História A Escolha - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Divórcio, Drama, Itasaku, Mistério, Naruto, Revelaçoes, Romance, Sakura, Sasuke
Visualizações 58
Palavras 1.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi meus amores... Tudo bem com vocês??
Eu sei que estou demorando para atualizar minhas fics, e faço o que posso para continua-las.
Sem previsão de quando as outras serão atualizadas...
Mas garanto que não vou parar de escreve-las ...
Boa leitura <3

Capítulo 2 - A Ferida Foi Aberta - Parte Dois


Prédios, carros, casas e árvores eram compostos de borrões do lado de fora do carro. Pessoas atravessavam as ruas com ar de despreocupados ou aéreos. Suas vidas pareciam ser bem melhor do que a de Sakura, mas a grama do vizinho não parece tão verde quanto aparenta ser. Pelo menos era isso que pensava.

Parecia que ela estava no automático; acelerava, mudava de marcha, buzinava por nada e descontava no volante do carro. Seus olhos vagavam vazios enquanto dirigia. Sua mente - ainda mergulhada nas lembranças - é  um completo caos, mesmo assim, seu coração ainda pulsava. 

Mergulhou nas lembranças de hoje mais cedo. Nada podia ser feito agora.

 

 

 

 

 

 

 

" - Mas... O quê...? 

Lia e relia a mensagem que estava em seu e-mail. Tentou identificar, mas só dava inválido. Minutos depois chegou os e-mails do hospital com consultas agendadas de seus pacientes, mas ela não deu atenção, muito menos os abriu. Deixou o notebook de lado e se levantou da cama, caminhando em direção a sacada, abriu a porta dupla de correr e deixou aquela suave e quente brisa atingir sua pele.

Seu andar era incerto e lento, sua expressão estava perdida. Segurou-se sob o parapeito e contemplou a vista do condomínio fechado; casas luxuosas, jardins exóticos. Tudo calmo e tranquilo, cada coisa em seu lugar.

Menos ela. Ela não estava em seu lugar. Seu chão havia sumido. Novamente. Já conhecia o sabor do fel em seus lábios, a velha tristeza abatia seu ser, de novo. A mesma expressão, pensamentos, incerteza, agonia... De novo.

Segurou o parapeito com força e fechou seus olhos. Deixou sua mente vagar em qualquer outro lugar que não fosse a realidade. O vento morno trazia os perfumes de cerejeiras, a primavera estava chegando, sua época favorita. Gostava de ver o desabrochar das flores e adorava sentir os diferenciados perfumes que cada uma tinha.

O sol - que antes ameno - começou a esquentar a pele rosada e alva de Sakura. Sua expressão, antes calma, agora ganhava uma forma dura e séria. Uma faísca nascia dentro si. Uma certeza, da qual nunca teve antes, surgia aos poucos, e agora clareava vagamente.

Abriu seus olhos, e com eles, um lampejo de determinação e perigo.

Voltou para dentro do quarto. Procurou entre seu closet uma roupa discreta e formal; vestiu sua calça preta social de cintura alta, uma blusa de gola alta e mangas de renda até os cotovelos, sua maquiagem consistia em rímel e um pouco de pó compacto e por último seus braceletes de prata, um em cada pulso. Olhou-se mais uma vez no espelho e se agradou do resultado; bela e discreta. Pegou sua bolsa e saiu direto para o local de trabalho de Sasuke. Deu partida em seu carro e dirigiu, tão segura e triste em si.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O alto prédio de 15 andares brilhava diante de si. As janelas escuras refletiam o brilho forte do sol. O movimento de pessoas era calmo, pois já se aproximava do horário de almoço. Sakura caminhou para dentro do império Uchiha, o orgulho de gerações da família. Tinha conhecimento de que os Uchihas eram ambiciosos e egoístas por dinheiro, pelo menos a maioria deles. Seu sogro sempre foi rígido e orgulhava-se do patrimônio, até seu próprio marido é calculista. Tremeu ao imaginar se sua filha seria assim. Rezava para que não.

As portas abriram-se automaticamente para ela, seguranças faziam suas rondas pelo hall de entrada, não mais que quatro. A recepcionista endireitou sua postura e sorriu abertamente para Sakura assim que a reconheceu, pois carregar o nome Uchiha era o mesmo que ter um status de um Deus.

- Bom dia, senhora Uchiha. Em que posso ajuda-la?

- Desejo falar com Sasuke Uchiha.

- Ele deve estar se preparando para almoçar. Vou avisa-lo de sua presença e...

- Não. - Interrompeu Sakura. - Não precisa avisar. Eu mesma vou.

- Claro. - Sorriu novamente. - Tenha um bom dia, senhora.

- Não terei um bom dia. - Respondeu baixo.

- O quê a senhora disse?

- Nada. Bom trabalho para você.

Deixou a recepcionista para trás e entrou em um elevador, para o décimo e terceiro andar.  Enquanto subia, podia olhar sua imagem nos espelhos, aparentava estar calma e serena. Só aparentava mesmo porque dentro de si formava-se um redemoinho de sentimentos. As palmas de sua mão estavam suadas. Nervosa e ansiosa. Não é a primeira vez que ia ao encontro de Sasuke para tirar satisfações ou vê-lo com outra mulher. Toda vez que recebia um e-mail contando o local em que seu marido estava com uma amante, não tinha dúvida alguma de ser trote ou engano. Na primeira vez que recebeu uma mensagem assim, ignorou. Acreditou ser alguma brincadeira ou pegadinha. Uma vez ignorado, surgiu mais deles. Cartas, pedaços de papel rabiscado a avisando que estava sendo traída.

Perdendo a paciência - e levada pela curiosidade - decidiu seguir as instruções do bilhete. Qual não foi a sua surpresa ao ver seu marido jantando ao lado de uma estranha em um restaurante francês, de mãos dadas, um acariciando o outro. 

Naquela noite a mansão quase foi ao chão. Sarada era pequena demais para lembrar de algo. Sakura perdoou seu marido e por um tempo ele se aquietou. Mas voltou a traí-la, nunca com a mesma mulher.

A porta abriu-se no décimo e terceiro andar. Um longo corredor estendia em sua frente, iluminado e elegante. A passos firmes, Sakura desfilava e exalava poder e confiança. Uma técnica dos Uchihas para intimidar alguém, que adquiriu com Sasuke.

Sasuke.

Apertou a alça de sua bolsa. Precisava tirar isso à limpo. Mais uma vez. Teria que arrumar a bagunça dele. E por fim, arrumar sua vida.

A medida que se aproximava da sala de administração, seu coração descompassava. Várias imagens surgiam em sua mente, e sabia que a metade delas poderia ser verdadeira.

Uma ruiva de óculos da mesma cor de seu cabelo caminha em direção a Uchiha. Sakura estranha, e passa a se perguntar sobre a secretária dele; Será que ela tem algum caso com Sasuke?

As duas ficaram cara a cara. Uma situação desconfortável e confusa para a rosada. Recuperou a postura, e com ar de autoridade disse;

- Vim falar com meu marido.

A secretária cruzou os braços e apoiou seu peso em sua perna esquerda.

- O senhor Uchiha está almoçando. Mas creio que isso será um problema para ele.

- Como?

- Estou dizendo que você deveria entrar e acabar com aquilo de uma vez só.

A ruiva deu passagem para Sakura seguir adiante. Meio retulante ,ela prosseguiu. Não entendeu muito bem o comportamento daquela mulher, muito menos a forma de como a tratou. Tratou de ignora-la e abriu a porta.

Queria não ter abrido.

Seus olhos a estavam enganando. Mas sabia que não.

Sasuke estava aos beijos com uma morena seminua em cima da mesma de vidro. Seus lábios beijavam o pescoço da mulher, que gemia baixo. Mãos grossas apertavam a cintura dela, deixando um leve vermelho. Ao virar o pescoço para o lado da frente, dando mais espaço para ele beijar, ela gritou. Sasuke virou para onde a mulher estava olhando. Seu rosto ficou imóvel.

Sakura estava ao pé da porta, com a mão na maçaneta, olhos vermelhos. Não se deixaria desmoronar, não na frente deles. Ao lado dos corpos dos amantes estava um porta-retratos da família. Sakura, Sasuke e Sarada. Sorridentes e felizes. Pelo menos era o que aparentava ser.

Silenciosamente, Sakura fechou a porta. Seguiu seu caminho de volta. Ignorou a ruiva, ignorou as pessoas que a cumprimentavam pelos corredores, ignorou o possível chamado de seu sogro. Ela ignorou seu mundo, ou ao menos uma parte dele.

Chegando em seu carro, deu partida, pronta para ir. Mas antes que dirigisse, ela fez uma ligação.

- Alô, aqui é a Sakura Uchiha. Quando você volta de viagem? Sim, compreendo. Tenho assuntos a tratar contigo. Quando estiver na região entro em detalhes. Ok. Obrigada." 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...