História A Escolha - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Gina Weasley, Harry Potter
Tags Gina, Ginny, Harry, Mistério, Potter, Romance, Weasley
Exibições 56
Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gentchê!

O domingo tá acabando, mas eu cheguei com mais um capítulo pra vocês!

Capítulo 3 - A Proposta


– Ginevra! – minha mãe berrou do outro lado da linha – Eu não posso acreditar que você está apoiando a loucura do seu irmão. Não posso!

Eu era dramática, mas mamãe era dez vezes mais que eu.

– Mãe, não é loucura – eu falei calmamente, enquanto fazia desenhos aleatórios em um papel solto que estava em cima da mesa – Se Ron quer voltar, eu vou fazer o que, pelo amor de Deus?

– Insistir pra que ele não venha! – ela respondeu ainda colérica – A bolsa que Ronald conseguiu é muito importante. Vai impulsionar a carreira dele. Lá o seu irmão tem bons professores e muito invest...

– Mãe, ele pode fazer isso em qualquer lugar do mundo! – eu rebati, a interrompendo – Ron é bom na área que escolheu. Ele vai conseguir novos projetos aqui na universidade em pouco tempo.

Mamãe bufou irritada. Se havia uma coisa que Molly Weasley não suportava era que alguém não fizesse as coisas da forma que ela havia planejado.

– Minha filha, pense bem. Depois do seu irmão ficar aquele tempo todo parado aqui, e você se lembra muito bem daquela fase horrorosa, meu Roniquinho conseguiu se adaptar tão bem a Inglaterra – ela continuou na vã tentativa de me convencer – Ele estava até trabalhando lá! Agora do nada ele quer retornar, sem nenhuma explicação. Isso é loucura, Ginny. Você tem que me ajudar a tirar isso da cabeça do Ron!

     Tem explicação até de mais, mamãe.

– Ele já deu entrada em todos os papeis – eu disse – Não há mais nada que eu possa fazer, mãe.

     Ainda que houvesse, eu não faria. Ron precisava voltar pra casa.

– Você tá parecendo o seu pai, não é possível! – ela comentou ainda mais rabugenta – Arthur disse que não vai mover um dedo pra tentar impedir que o seu irmão volte.

Pelo menos meu pai tinha bom senso naquela casa.

– Mamãe, a senhora deveria fazer a mesma coisa que o papai e respeitar a decisão do seu filho – eu falei, sincera. Podia imaginar a cara feia que ela deveria estar fazendo – Ron tem 24 anos, mãe. Ele já é bem grandinho pra fazer as próprias escolhas. E pode acreditar que voltar vai ser o melhor pra ele.

Estranhamente, minha mãe ficou calada por alguns segundos.

– Mamãe? – eu perguntei. Aquele silêncio dela era muito anormal – Tá aí ainda?

– Ginny, o que você sabe que eu não sei? – ela perguntou. O tom era o mesmo de quando ela me colocava sentada ao lado dos gêmeos e nos perguntava quem era o responsável pela execução de alguma travessura ou por ter quebrado algo da casa – Pense bem no que você vai me responder, minha filha... Não minta pra mim.

     Eita.

– Nada, mamãe. Não tá acontecendo nada não – Já menti. Eu me apressei em desconversar – De onde a senhora tirou isso?

– Você e o seu irmão estão muito estranhos – ela comentou – Por isso que eu não gosto dos meus filhos tão longe assim. Fico sem saber o que vocês andam aprontando.

Eu soltei uma risada gostosa.

     Minha mãe é meio bipolar, não é possível!

– Tá bom, mãe. Assim que der a gente vai visitar vocês. Prometo – eu garanti, tentando deixa-la mais tranquila – Deixa o Ron chegar e o estágio me dar uma folga.

– Nessa sua rotina atribulada e pelo o que eu conheço do Ronald, acho bem difícil vocês virem aqui tão cedo – ela falou, entristecida – Se o seu pai conseguir algum tempo eu vou pra aí, assim que o seu irmão chegar. Eu estou morrendo de saudade dos meus bebês.

Minha mãe e eu continuamos conversando por mais um bom tempo. Era tanto assunto para tratar que sempre que nós nos falávamos as ligações acabavam sendo bem extensas. Quase duas horas depois e após inúmeras recomendações para que eu me alimentasse direito, ela desligou o telefone. Agora que eu não estava mais conversando com mamãe, eu me vi sem ter nada para ocupar a mente. Isso me fez automaticamente pensar em Harry. Eu não estava nem um pouco a fim de ficar me remoendo por causa desse assunto, então tratei de levantar da cadeira e procurar algo para fazer.

Resolvi tomar um banho e me arrumar. Eu iria sair para me distrair. Andei até o meu o meu quarto e entrei no banheiro. Demorei mais tempo do que o necessário no banho, relaxando. Me senti revigorada quando saí. Vesti uma blusa leve, de alcinha, e uma saia vermelha, evasê, de cintura alta. Prendi meu cabelo em um coque propositalmente bagunçado. Não satisfeita, passei um pouco de maquiagem e um batom da cor da saia. Para finalizar o conjunto da obra eu calcei um scarpin. Nessa brincadeira de arrumação eu gastei mais de meia hora me preparando. Dei uma ultima olhada no espelho, analisando o resultado final.

     Ginny, você vai ali no shopping, minha filha, não a um jantar de negócios.

Foda-se.

     Se bem que essa roupa também não é apropriada pra um jantar de negócios.

Que seja. Já que era para eu chorar pelo Harry, era melhor fazer isso arrasando em cima de um salto alto. Meu carro estava no conserto, então desci para a portaria do prédio decidida a pegar um táxi. Igor, o porteiro, me cumprimentou gentilmente, como sempre.

– Ginny! A senhorita está muito mais bonita hoje! – ele me elogiou, fazendo uma referência cortês e me dando um beijo na mão. Eu ri com a interpretação – Digna de um baile, eu diria.

– Obrigada, Igor – eu agradeci, segurando na barra da saia e abaixando a cabeça, retribuindo o movimento imperial que ele tinha feito – São os seus olhos.

– Posso perguntar para onde a senhorita vai tão arrumada assim? – ele indagou, curioso – Com certeza é alguma comemoração bem importante!

– Que nada, meu filho. Eu vou pra o shopping – eu respondi rindo. Igor fez uma cara engraçada e balançou a cabeça, sorridente.

Um táxi parou a frente do portão principal e eu me adiantei em sua direção. Me despedi do porteiro e desci as escadas até a calçada. Fiz sinal para o taxista, que havia descido do carro e estava conversando com um dos seguranças. Ele se apressou em finalizar o seu dialogo e entrou no táxi. Eu imitei a ação dele e me acomodei no banco de trás. O trânsito estava fluido, então chegamos ao shopping em menos de vinte minutos.

Entrei no recinto sem muita pressa. Eu estava determinada a dar a maior quantidade de voltas possíveis naquele shopping. Comecei olhando algumas vitrines de roupas, no térreo mesmo, sem muito interesse. Após ter rodado o primeiro pavimento inteiro, resolvi subir a escada rolante e continuar andando. Assim que cheguei ao segundo piso, olhei para uma das lojas femininas e me encantei por um vestido lilás, muito fofo por sinal. Acabei entrando para experimentar. A atendente foi muito simpática e logo se adiantou para trazer um na minha numeração. Experimentei e o modelo caiu como uma luva no meu corpo.

– Ficou muito bonito em você – um dos vendedores elogiou quando eu andei até o meio da loja para pedir opinião.

A cara dele não era de quem estava mentindo para vender produto. Eu fiquei um tantinho mais feliz por estar chamando a atenção de alguém.

– Obrigada – eu agradeci, me virando em outros ângulos para poder me analisar melhor no espelho.

– Você trabalha com moda? Eventos? – a mulher que havia me atendido antes perguntou, interessada. Eu soltei uma gargalhada. Digamos que eu não tinha a altura correta para ser modelo.

– Não, não, moça – eu respondi, ainda rindo – Nem tamanho pra isso eu tenho.

– Isso não interfere em nada – o outro atendente rebateu, justificando a colega – Pra modelo fotográfica não tem altura certa. Basta ser bonita. E você é ruiva, diferente. Se enquadra bem nesse perfil.

Antes que eu respondesse alguma coisa, uma voz se manifestou ao fundo.

– Eu sempre disse isso a ela.

Olhei rapidamente e dei de cara com Dino. Ele abriu um enorme sorriso quando me encarou e eu não pude deixar de retribuir. Dino andou até onde eu estava e me deu um abraço apertado. As sacolas que ele segurava em uma das mãos saíram um pouco amassadas depois disso.

– E ela nunca me escutou – ele completou. Dino passou a mão livre pelos meus ombros e me olhou – Quero ver se com mais duas pessoas me ajudando você não tenta agora.

Eu rolei os olhos para ele, divertida. Os dois vendedores riram do comentário.

– Desculpa, gente. Mas isso não é pra mim não – eu me justifiquei – Eu só gosto de comprar roupa mesmo e acabou.

– É uma pena – a atendente disse.

– Concordo – Dino reforçou.

Eu dei mais algumas olhadas no caimento do vestido e me apressei em tirá-lo, sinalizando para a vendedora que eu iria levá-lo. Ela pegou uma sacola para embalar e me direcionou ao caixa. Dino me acompanhou durante o todo o processo de compra e de saída da loja.

– E então, como você foi parar dentro de uma loja de roupas femininas? – eu perguntei, ainda sem entender como Dino tinha me achado. Ele levantou uma das sacolas. Era idêntica a minha.

– Fui comprar um presente pra minha mãe – ele explicou – Amanhã é o aniversário dela.

– Verdade! Amanhã é dia 14! – eu falei, surpresa – Manda um beijo enorme pra ela por mim.

– Mandarei, pode deixar – ele meneou a cabeça em concordância – Por falar nisso, ela sempre pergunta sobre você. A esperança da vida da minha mãe é que a gente volte a ficar junto dia.

Eu sorri. Conseguia imaginar exatamente a forma que a mãe de Dino deveria perguntar sobre mim. Mag sempre fora um amor comigo, principalmente enquanto eu ainda era a sua funcionária.

– Eu também sinto falta dela – assumi. Ele sorriu – E da loja também.

– Você vai fazer alguma coisa específica agora? – Dino me perguntou enquanto dobrávamos uma das esquinas entre os corredores.

– Não. Só estou dando uma volta mesmo.

– Então sinta-se convidada a jantar comigo, Srta. Weasley – ele estendeu um dos braços para mim. Eu encaixei minha mão no espaço cedido.

Nós seguimos juntos até a praça de alimentação, conversando sobre algumas besteiras do nosso dia a dia. Eu sentei em uma das mesas e Dino se apressou até um dos fast food do lugar, voltando aproximadamente quinze minutos depois com uma pizza média nas mãos. Começamos a comer quase que imediatamente.

– Mas então, a Angel me disse que você tá estagiando com ela – ele comentou, limpando a boca com um guardanapo – Tá gostando?

– Bastante – eu falei, empolgada – Parece um sonho tudo lá na indústria. E tem perspectiva de avanço, o que me deixa mais feliz.

– Fico muito feliz por você, Ginny – ele sorriu, sincero – Eu sei o quanto isso é muito importante pra sua carreira.

     Dino sempre foi um amor comigo.

– Bastante. Tá sendo um pouco difícil de conciliar estágio, pesquisa e aulas, mas eu acho que tô me virando bem.

– Eu imagino – ele passou a mão pela barba – Eu não vejo a hora de poder começar em um estágio também. Ser barman me cansa muito. Eu quase não durmo de noite. Acabo pegando no sono na aula.

– Achei que você gostasse do pub e da liberdade – eu brinquei – A Angel faz vários comentários sobre as suas performances quando você tá fazendo os drinks.

– A Angel é uma semi-alcoólatra – ele falou, sorridente – Não tem uma semana sequer que ela não apareça lá para alguma festa ou comemoração de alguém.

– Popularidade é isso né?

Nós rimos e continuamos a conversar até que Dino chegou ao ponto que eu passei o dia todo tentando esquecer.

– Mas por que você está com essa carinha? – ele questionou – Eu te conheço, Ginny, tá acontecendo alguma coisa.

     Por que eu terminei com esse homem, gente?

Ah, lembrei.

Por causa do Harry.

– Harry – o meu problema era o de sempre.

– Brigaram? De novo? – Dino sorriu de canto – Vocês não tem jeito mesmo.

– Ele não tem jeito, Dino! – eu me defendi.

– E você continua com ele mesmo assim – ele se apoiou na beirada da mesa e franziu a testa para mim, sábio – Logo você também não tem jeito.

Eu acabei sorrindo com o comentário. Dino estava certo.

– Era pra eu ter ficado pra sempre com você – eu falei pra ele, emburrada.

Dino soltou uma gargalhada.

– Você sabe que não era – ele falou, balançando a cabeça – Eu perdi espaço desde o primeiro dia que você bateu o olho nele.

– Você fala isso com uma naturalidade que me espanta.

– Mas é a verdade. Eu não guardo nenhuma mágoa – Dino se explicou – Eu fui muito apaixonado por você sim, mas, hoje em dia acima de qualquer coisa eu só quero que você seja feliz.

Eu segurei a mão de Dino, em agradecimento. Ele a apertou levemente.

– Você não existe, sabia? – eu disse, sorrindo para ele.

– Aproveite porque meus conselhos são raros – ele respondeu, divertido – E tem mais, eu acabei passando a considerar o Harry também. Ele é gente boa.

Dino e eu terminamos de jantar e ele se ofereceu para me levar em casa. Eu aceitei a carona e nós fomos conversando até a portaria do meu prédio. Eu pedi que Dino me esperasse e subi apressada para o meu apartamento. Peguei os meus instrumentos de trabalho necessários e desci novamente. Eu quase havia esquecido que essa madrugada seria de produção lá na indústria. Com a maior boa vontade da face da terra, Dino me levou até a empresa. Quinze minutos depois nós nos despedimos com dois beijos na bochecha e eu entrei na companhia. Para a minha sorte, não havia quase nenhum trabalho para fazer, então meu supervisor autorizou que eu descansasse em uma das salas. Eu peguei no sono bem rápido. Acordei depois das seis da manhã. Levantei e fui dar uma volta no lugar.

 A indústria estava atipicamente cheia. Devido à semana tecnológica que aconteceria dali a seis meses, praticamente todas as empresas da região já tinham começado a se preparar. Seria um evento muito grande destinado a quase todas as principais indústrias do país e as grandes universidades. Nós, funcionários e estudantes, acabávamos tendo que nos reversar também durante o sábado e o domingo, em diversos horários, para poder cobrir os turnos necessários e executar alguns trabalhos importantes. Eu estava voltando para a minha sala e fazendo uma última ronda na plataforma, quase no meu horário de saída, quando dei de cara com a minha amiga. Ela beirava o estresse. Angel já estava empenhada em extinguir a paciência de um dos técnicos da casa antes das sete da manhã.

– Isso aqui tá incorreto! – ela apontou para a planilha – É a terceira vez que você trás essa porra errada!

– Então vá buscar a certa – o homem replicou, grosseiro – A estagiária é você, não eu!

– É o que, meu filho?! – Angel retrucou com as mãos na cintura – Eu sou estagiária sim, meu amor, não sua empregada. Você fez a sua merda, você que corrija!

O técnico olhou feio para ela e saiu resmungando. Angelina entrou na sala dos estagiários e eu segui atrás. Ela sentou displicentemente em uma das cadeiras e fechou os olhos, jogando a cabeça para trás graciosamente. Seus cabelos negros ficaram soltos no ar, flutuando, e deixando expostos os traços marcantes do rosto dela. Sua pele negra brilhava com uma iluminação completamente natural. Até quando não queria, Angel conseguia ser sexy. Era fácil compreender porque ela chamava a atenção de quase todos, instantaneamente.

– Oi Angel – falei, sentando na cadeira ao lado dela e anunciando a minha presença.

– Quer me matar do coração, Ginevra? – Angelina me perguntou abrindo os olhos rapidamente – Que caralho você também!

Eu ri com o estresse matutino dela. Estresse esse que eu já estava acostumada, por sinal.

– Vamo abstrair, amiga – eu a provoquei – Você anda muito nervosa esses dias...

– Eu estou trabalhando no domingo, às 07 da manhã. Ninguém é feliz nesse horário. Principalmente nos finais de semana – ela disse como se estivesse explicando algo muito difícil a uma criança. Ela completou inconformada – Do-min-go, cara. Eu deveria estar dormindo. Isso não é vida.

– Ninguém manda ficar no caldeirão até tarde – eu falei, retirando minhas apostilas da gaveta da minha mesa de trabalho – Dino me disse que te encontrou na hora da saída dele lá do pub, no inicio da noite.

– O que tem de gato, tem de fofoqueiro – ela fez cara feia e se esticou na minha direção, se apoiando na mesa – E o que você tava fazendo com ele ontem à noite, hein sua danadinha?

Eu coloquei a mão no rosto, rindo. Não era possível essa capacidade que Angelina tinha em transformar tudo o que ouvia em conteúdo de duplo sentido.

– Eu encontrei com ele no shopping ontem, antes de vir para cá – eu me expliquei – E aí acabamos jantando junto.

– Hmmmm, isso tá com cara de flashback com o ex-quase namorado.

– Isso não seria possível. Nem da minha parte, nem da dele – eu rebati. Levantei e andei até o meu armário. No meio do caminho acrescentei sugestiva – Mas você sabe que o caminho tá livre pra você, né?

– Até queria, mas dispenso. Muito obrigada – ela negou, com as mãos na bochecha.

Eu me apoiei no armário, sem entender o motivo da dispensa dela. Dino não era de se jogar fora, muito pelo contrário.

– Por quê? – indaguei curiosa – Não é como se a gente tivesse tido nada extremamente sério. Foram só alguns meses.

– Não importa, amore. Ex de amiga minha pra mim é como aliança de casamento – Angel apontou na minha direção, atuando – É bonito de se admirar no dedo dos outros, mas eu não me atrevo a colocar no meu porque eu sei que só da confusão depois.

Não consegui controlar minha gargalhada com a analogia dela. Angelina acabou me acompanhando. Quando olhamos para a porta, nosso chefe, um dos sócios majoritários da empresa, nos analisava. Ele estava parado e de braços cruzados. Não consegui ler suas expressões. Automaticamente eu e Angel paramos de rir.

– Bom dia, Sr. Malfoy – eu o cumprimentei e Angelina fez o mesmo.

– Bom dia, Weasley. Bom dia, Johnson – o tom que ele adotara não foi de repreensão como eu imaginei que seria. Pelo contrário – Fico feliz em saber que vocês estão animadas no trabalho, mesmo sendo domingo de manhã.

Angel e eu nos olhamos de soslaio, sem acreditar na cena.

– Eu vim aqui parabenizar as duas pelos relatórios do mês passado – ele falou de forma gentil – Eu fiquei bastante satisfeito com o trabalho de vocês. Esse empenho será levado em consideração.

– Muito obrigada, senhor – eu agradeci depois de alguns segundos, já que a única coisa que a Angelina sabia fazer era encara-lo de boca aberta – Nós não fizemos nada além do que nos foi proposto.

– Tenho certeza que não – Sr. Malfoy concordou, sorrindo – Bom, agora vou deixar vocês trabalharem em paz. Tenham um bom dia.

Concordamos com a cabeça e ele sumiu no corredor. Assim que ele saiu, eu fechei a porta rapidamente.

– Esse homem é um charme – Angel voltou a se manifestar – Só digo isso.

– Quem diria, hein? – eu sentei na beira da mesa e sussurrei na direção dela – Lúcio Malfoy vindo ao laboratório dos estagiários para parabenizar alguém pessoalmente. Se não fosse comigo, eu não iria acreditar.

– Ele podia vir fazer outras coisas comigo nessa sala. Bem em cima dessa mesa, por exemplo – Angel alisou lentamente a madeira da bancada – Mas infelizmente ele é casado.

– Angel! – essa mulher é impossível.

Eu comecei a arrumar as minhas coisas, conversando com a minha amiga sobre o ocorrido. Para nossa sorte, parece que ela também não teria muito trabalho pela manhã, então conseguiu dar uma escapadinha até um restaurante próximo dali, para a gente poder tomar um café digno.

– Bora, me conta logo aí o que o Potter, fez – ela me intimou, assim que chegamos ao café. O garçom se aproximou de nós e indicou uma das mesas.

– Me deu bolo na sexta – eu falei, aceitando o cardápio que o homem me oferecera. Angelina franziu a testa, confusa.

– Ué, não era o dia do primeiro beijo? – ela perguntou – Você tava toda animadinha, amiga...

– É, parece que ele não... – eu comentei, pesarosa.

– E ele te deu uma justificativa, pelo menos?

– “Vou precisar resolver alguns problemas por aqui, me desculpe” – eu reproduzi a frase que Harry me dissera ao telefone – Agora o que é tão importante pra ele cancelar o nosso encontro, ninguém sabe.

– Se eu não conhecesse bem o Harry eu diria que ele está envolvido com alguém – Angelina comentou, também analisando o cardápio – Mas eu sei que ele é louco por você, então não. Tem que ter outra explicação.

     Se fosse louco por mim mesmo não faria o que faz.

– Por que todo mundo insiste nisso de dizer que o Harry gosta de mim? – eu a encarei, decidida – Quando a gente gosta de alguém, a gente não machuca a pessoa.

– As coisas nem sempre são tão fáceis assim, Gin – ela retribuiu o meu olhar e fez sinal para o garçom – Se fosse dessa forma nenhum casal brigava por aí.

O atendente se aproximou e nós fizemos o nosso pedido.

– O que eu sei é que eu tô cansada, Angel – eu assumi. Olhei pela janela antes de continuar a falar – Eu tô cansada desse escuro. Harry agora virou a segunda opção. Vou me concentrar em outras coisas mais importantes.

Angelina não se manifestou sobre a minha decisão, apenas olhou na minha direção, me analisando. Pouco tempo depois o garçom chegou com a nossa comida. Nós conversamos enquanto degustávamos aquele café da manhã maravilhoso. Antes das oito da manhã, Angel me avisou que tinha que voltar para a empresa ou iria receber reclamação pela fugida. Eu me despedi da minha amiga e segui para o meu apartamento. Assim que eu cheguei em casa, tomei um banho rápido e me pus dentro do robe mais confortável que eu tinha.

Como eu havia dormido a noite quase toda, não sentia um pingo de sono. Pensei em ligar a televisão para me distrair, mas o que eu precisava mesmo era de companhia. Uma alegre de preferência. Fiz uma análise mental de quem eu poderia chamar para passar o dia comigo e automaticamente um nome me veio à cabeça. Se era satisfação pessoal que eu estava buscando, ele seria a pessoa certa para me proporcionar isso. Levantei do sofá e corri até a minha bolsa, pegando o celular. Disquei rapidamente um número e pus o celular no ouvido. Três toques depois ele atendeu.

– Oi, linda – uma voz rouca falou ao meu ouvido. Parecia ter acabado de acordar – Bom dia.

– Bom dia – eu respondi, manhosa – Tô precisando de você aqui hoje, urgentemente.

Ouvi uma risada do outro lado da linha.

– Que milagre é esse? – ele me perguntou, fazendo doce – Há meses que você só da atenção pra o Harry. Não sei se eu devo ir até aí agora...

Eu rolei os olhos. Era típico dele fazer essa ceninha.

– Por favor... – eu praticamente implorei, insistindo – Eu faço o que você quiser... Se você aceitar o meu convite.

– Qualquer coisa? – ele indagou, divertido.

– Qualquer coisa – eu confirmei.

– Adorei a sua proposta – ele comentou, rindo – Chego aí em meia hora.

Eu comemorei, rindo. Nós nos despedimos e eu pus o celular em cima do aparador, do lado da minha bolsa. Acho que agora eu poderia ficar um pouquinho mais animada. O meu domingo tinha cara de que ia ser bem divertido. 


Notas Finais


E aí, amores?
Opinião de vocês aqui, please. Urgentemente.

Beijos, atê terça!


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