História A escolha: A sombra do salvador - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Originais, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi oi, meus anjinhos caídos, como vocês estão? ~hihi
Uma semana depois estou aqui <3 então, tem que ser rápido porque estou no trabalho :p
Um capítulo meio sem graça ~será? pra vocês
Quando eu chegar em casa ponho a capa e conserto os erros. Beijinhos ~

P.S: Demorei, né? ;u; desculpem, mas está aí. <3

Capítulo 5 - Capítulo quatro


Fanfic / Fanfiction A escolha: A sombra do salvador - Capítulo 5 - Capítulo quatro

Capítulo 4

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Tentei me mexer, mas uma dor aguda no pé me fez parar e gemer de dor. Meus olhos estavam fechados e o corpo pesava. Após alguns minutos voltei a apagar.

- O que você quer? - Uma voz grave bem familiar preencheu minha mente enquanto eu estava num momento de lucidez.

- Ora, não quero nada. - Um outro tom, totalmente desconhecido por mim, também cochichou. - Só vim conhecer a pessoa que vai ser minha próxima vítima.

- Que pena… acha que estou apaixonado por ela? Não me faça rir, ombré. - Outra vez a voz conhecida. Um riso nervoso disfarçado. - Vá embora.

- Só vou deixar o antídoto do nosso veneno aqui. - Um tom debochado e cínico. - Espero que tomem cuidado da próxima vez. Minhas pequenas adoram brincar com pés. - Um risinho falso e um rosnado. Minha lucidez estava indo embora de novo. Ouvi um baque surdo e tentei me levantar, mas apenas consegui gemer de dor. Isso pareceu surtir efeito, pois qualquer barulho que antes sequer se fizera presente, parara. Sussurros ainda mais baixos recomeçaram, mas eu já não conseguia distinguir nada.

Voltei a apagar.

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Abri meus olhos o mais devagar que pude. Estavam doendo. Remexi-me na cama e sentei. O quarto estava vazio, como imaginei.

- Nick? - Chamei e me silenciei por alguns instantes, usando um tom mais alto quando o fiz outra vez.

O garoto entrou desesperado no cômodo. - O quê? O que foi? - Olhava para todos os cantos, especialmente a janela.

- Não é nada, só queria saber se estava por perto. - Soltei um risinho nervoso. - O que aconteceu?

Então ele suspirou, sentou-se na cama e contou o que eu já sabia, revelando apenas a parte em que me trouxe de volta para casa rapidamente e chamou para-médicos, que logo cuidaram de mim.

- Mas eu não teria que ir para o hospital? - Perguntei mais para mim, porém ele ouviu e pigarreou.

- Está tudo bem, não foi nada grave, por isso cuidaram de você aqui mesmo… - Levou as mãos até meus cabelos e os bagunçou. Balbuciei uma reclamação e ele sorriu.

- Já que eu estou com o pé machucado, vai buscar água pra mim. - Resolvi me aproveitar da situação. Oras, se a vida te dá limões, faça uma limonada. Com bastante açúcar para não fazer careta. - Vá, vá. - Ri divertida quando ele fechou a cara e negou, porém, eu também tinha meus truques. - Oh, okay. Vou me levantar então… - Puxei meu pé debaixo da coberta e gemi de dor. Céus, ainda doía. Como a boa atriz que eu era, deixei meus olhos marejarem.

- Ah, merda. Tá, fique aí. Eu vou buscar sua água. - Resmungou e quando passava o batente da porta, eu disse:

- Traga algo para eu comer também? Estou com fome. Ah, e alguma coisa para que eu possa fazer. Talvez trazer a TV para cá. - Sorri toda arteira para ele, que levantou o dedo médio para mim. Gargalhei e então voltei a me deitar.

Minutos depois comecei a sentir um formigamento vindo do pé e joguei o edredom para o lado, tirando a atadura que envolvia a ferida.

Segurei um grito no fundo da garganta. Eu perderia meu pé. Estava necrosado, negro onde tinha um furo grande e redondo e um rasgo abaixo dele. Talvez tenha sido quando puxei meu pé da boca do lobo. Veias escuras enrolavam minha pele como trepadeiras. Rapidamente cobri o, agora completamente assustador, ferimento e puxei o cobertor. Meus olhos pinicaram com as lágrimas de susto e medo.

- Aqui está sua água e um sanduíche com suco de laranja. Sobre a TV você se vi- o que foi? - Nick apareceu com um prato na mão e dois copos na outra. Tentei limpar o choro discretamente, mas ele percebeu antes. - Está doendo muito?

- Nick… o que aconteceu com meu pé? - Disse num tom embargado. Eu estava assustada, afinal.

Um arfar de paciência saiu de seus lábios e olhei para o conteúdo que agora estava no meu colo. Peguei o sanduíche com as duas mãos, mas havia perdido o apetite. Apenas fiquei encarando o alface verde que escapava do pão de forma quadrada. Fiquei em silêncio, mas que indiciava que queria respostas.

- Seu pé vai ficar bem. Não vai ficar assim pra sempre nem será preciso amputar. Aliás, por que olhou mesmo? - Seu tom beirava a irritação, preocupação e algo mais que eu não soube identificar na hora.

- É o meu pé! Posso olhar quando eu quiser! E… eu estou assustada… - O moreno pegou meu pé gentilmente e afastou o tecido do edredom que o cobria. Seu toque levou choques leves pela minha pele até a coxa. Meu rosto formigou e eu prendi a respiração por um momento. Ele começou a desatar o curativo e lentamente fui tirando meu pé de sua mão. Não queria ver novamente.

- Confie em mim. - Sibilou e eu permiti. Outra vez aquela imagem fez meu estômago embrulhar e virei o rosto. - Isso vai passar, vê? - A voz baixa e quase suave me deixou um pouco menos agitada. Ao fitar de novo o machucado vi que as veias escuras se desfaziam lentamente.

- O-o… que é isso? - Ele maneou com a cabeça, como se dissesse que não soubesse, porém eu sabia que ele apenas não iria contar. - Fale.

- Eu não sei. - E enrolou o tecido de volta no lugar, levantando-se. - Termine de comer e vá dormir. Vou deixar um comprimido para dor aqui e descanse. Amanhã seu pé estará bem. - Colocou uma cartela de remédios sobre o criado mudo e saiu, deixando-me sozinha.

Consegui enfiar metade do sanduíche goela abaixo junto com o suco e tomei a pílula, sentindo um sono quase instantâneo. Recostei minha cabeça no travesseiro e rapidamente dormi.

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Uma semana depois ao acidente com aquele lobo enorme e assustador meu pé já estava completamente curado, tirando a terrível cicatriz negra que ficou. Minha relação com o Nick pareceu progredir mais para a parte divertida. Relação que eu digo é: os dois pirraçando um ao outro.

Passamos de apenas brincadeiras em palavras para brincadeiras em ações. Nossos ataques faziam a vovó gargalhar por vários minutos e isso aquecia meu coração. Por vezes eu a pegava com os lábios crispados, olhando para o nada. Era bom que a casa se enchesse com suas risadas.

Nesse momento era madrugada. Eu estava preparando uma bela brincadeira para o morenão lá encima.

Fiz questão de procurar um pedaço de lona e cortá-lo na mesma largura que o corredor e comprimento que ia do quarto dele até a escada. Joguei óleo no plastico para que ele escorregasse e desse de cara com um pedaço de madeira que coloquei no começo dos degraus. Ele iria escorregar e dar de cara com o “trenó”. Ri sozinha. Trenó! E então ele escorregaria com a madeira nas escadas e pararia numa rede. Eu puxaria e o deixaria ali a noite toda.

Definitivamente o maior plano que eu já fiz!

Um sorriso diabólico adornava meus lábios enquanto eu ajeitava os últimos detalhes, só que foi aí que uma escuridão amedrontadora cobriu as janelas, causando calafrios no meu corpo. Senti como se estivesse sendo observada. As sombras foram tomando forma, se transformando em vários animais, dentre eles um enorme lobo que quase arrancara meu pé.

Minha única reação fora subir as escadas correndo e gritar pelo único garoto que poderia me ajudar.

- Nick! - Gritei o mais alto que pude, desviando do pedaço de madeira parado ali, mas me esqueci que o chão estava escorregadio. Acabei indo pro chão no mesmo momento e bati a cabeça com força, embaralhando todos os meus sentidos.

Med!

Escutei ao fundo, porém minhas vistas escureceram. Os sons se perdiam na minha cabeça até tudo subitamente se calar.


Notas Finais


E então? O que acharam? ~
Particularmente eu A-D-O-R-O essas interações deles dois <3 hm hm no próximo capítulo teremos um novo personagem
É isso minhas crianças, até semana que vem! <3
~chu chu


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