História A Escolha - Capítulo 1


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Categorias A Culpa É Das Estrelas
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Palavras 937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Apenas segundos


Fanfic / Fanfiction A Escolha - Capítulo 1 - Apenas segundos

Louise preparou o pequeno Lucas rapidamente, ele seria operado pelo melhor cirurgião cardíaco do país e o tão sonhado coração novo do qual já se esperava por três anos foi encontrado, eles não podiam perder tempo. Quando recebeu a noticia Louise estava em casa,deitada em sua rede na varanda dos fundos que dava para o quintal, estava lendo uma obra do autor Victor Hugo, O Homem que ria, foi por volta de 22:15 que seu telefone tocou, saiu as pressas e sem perceber ainda  estava com pantufas nos pés, sorte que ela tinha um par de sapatos no seu armário do hospital, tentou  disfarçar, mas não conseguiu fugir das chacotas dos plantonistas daquela noite, e nem dos elogios  do Dr.Ricardo que ruborizavam suas bochechas.

Com muito cuidado a maca e os aparelhos que mantinham o pequeno de apenas 8 anos vivo saíram da pediatria e passaram pelos corredores frios que tinham paredes com azulejos até a metade com um tom de azul cor do céu, do Hospital Central Madre Tereza,todos o desejavam  sorte e Lucas meio pálido retribuía apenas com um sorriso, ele não se importava se estava sem o seu dente incisivo (um episódio dessa história que merece um capítulo  já que  foi importante para um belo desfecho entre nossos principais personagens). 

A noite,apesar de ser primavera, estava fria e uma chuva fina caía sobre o asfalto,a sirene da ambulância anunciava que um milagre estava para acontecer e que mais uma vida seria salva. Louse foi atrás e segurando a mãozinha do Lucas dizia:

-Meu pequeno grande homem, aproveite o caminho e durma um pouco, não tenha medo eu estarei ao seu lado o tempo todo e logo logo estará com um coração novinho em folha batendo forte.

-Lola (como Louise era conhecida), depois da cirurgia vou poder jogar bola de novo? A  voz do pequeno estava fraca, já fazia alguns dias que ele estava se recuperando de uma forte pneumonia.

- Claro, disse Lola bem animada, estarei em todos os jogos torcendo por ti. Vai Lucas, coloca essa bola no gol. 

- Lola eu queria tanto que você fosse minha mãe, desde que cheguei no hospital você sempre cuidou de mim melhor que todo mundo,a gente fez tantas coisas né? Sem conter algumas lágrimas, terminou dizendo. Eu te amo mãe Lola, por favor quando eu ficar bom me adote, serei um bom filho, prometo que vou obedecer as regras.

Louise por alguns segundos apenas observou aquela criança que conseguiu quebrar seu coração em pedaços, tentando não chorar, disse:

- Desde o primeiro dia que te vi, tive a certeza que era especial, pra mim você já é meu filho, meu filho de coração que a vida me deu de presente. O motorista comovido assentiu confirmando, Lucas adormeceu, foi o dia 17 de setembro de 2015.

Em um boate, a banda principal já havia terminado o show, Bruno estava com os amigos, tinham bebido desde a hora que chegaram e alguns fizeram consumo de drogas, Bruno ostentando sua máquina de velocidade atraía a atenção e o interesse de muitas mulheres que se encantavam pela sua Ferrari zerada e especulavam o tamanho de sua fortuna. Ele entrou no carro a apertou o acelerador fazendo um barulho ensurdecedor, três homens e uma menina o acompanharam e sem medir consequências e com motor em nível quase máximo saíram cantando pneu pelas ruas, que devido ao horário e a chuva estavam desertas.

O semáforo estava vermelho e o motorista anunciou a Louise que estavam quase chegando ao destino, um outro hospital onde seria realizado o transplante de coração do pequeno Lucas, Lola não aguentava de tanta felicidade. O Semáforo abriu e logo o motorista arrancou ,sem perceber em fração de segundos a Ferrari  colidiu com a ambulância, o choque foi tão grande que a mesma capotou três vezes e só parou a 50 metros do local, a Ferrari apenas rodou por diversas vezes emitindo uma grande fumaça até bater em um poste .  Os jovens sem  perceberem o que tinha acontecido saíram do veículo, enquanto Lola  ainda consciente tentava retirar os equipamentos que estavam sobre Lucas, ela sentia uma forte dor na cabeça que sangrava muito, tentou se levantar mas sua perna esquerda tinha sofrido uma fratura exposta, ela via nitidamente seu fêmur, gritava e chorava ao mesmo tempo, respirou fundo e tentou manter-se calma, Lucas não respondia ao teus chamados, a doce enfermeira viu-se em um buraco negro e tudo a sua volta girava.  Arrastou-se até a porta daquilo que um dia foi uma ambulância e que agora não passava de ferro retorcido, queria  encontrar ajuda, seu corpo tremia, não suportou e caiu a chuva lavava seu sangue e logo formou-se uma pequena correnteza de cor avermelhada no asfalto, com a visão turva viu uma luz do prédio em frente se acender e alguém gritou, chamem a ambulância, as dores ficaram intensas, ela sentia que iria morrer em instantes, dois homens que se identificaram como porteiros chamavam:

-Moça, moça fala com a gente.

Lola apenas balbuciava

- Criança dentro da ambulância, salvem ela, e sem aguentar o peso da sua própria cabeça sobre seu pescoço a virou para o lado apenas viu alguns vultos que pareciam pessoas correndo mas montando uma imagem percebeu que havia alguém que chegava perto, e ele usava a jaqueta, aquela jaqueta de couro vinho que ela havia procurado tanto que precisou percorrer três horas atravessando duas cidades para comprar, afinal era o aniversário do seu melhor amigo, do seu grande amor, era o aniversário de Bruno.  Enfim a escuridão tomou por completo Lola e ela já não sentia mais nada, eram meia e  vinte.

 



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