História A escuridão de um Amor Celestial ( Malec ) - Capítulo 133


Escrita por: ~

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Categorias As Peças Infernais, Harry Potter, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Supernatural, The Vampire Diaries
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Raphael Santiago, Sebastian Verlac, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Aleclightwood, Gaycouple, Lgbt, Magnusbane, Malec, Romance, Saphael, Supernatural
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Palavras 3.298
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ficou bem óbvio que capítulos "assim" geram bem menos comentários, e eu sei que vocês preferem só hot e felicidade, mas essas partes "técnicas" são necessárias pra "não perder o sentido" da história (apesar de ser a fic mais sem sentido do mundo)

Prometo que tô tentando encurtar essas partes pra chegar naquilo que vocês querem :)

Capítulo 133 - Essas são as feridas que menos me importam agora


- Seu idiota! - Alec berrou para Jonathan assim que pousaram na “toca” pelo Portal. - Você queria aquele maldito Olho, então porque não me deixou pega-lo? Eu podia...

- Podia o quê? - A voz de Valentim, fria e cortante ecoou, interrompendo o ataque de fúria do anjo. - Podia chegar mais perto da sua antiga equipe e colocar tudo a perder?

Com o coração ainda dolorido dos batimentos fortes e irregulares, Alec desviou o olhar do jovem Morgenstern para o mais velho.

- Do que você tá falando, seu lunático? Eu só ia pegar a Relíquia.

- Não. Você ia chegar perto deles e ia fraquejar. - Jonathan disse. - Você não seria capaz de lutar contra todos eles caso fosse necessário. E aquele Bane? Cada vez que ele falava você recuava, mas no instante seguinte dava 2 passos na direção dele sem nem perceber. Vocês são atraídos um para o outro e por isso não estava preparado para aquela situação.

- Vocês sabiam disso? - Perguntou cerrando os punhos com força. Sua mente girava e seu peito continuava doendo. - Sabiam que eles iam aparecer?

- Não! Foi mesmo uma infelicidade. Mas não estou surpreso. Eles são muito persistentes.

- E quanto a Relíquia? Eu quero acabar com essa merda logo. Vocês disseram que se eu a entregasse pra vocês eu poderia levar o demônio vivo e o baú lacrado. Então me deixem ir buscar. Eu vou pro Instituto e pego o Olho.

- Não! - Valentim murmurou depois de trocar um olhar com o filho. - Eles não estão no Instituto e você não iria sozinho. Nós vamos recuperar aquilo, mas primeiro você vai descansar. Isso é uma ordem, Lightwood. Você é poderoso mas não está recuperando as energias gastas com os treinamentos. Um anjo exausto não faz parte do acordo.

- Da chantagem, você quer dizer.

- Chame do que quiser. Contanto que obedeça. Vá dormir até te chamarmos de novo.

Com um rugido frustrado o moreno foi para o quarto.

Ele tirou aquelas roupas molhadas e foi tomar um rápido banho.

Quando se deitou na cama, minutos depois, seu corpo agradeceu por aquele conforto do colchão macio e dos lençóis sedosos, mas sabia que não conseguiria dormir.

Sua mente ficava relembrando o momento em que Jace apareceu na caverna, machucado, tanto fisicamente quanto espiritualmente.

Sua irmãzinha no mesmo estado.

Seus amigos.

E Magnus.

Ver Magnus daquele jeito, desesperado e destruído, implorando que voltasse pra ele foi a pior coisa.

Foi a pior de todas as dores que vinha sentindo nos últimos meses.

Uma hora se passou, e então mais uma.

A tela na parede que mostrava a jaula no porão estava desligada, então ele se forçou a esvaziar sua mente e dormir um pouco.

 

****

 

Apesar das tochas continuarem acesas, a caverna pareceu ficar mais escura depois que Alec desapareceu.

Na verdade o mundo inteiro estava menos iluminado desde que Alec se uniu aos inimigos.

Jace estava de joelhos no chão, a meio caminho de onde o Portal negro tinha se fechado enquanto os outros amigos ficaram congelados e em silencio mais atrás.

Todos estavam sofrendo... se sentindo inúteis, mas Magnus estava pior.

Ele não só viu, mas sentiu a frieza de Alec ao dizer que escolheu o lado inimigo por vontade própria.

Sentiu o desespero dele para tentar recuperar aquela maldita Relíquia, e o mais chocante de tudo foi Alec dizendo que o mundo não importava e que era pra esquecerem ele.

Ninguém soube o que dizer por uma eternidade, então quase inconscientemente, Magnus abriu uma fresta do pano que cobria O Olho e o analisou.

- Vamos usar esse troço pra encontra-lo. - Sua retumbou pelas paredes de pedra, quebrando aquele silencio doloroso. - Ela é capaz de encontrar qualquer coisa, não é? Então vamos rastrear o Alec. Os métodos que usamos até agora não funcionaram, mas isso pode dar certo.

- Eu acho que ele deixou bem claro que não queria ser encontrado. - Malcolm se pronunciou e logo se encolheu quando Magnus o fuzilou com um olhar.

- Cale essa boca antes que eu vá até aí e arrance os seus lábios. Eu vi nos olhos do Alec. Ele tá com tanto medo quanto a gente e eu não vou desistir dele. Por nada!

Nem eu” - A voz de todos os outros foi ecoando.

- E como esse troço funciona? - Jace questionou, já ao lado de Magnus e analisando a Relíquia sem toca-la. - É meio bizarro que seja mesmo no formato de um Olho. Achei que fosse uma metáfora ou algo do tipo. Será que temos que ver através dele? Usar um óculos gigante, talvez?

- Hmm... Talvez seja melhor descobrir isso longe daqui. - Tessa disse alarmada. - Tem um bando de demônios vindo na nossa direção.

- Achei que tivéssemos matado todos. - Will murmurou.

- Não! Foi só metade.

- Ah que legal. Então quer dizer que tem mais umas 50 criaturas correndo pra cá. Bom... eu não sei vocês, mas eu estou cansado, traumatizado e coberto de icor. Não quero mais nem um pingo dessa gosma em mim, então será que dá pra alguém abrir um Portal logo?

- Pra onde? - Blink questionou se preparando. - Pro instituto?

- Não! - Jace respondeu. - Temos muitas explicações para dar ao Hodge. Mas temos que nos limpar e nos curar antes de interrogatório que ele com certeza vai fazer.

- Vamos pro loft. - Magnus disse apressado.

Os demônios Mantis foram chegando mais perto e o grupo atravessou o Portal em poucos segundos.

Blink foi por ultimo, e antes de fecha-lo, lançou umas bolinhas explosivas na caverna.

 

****

 

O Loft de Magnus no Brooklyn era enorme e tinha vários banheiros, mas a quantidade de pessoas que estava ali naquele momento era maior e por isso tiveram que se revezar para tomar banho e trocarem aquelas roupas por outras que apareceram magicamente.

A algumas semanas atrás, ter tantos anjos, caçadores, feiticeiros e vampiros em sua casa seria inaceitável para Magnus, mas hoje foi meio que um alivio.

Todos esses seres tinham o mesmo propósito, recuperar Alec, e isso de alguma maneira era reconfortante.

Mas não o suficiente para ficar com eles pela sala, então preferiu ir pro próprio quarto.

Catarina trabalhava as vezes num hospital e por isso seus dotes experientes de cura dariam conta dos ferimentos de quem precisava.

Magnus tomou um rápido banho, colocou uma roupa quente e foi pra sacada.

Sua mente estava perdida, tentando desvendar o que o olhar de Alec queria dizer antes de sumir outra vez, mas acabou falhando.

Ele não conseguia entender porque motivo o moreno negaria sua própria família.

- Alec ama todos eles. - Disse baixinho para si mesmo. - Isso não faz sentido.

“Talvez ele ame você um pouco mais” - Uma voz em sua mente rebateu, junto com uma pontada no peito.

Uma pontada forte.

Só que antes que pudesse processar isso, Jace surgiu e parou ao seu lado.

Ambos ficaram encarando o céu por alguns instantes até que Magnus falou.

- Os dias estão mais sombrios. Eu posso sentir o cheiro da morte cada vez mais perto.

- Eu também sinto isso. Mas nós vamos impedir. Vamos resgatar o Alec e salvar o mundo da destruição.

Magnus o encarou e deu um sorrisinho fraco.

- Sei que sim. - Disse tentando convencer a si mesmo.

- Onde está a Relíquia?

- Eu guardei no cofre por enquanto.

- Ok, e por que você ainda não curou suas feridas? Tem sangue manchando sua camisa.

Magnus baixou o olhar para sua barriga, onde um demônio Mantis tinha lhe acertado com suas garras e suspirou.

- Essas são as feridas que menos me importam agora.

- Eu imaginei que você pensaria algo assim. Por isso vim aqui. - O loiro se aproximou um pouco e levantou a barra da camisa do rapaz.

Três cortes longos estavam ficando roxo escuro em meio àquele sangue que escorria.

Magnus não o impediu de usar sua magia de cura, nem se moveu, apesar da ardência, quando os cortes foram se fechando lentamente.

- Confesso que ainda é um pouco estranho ter todos vocês aqui. Ter você me ajudando e transferindo energia. Eu passei muito tempo sozinho, sem sentir absolutamente nada além de raiva. Rodeado apenas pela morte e sofrimento que eu mesmo provocava nos outros. Mas agora parece que tudo mudou. Junto com o Alec parece que eu ganhei...

- Uma família. - Jace completou com um sorriso. - Sim, Magnus. Eu tenho certeza de que o Alec já te disse isso mas eu vou repetir. Você faz parte dessa família agora e não tem mais volta. Nós vamos cuidar de você e sei que você também vai cuidar da gente. Todos já te aceitaram e confiam em você. Talvez a Izzy ainda esteja um pouco nervosa, mas ela está progredindo. Está te aceitando aos poucos e sei que no final vai ficar tudo bem.

- Obrigado! - Foi tudo o que Magnus conseguiu dizer. Mas soou o mais sincero possível.

- De nada! Agora acho melhor irmos, né? Todos já se trocaram e seus Cavaleiros foram muito prestativos em servir alguns lanches. Mas temos que enfrentar o interrogatório do Hodge e então descobrir como rastrear o Alec pelo Olho.

Magnus assentiu e foi pegar Relíquia guardada no seu cofre mágico logo depois de trocar mais uma vez aquela camisa manchada.

Em alguns minutos estavam todos se aglomerando nos corredores do Instituto, mas Hodge apareceu alarmado.

- Aqui não é seguro. Vamos para a sede da Clave.

Ninguém discutiu porque todos sentiram uma presença demoníaca nas redondezas e viram os caçadores armados indo pra fora.

O grupo seguiu Hodge para o Portal na biblioteca e logo estavam todos mais uma vez na sala de vidro daquele lugar de localização não revelada.

Agora tinha menos pessoas na sala interligada, mas todos pareciam bem concentrados nos computadores ao redor.

- Tudo bem, podem começar. - Hodge disse. - Tiveram algum progresso?

 Jace, que era o segundo no comando de Alec teve que revelar sobre as Relíquias da Morte e qual era o verdadeiro objetivo dos Morgenstern.

Contou também sobre o que aconteceu na Caverna a várias horas atrás, mas deixou de fora o fato de Mestre Rufus, que não queria envolvimento com a Clave, ter avisado sobre a Profecia Morgenstern e principalmente deixou de fora o fato de Alec não estar sendo controlado mentalmente.

- Eles estão usando o Alec para acessar locais que não conseguem ultrapassar sozinhos. - Magnus disse depois que o loiro concluiu seu resumo. - Estão usando ele para reunir as Relíquias e assim liberar a Escuridão.

Hodge pareceu ficar pálido e todos esperaram a bronca do tipo: “Vocês estão mentindo pra Clave e agindo contra as Regras”, mas tudo o que ele falou foi:

- E essa Relíquia? Esse Olho de Deus, onde está?

Magnus se remexeu um pouco e lançou um olhar para Jace.

O loiro assentiu, então o rapaz retirou do bolso aquele objeto e colocou na mesa, afastando um pouco o pano que o cobria.

O olho era mais ou menos do tamanho de uma mão e brilhava em azul.

Todos ficaram encarando até Isabelle quebrar o silencio.

- Vamos usar isso pra localizar o Alec. Só não sabemos ainda como funciona.

Um debate logo se iniciou, mas de repente uma voz voltou a falar na cabeça de Magnus.

Uma voz diferente de todas as outras que o perturbavam.

Era mais forte... mais poderosa.

“O Olho de Deus se moldará às suas necessidades.”

Quase inconscientemente ele esticou a mão e pegou o objeto de volta, pela primeira vez sem o pano como barreira.

A Relíquia começou a tremer e a se transformar.

Aos poucos foi se moldando, encolhendo até ficar num formato quadrado e achatado.

- Isso... isso é um chip de computador? - Léo indagou o que todos encaravam confusos. - Como...?

- Eu não sei. - Magnus respondeu espantado. - Eu só ouvi uma voz na minha cabeça dizendo que “O Olho de Deus se moldará às suas necessidades” e quando peguei a Relíquia ela se transformou nisso. 

- Faz sentido. - Jem ecoou impressionado. - Estamos numa sala cheia de tecnologia. Por isso o Olho se transformou num chip. Se transformou num programa para localizarmos virtualmente o que queremos.

- E as coisas conseguem ficar ainda mais bizarras. - Jace meditou baixinho.   

- Eu acho que consigo dar um jeito. - Simon disse já se levantando. - Eu posso tentar ver como funciona. Jem... você me ajuda?

- É claro!

- Ótimo! Dois nerds tecnológicos vão resolver isso rapidinho. - Will comentou animado, afinal tinham uma esperança novamente.

Magnus entregou o chip pros garotos e Hodge os levou até um computador vago que era interligado a outro.

O resto do grupo se espalhou ao redor enquanto os dois programavam tudo e começavam a digitar velozmente.

Vários números e palavras embaralhadas apareceram na enorme tela e ninguém longe dos teclados entendia nada.

- Tudo bem. Não parece tão difícil. - Simon explicou. - É quase como um programa hacker.

- Essa Relíquia se moldou mesmo pro que precisávamos. - Jem continuou. - É mais como um programa de buscas. Definitivamente mais avançado que os da Clave. Se digitarmos o nome do Alec, esse programa vai hackear todas as câmeras do planeta atrás do rosto dele. Assim saberemos onde ele está.

ALEXANDER LIGHTWOOD foi digitado e logo uma imagem do mundo apareceu.

Em apenas alguns segundos um pontinho vermelho brilhou.

LONDRES

- Achamos! - Simon quase gritou orgulhoso. - Ele está em Londres.

O grupo imediatamente começou a comemorar, mas Catarina, que não desviou os olhos da tela se pronunciou.

- Esperem pessoal. Olhem ali. Tem outra correspondência em Hong Kong.

- Ah para! Não vai me dizer que clonaram o anjinho. - Harley Quinn murmurou indignada.

Outros pontos vermelhos foram aparecendo em diversos lugares.

- Em Tóquio também tem. São Francisco. Denver. San Diego. Seatle.

- E em praticamente todas as grandes cidades do planeta. - Jace rosnou. - Mas que merda é essa? O Alec não pode estar em todos esses lugares ao mesmo tempo.

- Valentim e o filho devem ter criado uma evasiva. - Magnus disse e foi difícil notar se sua voz entonava raiva ou decepção. Talvez os dois. - Eles estão sempre a um passo na nossa frente. Devem saber mais do que nós sobre as Relíquias e por isso conseguiram criar pontos aleatórios por todo o globo pra nos despistar.

- Ok, sem pânico. - Jem murmurou pensativo. - Pro Olho dar esses resultados falsos, os Morgenstern teriam que ter usado um transmissor livre. E isso pode ser revertido, mas infelizmente vai além das minhas capacidades.

- Das minhas também. - Simon disse. - Eu sinto muito. Precisamos de um expert.

- Eu conheço uma. - A voz de Blink ecoou rapidamente. Antes da esperança de todos voltarem a despencar.

A feiticeira olhou pra Caleb e ele logo soube a quem ela se referia.

- Você lembra onde é? - Ele questionou e ela assentiu.

- Eu vou busca-la agora mesmo. Mas Hodge, você tem que ir comigo porque eu não sei voltar.

- É claro. - O tutor disse e logo os dois desapareceram por um Portal.

Caleb explicou resumidamente sobre Charlie Bradbury, a jovem hacker mundana que conheceram a quase um ano atrás em Nova Orleans.

Alguns do grupo já estavam familiarizados, mas outros como, Clary, Simon, Léo e Raphael não.

Em poucos minutos um novo Portal surgiu no meio da sala e Blink saltou com Hodge e Charlie.

- Oi galera! - A mulher ruiva disse com um aceno animado e recebeu sorrisos de resposta.

 - Eu fiz um resuminho sobre tudo o que tá acontecendo pra Charlie e ela concordou em nos ajudar. - Blink disse agradecida.

- Sem problemas, galera. Não existe programa que eu não consiga acessar. Me dê só alguns instantes que eu consigo rastrear o ponto original e assim achar a verdadeira localização do Alec.

Simon deu seu lugar para a jovem e os dedos dela começaram a deslizar pelas teclas com uma velocidade absurda.

Todos prenderam a respiração e observaram chocados até que os infinitos pontos vermelhos ao redor do planeta começaram a diminuir.

- Esse pontinho é o único que não quer sumir. - Charlie disse.

Hodge observou o ponto vermelho e se remexeu inquieto.

- Isso é interessante.

- Por quê? - Jace questionou com o coração martelando no peito. - Onde fica isso?  

- Fica bem aqui. - Hodge disse e os segundos seguintes foram um borrão.

Uma bola de metal rolou pela sala e explodiu.

A explosão não foi grande, mas fez todos caírem no chão desnorteados e se contorcendo.

Os vidros da sala foram se estilhaçando e os ruídos provocavam tonturas terríveis em todos ali.

A visão de Jace e Magnus estavam distorcidas e seus corpos não obedeciam aos comandos de seu cérebro, mas ambos conseguiram ver quando Jonathan entrou calmamente na sala... e Alec veio logo atrás.

Os dois estavam usando uniformes pretos e pesados, com um protetor de ouvido que logo foi retirado.

- Gostaram do meu presentinho? - A voz debochada de Jonathan ecoou e foi uma nova tortura para o grupo se contorcendo no chão. - Granada de ultima geração. Ela embaralha seus sentidos. Mas não se preocupem. O efeito vai passar em uma hora. Provavelmente.

Sim. Sua cabeça doía e seus olhos não conseguiam ficar focados por muito tempo, mas para Jace e Magnus, o pior de toda aquela situação inesperada foi ver Alec, simplesmente ali parado e esperando enquanto Jonathan caminhava lentamente sobre os cacos de vidro.

- Olha só Alec. - O jovem Morgenstern disse apontando para Charlie encolhida num canto. - Você mal saiu da equipe e já te substituíram.

O moreno encarou a garota ruiva, e mesmo tendo a reconhecido, não demonstrou nenhuma reação.

Alec na verdade apenas começou a seguir Jonathan até o computador onde estava a Relíquia transformada.

O seguiu como se não suportasse ficar longe dele.

Magnus se forçou a tentar levantar, mas para a surpresa de muitos, Alec atirou uma faca em cada um dos 3 únicos vidros que permaneciam inteiros, fazendo com que o barulho dos estilhaços voltasse a  embaralhar seus sentidos com mais intensidade.

- Foi esperto terem colocado o Olho de Deus na central da Clave. - A voz de Jonathan parecia mais insuportável a cada segundo. - Irritante ter que vir aqui busca-lo, mas essa localização secreta não é tão secreta quanto pensam.

O rapaz digitou algumas coisas no computador, que estava prestes a apagar, e retirou o chip.

Alec voltou a segui-lo quando ele disse “Vamos embora”, mas congelou quando alguém o chamou.

Era Magnus.

Claro que era Magnus.

- Alec... Você simplesmente vai dar as costas pra sua própria família? É assim que vai ser?

O coração do moreno falhou ao ouvir mais uma vez aquela voz desesperada, e mesmo que não tivesse sido atingido pelo efeito da granada, sua cabeça entrou em conflito.

Ele queria se ajoelhar ali mesmo e implorar por perdão, mas apenas ficou parado, sem conseguir se mexer ou respirar.

Num instante Jonathan estava na sua frente, o encarando, e Alec se forçou a encara-lo de volta.

Magnus voltou a se remexer, querendo levantar e correr até seu anjo, mas não conseguiu, e dessa vez por dois motivos.

Jonathan estava segurando a nuca de Alec e o beijando.

Foi rápido, mas ao ver que o moreno não resistiu, Magnus pôde sentir seu coração rachando mesmo ele não estando em seu peito.

 O jovem Morgenstern olhou para Magnus e sorriu antes de sussurrar no ouvido de Alec.

- Vamos.

E Alec foi.

Sem nem olhar pra trás.


Notas Finais


Quero agradecer mais uma vez aos meu leitores e "comentadores" fiéis ♥ #SofrenciaVaiAcabarLogo

E obrigada ao filme V&F por auxiliar meu cérebro nessa cena hahaha

Beijoos


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