História A Escolha - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma Drama, Romance, Sultão, Vegeta
Visualizações 245
Palavras 4.497
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi lindas leitoras! Obrigada para quem acompanhou e favoritou essa história. Para quem se permitiu viajar nessa história de amor das arábias de Vegeta e Bulma. Essa foi a primeira fic, decidi escrever para que pudéssemos curtir mais histórias com esse lindo casal. Desculpem se alguém não gostou. Desaprovou. Os erros de digitação que as vezes passa batido a nossos olhos...
Então é isso... Vamos lá?

Capítulo 19 - Capítulo 19


Três semanas depois, Vegeta estava sentado em seu estúdio com um copo de uísque na mão. Fez uma careta. Isso estava se tornando um hábito. Trabalhar até que a visão nublasse esperar para ver o que aconteceria então e ir para a cama. Sempre quando Bulma já estava dormindo.
              Toda noite, dizia a si mesmo que seria forte o bastante para resistir a ela, que não era escravo de seus instintos, mas, quando puxava as cobertas e via aquelas curvas delicadas..... Aqueles cabelos longos..... Fogo o consumia e destruía sua determinação. Toda a noite. E ela sempre se entregava com abandono.
               Desde quando sua esposa tímida deixara de ser tímida e passara a dormir nua? O pensamento de Bulma agora, nua na cama, o fez apertar tanto o copo que este quebrou em sua mão. Vegeta viu sangue em seu roupão e, por um momento, a dor bloqueou tudo o mais, levando-o a entender porque as pessoas às vezes procuravam dor como tipo de anestésico.
                Suspirando, levantou-se para cuidar de seu corte. O bom humor que o acompanhara por dias, depois de mostrar à Bulma, seu novo escritório, dando-lhe carta branca para ela fazer o que quisesse, estava sendo substituído por uma emoção muito mais traiçoeira.
                 O fato de ter consciência que estava fazendo de tudo para evitar passar tempo com sua esposa não ajudava. Por que, toda vez que estava sozinho com ela, não podia raciocinar com clareza, enquanto sentimentos que não tinham nada a ver com luxúria, e mais com algo intangível, o dominavam. Como a vontade que experimentara em Nazirat de lavá-la para a tenda do deserto.
                 Tais emoções eram muito parecidas com aquelas que seu pai experimentara. Que outra evidência ele precisava além do fato que estava quebrando copos na mão só de pensar em Bulma? Ela era perigosa.
                  Vegeta fez um curativo na mão e viu seu reflexo no espelho. Seus olhos brilhavam como se ele estivesse com febre. Pelos de um dia sem se barbear apontavam em seu maxilar. Sua aparência era um pouco selvagem. Subitamente percebeu que aquela situação era insuportável, e uma onda de raiva pela presença de Bulma na casa, dormindo inocentemente, o fez apagar a luz e sair de seu estúdio.
                  Na manhã seguinte, Bulma estava olhando para seu rosto rosado no espelho do banheiro. Sabia que era loucura sentir-se desapontada....... O abismo que existia  atualmente entre ela e Vegeta não era lugar para trazer um bebê. Ele estava cada vez mais distante. Ela pôs uma mão na barriga reta e mordeu os lábios. Acabara de ver a mancha que significava que não estava grávida.
                  Ela o ouviu se mover no quarto do lado de fora e ficou tensa. Eles iam a um evento no castelo naquela noite..... Um reconhecimento do levantamento de fundos para a caridade de Vegeta. Respirando fundo, Bulma apertou mais o roupão ao redor do corpo e saiu. Ele estava tirando a camisa, e o coração dela disparou imediatamente.
                  Ele capturou-lhe o olhar e sorriu.
                  -- Não me olhe assim, habiba. Nós não temos tempo para isso.
                  Bulma enrubesceu, mais ainda quando se lembrou do desespero com que eles tinham feito amor na noite anterior. Ela só notara o curativo na mão de Vegeta depois, perguntando.
                  -- O que aconteceu?
                  -- Nada. Apenas um copo que quebrou.
                  E então ele saíra da cama de modo abrupto, vestindo-se e dizendo que precisava acabar um trabalho no escritório. Bulma sabia que Vegeta somente voltara ao quarto para tomar banho naquela manhã. Portanto, devia ter dormido no escritório.
                  -- Há algo que eu preciso lhe dizer -- murmurou ela.
                  Ele a olhou quase nu agora, vestindo apenas a cueca, que continha um volume distinto.
                  Bulma engoliu em seco. Precisava tirar sexo da cabeça.
                  -- Eu não estou grávida.
                  E ela estava.... Suas feições não revelando nada sobre a mágoa pela resposta fria de Vegeta à notícia de que ela não estava grávida.
                  Uma hora depois, Vegeta ainda estava tentando entender porque se sentira desapontado ao ouvir que Bulma não estava grávida. Sentira uma vontade quase primitiva de possui-la no momento em que ela lhe contara isso, como se para assegurar que Bulma engravidasse, quando ela lhe dissera explicitamente que não queria isso.
                   Ele se sentia fraco, à mercê de algo sobre o que não tinha controle. Ela pegara sua mão machucada na noite anterior, causando-lhe uma vontade incrível de deitar a cabeça no peito de Bulma, e ser abraçado por ela. Tinha sido uma emoção forte o bastante para fazê-lo correr e passar a noite no sofá de seu escritório, acordando com a boca seca e um humor que estava piorando a cada minuto.
                  Especialmente quando a viu do outro lado do salão, rindo diante de um homem bonito que Vegeta reconheceu como um dos cientistas envolvidos na pesquisa do meio ambiente. Sabia que Bulma se reunira com eles na semana anterior, e pensar que ela estava cultivando um relacionamento, por mais inocente que fosse, com aquele homem foi o bastante para fazê-lo atravessar a sala em segundos. Segurou o braço de Bulma, saboreando a sensação dos músculos delicados. Ela era sua. O outro homem afastou-se rapidamente, como se Vegeta o tivesse expulsado.
                    Ele ouviu a voz rouca de Bulma:
                    -- Vegeta? Está tudo bem?
                    Ele a olho, e alguma coisa solidificou-se em seu interior.
                    -- Não -- replicou -- Não está tudo bem.
                    Bulma observou-o trancar a porta depois que eles entraram numa ante-sala vazia, para onde ele praticamente a arrastara.
                    -- O que está acontecendo, Vegeta?
                    -- O que está acontecendo é que eu saio do seu lado por dois minutos, e você está flertando com outro homem.
                    -- Flertando? Posso lhe garantir que eu não estava flertando. Hamad estava me contando sobre o filho de dois anos, se você quer saber.
                     Vegeta enfiou as mãos nos bolsos.
                     -- Logo que nos conhecemos, você me fez acreditar que tremeria nas bases numa situação como essa, entretanto está notavelmente ansiosa para sair do meu lado e falar com quase estranhos.
                     Mágoa a envolveu. Ela não ia lhe dizer o quanto ainda se sentia vulnerável naquelas situações, ou que somente podia lidar com elas porque ele estava ao seu lado, ou por perto. Mesmo vê-lo do outro lado da sala era o bastante.
                     -- Está me acusando de ter mentido, Vegeta? É só trabalho, com um pouco de sexo para relaxar. Você não pode sequer fazer uma refeição comigo. Não temos nada a discutir.
                     Vegeta moveu-se rapidamente o bastante para chocá-la, parando à sua frente.
                     -- Você certamente me mostrou facetas intrigantes de sua personalidade que não estavam em evidência quando nos conhecemos. -- Os olhos ardentes baixaram para o topo dos seios revelados pelo vestido de seda -- E temos muito para discutir, Bulma.
                      Ela deu um passo atrás -- Eu não estou falando sobre sexo, Vegeta. Estou falando sobre o fato de você querer uma esposa perfeita, e não a que eu sou.
                      A voz de Bulma era amarga.
                      -- Obviamente, preferiria que eu continuasse tímida e desajeitada, mas foi você quem me encorajou a superar a timidez. Não é possível ter as duas coisas ao mesmo tempo. Talvez este casamento não faça sentido, se você não pode enxergar isso.
                      Ele enrijeceu.
                      -- O que você está dizendo? Que quer sair do casamento? Bulma piscou. E, pela primeira vez em anos gaguejou.
                      -- N.... não. Bem, eu n..... Não sei. Não foi isso que eu quis dizer. Só quis dizer que nós não temos nada além de sexo.
                      A gagueira o abalou profundamente. Aquele sinal claro de vulnerabilidade neutralizou a raiva de Vegeta, e ele viu o quão duramente ela estava tentando ser corajosa. Também reconheceu que ela era todas as coisas que tinha sido no primeiro dia em que ele a conhecera, mas também reconheceu que era a mulher forte que fora reprimida por tanto tempo que estava emergindo
                      Ela era a mulher que ainda apertava sua mão durante os primeiros minutos num ambiente repleto de pessoas, até que se sentisse confortável o bastante para sair de seu lado. Era a mulher com a tatuagem acima das nádegas, que podia dirigir nas dunas e se envolver na construção da creche com tanto entusiasmo que, na semana anterior, ele a encontrara num macacão empoeirado, fazendo chá para os pedreiros e rindo com eles.
                       E Bulma era a única mulher com quem Vegeta quisera se embrenhar no deserto e seduzir numa tenda beduína erguida especialmente para ela.
                       Pânico e um forte aperto no peito o forçaram a falar às palavras que haviam acabado de se formar em sua cabeça:
                       -- Se você quiser sair deste casamento, eu lhe darei o divórcio.


                                                                                      *************************
                         Bulma o fitou em choque.
                         -- Se eu quiser sair deste casamento, você me dará o divórcio? Ele assentiu a expressão mais uma vez inescrutável.
                         Ela teve vontade de esbofeteá-lo..... Forte. Sentindo-se desesperada, falou:
                         -- Mas eu me comprometi com este casamento, com você. Estou começando a me descobrir.... Sinto-me feliz aqui.
                         Uma voz zombou de suas palavras. Verdade? Sente-se feliz em estar neste relacionamento com um homem que não a ama e nunca amará?
                         Subitamente insegura, como não se sentia há semanas, ela o encarou.
                         -- Você quer se divorciar de mim. Ele meneou a cabeça.
                         -- Não foi isso que eu disse. Estou lhe oferecendo a escolha... Eu adoraria continuar casado, mas não acho que você está feliz -- Mentiroso, uma voz zombou de Vegeta. Você está enlouquecendo aos poucos.
                         Bulma queria sentar-se.
                         -- Por quê? -- perguntou ela. Ele suspirou.
                         -- Por que você nunca quis este casamento, e porque eu praticamente a forcei a isso. Não gosto da idéia de uma esposa que não quer estar. Vi minha mãe passar por isso, e não serei responsável pela mesma coisa. Não quero trazer uma criança para este ambiente. Desnecessário dizer que, se você quiser o divórcio, isso não afetará meu relacionamento com Burquat.
                         -- Você realmente pensou sobre o assunto -- disse Bulma, sentindo seu coração dilacerado.
                         Vegeta reprimiu a vontade de contradizê-la. Aquela parecia ser uma equação muito simples em sua cabeça..... Dar a Bulma todas as ferramentas ou motivos que ela pudesse precisar para partir, e ela partiria. E ele se sentiria são novamente.
                         -- E se eu não quiser?
                         O tom de desafio na voz dela causou em Vegeta um misto de pânico e euforia. Irritado por ela estar confundindo suas expectativas novamente, murmurou:
                          -- Então terá de aceitar o que este casamento é, Bulma. A menos que as coisas tenham mudado para você, o nosso ainda é um casamento arranjado, e estamos juntos por diversas razões..... Nenhuma das quais é sobre amor. Portanto, não posso garantir ser mais envolvido do que já sou.
                         Cada palavra foi como uma apunhalada no peito de Bulma. Para se poupar da humilhação final, ela disse friamente:
                         -- Eu sei quais são os parâmetros para este casamento, Vegeta., mas tive esperança de que, dentro de tais parâmetros, pudéssemos encontrar algum equilíbrio em que nós ao menos nos comunicássemos fora do quarto.
                         -- Estamos nos comunicando agora.
                         -- Sim, e está tudo muito claro. Pode me dar um tempo para pensar sobre isso?
                         Vegeta sentiu-se inseguro pela compostura de Bulma.
                         -- É claro. Isso não é algo que precisa ser decidido hoje.
                         -- É bom saber que não há pressão.
                         Vegeta ouviu o sarcasmo na voz dela, e observou sua esposa andar para a porta, abri-la e sair. Ele sentiu pânico, como se alguma coisa incrivelmente preciosa estivesse escapando de suas mãos.
                          Mas quando voltou ao salão de bailes, e viu Bulma conversando com o mesmo homem com quem ele a vira antes, amaldiçoou-se por ter lhe dado a opção de ir embora. Deveria divorciar-se dela diretamente..... 
                          Por que era a única solução para essa loucura.

                                                                                     *********************
                         Vegeta andava impacientemente pelo seu escritório e consultou novamente seu relógio. Onde ela estava? Naquela manhã, Bulma lhe dissera que iria conversar com ele nessa tarde. Conforme os dias tinham passado na última semana, com Bulma cuidando de seus afazeres tão serenamente como se nada tivesse acontecido, o controle dele estava por um fio.
                         As noites de insônia no sofá de seu estúdio haviam provocado muita introspecção. ele pensara.... Realmente pensara.... Sobre o que faria se Bulma quisesse o divórcio, e porque lhe dera tal opção em primeiro lugar.
                         E então algo que sua mãe falara penetrara em sua mente de maneira perturbadora. Uma manhã, Vegeta quisera ar fresco e espeço, e encontrara sua mãe, sentada num dos pátios na sombra, que lhe pedira que se juntasse a ela.
                         Pela primeira vez em muito tempo, eles se sentaram juntos em silêncio, até que, por fim, ela disse:
                         -- Este lugar está mudando todo dia. Não sente isso?
                         Ele a olhou, e sua mãe continuou:
                         -- Sua Bulma.... É uma boa mudança. Exatamente o que nós precisamos há muito tempo.
                         O impacto que as palavras sua Bulma teve em Vegeta foi grande. Então, sua mãe falou calmamente:
                         -- É possível sentir paixão por alguém sem que isso seja uma coisa negativa que precisa ser controlada. A diferença é o amor. Eu senti amor uma vez...... Antes de seu pai. E a lembrança desse amor foi à única coisa que me manteve sã. Como você sabe, é claro.
                         E com tais palavras enigmáticas, ela levantou-se, pressionou um beijo na testa do filho e o deixou sentado ali, refletindo. Finalmente via as coisas com clareza pela primeira vez em semanas.
                        O telefone tocou na mesa de Vegeta agora, e ele atendeu com um "sim"? impaciente, mas ficou imóvel ao ouvir a voz do outro lado.
                        Após uma pausa, respondeu:
                        -- Sim.... Obrigado... Eu farei isso.
                        Ele desligou o telefone. Um misto de emoções o envolveu, mas alívio era a predominante. Bulma não poderia deixá-lo agora, mesmo se quisesse. Ele descobriria se ela queria isso ou não quando a encontrasse.
                        Bulma sabia que deveria estar no estúdio de Vegeta, muito tempo atrás, mas não podia vê-lo enquanto ainda se sentia tão trêmula. Desde que descobrira a razão de sua náusea persistente durante a semana inteira, parecia não conseguir parar de chorar.
                        Ela assuou o nariz. Precisava se recompor, de modo que pudesse ficar diante de Vegeta sem desmoronar. Tinha sido tão forte durante a semana.... Entorpecendo-se para a dor, alternando entre pensar que diria a Vegeta que queria permanecer casada, porque a perspectiva de não vê-lo mais era insuportável, e que não havia outra opção, exceto o divórcio. Antes que seu coração se estraçalhasse ainda mais, e ela nunca pudesse recuperá-lo.
                        Ele até mesmo parará de dormir com ela, evidentemente se acostumando à vida de solteiro de novo. O pensamento provocou mais choro.
                        Ela ouviu um barulho atrás de si e virou-se para ver Vegeta, encostado contra a porta da biblioteca.
                        -- Imaginei que estivesse no lugar onde se sente segura. Bulma enrubesceu. Por que lhe contara tanto sobre si mesma?
                       -- Se você veio me acusar de fingir ser alguma coisa que eu não sou então....
                       Vegeta aproximou-se, franzindo o cenho.
                       -- Você está chorando.
                       -- Não estou -- mentiu ela, desviando o olhar.
                       Mas ele parou à sua frente e ergueu-lhe o queixo, de modo que pudesse ver seu rosto.
                       Ela o olhou por um momento, mas então se desvencilhou e envolveu os braços ao redor de si mesma. Estava vestida numa túnica longa com uma calça justa combinando.
                       Não estava preparada para o que Vegeta disse a seguir:
                       -- Você está triste por causa da gravidez? Chocada, ela o observou.
                       -- Como você sabe?
                       -- O médico achou que você me daria à notícia imediatamente, então ligou para me parabenizar.
                       -- Oh.
                       Ele saberia agora que ela não poderia sair do casamento. Não querendo encará-lo, Bulma começou a andar pelo tapete.
                       -- Eu não estou triste por causa da gravidez. Quando o médico me contou, fiquei feliz. Aparentmente, um pouco de sangramento é comum nos primeiros dias. Minha menstruação sempre foi pouca...... Por isso, eu presumi que não estava grávida.
                       -- Mas está -- disse Vegeta -- E isso muda tudo. Ela assentiu com a cabeça.
                       -- Você está chateada porque isso significa que não pode pedir o divórcio? -- perguntou ele.
                       Bulma piscou para conter mais lágrimas. Depois, meneou a cabeça.
                       -- Não.... Quero dizer .... Sim. Mas não por causa do que você provavelmente pensa.
                       A descoberta sobre o bebê tinha desnudado a alma de Bulma. Teria de ser completamente honesta agora, e lidar com a indiferença de Vegeta, o melhor possível. Tinha um bebê para pensar, e isso era o mais importante. Instintivamente sentia que Vegeta seria um bom pai.
                       -- Estou chateada, Vegeta, porque eu me apaixonei por você. Não sei o que eu teria lhe dito hoje, mas teria escolhido a opção que despedaçasse menos meu coração. Eu ainda não havia concluído o que significava deixá-lo ou permanecer aqui. Mas agora.... -- Ela pôs a mão sobre a barriga -- Agora, não tenho ilusão de escolha, e você terá de lidar com o fato de que, apesar de ter me dados todas as oportunidades para detestá-lo, amo você.
                       Bulma observou diversas expressões passarem pelo rosto de Vegeta: incredulidade, choque, dúvida e alguma coisa como saindo de trás de nuvens de tempestade. Seu coração patético disparou, mas ela teve de ignorar isso.
                       Vegeta aproximou-se novamente, e ela recuou, mas bateu numa parede de livros. Ele estava sorrindo, quando pôs uma mão de cada lado de sua cabeça e inclinou-se para frente, prendendo-a ali. Bulma lembrou-se de quando o vira beijando aquela mulher naquela mesma sala, por todos aqueles anos que se passaram -- Você está lembrando, não está?
                       Ela arregalou os olhos.
                       -- Lembrando o quê? -- Ele não podia estar falando sobre....
                       -- Daquela noite... Aqui, na minha festa. Quando você estava sentada numa cadeira no escuro, como uma coelhinha assustada, de óculos.
                       -- Eu..... -- Com o coração disparado, ela ia negar aquilo -- Eu já estava aqui quando você entrou. E, depois aquela mulher.
                       Vegeta fez uma careta.
                       -- Não me lembre.
                       Bulma estava com dificuldade de se concentrar. Acabara de declarar seu amor,e Vegeta não respondera. E agora estava roçando a pélvis na sua, evidenciando sua excitação física. E recordava-se dela daquela noite.
                       -- Vegeta....
                       -- Sabe porque eu me lembrei daquele momento agora? Ela meneou a cabeça. Ele pegou uma longa mecha de cabelo que caíra sobre seu ombro e enrolou-a no dedo.
                       -- Por que vê-la aqui nesta sala trouxe a cena de volta. Vi quando você derrubou a mesa de drinques naquela noite e, num segundo, mostrou mais emoções do que eu tinha visto alguém mostrar em anos. Aquilo me causou inquietude, insatisfação. Eu estava à procura de algo elusivo que nunca havia conseguido encontrar com nenhuma mulher. Uma paixão profunda. Uma emoção profunda. E a única pessoa com quem já encontrei isso foi você. Assim que entrei aqui agora e vi seus olhos, lembrei que você foi a testemunha silenciosa do meu isolamento naquela noite -- Os olhos dele se tornaram mais intensos -- E a catalisadora.
                        Bulma pensou que estivesse sonhando.
                        -- Eu queria me aproximar e falar alguma coisa, e então .... ela entrou.
                        Vegeta assentiu.
                        -- Senti que alguém me observava, então, quando eu me virei, e era ela, tudo pareceu errado. Mas, depois, no momento que a vimos.... E eu vi aqueles olhos grandes antes que você corresse.... Soube que tinha sido você, e senti uma afinidade, uma conexão.
                        Bulma desviou o olhar. Não estava sonhando. Estava prestes a ser humilhada.
                        -- Não, você não sentiu. Não precisa dizer isso. Ele ergueu-lhe o queixo. Estava mortalmente sério.
                        -- Sim, eu senti, E sim, preciso dizer isso.... Porque, desde o dia que você entrou em meu escritório de Londres, a mesma conexão estava presente. E, desde então, fiz todo o possível para evitar reconhecer isso. Quando a química explosiva entre nós se tornou aparente, concentrei-me nisso, determinado a não admitir a existência de uma conexão emocional também.
                         Sentindo-se trêmula e exposta, Bulma questionou:
                         -- O que você está falando, Vegeta?
                         -- O que eu estou falando, meu amor, é que estou loucamente apaixonado por você há semanas, mas que tive muito medo de admitir isso para mim mesmo. Quanto mais você revelava seu verdadeiro eu, mais eu me apaixonava..... E mais ameaçado me sentia.
                         Não querendo acreditar naquilo, porque era algo grande demais, Bulma murmurou:
                         -- Você não precisa falar essas coisas só por causa do bebê. Vegeta pareceu feroz o bastante para fazê-la tremer. Pôs uma das mãos possessiva em sua barriga.
                         -- Desde o instante em que o médico me contou sobre a gravidez, todas as minhas noções preconcebidas voaram pela inicia. Nunca senti tanta alegria. Quero criar esta criança com amor. Será meu herdeiro, sim, mas ele ou ela será nosso, acima de tudo, e poderá escolher fazer o que quiser. Eu vim procurá-la para lhe dizer exatamente o que estou dizendo, mas, então a encontrei chorando e imaginei que você estivesse triste porque o bebê significava que estava presa ao meu lado para sempre -- Ele meneou a cabeça -- Perdoe-me pela última semana. Eu estava tão confuso pelos meus sentimentos que acreditei, por aproximadamente 24 horas, que encorajá-la a pedir o divórcio fosse a solução. Foi somente quando fiquei longe de você e me forcei a ver como o futuro seria que tive de encarar a verdade.
                       Lágrimas queimavam os olhos de Bulma.
                       -- Vegeta, eu o amo tanto. Se você estiver apenas dizendo isso.... Acho que não suportarei se não for verdade.
                       Ele segurou-lhe o rosto com as mãos.
                       -- Bulma, não posso viver sem você. É simples assim. O que sinto é forte demais. Pensei que fosse somente paixão física, e vi o que isso fez com meu pai. Achei que eu tinha herdado todos os traços destrutivos e possessivos de meu pai. Mas a diferença é que ele nunca amou minha mãe. E amor faz diferença.
                       Sentindo que ela ainda tinha dúvidas, Vegeta pegou-lhe a mão e a puxou.
                       -- Venha, irei lhe mostrar uma coisa. Talvez, então, você acredite.
                       Bulma secou o rosto molhado, quase tropeçando no caminho, porque ele estava andando rapidamente demais. Vegeta parou do lado de fora de uma porta que ficava no mesmo corredor, e respirou fundo antes de abri-la.
                       Era uma linda sala, com papel de parede nas cores verde e azul, e suntuosos divãs empilhados com almofadas. Uma janela aberta para um pequeno terraço mostrava B'harani brilhando a distância. Porém, o que ela mais notou foi o que havia no centro da sala, em posição de destaque.
                       Soltou a mão de Vegeta. Podia sentir tensão dele enquanto ela andava em direção ao piano, deslizando a mão pelas linhas familiares de forma reverente. Com lágrimas silenciosas escorrendo pelas faces, virou-se para Vegeta.
                       -- O piano de minha mãe. Você trouxe para cá. Ele assentiu.
                       -- Eu pedi que seu irmão o enviasse para cá na noite depois que você me contou o que lhe aconteceu -- Vegeta pareceu inseguro -- Eu queria fazer alguma coisa... Mas, se você não quer o piano....
                       Bulma meneou a cabeça e a última barreira desmoronou. Ela aproximou-se dele, segurou-lhe o rosto e beijou-o.
                       Quando conseguiu parar de beijá-lo, afastou-se e perguntou:
                       -- Há quanto tempo o piano está aqui? Vegeta deu um sorriso triste.
                       -- Aproximadamente duas semanas. Mas, cada vez que eu pensava em lhe contar, surgia com uma desculpa, porque sabia que, no minuto que você visse o piano de sua mãe, saberia como eu me sinto....
                       Ela o beijou novamente, o coração cantando.
                       -- Você é um tolo, mas eu o amo.
                       Vegeta começou a triá-la da sala, e Bulma olhou para o piano, nostalgicamente.
                       -- Você pode voltar depois -- disse ele. -- mas quero levá-la a mais um lugar.
                       Ela estava flutuando numa nuvem de felicidade. Teria ido para qualquer lugar do mundo com ele, e seguiu-o para o jipe, depois para um helicóptero. Seu coração começou a bombear quando ela viu as linhas familiares do castelo em Nazirat. Mas eles sobrevoaram o castelo e, no momento em que Bulma viu onde estavam aterrissando, alguma coisa sombria penetrou em sua nuvem de felicidade.
                       Se houvesse um lugar na face da terra que teria evitado, seria a tenda beduína.
                       Vegeta percebeu sua tensão e pegou-lhe a mão quando eles desceram do helicóptero. Segurou-lhe o rosto depois que o helicóptero decolou outra vez, deixando-os totalmente sozinhos.
                        -- Confie em mim, certo?
                        Bulma assentiu e mordeu os lábios. Era quase torturante lembrar-se daquela noite, e também o pensamento de que ele estivera lá com inúmeras mulheres.
                        O sol estava se pondo e pintando o céu de dourado enquanto ela o seguia para dentro da tenda. Arfou em choque ao ver que tudo tinha sido redecorado. Nada daquela noite permanecia.
                        Ele a puxou para sua frente e disse:
                        -- Bulma, eu nunca trouxe nenhuma outra mulher aqui. Somente você. Esta tenda não existia até que eu a mandei construir para nós quando estávamos no castelo. Mas, naquela noite -- Vegeta balançou a cabeça, desgostoso consigo mesmo -- Acho que foi o começo de tudo. Eu a trouxe para cá, e subitamente você estava me questionando. Eu não podia acreditar no quanto estava sendo transparente.
                       Com pura alegria inundando-a, Bulma sorriu.
                       -- Achei que eu precisava lhe mostrar que não estava vendo aquilo como um gesto romântico, mas tudo que eu queria era acreditar que você tinha feito isto para mim.
                       Vegeta envolveu-a nos braços, onde ela pudesse sentir o quanto ele a desejava, e as últimas noites de insônia, ansiedade e desejo deixaram Bulma em chamas. Como da última vez, mas em circunstâncias completamente distintas, eles estavam na cama, fazendo amor com uma intensidade que os olhos de Bulma se encheram de lágrimas.
                        Mais tarde, quando eles estavam aninhados um nos braços do outro, Vegeta acariciou-lhe os cabelos e disse:
                        -- Agora sei porque fiquei tão apavorado quando vi Goku e Chichi se casarem.
                        Bulma ergueu-se sobre um braço para fitar seu marido.
                        -- O que você quer dizer?
                        Ele a olhou com tanto amor que ela se sentiu abençoada. Pegou a mão machucada de Vegeta e beijou-a.
                        -- Por que eu tive muito medo de ficar tão emocionalmente exposto como eles estavam naqueles momentos. E então você apareceu, e qualquer esperança de me proteger de um destino similar voou pela janela.
                         -- Você levou bastante tempo para aceitar a idéia....
                         Vegeta posiciounou-se acima dela, cobrindo-lhe os seios sensíveis com seu peito, fazendo-a se contorcer deliciosamente. Ele sorriu.
                         -- E passarei o resto de nossas vidas recompensando-a por ter levado tanto tempo para reconhecer o que estava em meu coração. Será um processo longo, lento e infinito....
                         Bulma rodeou-lhe o pescoço com os braços e arqueou o corpo, exultando-se na excitação recuperada rapidamente.
                         -- Eu gosto da idéia de longo e lento, sultão... Então, o que você está esperando?
                         Ele lhe deu um sorriso de canto e a beijou-a, apaixonadamente, selando a escolha que fizeram.... Uma chance ao amor.



                                                                                                                                                       Fim
       


Notas Finais


Mais uma vez, obrigada pela companhia! Espero quem puder vê-las em outras fics minhas que ainda estão em andamento... Beijos!!!!!!!!!!


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