História A escuridão de um Amor Celestial ( Malec ) - Capítulo 89


Escrita por: ~

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Categorias As Peças Infernais, Harry Potter, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Supernatural, The Vampire Diaries
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Raphael Santiago, Sebastian Verlac, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Aleclightwood, Gaycouple, Lgbt, Magnusbane, Malec, Romance, Saphael, Supernatural
Visualizações 419
Palavras 2.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Galerinha.... ADIVINHA!
Uma leitora criou uma playlist exclusiva pra fic e vocês não imaginam o tamanho da minha felicidade ♥♥♥♥♥
MUITO OBRIGADA por isso Vivi *-* vou conferir as músicas o mais rápido possível e quero ver todos os meus leitores conferindo também ♥
Procurem no Spotify por "A escuridão de um amor celestial" ou pelo user "Vivian Santiago" :D


outro recadinho... dessa vez provavelmente não tão bom...
a fic inicialmente teria Clace mesmo, mas conforme comentários e preferencias da grande maioria.... eu resolvi deixar Clastian e Blace!
Não sei se vai dar tudo certo pra eles '-' mas esses serão os casais!
Vou entender se alguém quiser desistir de ler, mas por favor... não desistam haha
Já temos mais de 350 favoritos e não quero perder nenhum de vocês!
Cada comentário conta, cada view, cada fav... é muito importante pra mim!
Enfim...
Boa leitura ♥

Capítulo 89 - Talvez alguma força maior tenha feito ele mudar


Simon e Raphael chegaram no Bunker e se reuniram na biblioteca com os outros.

Depois de um rápido resumo do que havia acontecido com o vampiro e as descobertas, eles começaram a debater suas teorias.

- O Magnus não vai se juntar ao Valentim. Ele nunca faria isso. - Blink se pronunciou.

Ela estava sentada ao lado de Jace e os dois não comentaram nada sobre os beijos trocados, mas ficou bem claro que algo havia acontecido quando eles retornaram mais cedo todos sorridentes.

Isabelle se virou pra ela e parecia chateada, mas precisava falar.

- Blink, você sabe muito bem que eu não quero te magoar, mas faz todo sentido o seu irmão se juntar ao inimigo pra ganhar mais poder. Quando a Escuridão for liberada no mundo, Magnus vai destruir Valentim e vai tomar conta de tudo.

- Não... ele tá diferente agora...

- Será que tá mesmo? O medo nos olhos de Kingsley diz o contrário.

O chefe dos aurores estava quieto ao lado de Rufus, realmente parecendo desconfortável, e Blink quase chorou ao encara-lo.

- Você precisa confiar um pouco mais nas pessoas Izzy. - Jace a repreendeu meio irritadiço. - A Blink conhece o próprio irmão melhor do que nós e se ela diz que ele tá diferente é porque ele tá.

- Eu só estou esclarecendo os fatos aqui Jace. Por que um demônio que sentia prazer em matar de repente se aquietou e veio pro nosso lado? Fala sério, eu disse que ele e o Alec são os escolhidos de Merlin e vão acabar indo pro lado do Valentim, Raphael acabou de confirmar isso.

Todos se viraram pra morena de olhos arregalados.

Ela não tinha contado pra ninguém além de Jace sobre essa teoria.

- Eu só disse que o filho de Valentim quer forçar o Magnus a unirem seus poderes... - Raphael ressaltou. - Não sei de nada sobre o Alec.

- Senhorita Lightwood, isso é algo muito sério. - Rufus murmurou. - Como pode ter tanta certeza de que eles são os escolhidos?

- É só pensar um pouquinho. O colar da Tessa, que é claramente uma das Relíquias da morte voou até os dois que tiveram uma visão. A silhueta que eles disseram ter visto só pode ser do Valentim ou até mesmo desse tal filho misterioso.

- E quanto a caverna? - Jem questionou pensativo.

- Raphael disse que o Valentim quer o “Olho de Deus” e o Mestre Rufus disse que “Os últimos boatos dizem que a Relíquia está numa Caverna de difícil acesso, sem coordenadas especificas.” Magnus e Alec se viram entrando numa caverna cheia de proteções. Que dúvidas mais vocês tem? Os dois vão achar esse lugar e Valentim estará lá esperando com o propósito de localizarem a Pedra e destruírem o mundo.

- Izzy, você está querendo dizer que o Alec participaria de um absurdo desses? - Tessa indagou incrédula.

- É lógico que não. Mas eu não sei mesmo do que o Magnus é capaz. Ele pode enfeitiçar o Alec, ou engana-lo de alguma maneira.

Blink começou a chorar em silencio e Isabelle se sentiu verdadeiramente mau pela situação, mas todos os fatos indicavam que Magnus não era confiável.

Jace pegou a mão da feiticeira e começou a acariciar sutilmente, na tentativa de conforta-la, porém logo se levantou e tirou o celular do bolso.

- Eu vou chamar o Alec aqui. Essas acusações são ridículas e ele vai mandar a real pra todos vocês.

O loiro se afastou e retornou em poucos minutos dizendo que o irmão estava enrolando Hodge com uma história qualquer e já vinha, depois cochichou algo no ouvido de Blink que assentiu fraquinho e se afastou também.

Em meia hora Alec chegou e ficou tenso com aquele silencio no ambiente e vários olhares questionadores em sua direção.

O moreno se sentou ao lado do irmão e eles pareciam se comunicar mentalmente entre si.

Mais uns minutinhos se passaram e a atenção de Alec foi desviada pra entrada do Bunker, onde Blink chegava ao lado de Magnus.

Alec se arrepiou no mesmo instante que seus olhos pousaram nele e sentiu seu coração disparando.

Tinha medo que alguém percebesse suas reações incontroláveis ao ver aquele homem, mas era impossível disfarçar.

E tudo piorou quando imagens começaram a surgir na mente do moreno.

Imagens de algumas horas atrás quando Magnus o despiu em frente a uma janela onde qualquer um que passasse poderia vê-los.

Quando Magnus prendeu firmemente seus pulsos e o possuiu sem pudor algum.

Quando Magnus começou a gemer de uma maneira absurdamente sensual e erótica.

E por fim quando Magnus roçou seus lábios aos dele, suaves como uma pluma e então foi embora.

Alec sentiu seu corpo inteiro esquentando e nem percebeu quando começou a apertar uma perna contra a outra, em mais uma inútil tentativa de reprimir esse desejo avassalador.

Ele arriscou olhar de novo para o rapaz e ficou em choque ao vê-lo tão calmo enquanto se sentava ao lado de Blink.

Como ele pode ficar assim? Como se nada tivesse acontecido enquanto eu estou prestes a enlouquecer aqui.”

Magnus estava mesmo parecendo bem tranquilo, talvez até entediado e com o braço apoiado na cadeira da irmã.

- Espero que tenham um bom motivo para me chamar aqui, e um motivo ainda melhor por ter deixado Clarice nesse estado. - Sua voz saiu baixa, mas firme ao mesmo tempo.

Isabelle já estava se levantando, porém Rufus se adiantou.

- Senhor Bane, muitas coisas aconteceram durante sua ausência e a do senhor Lightwood. Raphael Santiago, poderia relatar mais uma vez o que descobriu?

O vampiro concordou e tentou permanecer calmo quando Magnus o encarou.

- Andei interrogando algumas pessoas e descobri que Valentim Morgenstern tem um filho. Tentei ir atrás do garoto, mas fui capturado antes de encontra-lo. O fato é que os dois estão recrutando seus seguidores com o propósito de te forçar a ir pro lado deles.

Alec arregalou os olhos e ficou extremamente pálido.

- Magnus... os seus seguidores...

- Eu perdi algumas centenas deles em poucas semanas. - O rapaz admitiu baixinho, como se não quisesse que Alec soubesse.

Blink também parecia assustada com a notícia.

- Por que você não contou isso antes? Esses demônios são a sua proteção.

- Eu não sabia que o propósito era me forçar a me juntar ao Clã. Mas suponho que não tenha sido difícil persuadi-los, considerando o fato de que ultimamente eu não estou sendo o líder que eles esperavam.

É minha culpa” - Alec pensou desnorteado. - “Magnus está perdendo seus guerreiros e a culpa é toda minha.”

Isabelle então se levantou e focou seus olhos antenados no rapaz.

- Diga a verdade Bane. Se tivesse a chance de pegar a Pedra, você se uniria ao Valentim para ativar seu poder total?

Silêncio.

Magnus podia sentir a pressão daqueles vários pares de olhos, mas tudo o que conseguiu pensar foi no Poder que teria com aquela Pedra.

Poder que ele vinha buscando, cada vez mais desesperado.

Muitos minutos se passaram e ele não disse nada, o que só contribuiu pra teoria de Izzy.

 - Estão vendo? Eu avisei. Aquela maldita profecia vai se realizar. Magnus e Alec são os escolhidos de Merlin e vão ferrar com todos nós.

- O quê? - Alec quase gritou.

- A visão que vocês tiveram era da montanha onde está escondido o “Olho de Deus”, a Relíquia que Valentim está buscando para localizar a Pedra. Aquela silhueta era dele ou do tal filho, que vai convencer vocês dois a unirem suas forças pra destruir o mundo.

A cabeça de Alec estava girando e ele sentia que nem podia respirar.

- Isso é ridículo Isabelle. Eu jamais me uniria a ele... e nem o Magnus. Eles se odeiam.

- Você não percebeu que o lance todo aqui é o Poder? Por que motivo o Magnus sempre aparece de repente onde nós estamos? Ele está ligado a você de alguma forma por causa da Profecia e vai te persuadir a ajudar com a ativação da Pedra.

Não! Isso não é verdade.” - O moreno queria dizer mas sua voz não saiu.

- Por que não resolvemos isso logo e pegamos o grimório que diz a localização da Pedra. - Will opinou. - Se Magnus e Alec forem mesmo os escolhidos, eles podem destruí-la juntos de acordo com a Profecia que também dá essa opção.

- Você não ouviu nada do que eu acabei de falar, William? - Izzy rebateu nervosa. - Não podemos confiar no Magnus.

Mestre Rufus se levantou e bateu na mesa, chamando a atenção de todos antes mesmo que Magnus pudesse terminar de processar tudo aquilo.

- Já chega por hoje. Estão todos alterados aqui e sem condições de continuar debatendo. O grimório permanecerá guardado e eu declaro esta reunião oficialmente encerrada por tempo indeterminado.

O homem logo se afastou com seus aurores e o resto do grupo permaneceu ali, completamente mudo por uma eternidade até que começaram a tentar focar em outros assuntos.

Com um aperto no coração, Dot se aproximou de Blink, que ainda parecia abalada.

- Amiga, talvez eu devesse continuar aqui com você...

- Não será necessário Dot. Eu estou bem e quero muito que você ajude o Ragnor com os outros. Prometo que te manterei informada.

As duas feiticeiras se abraçaram e Dot foi embora.

Magnus, que continuava em silencio de repente se levantou e sumiu por algum dos infinitos corredores.

Alec tinha a sensação de que desmaiaria a qualquer segundo e Jace foi para seu lado.

- Mano... você tá bem? - Perguntou baixinho, pra que só ele escutasse.

- Não! Eu to com dor de cabeça e não consigo respirar. Jace, eu sei que o Magnus não vai se aliar ao Valentim. Eu sei disso com toda a minha alma, mas a Izzy não tá facilitando as coisas... talvez seja melhor contar a verdade pra ela.

- Não acho que seja o momento certo pra isso Alec. Ela não vai confiar no Magnus assim tão fácil e ainda pode ficar furiosa com você.

O moreno cobriu o rosto com as mãos e depois olhou pra irmã, que estava ao lado de Blink.

- Vai lá falar com o Magnus e vê o que ele acha de tudo isso. - Jace prosseguiu e voltou pro lado da feiticeira e da irmã.

- Blink, eu sinto muito. Muito mesmo por estar sendo tão dura. - Isabelle começou dizendo. - Eu confio totalmente em você, mas alguma coisa está gritando pra que eu não confie no Magnus.

- Iz... por favor... - Jace se intrometeu, mas a feiticeira fez um gesto de que estava tudo bem.

- Eu não te culpo por desconfiar do meu irmão, Izzy. Você tem razão em fazer isso porque ele foi mesmo uma pessoa horrível por muito tempo. Mas ele teve motivos pra isso. Motivos fortes que eu não posso revelar.

- Eu só não consigo entender por que ele estaria mudando justamente agora. - A morena comentou apertando a mão da feiticeira e a encarando nos olhos, mas quem respondeu foi Jace.

- Talvez alguma força maior tenha feito ele mudar.

 

****

 

Alec atravessou os corredores até que finalmente encontrou Magnus, escorado numa parede e parecendo pensativo.

O moreno se aproximou com cautela e parou a poucos passos de distancia.

Mais uma vez, tudo o que ele queria era toca-lo.

Queria muito abraça-lo e dizer que o amava, mas se assustou quando Magnus falou primeiro.

- Vai! Pode perguntar o que quer perguntar.

Sua voz era monótona e Alec sabia que ele estava se referindo a Pedra.

- Eu não vou perguntar nada Magnus, eu confio em você.

O rapaz deu um sorriso fraco e se virou pra ele, o encarando pela primeira vez naquela noite.

Seus olhos estavam quase amarelados e o coração de Alec falhou quando sentiu seus pulsos sendo segurados atrás das costas mais uma vez.

Magnus estava o pressionando firmemente na parede com o próprio corpo, usando uma mão para segurar seus pulsos e a outra pra agarrar a nuca de Alec, que fechou os olhos e arfou.

- Confia mesmo, Lightwood?

- Sim! - O moreno respondeu num sussurro muito fraco. Estava sofrendo em não poder beija-lo. - Eu sei que você nunca se uniria ao Valentim.

- É verdade. Mas eu preciso daquela Pedra, Alec. Essa Relíquia parece ser a mais poderosa de todas e eu...

- Você precisa de poder. - Completou por ele. - Mas o poder dessa Pedra é ruim, Magnus. Eu senti isso na visão e só vai piorar tudo.

- Acho que você tá certo. Eu também senti isso. Mas eu não sei o que fazer.

- Vamos esquecer essa história um pouco. Só por uns dias. O Valentim não vai achar a Pedra, nem o Olho de Deus, nem nada.

O rapaz suspirou e roçou seu nariz delicadamente pelo maxilar do anjo, brincando um pouco com a barba rala.

Alec ficou quieto por uns instantes, ainda preso pelos pulsos mas querendo gravar aquele momento, até que não aguentou mais.

- Magnus... eu quero te beijar.

- Não. Ainda não.

- Por quê? Até quando você vai me punir? - O moreno soltou um gemido baixo quando Magnus mordiscou seu queixo, uma, duas vezes. - Isso é maldade, Bane.

- Eu sou malvado, Alexander. Você tá cansado de saber disso. - Ele retrucou parando com as provocações.

- Não! Você não é. E eu quero contar a verdade pra minha irmã. Ela tem que tirar da cabeça que você só está aqui pra coletar informações e depois se virar contra nós.

- Alec... não. Isabelle me odeia e eu posso conviver com isso, mas e se ela se irritar com você? Sei que isso te machucaria.

- Ela é minha irmã, Magnus. E eu quero contar pra ela.

Os dois de repente se afastaram um do outro num salto assustado assim que ouviram uma voz feminina e bem irritada.

- Ótimo! Pois pode começar a contar agora mesmo.

 



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