História A escuridão de um Amor Celestial ( Malec ) - Capítulo 132


Escrita por: ~

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Categorias As Peças Infernais, Harry Potter, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Supernatural, The Vampire Diaries
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Raphael Santiago, Sebastian Verlac, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Aleclightwood, Gaycouple, Lgbt, Magnusbane, Malec, Romance, Saphael, Supernatural
Visualizações 359
Palavras 2.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


quase chegando a 600 favs

SOCORRO ♥♥♥
ME ABRACEM.................. só não fiquem tentados a me enforcar.......

Capítulo 132 - O Olho de Deus


Fanfic / Fanfiction A escuridão de um Amor Celestial ( Malec ) - Capítulo 132 - O Olho de Deus

Peru.

Na visão de Alec apareceram claramente as coordenadas para a montanha Huascarán no Peru.

E era lá que ele e Jonathan estavam agora, sobrevoando a área.

Asas negras e medonhas ao lado de asas claras e lindas.

Valentim tinha ficado na “toca” vigiando cada movimento deles, e isso era desesperador.

Ninguém respondia para Alec como exatamente ele era visto e escutado o tempo todo, sendo monitorado e vigiado por câmeras e microfones invisíveis de um jeito mais bizarro que a casa do Big Brother Brasil.

Por isso Alec precisava ter um cuidado redobrado.

Precisava se fechar, ignorar qualquer emoção e parecer um soldado mecânico apenas obedecendo as ordens que recebia.

Assim como na visão que teve a algumas horas atrás, estava chovendo e a cada segundo ficava mais forte, deixando o mar ao redor se debatendo violentamente e se chocando contra as pedras.

Já estava amanhecendo, mas a escuridão prevalecia em meio a tantas nuvens carregadas e ventos fortes.

Os raios poderiam acerta-los facilmente naquela altura, mas Jonathan não parecia preocupado com isso.

Sua concentração estava voltada totalmente para um ponto especifico na direção daquela enorme e larga montanha.

O farol numa pequena ilha mais ao lado era a única iluminação que eles tinham além dos raios, mas Alec ainda conseguia enxergar o exercito de demônios Mantis que os acompanharam pelo Portal e que agora estavam se espalhando por cada canto daquela região.

- Pra quê tantos demônios? - O moreno perguntou alto para ser escutado através da tempestade.

- Pra fazer o trabalho deles. Essas barreiras são como armadilhas. Há várias delas espelhadas. Valentim conseguiu ver algumas por um mini Portal negro depois que você deu as coordenadas, mas esses demônios vão encontra-las pra nós até conseguirmos um ponto oco para derrubar a barreira principal.

- E como eles vão nos avisar?  

A pergunta de Alec foi respondida pelo primeiro brilho de fogo que surgiu numa parte da montanha.

Um dos demônios esbarrou na barreira e se desintegrou depois de soltar um grito monstruoso.

Jonathan sorriu satisfeito por seu plano estar funcionando e logo mais e mais demônios foram desaparecendo.

Era quase como ver mosquitos batendo num repelente elétrico, só que de um jeito bem bizarro.

Mas por um lado isso era bom.

Essas criaturas estavam morrendo, sumindo do mundo, mas ainda era chocante ver Jonathan simplesmente jogando seus seguidores pra uma armadilha como se fossem nada.

“Se eu não estivesse sendo vigiado a cada segundo eu o empurraria na barreira” - Alec meditou, mas despertou de seus devaneios quando um clarão mil vezes mais forte surgiu no sul da montanha.

- PAREM! - A voz estridente de Jonathan ecoou a quilômetros de distancia e os demônios que restaram, quase uma centena, se viraram para seu mestre. - Já achamos o ponto exato onde a barreira foi erguida, agora se afastem e vigiem as redondezas.

Eles obedeceram imediatamente e se afastaram um pouco da montanha, se camuflando na escuridão.

Alec sentiu seu estomago embrulhar quando Jonathan se virou pra ele.

- Isso foi muito mais rápido do que eu imaginei. Quem escondeu as Relíquias não fez um bom trabalho. - Disse contente e em parte entediado. - O ponto onde a barreira começou a ser erguida é mais sensível e por isso o choque quando uma criatura infernal esbarrou foi mais forte. Agora só temos que ir até lá desarma-la.

O rapaz começou a voar ao redor da montanha, até onde veio o clarão e Alec o seguiu, pensando inutilmente num jeito de escapar... de impedir isso.

Mas não havia muita esperança.

Os Morgenstern teriam que se apossar daquelas Relíquias ou o demônio azul e o coração de Magnus sofreriam as consequências.

E isso era inaceitável.

Jonathan parou de repente, ainda no ar e Alec ficou observando enquanto ele entonava um cântico macabro.

Uma fumaça escura saiu de suas mãos estendidas e as palavras saíram numa língua estranha e mórbida.

A tempestade ficou ainda mais intensa, mas o frio que Alec sentia não era pela água congelante que caía sem parar sobre seu corpo, e sim porque a morte parecia estar se aproximando.

Em poucos minutos aquelas palavras foram ficando mais baixas até cessarem.

A barreira de proteção principal deixou de ser invisível e ganhou uma coloração esbranquiçada, mas ainda permanecia em pé.

“Isso” - A mente de Alec gritou com certo alívio. - “Ele não conseguiu.”

Mas tão rápido quanto veio, esse alívio se esvaiu quando Jonathan o ordenou.

- A barreira está vulnerável. Agora você só precisa lançar seu poder e ela explodirá. Exatamente naquele ponto rachado.

- Por que você mesmo não faz isso?

- Porque eu estou mandando você, Lightwood. Então obedeça antes que eu me irrite. - Ele rosnou. - Além do mais, só você pode romper as barreiras e tirar a Relíquia do lugar sem grandes danos porque é o Escolhido.

Quase vomitando, Alec mirou onde Jonathan havia apontado e lançou uma luz forte e branca na rachadura.

Em apenas alguns segundos a proteção tremeu e explodiu como se fosse vidro estilhaçando.

O sorriso do rapaz se tornou mais triunfante quando algumas cavernas escuras e assustadoras começaram a aparecer por toda a extensão da montanha.

- São muitas entradas. - O moreno murmurou encarando cada uma delas. - Como vamos saber qual é?

- Siga seus instintos, Ligthwood. Se concentre e vá. - A voz dele foi ficando mais distante. - Não perca tempo ou você sabe quais são as consequências.

Alec se virou pro rapaz, prestes a argumentar, mas ele já havia sumido, então com um suspiro frustrado encarou novamente as inúmeras entradas.

Olhando assim pareciam todas iguais, o que não ajudava muito.

“O Olho de Deus! Me mostre onde está o Olho de Deus. Me mostre o caminho para a Relíquia da Aldeia Corvinal” - Sua mente implorou diversas vezes.

Por um tempo nada aconteceu, mas com um estalo, a visão e audição de Alec se direcionaram para uma das entradas.

A abertura pareceu mudar e ficou com um formato diferente das outras.

Era mais irregular e quase era possível ver uma luz laranja brilhando ao fundo.

O anjo voou até lá depressa, querendo acabar logo com isso e se livrar daquela chuva insistente.

Quando botou os pés nas pedras da caverna, uma trilha de chamas se acendeu nas paredes, iluminando o caminho.

Estalactites cobriam vários pontos do teto e muitas pedras de diferentes tamanhos se espalhavam pelo chão.

Depois de muitas curvas, entradas dentro de entradas e alguns desvios sem querer para becos sem saída, Alec foi reconhecendo o lugar.

Foi reconhecendo aquelas paredes gosmentas e assustadoras que apareceram na segunda visão que teve.

Mas diferente daquela vez, Magnus não estava com ele.

“Magnus” - Seu coração o chamou. - “Eu sinto muito”

Mais alguns passos e antes que começasse a chorar, Alec viu uma luz diferente no final daquele corredor.

Uma luz azulada e agradável.

Ele quase correu em frente e viu.

Num grande espaço que parecia uma sala redonda, com algumas outras entradas tinha uma estátua enorme do mago Merlin, quase batendo no teto alto e em sua mão estendida estava a Relíquia.

- O Olho de Deus. - Alec disse com um sorriso de satisfação e uma pontada de desespero.

Ele se aproximou devagar, pois o chão tinha muitas rachaduras, e como a estátua era alta, ele voou e parou em frente a mão de Merlin.

A Relíquia era redonda e tinha um brilho azul muito forte.

Parecia mesmo o formato de um olho e Alec se esticou meio assustado para pega-lo.

A caverna pareceu tremer por um breve momento, e uma voz desconhecida ecoou em sua mente.

“O Olho de Deus se moldará às suas necessidades.”

Antes que pudesse processar aquilo, um choque atravessou seu corpo inteiro, como uma descarga de energia.

A sensação era boa, mas ele não demorou muito, apenas enrolou a Relíquia num pano que tirou do bolso e pousou novamente no chão de pedra rachada.

Tudo parecia estar indo bem, mas quando se virou para entrada de onde veio, seu corpo congelou no lugar.

“Não! Não! Não!”

- Jace? O qu... o que você está fazendo aqui? - Perguntou incrédulo.

O loiro ali parado, ofegando e ainda pingando pela forte chuva lá fora parecia até uma miragem no meio do deserto.

Já fazia uma semana que não o via, além dos breves momentos em que entrava na sala de comandos da “toca” e o via por uma das inúmeras telas por um breve segundo antes de a imagem escurecer.

- O que eu estou fazendo aqui? - Jace retrucou numa mistura de pânico e alegria. - Eu vim te salvar e te impedir de fazer uma burrice.

A mente de Alec quase entrou em pane com o irmão ali.

Ele não esperava por isso.

Não esperava mesmo.

“Talvez seja um teste. Uma alucinação.” - Pensou. - “Jonathan quer ver como eu lido com isso.”

- Eu não preciso que você me salve. Só preciso que saia da minha frente. - Disse com a voz afiada como uma faca.

Mas aquele era Jace.

Era mesmo seu irmão, e apesar de estarem com a ligação parabatai temporariamente bloqueada, o loiro conseguia perceber o tom quebrado e desesperado por trás daquelas palavras.   

- Alec, fala sério. - Jace deu um passo a frente, e sem pensar, o moreno recuou. - O que você tá fazendo? Que loucura é essa?

Silencio.

Alec não conseguiu falar, pensar em mais nada.

Não conseguiu nem respirar quando Isabelle apareceu.

Mais alguns segundos e Tessa também surgiu.

Seus companheiros Celestiais estavam todos ali, molhados e ofegantes, claramente por terem corrido pelas aberturas traiçoeiras da montanha.

Com uma pontada de choque ele percebeu que havia alguns cortes no uniformes deles, e um pouco de sangue saia das feridas.

Sem contar o icor preto que sujava o tecido.

“O exercito de demônios lá fora.” - Pensou com uma nova e interminável onda de pânico.

O olhar dos 3 era uma mistura de medo e esperança.

Tudo o que Alec queria era jogar longe aquele troço que segurava e correr até os irmãos, implorando por perdão.

Mas ao invés disso apenas recuou mais um passo.

Não podia fraquejar.

Não agora.

- Saiam do meu caminho! - Disse quase num rosnado.

- Maninho... por favor, volta pra nós. - Izzy implorou entre lágrimas.

- Por que você está fazendo isso, Alec? - Tessa questionou. - Por que está com o inimigo?

Porque eu preciso.” - Quis dizer, mas ficou mudo, procurando uma rota de fuga.

Com um pouco de atraso ele se lembrou que haviam mais entradas naquele espaço, mas antes que pudesse se virar, a Relíquia foi arrancada de sua mão.

Magnus passou correndo e levou o Olho ainda enrolado pra perto dos outros.

O coração de Alec entrou em combustão no peito e ele podia jurar que enfartaria a qualquer momento.

- Me devolve isso, Magnus. - Disse num grito.

O nome dele soando alto e claro depois de tantos dias apenas o chamando pela mente, trouxe uma sensação intensa demais.

Durante aquela semana, Alec fez de tudo pra bloquear qualquer coisa relacionada a sua família, mesmo eles aparecendo constantemente em sua cabeça.

Até tinha deixado seu colar para trás, mas ainda podia sentir o pingente de coração queimando em seu peito.

Pingente esse que escapou por entre a gola da camisa de Magnus e agora pendia brilhante em seu pescoço.

As lágrimas já ardiam em seus olhos, mas Alec se recusou a deixar qualquer uma delas cair.

- Alexander.... - Magnus chamou com uma voz dolorida e o moreno recuou mais um pouco, até se escorar na estátua para não sucumbir ao chão. - Alexander, por favor... diz o que aqueles idiotas estão fazendo com você pra que possamos te ajudar.

Alec não ia conseguir.

Não suportava ver o sofrimento que estava causando naqueles que amava.

Ele sabia que sua família não estava bem, mas agora, vendo seus rostos desesperados... era uma sensação horrível.

Era doloroso demais.

E só piorou quando mais pessoas começaram a aparecer.

Clary, Simon, Will e Jem.

Blink, Caleb, Léo e Raphael.

Todos se aglomerando ali... implorando pra que ele voltasse.

Todos pensando que ele estava sendo controlado.

Até mesmo os 4 Cavaleiros estavam junto e todos eles tinham alguma ferida, com certeza provocada pelo exercito  de Mantis.

Só que os olhos de Alec não conseguiam se desgrudar de Magnus, parecendo pálido e exausto, como se não dormisse a dias.

Seu coração estava cada vez mais apertado e sua mente gritava “Me perdoem! Eu não tenho escolha

Mas de sua boca saiu apenas:

- Como me encontraram?

- Magnus teve uma visão a algumas horas atrás. - Jace quem respondeu. - Ele viu a localização da Relíquia e nós nos organizamos e viemos correndo.

- Então quer dizer que não precisamos estar juntos pra ter visões. - Murmurou baixinho pra si mesmo.

- Nós viemos te salvar, Alec. - Isabelle disse. - Vem com a gente. Vamos voltar pro Instituto e descobrir como...

 - EU NÃO PRECISO SER SALVO. - Ele cortou. - Eu só preciso dessa maldita Relíquia, então me dá, Magnus. AGORA!

 - Não! - O rapaz retrucou e escondeu o Olho atrás das costas. - Você não pode entregar isso pros inimigos. Eles vão destruir o mundo.

- Isso não importa!

- Mas você importa, Alec. - Magnus disse e tudo mais ao redor pareceu sumir aos poucos. - Nós precisamos de você... eu preciso. Essa semana tem sido a pior da minha vida. Não saber como você está... não te ter ao meu lado, sorrindo e dizendo que tudo vai ficar bem é uma tortura. Então por favor, volta pra mim, aladinho. Conte como eles estão te controlando pra que possamos concertar tudo.

Sem conseguir mais aguentar, Alec deixou uma lágrima cair.

Aquela única lágrima era apenas uma amostra do quanto seu coração estava sendo perfurado.

Mas seu coração não importava, e sim o de Magnus.

Magnus podia estar sofrendo agora... mas pelo menos ficaria vivo.

O próprio Alec destruiria o mundo pra se certificar disso.

Só que ele não sabia o que dizer, não sabia como reagir agora.

As palavras ficaram se acumulando e trancando sua garganta, impedindo-o até de respirar.

“Conte como eles estão te controlando pra que possamos concertar tudo.”

A resposta pra isso veio de Jonathan.

Alec nem viu por onde ele surgiu porque sua visão estava embaçada e sua mente num conflito sem fim.

Talvez tenha se materializado ali, bem ao seu lado.

- Que gracinha. Vocês todos pensam que Alec está sendo controlado? - Jonathan disse com um sorriso debochado enquanto repousava a mão no ombro do moreno, fazendo o grupo empalidecer. - Mas e se eu dissesse que ele está aqui por vontade própria? E se eu dissesse que Alec Lightwood tem permissão para ir embora a hora que quiser, mas que escolheu ficar ao lado dos Morgenstern?

- Isso... isso não é possível. - Jace murmurou incrédulo.

- Mas é a verdade, Jace. - Alec disse em um tom frio e cortante. - Eu estou aqui porque eu quero. Estou fazendo essas coisas porque eu quero. Então me entreguem a Relíquia e me esqueçam.

O moreno deu um passo a frente com a mão estendida para Magnus, mas o rapaz recuou com uma expressão destruída e Jonathan apertou seu ombro, impedindo-o de avançar mais.

- Vamos sair daqui. - Murmurou sério.

- Mas e o Olho? - Alec rebateu confuso. - Eu vou pega-lo.

- Não! Vamos sair daqui agora.

Rapidamente um Portal foi aberto e Alec só teve tempo de ver seus amigos correndo em sua direção e a voz de Magnus dizendo “nós não vamos desistir de você” antes de ser sugado por aquele redemoinho negro.



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