História A escrava do meu irmão (um conto ItaSaku, SasuSaku) - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Haruno, Hime, Itasaku, Naruto, Sakura, Sasusaku, Uchiha
Visualizações 1.707
Palavras 5.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, minna *-*
Eu adorei os comentarios! As teorias! TUDO!
Vamos ver quem acertou?
Boa leitura!

Capítulo 27 - Reviravoltas incertas


Fanfic / Fanfiction A escrava do meu irmão (um conto ItaSaku, SasuSaku) - Capítulo 27 - Reviravoltas incertas

 Mebuki escutou tudo o que a filha tinha pra dizer, foi impossível não se emocionar ao contar, Sakura chorou e Ino também, mas continuou em silêncio.

 - Eu me apaixonei e estraguei tudo, mamãe. – disse Sasuke – Tivemos que fugir.

 - Fez o certo em fugir, ninguém manda no coração meu amor, estou aqui agora. – disse Mebuki segurando a mão da filha.

 - Mãe, não entendeu, não sou apenas eu que corro perigo, os homens de Sasuke já devem estar atrás de mim e é claro que virão para cá, você pode sofrer também, precisamos ir embora. – disse Sakura.

 - Eu não posso ir, filha, nossa vida é aqui. – disse Mebuki assustada.

 - Mãe, não pode ficar, a qualquer momento Sasuke vai notar que vim atrás de você, homens entrarão por aquela porta e lhe farão mal. – disse a rosada – Sinto muito, tem que vir comigo e Ino.

 - Sakura está certa, Mikoto-san, eu nunca vi aquele olhar no rosto de nosso mestre, ele estava furioso e eu não me surpreenderei se Itachi já estiver morto. – disse Ino. O estomago de Sakura deu um nó, Sasuke não faria isso, Itachi era seu irmão mais velho e também era muito forte, nada aconteceria.

 - Vamos reunir tudo, mãe, amanhã partimos cedo e chegamos a vila do trigo para o almoço. – disse Sakura, sua mãe parecia assustada com a rota, mas ficou em silencio e assentiu para a filha.

∞∞∞

 O corpo de Itachi estava fraco, no terceiro dia após o seu ferimento ele estava compadecendo, sentia alguns tremores por conta da febre, sua pele estava amarelada, seus músculos perdendo massa, afinal não conseguia comer, na verdade só mantinha a consciência por algumas horas. Mikoto sua mãe, não saia de seu lado mesmo estando no palácio central.

 - Itachi querido, tente permanecer acordado, a infecção demora para se espalhar. – pediu a morena.

 - Que diferença faz se morro rápido ou devagar, okaa-san? – sussurrou o príncipe suspirando.

 - Você não vai morrer! – disse Mikoto trocando a bandagem de sua testa – As ervas de Shizune tem segurado a infecção e cuidado do ferimento. Sakura virá curá-lo, ela pode te salvar.

 - Rezo para que isso não aconteça. – disse Itachi fechando os olhos por causa da dor – Não quero que ela seja encontrada, Sasuke não a perdoará.

 - Por que se meteu com a mulher de seu irmão, Itachi? – a rainha afagou-lhe os cabelos.

 - Ela era minha mulher primeiro. – disse o príncipe engolindo seco – Preciso ver Sasuke.

 - Não, já não quero mais brigas. – disse Mikoto, exausta.

 - Não quero brigar, mãe, preciso dizer a ele que está tudo bem, vi em seus olhos a culpa, ele acha que me feriu. – Itachi fechou os olhos de novo.

 - E feriu! Tudo por causa daquela mulher que os separou! – disse a rainha, Itachi se esforçou para rir.

 - Seus lábios dizem uma coisa e seus olhos dizem outra, não me engane, mãe, gosta de Sakura, sabe que apenas ela pode acalentar meu coração e talvez seja assim com Sasuke tambem. – disse o príncipe olhando a mãe.

 - Um só flor não pode ornamentar dois vasos, um vaso sempre ficará sem enfeite. – disse Mikoto, temerosa – Não quero isso para os meus vasos.

 A porta se abriu e Itachi estranhou ao ver o pai, Fugaku não tinha ido lhe ver nesses três dias, o mais novo tinha perdido as esperanças completamente de que isso fosse acontecer, até Mikoto se surpreendeu, mas o rosto do rei de Konoha era um máscara de irritação.

 - Parece irritado. – disse Itachi com a voz fraca.

 - Meu filhos se odeiam, meu herdeiro foi ferido pela própria espada brandida pelo próprio irmão, meu caçula esta no encalço da puta que causou tudo isso! – rugiu Fugaku – Acha que eu estou irritado, Itachi? Nunca pensei que fosse tão volúvel!

 - Bem se nota que não conhece o amor, meu pai. – Itachi tossiu pela garganta seca.

 - O amor torna os homens fracos. – disse o rei – Espero que esteja satisfeito! Esteve na guerra, em batalhas, enfrentou grandes homens, é patético morrer pelas mãos de seu irmão mais novo.

 - Julga Sasuke como um homem inferior? – Mikoto olhou o marido – Não se esqueça que é pai dele também.

 - O que ainda faz aqui, Mikoto? Volte para o palácio das esposas. – a encarou, Itachi suspirou sentindo o corpo amolecer, cairia no sono em breve.

 - Não irei sair do lado do meu filho. – disse ela e o rei suspirou.

 - Talvez seja melhor que fique. – Fugaku virou as costas.

Itachi caiu no sono.

∞∞∞

 Mikoto se sentiu ofendida com os comentários do marido, notou que Itachi tinha adormecido e o seguiu porta a fora, foram para a sala do trono, Fugaku se sentou no trono de madeira e cobre suspirando exausta.

 - Itachi não precisa que o visite se for para gritar com ele. – disse Mikoto.

 - Se ele fosse o homem que o ensinei a ser nada disso aconteceria! – Fugaku foi ríspido – E se Sasuke não fosse o homem mais sensível do mundo também.

 - Como pode se referir aos seus filhos de maneira tão ríspida? – a morena se aproximou – Tudo isso foi uma fatalidade.

 - Fatalidade? Pois eu penso que a culpa é sua! – disse ele, irritado – Se você não tivesse sido sempre condescendente com Sasuke, ele seria um homem melhor e não mataria o próprio sangue dele por uma mulher! Não ouse defender o seu preferido.

 - Ao contrário de você eu nunca fiz distinção entre os meus filhos! – argumentou Mikoto, possessa – A questão é que você tirou o meu Itachi dos meus braços para que vivesse aqui com você, para moldá-los a seus moldes de caráter e força, assim virando as costas para Sasuke, o negligenciando, esquecendo-se de seu caçula! Envia um cavalo, uma espada e outros presente no aniversário dele, é claro que eu o protegeria.

 - Itachi é meu herdeiro! – disparou Fugaku.

 - A culpa disso tudo é sua, Fugaku, você fez com que nossos filhos criassem uma rivalidade que se tornou maior que eles, fez Itachi não tolerar falhas e Sasuke se sentir inferior a ele, então se nossos filhos estão se matando não culpe a mim ou Sakura, porque quando precisaram de um pai só encontraram um rei. – a morena virou as costas para o marido lutando contra as lágrimas.

∞∞∞

 Passava um pouco do meio-dia quando chegaram a vila do trigo, pararam a carroça cheia de coisas e entraram em uma taberna, vestiam capas compridas e roupas não luxuosas, Sakura colocou uma faixa na cabeça para esconder o ponto azul em sua testa.

 Sentaram-se em uma mesa de madeira, pediram a comida e Ino começou a dizer o que fariam, se alguém perguntasse eram mãe e filhas viajando para o sul, Mebuki tentou convencer as jovens a não cruzarem o território do País da Flores, parecia teme-lo, mas as jovens estavam irredutíveis.

 Sakura não quis, mas acabou prestando atenção na conversa das mulheres ao lado.

 - Todos estão rezando pelo príncipe. – disse uma das mulheres.

 - Tem certeza? – uma outra questionou.

 - Trabalho na mansão de lorde Morino, um pássaro chegou de um de seus emissários na coroa, parece que o príncipe herdeiro está no palácio central perecendo a um ferimento fatal. – disse a primeira.

 Sakura se virou para elas e as mulheres a olharam assustada.

 - Gomèn nasai, mas acabei ouvindo vocês. – disse a rosada – O príncipe herdeiro está doente?

 - Não, pelo que ouvi foi ferido por assaltantes, teve a barriga transpassada e nem a médica real pode salvá-lo. – disse a morena de grandes olhos verdes – Meu patrão disse que ele tem no máximo cinco dias.

 O mundo de Sakura caiu, é claro que não tinham sido assaltantes, Sasuke fizera isso e agora estava arrependido com toda certeza, mas Sakura não podia deixar que Itachi morresse, não quando a culpa era sua.

 - Sakura, nem pense nisso. – disse Ino ouvindo tudo.

 - Sinto muito, precisam ir sem mim. – Sakura se levantou e saiu correndo da taberna, a mãe a seguiu.

 - Não enlouqueça, filha, voltar é se entregar nas mãos da morte! – disse Mebuki, desesperada – Não pode ir até lá.

 - E o que devo fazer? Deixar que Itachi morra pelas mãos de Sasuke por minha culpa? – as lágrimas tremulavam nos olhos de Sakura – Não posso.

 - E o que vai fazer? Entrar, curar Itachi e se entregar a Sasuke? – Ino também saiu – Sinto muito, Sakura, mas não há o que ser feito!

 - Não vou deixar que os dois sejam destruídos. – Sakura usou um faca para cortas as cordas que prendiam um dos cavalos na carroça, montou nele olhando a mãe e a amiga – Amo vocês, sinto muito por isso.

 - Sakura, por favor! – Mebuki implorou, mas a filha disparou na direção oposta.

 Mebuki sentiu o peito apertar e passou mal, Ino a amparou sentando-a em um degrau, a loira mais nova tremia com violência olhando o caminho de poeira que Sakura tinha deixado.

 - Não vamos conseguir alcança-la. – disse Ino, temerosa.

 - Não precisamos. – Mebuki respirou fundo – Vamos adiante, para o país das flores, está há meio dia de viagem daqui.

 - Vamos deixar Sakura para trás? – espantou-se a Yamanaka.

 - Nunca deixaria minha filha para trás, mas a salvação dela está no país das flores. – disse a loira se levantando – Rápido!

∞∞∞

 Sasuke visitava o irmão, sempre quando ele estava dormindo pois não tinha coragem de encará-lo, nunca vira Itachi tão compadecido, aquele maldito furo em sua barriga atingira algum órgão e infeccionara, estava amarelado e claramente mais magro, suava e tinha tremores súbitos.

 O mais novo procurava não classificar seus sentimentos ou enlouqueceria, precisava manter a sanidade diante daquilo, Sakura e Ino estavam desaparecidas, enviou Juugo ao sul, sabia que a rosada tinha ido atrás da mãe, logo a teria ali novamente.

 - A-Achei... que não... viria. – a voz de Itachi era muito baixa, mas despertou Sasuke de seus pensamentos. Os olhos estavam fundos, os lábios rachados, mas a expressão era neutra e não acusativa como Sasuke achou que seria.

 - Eu vim algumas vezes. – disse o mais novo se aproximando um pouco mais.

 - Não conta... s-se eu... estiver desacordado. – Itachi tossiu e gemeu com dor.

 - Não sabia como olhá-lo. – disse Sasuke olhando para as mãos – Nii-san... E-Eu...

 - Eu sei. – interrompeu Itachi – Não... estou bravo, S-Sasuke. Nenhum d-de nós dois... é omisso de culpa...Eu a amo.

 - Eu sei, mas precisa entender que eu também a amo, Aniki. – disse o mais novo o olhando – E ela me ama.

 - Me ama tambem. – Itachi fechou os olhos – Sinto muito, O-Otouto. Pertenço... a ela. Mas agora, nada mais faz sentido se você... me odiar.

 - Por mais que tente não posso odiá-lo, nii-san. – a voz de Sasuke foi embargada, ele se sentou ao lado de Itachi – Me perdoe, eu não quis feri-lo. Eu sempre faço a coisa errada.

 - E nem por isso... e-eu deixei de segui-lo. – um sorriso fraco se formou no rosto de Itachi.

 

SASUKE’S FLASHBACK ON:

 - Rápido, nii-san! – o menino de sete anos corria pelas árvores. Era uma manhã clara, daquelas que o pequeno Sasuke não se incomodava em acordar cedo, pois seu irmão estava lá, Itachi morava no palácio central com o pai que Sasuke não via há um ano e meio e que só deixava Itachi vir visitar a mãe e o irmão mais novo de três me três meses.

 - Não tão rápido, Sasuke! – disse o garoto de doze anos os seguindo.

 Sasuke segurava sua espada de madeira, companheira fiel desde sempre, gostava de treinar com ele e sempre brincava de cavaleiro, sua mãe dizia que ele seria grande e teria uma espada de aço que usaria para defender todo o reino de Konoha.

 - Sabe que a mamãe não gosta que nos afastemos tanto do palácio, Otouto. – disse Itachi ofegante pela corrida, mas o mais novo apenas sorriu e continuou correndo.

 Sasuke só parou ao chegarem na nascente do rio, sentou-se na grama ofegante, Itachi agachou-se respirando com dificuldade.

 - Quero te mostrar uma coisa. – Itachi se colocou de pé puxando da bainha uma espada média, os olhos de Sasuke saltaram, seu coração acelerou e ele estava encantado com a arma, levantou-se se aproximando do irmão.

 - Sugoi! – exclamou – É de verdade?

 - Hai, o papai me deu no meu aniversário. – disse Itachi orgulhoso – É pesada, mas o papai disse que vou aprender a usar.

 - Eu posso segurar? – perguntou o mais novo animado.

 - Sinto muito Sasuke, mamãe me fez prometer que que não te deixaria pegar. – disse o mais velho guardando.

 O mais novo cruzou os braços inflando as bochechas irritado.

 - Não é justo, nii-san! – estava emburrado, Itachi tocou sua testa com dois dedos da mão direita o empurrando alguns centímetros para trás.

 - Talvez uma outra hora, Sasuke. – disse o mais velho com um sorriso cordial, pegou um graveto no chão estendendo-o para Sasuke – Vai ficar ai emburrado ou vai me deixar derrotar você de novo.

 Os dois príncipes começaram a brincar, Sasuke adorava aqueles momentos com o irmão mais velho, Itachi era uma boa companhia ainda que rara. O mais novo correu para uma pedra alta a escalando, ficou de pé no topo.

 - Eu sou o grande cavaleiro Uchiha Sasuke e vou derrotar todos os homens malvados! – gritou rindo em seguida.

 - Otouto, desça, pode ser perigoso. – preocupou-se Itachi, Sasuke foi obedecer, mas escorregou e caiu – SASUKE!

 Não fora tão grave, apenas um joelho ralado e inchado, Itachi colocou o mais novo nas costas e voltou para o palácio. Aquela cena ficou gravada na cabeça de Sasuke desde então, ele nas costas de Itachi com os braços rodeando seu pescoço enquanto tentava não chorar de dor pois era um homem e não podia sentir medo

SASUKE’S FLASHBACK OFF

 

 O braço de Itachi tremia, mas estava levantado, dos dedos tocavam a testa do mais novo e o toque acordou Sasuke de suas lembranças, não importa o que aconteceu ou aconteceria, sempre seriam irmãos, o elo estava mais forte do que nunca. O mais velho recolheu o braço.

 - Estava lembrando daquela tarde na nascente, alguns dias depois do seu aniversário. – disse Sasuke sentindo os olhos arderam – Se lembra?

 - Não poderia... e-esquecer aquele dia. – disse Itachi fechando os olhos – Aprendi algo... muito... valiosos nele.

∞∞∞

 ITACHI’S FLASHBACK ON:

 Sasuke não conseguiu segurar quando chegaram ao castelo e viram sua mãe, Mikoto correu preocupada com o filho na costas do mais velho, pegou-o colocando-o em seu colo e deixando que ele chorasse.

 - Pronto, meu amor, passou. – disse Mikoto ninando o pequeno filho – Quantas vezes preciso dizer que não os quero na mata?

 - A culpa foi minha, Okaa-san, tive a ideia de ir até a nascente. – mentiu Itachi, Mikoto sabia que era mentira, mas suspirou e se calou, acenou para que uma criada sua se aproximasse – Leve Sasuke para lavar o ferimento, faça um curativo.

 Sasuke seguiu a serva mancando e fungando baixinho, Itachi olhou a mãe se preparando para uma bronca, mas Mikoto sorriu, ela tinha um sorriso lindo e terno, sempre acolhedor e calmo, o menino queria passar mais tempo com ela. A rainha de Konoha passou um braço pelos ombros do filho que lhe batia na altura dos seios e começaram a andar pelo jardim.

 - Não está brava, Okaa-chan? – perguntou Itachi.

 - Estou, mas também estou feliz por cuidar do seu irmãozinho. – disse ela ainda sorrindo – Sasuke é um espirito livre, vai precisar muito da sua proteção e como irmão mais velho deve sempre ajuda-lo.

 - Se passasse mais tempo com ele, poderia protegê-lo melhor. – disse Itachi, triste.

 Itachi não gostava de morar com o pai, não havia ninguém para brincar e se reclamasse Fugaku diria que aos doze anos não era mais criança e não deveria brincar, sempre era arrastado para reuniões chatas sobre o reino, gostava dos dias que passava com a mãe e o irmão. Parou de andar e olhou a mãe.

 - Onegai, mamãe, peça pro papai me deixar ficar aqui, com você e Sasuke e eu o protegerei. – pediu, Mikoto suspirou, seus olhos se encheram d’água. A rainha se sentou em um dos bancos de madeira e colocou o filho diante de si, Itachi parecia querer chorar, mas não faria isso.

 - Querido, tudo que quero é que fique mais tempo com Sasuke e comigo. – disse segurando as lágrimas – Mas seu pai o quer ao seu lado.

 - Não quer que eu fique, mamãe? – perguntou o menino.

 - Itachi querido, não repita isso! Parte meu coração ao imaginar algo assim. Eu te amo mais do que qualquer coisa, meu amor, você e Sasuke são as razoes da minha vida e tudo o que eu queria era te por para dormir todos os dias. – uma lágrima escorreu pelo rosto de Mikoto – Mas você nasceu com o peso de uma nação nos ombros, me desculpe por isso, meu bem. Será rei e por isso seu pai quer formá-lo, mas farei assim, conversarei com seu pai e pedirei para que venha mais vezes ficar conosco, o que acha?

 - Tudo bem. – o menino secou a lágrima do rosto da mãe, Mikoto sentou o filho em seu colo e o abraçou.

 - Meu amor, sinto muito por isso, mas tem o peso de uma coroa na cabeça e deve aprender a ser um bom rei sem deixar de ser um bom homem. – sussurrou Mikoto – Sem esquecer Sasuke.

ITACHI’S FLASHBACK OFF

 

 Cuidar de Sasuke.

Sempre cuidar de Sasuke, ainda que tenham suas rusgas, era seu irmão mais novo que sofrera com o pai ausente e com as idas e vindas do irmão, Itachi sempre quis protegê-lo. Agora ele estava ali, o olhando com culpa nos olhos por tê-lo ferido.

 - Traga minha filha, desejo vê-la. – pediu Itachi em um sussurro baixo e tossindo em seguida.

 - Seria bom deixar que Sumire veja o pai nessa situação? – perguntou Sasuke encarando o irmão.

 - Antes nessa situação do que nunca mais. – disse Itachi gemeu de dor – Quero vê-la... antes...de partir.

 - Não vai morrer, Itachi! Lute! – disse Sasuke tremendo – Por sua filha, por nossa mãe!

 - Vá irmão... e-eu... tenho sono. – gemeu Itachi fechando os olhos.

 Sabia que Sasuke estava com medo, mas sabia também que não duraria muito, talvez cinco dias e a febre o levaria daquele mundo. Levou seu pensamento até Sakura lhe desejando uma vida feliz longe de tudo aquilo.

∞∞∞

 Longe dali, no país vizinho um rei solitário olhava pela janela da sala do trono, aquele maldito gosto amargo não lhe saia da boca, há dias se sentia mal sem entender o motivo, sua mãe Tsunade já o alertara, podia ser uma doença, mas aos 36 anos, Kizashi Haruno nunca esteve tão bem, se não fosse aquele maldigo aperto no coração.

 O país das flores era lindo, da janela o rei podia ver algumas colinas tomada por diversas flores, desde criança aquele cenário o acalmava, tinha que funcionar naquela hora. De repente sentiu seu coração acelerar de um jeito que não acelerava há mais de dezoito anos, algo iria acontecer.

 - Meu rei? – a voz grave soou atrás do homem de cabelos vinho se virou. O jovem de cabelos prateados e máscara que cobria-lhe boa parte do rosto estava com um joelho apoiado no chão.

 - Levante-se, Kakashi, já disse que não deve ter essas formalidades comigo, é como um filho para mim. – disse Kizashi se sentando no trono de carvalho polido.

 - Há uma mulher que deseja vê-lo. – anunciou o prateado, o rei suspirou.

 - Não me sinto bem, não tenho paciência para atender camponeses, pelo menos não hoje. – disse irredutível – Mande-a embora.

 - Ela disse que é urgente, Majestade. – disse Kakashi – Insistiu para que eu lhe dissesse o nome dela, chama-se Mebuki.

 O coração do rei parou, uma chama de esperança ardeu em seu peito, mas cético, ele a obrigou a apagar.

 - Mebuki morreu há anos. – respirava com dificuldade – Não é real.

 - Devo manda-la embora? – o jovem não entendeu.

 - Que entre. – sussurrou o rei.

 E ela entrou, o tempo quase não tinha lhe tocado e nas partes que tocou apenas lhe fizera bem, aquele tom tão incomum de loiro, aqueles olhos como favos de mel, aquele cenho franzido de preocupação. Kami só podia estar lhe pregando uma peça, estava acompanhada de uma jovem loira para quem Kizashi não se atentou.

 - Por Rikudou, meus olhos me enganam, vejo os mortos. – levantou-se, mas permaneceu no lugar.

 - Não estou morta, Kizashi-sama, acredite em seus olhos. – ela juntou as mãos.

 - Meu pai disse que sim, encontraram a carroça acidentada e queimada, o corpo incinerado carregava o seu cordão! – disse o rei, perturbado.

 - Seu pai o enganou. – disse Mebuki tremendo – Escute-me, Kizashi, eu lhe explicarei tudo, mas o tempo não nos é benfeitor, preciso de uma favor.

 - Está brincando comigo? Você desaparece por anos, acredito que está morta e de repente ressurge diante dos meus olhos! Ainda me pede um favor? – ele vociferou.

 - Entendo que esteja furioso, mas o favor não é pra mim. – Mebuki suspirou – É para nossa filha.

∞∞∞

 Demorou três dias para chegar, estava exausta, mas não podia parar, precisava salvar os irmãos Uchiha. Chegou ao palácio central dispensando seu cavalo, viu que pelo lado oeste uma carroça de alimentos chegava, enfiou-se no meio das pessoas que transportavam a comida e adentrou o castelo pela cozinha. Saiu escondida esgueirando-se pelos corredores, a faixa de sua testa tinha se perdido, rezava para não encontrar alguém conhecido, fugia dos guardas também.

 Nunca estivera no palácio central, mas assim como no das esposas e no das escravas a ala real devia ficar ao norte, rumou para lá visando encontrar Itachi ainda vivo, passou por um pátio aberto iludindo-se ao não ver ninguém.

 No andar de cima Ibiki andava para a sala do trono quando viu uma pessoa andando pelo pátio, de inicio pensou ser uma serva qualquer, mas logo o cabelo rosa lhe chamou atenção, o ponto na testa entregou tudo.

 - Você! – berrou e a garota olhou assustada.

 Sakura não tinha tempo de ficar com medo, saiu correndo o mais rapido que podia, ouvia os gritos do homem que lhe descobrira indicando sua trajetória, correu pelos corredores rezando a Kami para que a guiasse pelo caminho certo e Kami o fez.

 Encontrou Itachi deitado em uma cama quase entregue nos braços da morte, apenas Mikoto estava com ele e a morena chorava muito, arregalou os olhos ao ver Sakura.

 - Sakura? – ela perguntou.

 Sakura fechou a porta trancando-a por dentro, deu a volta na cama vendo o estado deplorável de Itachi, ele nem conseguia ficar acordado. Afastou as cobertas e retirou a bandagem feita por Shizune, as ervas não adiantavam mais, a carne estava apodrecida pela infecção, Itachi estava a beira da morte.

 - O que está fazendo? – Mikoto quis saber.

 - Salvando a vida dele. – disse Sakura se concentrando.

 O ponto em sua tesa começou a brilhas e o desenho se formou em suas testa, as mãos brilharam em verde e ela colocou sobre o ferimento no abdômen de Itachi, Mikoto olhava incrédula, tinha parado de chorar e agora estava chocada.

 A porta começou a ser esmurrada, gritos começaram a soar para que a porta fosse aberta, mas Sakura não podia se distrair, o ferimento era profundo e estava podre demais, talvez não conseguisse, talve... Não! Iria conseguir!

 Intensificou a energia que saia de suas mãos, Itachi começou a gemer e acordar, olhou Sakura sem acreditar no que estava acontecendo, Sakura ficou feliz por estar funcionando, a necrose começou a retroceder, o ferimento foi se fechando.

 - Vá embora, Sakura! – ordenou Itachi.

 - Não! – disse ela focada.

 - Eles vão te prender, vá! Fuja! – dizia o príncipe desesperado. Sakura a olhou nos olhos.

 - Eu já disse que não. – foi firme.

 A porta foi posta para baixo, Mikoto gritou quando os guardas adentraram junto com o rei, todos param ao olhar para Sakura e o que fazia, Sakura não parou.

 - Bruxaria! – berrou Fugaku.

 - Olhe, Fugaku, ela o está curando! – disse Mikoto – Por favor, espere!

 Sakura não quis olhar apenas continuou. Seu nariz começou a pingar sangue pelo esforço e quando o ferimento estava quase fechado perdeu as forças caindo de joelhos, o selo em sua testa voltou ao normal, estava exausta, mas tinha salvado a vida de Itachi que a olhava.

 - Prendam-na! – ordenou o rei.

 Sakura não conseguia reagir e em verdade não queria , dois guardas a pegaram pelos braços a levantando, estava quase desmaiada, e por isso não os temeu.

 - Não, meu pai! – Itachi tentou levantar, mas foi impedido pelo ferimento.

 Sakura perdeu os sentidos.

∞∞∞

 Quando Sasuke soube não acreditou, desceu correndo para os calabouços deixando-se levar pela emoção. Sakura voltara por Itachi e só por ele, o Uchiha mais novo sentia raiva disso. Abriu a sela encontrando-a sentada na cama de pedra, ela nem se moveu apenas o olhou se forma penetrante, parecia abalada.

 - Voltou por ele? – perguntou Sasuke em tom baixo.

 - Por você também. – ela murmurou – Ou acha que conseguiria lidar com a culpa se matasse seu único irmão?

 - Não minta! – ele elevou a voz – Soube que Itachi padecia e voltou pra ele. Me treiu mais uma vez.

 - Não negarei a primeira, pois aconteceu em verdade. – ela suspirou – Mas se salvar você de uma culpa destruidora é traição eu não sei.

 Sasuke andou até Sakura a pegando pelos ombros, a raiva inflamava seu peito assim como a dor.

 - Está brincando comigo? Que tipo de jogo perverso é esse? – perguntou junto ao rosto dela – Você me ama! Eu sei que ama!

 - Amo. – Sasuke parecia cansada – Mas amo Itachi também.

 - NÃO PODE AMAR DUAS PESSOAS! – Sasuke gritou contra o rosto da rosada.

 - Diga isso ao meu coração. – disse ela calmamente.

 Sasuke a soltou, sua respiração estava irregular quando lhe deu as costas, tinha que controlar sua fúria, ela era mortífera.

 - Eu lhe condeno a vinte chibatadas. – decidiu a olhando, Sakura teve um estalo e seus olhos se encheram d’água.

 - Me mate. – pediu – Será melhor para todos, me mate, Sasuke!

 - Vinte chibatadas. – o Uchiha mais novo saiu da sela.

∞∞∞

 Sakura trema encolhida sobre a cama de pedra, vinte chibatadas não era o suficiente para que morresse, e isso era o que queria, já tinha causado mal demais para os homens que amava, torcera para Sasuke a condenar a morte, mas ele não o fez.

 A cela se abriu e um homem entrou, Sakura nunca o tinha visto, era alto e mal encarado, tinha cabelos e olhos castanhos, usava roupas luxuosas e parecia irritado. Ao olhar Sakura ele pareceu um tanto incrédulo, como se estivesse surpreso.

 - Por Kami, as histórias não eram exageradas. – sussurrou se aproximando – Você é linda.

 Sakura continuou em silêncio, não conhecia aquele homem mas o odiava, era repugnante aquele olhar desejoso que depositava sobre ela.

 - Agora entendo como conseguiu ganhar o coração dos meus dois filhos. – disse ele com um meio sorriso.

 - Rei Fugaku. – Sakura se espantou.

 - Isso mesmo. – aproximou-se mais – Precisava conhecer a mulher que quase acabou com todos os meus planos.

 - Eu nunca quis magoar seus filhos. – assegurou a rosada.

 - Eu não me importo. – foi frio, segurou o queixo de Sakura, mas a rosada se afastou do toque – Eu bem poderia toma-la para mim, mas sua existência é um problema para o meu futuro.

 - O que quer? – rosnou a Haruno.

 - Já matei minha curiosidade, bruxa. – aprumou-se – Maldita beleza, que ela lhe acompanhe para o tumulo.

 Sakura não entendeu e o rei a deixou.

∞∞∞

 Os lordes locais estavam lá assim como outros nobres, no centro uma estrutura de madeira com um tronco no meio, Sasuke estava ao lado do pai em uma sacada vendo tudo de cima, Fugaku tinha achado terrível apenas vinte chibatadas, punição ridícula apenas simbólica, mas a escrava era de Sasuke. Ele escolhia o melhor.

 - Precisava fazer disso um acontecimento? – perguntou Sasuke ao lado do pai.

 - Se for vomitar saia de perto de mim, não tolero que um filho meu seja fraco. – disse o rei.

 Sasuke suspirou.

 Sakura foi traga por soldados, subiu na estrutura de madeira e foi amarrada no tronco de forma com que o abraçasse. O único soldado que ficou cortou seu vestido simples e sua lingerie revelando suas costas, o coração de Sasuke o acusava, mas não havia nada a ser feito.

 O soltado pegou o chicote e olhou para o rei, Fugaku assentiu e a primeira chicotada aconteceu, Sasuke se enrijeceu e se surpreendeu por Sakura não ter gritado, outra chibatada e as pessoas que assistiam soltaram grunhidos excitados. Malditos sádicos! Sasuke queria matar todos.

 O soldado tinha mão pesada, na quinta chicotada um corte já se abriu, Sasuke sentia a dor, mas Sakura não gritava, ela chorava e fazia cara de dor, mas não gritava, não iria lhe dar aquele gosto. Na decimo açoite já haviam cinco cortes que escorriam sangue, Sasuke não conseguiu e desviou o olhar, aqueles malditos aplaudiam e gritavam.

 - A vadia é forte. – comentou Fugaku.

 Na decima quinta Sasuke implorou mentalmente para que Sakura gritasse e dissipasse aquela tensão, mas ela não gritou e quando o soldado deu a vigésima chibatada, haviam trezes cortes que sangravam. Sasuke suspirou aliviado por ter acabado.

 - Queridos nobres aqui presentes! – Fugaku chamou a atenção – Acabaram de presenciar a punição de uma escrava que traiu o seu senhor, mas ainda não acabou.

 - Pai? – Sasuke o olhou.

 - Eu, Uchiha Fugaku, rei de Konoha, julgo essa mulher como culpada por pratica de bruxaria e a sentencio a morte. – disse Fugaku – Que seja queimada.

 - NÃO! – Sasuke berrou, com um gesto de Fugaku os soldados seguraram Sasuke que se debatia – ELA É MINHA ESCRAVA, NÃO PODE FAZER ISSO! POR FAVOR PAI! EU IMPLORO, NÃO!

 Fugaku acertou um tapa no rosto do filho.

 - Você é um príncipe da casa dos Uchiha, você não implora por nada, muito menos por bruxas imundas. – disse entre os dentes – QUEIMEM A BRUXA!

 ∞∞∞

 Sakura nunca quis morrer queimada, a dor lhe dominava, o grito estava preso em sua garganta, sem entender uma energia imensa crescia dentro de si, ela o sentia no ventre e nas pontas dos dedos, o sangue escorria de seus ferimentos, a dor era parte de Sakura.

 Ela não conseguia protestas, estava a ponto de desmaiar, mas assistiu enquanto madeira era colocada ao seu redor, fechou os olhos aceitando a morte quando ouviu o barulho do fogo, o mesmo soldado que lhe açoitara carregava uma tocha.

 De repente o soltado caiu no chão, havia uma flecha em seu peito e ele estava morto, ouviram as trombetas soarem, e viram uma tropa inteira descendo a colina, os guardas se juntaram para receber quem quer que fosse, a tropa de pelo menos duzentos homens adentrou os portões do pátio com violência, as cores eram vermelho e dourado, Sakura não entendia nada.

 Um homem passou em meio a todos, estava em um cavalo branco, usava armadura prateada e uma capa vermelha, retirou o elmo deixando que os cabelos de um vinho surreal aparecessem, seus olhos eram de um verde esmeralda penetrante. Algo nele chamava Sakura, era como se o conhecesse, tremeu quando ele a olhou com compaixão.

 - Soltem-na! – ordenou.

  - QUEM OUSA INVADIR MEU PALÁCIO? – Fugaku berrou da sacada, o homem de cabelos vinho o olhou com raiva.

 - Exijo que a solte agora, ou terá uma batalha sangrenta! – ameaçou.

 - Não exige nada em meu país sem um nome, bastardo! – Fugaku esbraveja – Quem é você?

 - Eu sou Haruno Kizashi, o rei do País das flores! – ele grita em alto e bom som, olha para Sakura – E pai de Sakura.

 Sakura perdeu os sentidos.


Notas Finais


EEEEEEETTAAAAA! Eu quero só ver o que vocês vão dizer hahahahaha
COMENTEM!
XOXO


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