História A Escama do Dragão - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dragão, Fantasia, Magia
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Palavras 3.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, boa leitura <3
Vocês assistiram aquele capítulo lacrador de Game of Thrones? Estou MORTA.

Capítulo 5 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction A Escama do Dragão - Capítulo 5 - Capítulo III

Aaron não apresentou melhoras no caminho, tampouco quando voltamos ao barco e Damon se apressou para iniciar o ritual de cura. Dar meia volta e retornar para as Torres Vermelhas era uma opção, mas sem cabimento algum, ele não aguentaria tal viagem e sabemos exatamente qual seria a reação do Rei ao receber o filho nesse estado, inconsciente, febril, alucinando e sem muitas chances de sobreviver. Ele nos mataria, mas eu pouparia seu trabalho e tiraria minha própria vida antes, ainda cogito essa possibilidade. Damon conseguiu aumentar minhas expectativas dizendo que os Draconianos poderiam ajudar, estamos a caminho do Palácio Abandonado e ninguém conhece os Dragões melhor que seus habitantes, talvez eles saibam o que está acontecendo e consigam salvar Aaron.

–– Ele não sente dor, se é isso que a está preocupando –– Damon senta ao lado da porta, sua fisionomia nunca esteve tão abatida antes, ele tem feito tudo ao seu alcance, deixando noites sem dormir para permanecer ao lado de Aaron durante suas crises inconscientes.

Mesmo desacordado e praticamente sem vida, Aaron continua com a aparência ótima. Seus cabelos mantêm o mesmo brilho, a pele parece tão macia quanto antes e o semblante ainda mais jovial, porém, não menos sério.

–– Como pode ter certeza disso? –– convulsões, elas acontecem com certa frequência, foram cinco durante esses dois dias de viagem tirando o fato se suas alucinações estarem piorando conforme sua temperatura aumenta drasticamente.

–– As vibrações internas do corpo dele não transmitem guerra, mas sim paz.

Sua declaração me encurrala.

–– Essa é a sua forma de dizer que ele está morrendo? –– sinto raiva de mim mesma ao pronunciar tais palavras, Aaron não pode morrer.

–– Não, Princesa. Essa é a minha forma de dizer que ele está bem e que o melhor que podemos fazer agora é chegarmos o quanto antes ao Palácio Abandonado.

Damon curva a cabeça antes de se retirar. Sei que ele está fazendo todo o possível para manter Aaron entre nós, mas a raiva que sinto não pertence a ninguém além de mim mesma. Discuti com ele momentos antes daquilo acontecer e ele estava lá por mim mesmo depois de tudo o que eu havia dito, a culpa é minha, eu deveria ter sentido o Dragão se aproximando, eu deveria ter evitado tudo isso.

Dau së kuttæ. (Não se culpe)

Ë kuru dau tavetu? (E como não fazê-lo?)

Trekesa edkudtrar tursa's! (Precisa encontrar forças!)

Dau see së suu katav... (Não sei se sou capaz...)

Desejo incontrolavelmente tocar o rosto dele, calmo e sereno com a pele quente e pálida, mas os lábios ainda vermelhos. Sinto falta de seus olhos verdes, da sua voz irritante, de sua presença ao meu redor, do fato dele ser melhor no arco e flecha do que eu. Sinto falta de tudo, cada pequeno detalhe dele me faz necessitar vitalmente de sua presença.

Së dau kudsekuer tursa's tur së sü, kuskue dü kue sedte tur ete. (Se não conseguir forças por si só, busque no que sente por ele)

Shadow se cala e o silêncio paira em minha cabeça, vibrando e vibrando cada vez mais alto, até o ponto em que qualquer pensamento me é descartado. Mas Shadow tem razão, Aaron fez o impossível ao abandonar seu povo, sua família e jurar sua vida e lealdade à mim sem nenhum pedido em troca, se não posso tê-lo como desejo, o terei ao meu lado custe o que custar. É a minha vez de fazer o impossível por ele. 

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O mar termina assim que encontra duas escotas de pedras e elas criam uma fenda na terra, elas aprisionam a água e a transforma em um largo e extenso rio que corta o Oriente de Norak de um lado a outro. Ao nosso redor seguem duas florestas fechadas, acima dos paredões de pedra podemos ver os vestígios da relva e do lodo que encobrem quase toda a paisagem.

–– Princesa, ele piorou –– é Lorde Edmund a me dar a notícia, sua voz esconde inúmeros mistérios, mas seu rosto não deixar de demonstrar a gravidade da situação. Estremeço.

–– Continue com o percurso, de qualquer forma, irei encontra-los no fim do rio.

Alcanço minha espada e prendo o arco e as fechas nas costas, Lorde Edmund me encara repreensivo.

–– O que está planejando, Alyssa? –– ele deixa o comando do barco para se aproximar mais de mim, os braços cruzados e a boca repuxada em uma linha fina e dura deixam claro sua desaprovação com minha atitude.

–– Irei conseguir ajuda.

Saio do saguão sem mais palavras nem troca de olhares, preciso vê-lo antes de partir, vê-lo antes que... Não, ele não vai morrer.

A cena que encontro ao adentrar o quarto irá permanecer impregnada em minhas lembranças para sempre, Aaron permanece desacordado, mas seu corpo se contorce como se estivesse em um transi potente. Ao seu lado, Damon mantêm os olhos fechados enquanto recita encantamentos silenciosamente, a energia do quarto é péssima e a temperatura aqui dentro parece estar subindo cada vez mais. Engulo em seco e alcanço a corrente em meu pescoço com uma das mãos, o metal gelado me faz acordar.

–– O meu élfico é péssimo, e você sabe disso melhor do que qualquer um... –– Damon parece não se incomodar com minhas declarações em voz alta e continua envolto em sua magia, retiro o colar com pingente de Dragão e respiro fundo –– Ele me foi dado em um momento muito complicado da minha vida, penso que deve ficar com ele, para protege-lo. Ënkœænfö œ ësfëzër füngë. (Enquanto eu estiver longe)

Seu corpo para de se mexer aos poucos, sua crise começa a passar e inconscientemente seus olhos se abrem, o verde é intenso, brilhante e lacerante, mas desaparece dm segundos quando seus olhos voltam a fechar e seu corpo permanece inerte e quente.

–– Está feito –– Damon sussurra ao abrir os olhos e encerrar o encantamento.

–– Ele vai... Vai...

–– Não depende mais de mim, Princesa.

Sigo o impulso de segurar sua mão, mas paro assim que noto a luva de couro em torno da minha, fecho meus dedos de encontro a palma e respiro fundo, buscando forças no invisível, no inalcançável.

–– De qualquer forma, quero que cuide dele para mim e quando acordar, você mesmo o devolverá –– deixo a corrente sobre seu peito e noto que os movimentos de sua respiração já quase não existem –– Aguardarei ansiosamente por esse momento.

Shadow.

–– Obrigada por tudo, Damon.

–– Não há o que agradecer, Princesa.

–– Não? Espero que esteja ciente de sua missão, terá que tomar conta não só de Aaron, mas também de Lorde Edmund.

–– Está partindo?

–– Nos reencontraremos muito em breve, mais breve do que podemos imaginar.

Lanço um olhar preocupado uma última vez na direção da cama.

Não desista, Aaron. Porque eu não vou desistir de você.

Subo para o convés com o som das asas de Shadow batendo, o amanhecer é interditado pelo paredão de pedras em ambos os lados do rio, mas ainda sim, eu consigo vê-lo se aproximando rápido. Suas asas quase tocam nas extremidades rochosas e em algumas partes do percurso ele precisa se inclinar para não bater nelas, o restante de seu corpo é quase invisível na escuridão da madrugada.

Kodtea ër rer? (Confia em mim?)

Quando ele balança a cabeça consigo encontrar seus olhos de relance, verdes com a pupila dourada avermelhada cortando a íris verticalmente ao meio. Olhos como o de um felino.

Tedsu eskutsa? (Tenho escolha?)

Seguro nas cordas que mantêm as velas erguidas pelo mastro e me equilibro na borda do barco, as ondas causadas pelo bater de asas de Shadow fazem-me quase perder o equilíbrio. Isso não aconteceria com Aaron. Tento afastar o pensamento recorrente e calculo a o tempo, salto do barco pouco antes de Shadow virar em minha direção, quando abro os olhos já estou em suas costas, minhas mãos buscam o caminho de seus espinhos curvados por conta própria e meu corpo parece extremamente à vontade com o vento que bate sobre ele. A sensação é de paz, imunidade e tranquilidade, como se nada fosse capaz de me atingir, como se voar fosse a melhor coisa do mundo.

Voo suker. (Vou subir)

E ele sobe, as asas passam a fazer um pouco mais de força quando voamos em direção ao céu, aos poucos o paredão de pedras vai ficando para trás, a agua passa a ser uma mera imensidão azul e o barco desaparece completamente. Agora minha visão é preenchida pela imensidão verde de ambos os lados da grande fenda rochosa, uma floresta magnífica. Retiro as luvas e alcanço o pescoço de Shadow, minha visão muda, consigo ver o barco lá em baixo e até mesmo as ondas do rio, mais à frente, no fim da floresta onde o rio se divide ao meio, está o Palácio Abandonado.

Dau tuderu's vuttær. (Não podemos voltar)

Respiro fundo.

Dau varu's vuttær. (Não vamos voltar)

Shadow entende o recado, bate as asas uma última vez e mergulha na imensidão verde, inclinando para a esquerda e para a direita ele desvia das inúmeras árvores em nosso caminho, enquanto a forma do palácio vá ficando cada vez mais evidente e próxima.

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O Palácio Abandonado é uma verdadeira mistura de ruínas com a a vida, por todos os lados a catástrofe que um dia destruiu os fossos, a muralhas e as próprias torres são marcas permanentes, mas também não posso deixar de notar que a vida seguiu deu curso. Draconianos, tantos quanto eu não via há anos, andam normalmente pela fortaleza arruinada, fazendo do local sua morada segura. Também há Dragões, muitos deles, repousando sobre as áreas mais altas, voando em busca de presas, simulando ataques uns com os outros e aterrissando na mais alta velocidade possível.

Deveru's desker? (Devemos descer?)

As asas de Shadow batem em um ritmo lento, mantendo-nos no ar a uma altura considerável, mas a uma distância que eles não poderiam nos ver a menos que já esperassem nossa chegada.

Dau, eree suvedsa, tekue truveru äö tatakeu. (Não, irei sozinha, fique próximo ao palácio)

Das, Alyssa... (Mas, Alyssa...)

Dau sakeru's kuat sera ä reasao dete's äö deskukrer kuer suu, dau tussœ arræskar sua veda. (Não sabemos qual será a reação deles ao descobrir quem sou, não posso arriscar sua vida)

Posso sentir sua raiva e sua inconformidade com a situação, mas sei que ele entende que é melhor assim. Minha atual posição pode gerar ira entre eles, uma forma de me afetar diretamente seria machucando Shadow, muito embora isso seja muito difícil, mas julgando pelo número de Dragões lá embaixo, não posso me arriscar de maneira alguma. Ter um Dragão ao seu lado é ser julgado forte e invencível, mas isso pode se tornar sua maior fraqueza se não usada com sabedoria.

Descemos.

Eree ratar kada ür dete's së feverer atku kur vuke. (Irei matar cada um deles se fizerem algo com você)

Sorrio e assim que desço de suas costas através de uma de suas asas paro na sua frente, meu tamanho miserável ao seu lado chega a ser imperceptível. Puxo ar para meus pulmões e acaricio seu focinho com uma de minhas mãos, preciso recolocar as luvas.

Akradesu ä treukutasao, ras akredetu kue dau sera dekessæreu. (Agradeço a preocupação, mas acredito que não será necessário)

Encosto minha testa em suas escamas duras e vermelhas.

Tedsu kue ër akura, dau teru's tertu ä terder. (Tenho que ir agora, não temos tempo a perder) 

Deixo Shadow para trás e ganho o restante da floresta que me separa da entrada do palácio, as árvores aqui parecem maiores do que em qualquer outro lugar, suas raízes são tortas e sobem umas sobre as outras criando uma paisagem única. A copa é repleta de galhos e as folhas são densas e escuras, há os mais variados sons também, pássaros, vento, água e Dragões, seus rugidos e rosnados podem ser ouvidos a longas distâncias por qualquer um capaz de ouvir.

A imagem de Aaron retorna, a última vez que o vi me fez ficar em choque, como ele, tão forte e inabalável poderia cair dessa forma lamentável? Não posso pensar na possibilidade de continuar vivendo sem a sua presença, vencer essa guerra sem sentido não terá a mesma finalidade, não será da forma que tanto imaginei.

Retiro a espada da bainha ao escutar o som de passos pisando em folhas secas, subo em uma das árvores e observo os arredores.

–– Se fizer qualquer movimento, cortarei sua cabeça de seus ombros –– aviso ao saltar da árvore e pousar a lâmina afiada sobre o ombro do desconhecido, ele parece chocado mesmo dês costa.

–– Sabia que esse dia chegaria, Alyssa Westell –– é a minha vez de ficar chocada. O estranho se vira mesmo com minha espada em seu ombro, não recuo, os olhos azuis confirmam minhas suspeitas, ele é um Draconiano, mas os cabelos são loiros azulados.

Azul?

–– Jurei que reconheceria essa espada quando a visse novamente –– mantenho a lâmina próxima ao seu pescoço.

–– Não faz diferença como sabe quem sou, preciso e vou falar com o seu Rei.

As árvores quebrando atrás de mim não me fazem virar, apenas o jato quente que senti em minha nuca foi o suficiente para desvendar tudo.

–– A primeira vez não foi suficiente? Draydari –– praticamente cuspo as palavras e solto seu nome desprezível com mais ódio que o normal na voz.

–– Ë era, ä Tredkesa Drakau! (É ela, a Princesa Dragão)

–– Meu pai ficará muito feliz em recebe-la, princesa.

Arqueio uma sobrancelha. Pai? Ele é filho do Rei?

–– Ë ü Drakau? Ëü dau ü vë ër tukar atkur. (E o Dragão? Eu não o vi em lugar algum) –– Draydari nota, contorcendo as asas como se lembrasse das chamas de Shadow ainda em seu corpo.

–– Shadow aparecerá apenas quando eu quiser que apareça, agora, se o Rei é seu pai, me leve até ele antes que eu o mate.

Draydari rosna antes de ganhar o céu, ele deve tê-la mandado procurar Shadow. Aponto com a espada o caminho e o príncipe segue por ele, comigo logo atrás.

–– Por que está aqui? Alyssa Westell, a Princesa Dragão –– forço a espada em suas costas quando ele ameaça parar de andar.

–– Creio que tenha as respostas, o seu Dragão quase matou o meu amigo, tenho mais do que motivos para arrancar a cabeça dela.

–– Quase? Então o Elfo ainda está vivo? –– debocha.

Movimento a lâmina rápido em minhas mãos e a coloco em seu pescoço, ficando cara a cara com ele.

–– Não me aborreça, já quero matar o seu Dragão, não me dê motivos para mata-lo também. Sabemos que matando você ou ela, os dois acabarão mortos –– sorrio seca –– Agora volte a andar.

Olho ao redor, nada suspeito. Draydari os avisou de minha chegada, deve tê-los avisado sobre Shadow também.

–– Não acha que está se arriscando demais ao tratar o príncipe dessa forma? Meu pai pode matá-la.

Rio.

–– Conheço Reis e conheço homens como o seu pai, há uma linha tênue que separa uma coisa da outra. E acredito que ele não será idiota o suficiente para me matar, nós três sabemos que tenho mais serventia a ele estando viva.

Shadow.

Estuu ker, Draydari dau vae du's atratatsar. (Estou bem, Draydari não vai nos atrapalhar)

Meu tempo está correndo e a cada segundo as chances para salvar Aaron estão diminuindo mais e mais.

–– Há um motivo, além do seu amigo estar morrendo, que a trouxe até aqui –– solto o ar pela boca e volto a ameaça-lo para andar mais rápido.

–– Se houver, não é da sua conta.

–– Meu pai estava aguardando sua chegada, na verdade, ele está muito curioso a seu respeito.

–– Kate ä kuka. (Cale a boca) –– resmungo sem paciência, então avisto as muralhas parcialmente destruídas do palácio, o sol está pouco mais alto agora.

–– Kaever äs estadas! (Baixem as espadas!)

O príncipe ordena assim que chegamos ao portão, ele parece andar com dificuldade, os guardas acima da muralha fazem uma reverência e baixam as armas, porém eles parecem curiosos com algo, talvez o fato do príncipe estar sendo ameaçado pela espada de uma garota, muito embora ela esteja abaixada e camuflada em minhas roupas nesse momento. Tentar matar o príncipe de forma tão evidente tiraria minha cabeça do meu corpo antes mesmo de entrar no palácio.

–– Boa jogada mandar seu Dragão atrás do meu –– então essa é a resposta, ele está mancando porque Shadow encontrou Draydari.

–– Não subestime Shadow.

Ü dure dete ë Rydher ë seu tae së ksara Kenslley. (O nome dele é Rydher e seu pai se chama Kenslley)

Mesmo sob ruínas, a magnitude da construção permanece intacta, há quatro torres, ou parte delas, em cada extremidade do palácio e ao redor das muralhas um lago criado a partir do antigo fosso. Guardas reverenciam, servos encaram a situação cochichando e continuamos seguindo nosso caminho até estarmos na sala do trono, ou quase. O trono não é um trono, é o que sobrou dele e as paredes exibem um tom chamuscado do que um dia já foi dourado.

–– Reu tae, traku ä Tredkesa Drakau. (Meu pai, trago a Princesa Dragão)

Trago?

Murmúrios explodem por toda a sala, vindos dos diversos conselheiros reais sentados em volta do Rei, eu não os havia notado. Mantenho a pose firme, Rydher parece um pouco mais debilitado, sua situação me preocupa.

–– Ah, a Princesa Dragão.

O Rei comemora como uma criança que acaba de ganhar seu presente de aniversário. Quebro o clima.

–– Lamento, Vossa Majestade... –– ironizo –– Mas eu obriguei seu filho a trazer-me aqui –– o Rei não parece surpreso.

–– E o que a traz até aqui?

Aaron.

–– Não tenho muito tempo, por isso serei breve. Você quer o trono dourado –– mais murmúrios, o Rei ri baixinho –– E eu posso dá-lo a você, mas vou querer algo em troca.

Rydher segura um dos lados do corpo como se a qualquer momento fosse cair.

–– Soube que você tem um Dragão, um Dragão vermelho –– aperto o punho da espada, liberando meu estresse.

–– Soube que estão planejando uma guerra contra os humanos e eu estou disposta a ajudar... –– ele me encara, curioso –– Com meu Dragão vermelho, mas preciso que salve o meu amigo.

–– O Elfo, imagino.

Draconianos e Élfos quase nunca tiveram um bom relacionamento.

–– Não creio que seja possível. Até podemos salva-lo, mas isso seria traição ao meu povo, já que os Élfos nunca nos ajudarão e nem pretendem ajudar.

Redta. (Minta)

–– Não estamos falando de qualquer Elfo, mas sim de Aaron, filho de Airyn, o grande Rei Elfo.

Kenslley parece pensar por um momento, mas seu raciocínio é interrompido pelo Dragão azul que é jogado através da janela e caí dentro da sala do trono. Draydari. Rydher parece tão debilitado quanto ela, mas permanece em pé.

–– Së akudarer ü tetsu, ü tae tera ura deveda eterda kor ös Drakudeadu''s. (Se ajudarem o filho, o pai terá uma dívida eterna com os Draconianos)

Shadow invade a sala apenas com o pescoço e a cabeça, e fala olhando fixamente para o Rei, que está admirado.

–– Ainda maior do que eu havia esperado –– analisa cada detalhe das escamas vermelhas –– Mas você quase matou meu filho, isso é muito grave.

Como se ele se importasse.

–– O Dragão do seu filho quase tirou a vida do meu amigo, acha que Rei Airyn não vai descobrir? –– provoco –– Salvar a vida dele não é nada mais do que sua obrigação, a menos que queira ver seu filho realmente morto. Posso fazer isso agora, com todos vocês... –– aponto a espada para o Rei.

Ele respira fundo e depois de alguns minutos, diz:

–– Kuraddædte, kudte seus retsure's sured's ë kuskue ü Ettu, kuede tara kue ete seka ker tratadu. (Comandante, junte seus melhores homens e busque o Elfo, cuide para que ele seja bem tratado)


Notas Finais




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