História A Drop In The Ocean - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Família, Ficção, Romance, Suspense, Violencia
Exibições 39
Palavras 1.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Coração batendo forte, mãos suando e pernas bambas. Esses são só alguns dos efeitos que o amor – ou até mesmo a paixão. – causam em nós, seres humanos. Ah, o amor! Como pode uma palavra tão pequenina como essa, ter um significado tão grande? Se você nunca se apaixonou e pensa que quando acontecer tudo será um mar de rosas, está completamente enganado. O amor cura, sim; liberta, sim; faz-nos felizes, sim! Mas somente quando a dose é na medida certa. Do contrário, o amor pode nos destruir, nos ferir, nos matar por dentro, e em alguns casos, por fora também.
Pelo mundo afora existem milhares e milhares de histórias de amor que tiveram um fim trágico, isso é um fato. Mas também é um fato que muitos casais ficaram juntos até seus últimos dias de vida. Acredito que cada história, seja ela curta ou longa, pequena ou grandiosa, acontece por algum proposito. Se você também acredita nisso, então está na história certa.
Quero deixar claro desde já, que essa não será uma história de amor onde tudo vai ser só alegria. Será bonita sim, pois toda história em que o amor realmente é verdadeiro, é bonita. Isso não significa que estou falando que Tomaz e Kayla vão ficar juntos no final e nem que não vão ficar, para saber, obviamente você deverá ler. O amor dos dois será testado a cada capítulo. Vai ter drama, ação, aventura, suspense e é claro, romance. Preparado para embarcar em mais uma história de amor épica? Se sim. Continue comigo.

Capítulo 1 - Dignidade


Fanfic / Fanfiction A Drop In The Ocean - Capítulo 1 - Dignidade

Na cidade de Seattle, à meia-noite e meia, dentro de sua mansão, Tomaz Jean Cavichioli estava sentado junto à escrivaninha de seu quarto fazendo um rascunho do que imaginava estar se tornando um bom texto discursivo. Seus olhos pesavam e chegavam a lacrimejar, suas mãos e costas doloridas lhe davam a sensação de ter sido atropelado por no mínimo 3 carros. Ele não dormia há quase 32 horas, e achava que estava virando um zumbi ou algo do tipo pela sua força e determinação em ficar acordado. Seu discurso de inauguração do Hospital San Diego ainda não estava pronto e ele teria de dizê-lo em frente a um grande público em menos de 10 horas.

A porta se abre e Victória Marie Cavichioli aparece de pijama com uma expressão séria. Tomaz, ocupado do jeito que estava, não reparou na presença de sua irmã caçula.

-Já está tarde Tommy, vá dormir um pouco. –ela diz indo até o irmão e apoiando a mão esquerda no ombro dele, o homem que tanto admira.

-A inauguração do Hospital San Diego não acontecerá sem um discurso. –ele responde, ainda com os olhos no papel.

-Também não acontecerá se você continuar acordado. Papai vai te matar se você perder a hora ou algo do tipo. –ela diz voltando para a porta. –Vá dormir, por favor. –insiste um pouco antes de sair do quarto.

Um suspiro profundo vem do rapaz, que por sua vez decide ir dormir. Ele não toma banho e nem troca de roupa. Apenas se joga na cama. “Vai dar tudo certo Tomaz, não se preocupe”. Ele fala pra si mesmo segundos antes de cair no sono.

...

“Bom dia”

Kayla Nelson acorda com a voz do seu chefe entoando em seu ouvido. A garota levanta em um pulo da cama, enrolada no lençol. Com dor de cabeça e sem se lembrar direito –mas percebendo o óbvio- do que houve na noite passada, ela corre pro banheiro e lava a cara. Steven Fields, 43 anos, dono da Padaria Florence e chefe de Kayla, pega sua calça do chão e a veste rapidamente.

-Deveríamos fazer isso mais vezes. –ele comenta enquanto termina de colocar agora, a sua blusa.

A garota volta pro quarto ainda enrolada no lençol. Seu cabelo desarrumado a faz parecer que levou um choque.

-Não mesmo. –ela diz pegando seu vestido do chão e o vestindo atrás da porta do guarda-roupa, como tentativa de esconder seu corpo. –Foi um erro. Bebi demais.

-Não acho que foi um erro. Foi ótimo isso sim. –ele diz se aproximando e tentando beijá-la, a garota porém, recua.

-Nunca mais vai acontecer. –ela afirma com todas as suas forças. –Eu tenho que ir embora. A gente conversa mais tarde ok? –ela diz calçando seus sapatos e saindo do apartamento do homem que é 23 anos mais velho que ela.

A garota sai pra rua como se não tivesse cometido um dos piores erros de sua vida.

“Nora, aconteceu um imprevisto e eu vou chegar atrasada. Guarda um lugar pra mim por favor.”

Ela deixa o recado no WhatsApp de sua melhor amiga e pega um táxi rumo ao Colégio Orenis de Gregóri, onde Sofie, filha de Nora, irá se apresentar em uma peça da escola. No táxi, ela penteia o cabelo e passa maquiagem, e a cada segundo que passa ela se arrepende mais ainda do que fez.

Ela entra no colégio e vai até o salão nobre, que é utilizado para as formaturas, eventos de caridade, festivais, e claro, teatro. A peça já havia começado, e de longe Kayla avista a amiga e senta ao lado da mesma.

-Onde você estava garota? Sofie ficou perguntando de você antes da peça começar, ela precisava do seu apoio. –Nora diz um pouco exaltada.

-Me desculpe ok? Mas eu tive meus motivos. –Kayla argumenta enquanto procura por sua afilhada no palco.

-Que motivos mulher? Deixe-me adivinhar... Bebeu demais novamente não foi? –Kayla odiava sua fama de viciada por álcool, por mais que ela fosse, ela estava se recuperando. Infelizmente, houve uma recaída na noite passada.

A garota envergonhada,  faz que sim com a cabeça. Nora sabia o quanto a amiga lutava contra esse vício, então pegou em sua mão, como forma de dizer que ela estaria ali para ajuda-la.

...

No outro lado da cidade, Tomaz suava frio.

“Bom dia senhoras e senhores.”

Sua voz invade o local todo e todos ficam em silêncio. O garoto só conseguia pensar que, seu pai, Anísio Pietro Cavichioli, estava sentado o observando. A aprovação do pai é tudo o que ele mais quer, não apenas no discurso, mas para seguir os mesmos passos dele no ramo político. Anísio é um homem sadio, 58 anos e de saúde e físico excelentes.

“Estamos todos aqui hoje, para a inauguração do Hospital San Diego, onde pessoas com câncer serão tratadas por profissionais escolhidos a dedo por mim e pelo meu pai.”

O povo começa a aplaudir.

“Sabemos que os tratamentos são caros e por esse mesmo motivo, nossa empresa, a IANC, pagará metade de todos os tratamentos aprovados pelo nosso sistema.”

Mais aplausos, porém dessa vez, gritos eufóricos também surgem no meio da multidão. Tomaz olha para o pai, que faz um sinal positivo com a cabeça, deixando o filho esperançoso. Porém, quando o rapaz volta sua atenção para o microfone, ele começa a sentir uma tontura muito forte, que o faz perder o equilíbrio, caindo de cima do palco e levando consigo, o microfone e sua dignidade. Ele vê tudo apagar, e de um segundo para outro, desmaia.

...

Os pais e amigos aplaudem quando a peça acaba. E Kayla grita tanto que chega a ficar sem voz por uns minutos.

-Kayla você veio! –Sofie grita indo em direção à madrinha e a abraça.

-Achou que eu iria perder? Jamais!

-Verdade. Você prometeu.

-Eu nunca quebro uma promessa, principalmente se ela for feita à minha garota preferida no mundo todo. –ela diz tocando a ponta do dedo no nariz da menina.

-Sou sua garota preferida?

-Quem mais poderia ser?

A garota a abraça novamente. Para Sofie, Kayla é tipo uma segunda mãe, seu anjo.

-Eu te amo.

-Também te amo Sofie.

As três vão juntas comemorar o sucesso da peça no Restaurante HollyMaster’s.

-Você foi muito bem interpretando a Julieta, filha.

-Verdade, uma verdadeira atriz. Essa tem futuro. –Kayla concorda com a amiga, e é verdade, a menina foi um arraso.

-Só foi nojento eu ter que beijar o Andrew na bochecha, ele é um chato! –a menina diz furiosa. –Não poderiam ter escolhido outro para interpretar o Romeu não? Tinha que ser logo ele!

-Não fale assim querida, se ele conseguiu o papel foi por merecer. E quanto ao beijo, você acha nojento agora, mas espera uns 8 anos passarem pra você ver.

-Que isso mãe?! Deus me livre gostar de garotos! –a menina diz fazendo uma careta engraçada, e suas duas companheiras riem. –Preciso ir ao banheiro. –ela diz se levantando e entrando no toalete.

-Ela puxou o pai. –Nora comenta. –Ele teria tanto orgulho dela se ainda estivesse aqui... –Henry, pai de Sofie, e marido de Nora, faleceu à 6 anos, sem mesmo saber que sua esposa estava grávida.

-Seja lá onde ele estiver agora, tenho certeza de que tem muito orgulho das duas. –Kayla diz com um sorriso no rosto que logo desaparece. –Preciso falar uma coisa.

-Pode dizer. –Nora encoraja a amiga.

Kayla fica com medo de dizer, mas sabe que uma hora ou outra a verdade acaba aparecendo. Ela então assume com dificuldade:

-E-eu... dormi com o Steven noite passada.

-O quê? -Nora começa...

"Mas ele é meu pai, Kayla!"



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