afinidade com as 3. Sou madrinha de Thiago, Lia e Milan. Não que eu possa dizer o mesmo da relação dos meninos com os namorados que já tive - não foram muitos, apenas 3 -, eles sempre implicavam com todos. O segundo fator, e o mais importante: Nós sempre soubemos diferenciar e respeitar nossa profissão com a nossa amizade. Dentro de campo, eu era Rebeka, a auxiliar técnica deles. Fora dali, eu era apenas Beka. Isso sempre foi bastante diferenciado e, graças a Deus, nunca tivemos nenhum problema quanto à isso.

Rebeka Geamonond podia ser a mulher mais poderosa do futebol, auxiliar técnica e sócia do maior Clube do Mundo, mas a Beka era apenas uma apaixonada por futebol, pelos amigos e pela vida.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...