História A dor de ser infinito - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Reflexão, Romance
Exibições 26
Palavras 407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - 1-Madrugada


Fanfic / Fanfiction A dor de ser infinito - Capítulo 2 - 1-Madrugada

Eu me chamo Líriu, tenho 15 anos, e todos os motivos do mundo para não ser aceito.

Com o tempo eu me acostumei com a minha aparência esquisita.Heterocromia, sardas, pele pálida, cabelos brancos. 

Desde pequeno eu sei que tem algo de estranho comigo, especialmente pelo fato dos meus traços não se parecerem muito com o dos meus pais. eu já cheguei a tentar me convencer de que eu era adotado, mas, na realidade, eu sei que não sou.

Meu "pai" sempre me tratou bem, mesmo sabendo que eu não sou filho dele. Mas foi só minha mãe morrer por causa de uma enfermidade que as coisas mudaram.

Meu pai adquiriu um comportamento agressivo, e joga todas as suas frustrações em mim. Que nem tenho culpa dos erros da minha mãe.

O que faz com que eu me sinta melhor é que ele não fez mal nenhum a minha irmã. Eu realmente não deixaria ele fazer nada a ela.

Bom, por um lado eu preciso entende-lo, não é? Ou estou errado?

Pouco importa.

Eu sou um morto vivo, se assim posso dizer.

Eu não vivo, eu sobrevivo.

Eu sempre me senti infinito, o que me causa muita aflição e ansiedade. Mas desde que minha mãe se foi (tudo bem que ela não era a melhor mãe do mundo, mas ele se esforçava.) eu me sinto mais infinito que antes, o que me é terrível.

Acordei no meio da madrugada, mas uma vez eu acordei com falta de ar.

Eu sentia como se tivesse um peso, de toneladas, por cima do meu peito pressionando meus pulmões. Eu tentava respirar fundo, mas ainda assim, eu não conseguia me satisfazer.

Sentei na minha cama. Afastei alguns fios de cabelo que tinham caído na minha testa. Eu estava suando.

Apoiando a mão no colchão, eu me levantei.

Fui ao banheiro lavar meu rosto com a água extremamente fria da torneira. Aproveite para molhar a nuca também.

Com as minhas mãos apoiadas ao mármore da pia, eu me olhava no espelho enquanto respirava fundo. Minha aparência estava judiada.

Estendi minha mão até o toalheiro e peguei a toalha de rosto. Sequei meu rosto, coloquei novamente a toalha no toalheiro.

Apaguei a luz do banheiro e voltei pro meu quarto. Talvez agora eu consiga dormir.

Para que eu me sinta melhor, e consiga respirar. Eu abri uma fresta da janela.

O ar frio da madrugada invadiu meu quarto, assim me obrigando a dormir coberto.

 

 



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