História A espera. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Descobertas, Drama, Luta, Perfect, Revelaçao, Romance, Superação
Visualizações 15
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Flora


Fanfic / Fanfiction A espera. - Capítulo 1 - Flora

As lágrimas não eram mais um problema, mas meu corpo e toda essa dor não só física que eu estava sentido era o problema. 

Quando o ônibus me deixou em Arizona me senti mais perdida do que já estou.Passei quase uma semana viajando em ônibus para me afastar do Alabama.Eu não tenho noção como vou sobreviver daqui pra frente, mas o alívio de estar longe daquelas pessoas está presente. 

Eu não tenho motivos para sorrir , pois havia perdido tudo.pensando bem acho que esse "tudo" nunca me pertenceuDdesde que me conheço por gente eu nunca tive nada para chamar de meu, mas passei a minha vida toda mentindo pra mim mesma que eu tinha com quem contar e um lugar para estar.Essa mentira me manteve de pé por um bom tempo.

 Nos últimos dias me alimentei mal e gastei quase todo o dinheiro que consegui trabalhando em uma lanchonete e cuidando de alguns cachorros.Era um bom dinheiro.Pelo menos ia me manter por um mês. 

Odeio rodoviárias e sempre tem alguns engraçadinhos que acham ser os donos do mundo.Essa semana eu vi muitos babacas tentando se aproveitar de garotas ou até mesmo de senhoras. 

Depois de sair da rodoviária eu caminhei por horas.Meus pés estavam me matando, porém eu precisava continuar andando  até achar um lugar fresco e sossegado para descansar. Era um dia muito quente e sinceramente eu estava quase morrendo por está vestida em um moletom para esconder os meus hematomas que ainda não haviam sumido. 

Caminhei tanto que sorri ao perceber que estava me aproximando de uma praia.pra falar a verdade uma bela praia. Não pensei duas vezes a não ser molhar os meus pés e descansar debaixo de um coqueiro por enquanto que observo as ondas. Ao comer um sanduíche que comprei em uma lanchonete me deitei na areia usando minha mochila como travesseiro e dormi. 

Acordei com um vento gelado e com o barulho das ondas.já havia escurecido e a praia estava praticamente deserta.rapidamente me levantei e peguei a minha mochila. Ficar sozinha na praia e principalmente de noite não era uma boa ideia. Começo a andar em direção ao estacionamento, pois lá posso pedir informação onde tem um hotel ou algum lugar para que eu possa passar a noite. Ao atravessar o estacionamento me aproximo de dois caras que conversam sobre mulheres. 

-oi, será que vocês  podem me ajudar?-me aproximo com cuidado. 

Eles param de conversar na hora e me olham.

 -como podemos te ajudar, docinho?-o rapaz de touca troca olhares com seu amigo de cabelos loiro.

 -onde fica o hotel mais próximo?

 -podemos te levar até lá.É só você entrar que te dou uma carona-o loiro diz apontando para o carro e com um sorriso malicioso. Eu dou dois passos para trás.

 -não.Boa noite-saio de perto deles, pois meu alarme de perigo está apitando.

 -ei princesa, podemos te dar uma carona.

 -obrigado, mas estou com pressa-começo a andar rápido para longe do estacionamento. 

Meu coração dispara quando olho para trás e vejo ambos entrando no carro. Quando me dou conta estou correndo tão rápido que parece que a qualquer momento o meu coração vai sair pela boca. Então o mesmo carro que o rapaz apontou surge na rua com os faróis ligados .

 Eu não acredito nisso! 

Aumento a velocidade e não paro de correr nem por um segundo.

 -por que está tão assustada, Baby?-o rapaz de touca grita por enquanto que abre a janela e quase joga o carro em cima da calçada. 

Atravesso a rua e contínuo correndo até que encontro em uma rua onde tem vários comércios.corro para dentro de um bar sem pensar duas vezes. Ao entrar esbarro em algumas pessoas, mas logo me desculpo.me aproximo do balcão onde tem um barman servindo bebidas para vários rapazes e mulheres que parecem bem animados. Fico sentada em um canto torcendo que aqueles caras nojentos que estavam me perseguindo desistam da ideia e sumam. Todos me olham como se eu fosse uma criança perdida ou um patinho feio na lagoa.melhor ficar aqui sendo olhada do que lá fora com caras nojentos. 

Era muito bom pra ser verdade quando vejo os dois indivíduos entrando no bar e olhando em volta por enquanto que me procuram. Me abaixo e tento disfarçar, porém eles começam a se aproximar com sorrisos  nojentos nos lábios. 

-pensou que não íamos te encontrar-um grita por cima da música. 

Rapidamente me aproximo de alguém que não vejo muito bem que estar sentado tomando uma cerveja por enquanto que olha para a pequena TV que está em um canal de esporte passando uma corrida de motocross. 

Quando um dos caras tentam me tocar pego a cerveja do homem que assiste tv e quebro a garrafa na cabeça do cara loiro.empurro o de touca contra umas pessoas e então saio correndo do bar, mas uma mão me agarra com força. 

-me solta-rosno, pois estou toda dolorida para ser tocada. 

-você não vai fugir-ele me puxa para perto e tenta me beijar. 

Vejo um Flash Black do qual me perturba e me faz chora feito uma criança por me sentir tão inútil e fraca. Então vejo o cretino que me segura voar longe e me deixar cair no chão. 

-mas que porra é essa?-alguém que arrancou o cretino de mim rosna. 

Olho direito tentando entender o que estar acontecendo.noto um homem de uniforme camuflado diante de mim por enquanto que grita e ameaça o nojento.

 -dá próxima vez eu arranco as suas bolas e faço você come-las.Ela é apenas uma garota, seu babaca.agora suma da minha frente antes que eu chute essa sua bunda gorda, seu merda. 

-sim senhor. 

Fico paralisada no chão por enquanto que as lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto.observo o idiota ir embora. 

Eu tenho tanto medo que algum homem me toque...

Eu não quero ser tocada por ninguém.

Depois daquela horrível noite criei tantas barreiras e armaduras para me proteger de qualquer pessoa da qual possa me prejudicar. 

-você está bem?-estende a mão para me ajudar.

 Fico olhando para a sua mão  até que decido aceitar a sua ajuda.

 -obrigado-saiu tão baixo que mais um pouco nem eu mesma ia escutar. 

Olho para o homem que acabou de me ajudar.é um soldado.ele ainda estar de uniforme.não consigo ver o seu rosto muito bem por causo da luz e do boné, mas percebo que seus olhos são azuis e que ele tem uma tatuagem no braço.As suas mangas estão arregaçadas de uma forma toda torta onde me dar a visão perfeita da sua tatuagem.Ele tem a pele bronzeada.é alto e forte… chega ser assustador.não costumo ver homens assim tão bonitos.

-você está bem?-ele pergunta novamente ainda com a sua mão grande e forte segurando a minha.

 -e-estou.obrigado mais uma vez-limpo as lágrimas.

Ele me olha e então levanta o meu queixo para olhar bem em meus olhos.

 -ei, não precisa chorar...aquele cretino não vai fazer nada com você. 

Quando ele vai tocar o meu rosto eu rapidamente me afasto.

 -calma, eu não vou te machucar-diz calmo por enquanto que me olha. 

Como eu posso saber?

 Como eu posso confiar ?

 -eu posso ao menos te acompanhar até a sua cas?assim você chega segura e eu ficarei mais tranquilo. 

Fico em silêncio pensando por um momento até que ajeito a mochila. 

-eu não tenho uma casa.

 -como assim?-ele me Olha surpreso. 

-não sou daqui-digo Olhando para os lados-preciso ir-dou um sorrio antes de sair andando. 

Ele me Olha indo embora e então vem atrás de mim. 

-ei, para onde você vai? Você ao menos tem um lugar para ficar ?-pergunta por enquanto que caminha comigo. 

Eu não tenho. Mas devo contar a verdade ou não? ?? 

Devo encontrar meu pai primeiro.

-sim e não-Coço a nuca-não se preocupe ficarei bem-sorrio-muito obrigado pela ajuda. 

-de nada.agora te levarei até onde você está hospedada. 

Meu Deus! 

O que eu faço? 

 Me jogo no chão e finjo que estou passando mal?

 -não precisa.você já fez muito por mim me ajudando com esses caras. 

-por isso mesmo.não quero que nenhum imbecil te incomode.cadê seus pais? Eu paro de andar e congelo com a pergunta.

 -aqui em Arizona é bem bonito-digo mudando de assunto.

 -você é apenas uma garota.devia estar em cada descansando para no dia seguinte ir pra escola-ele para e coloca as mãos no bolso. 

-escola?-ele consegui arrancar uma risada-eu já terminei a escola.

 Ele me olha espantando e então me olha dos pés a cabeça até que suspira.

 -faculdade ? 

-sim, mas tranquei semana passada-explico. 

-por que? 

-acho que estou te dando muitas informações.é melhor nos despedimos-quando passo por ele.

Sinto uma das suas mãos segurar o meu braço e então escapa um gemido da minha boca. Ele me solta de imediato e me olha preocupado. 

-Eu te machuquei? 

-oh, não-disfarço.

 Ele não me machucou apenas pegou em meu braço que está todo dolorido e cheio de hematomas. 

-Me dê seu braço-ordena.

 Eu hesito e me nego, pois não quero que ninguém veja nada.meus olhos se enchem de lágrimas e tudo que mais quero é sumir.Ele não tem culpa. 

-por favor, deixe me ver o seu braço-ele parece tão preocupado comigo.

 A sua preocupação parece ser sincera.

 Respiro fundo por enquanto que tento não soluçar ou desabar no choro. Estico o braço e então ele pega com cuidado e levanta a minha manga até o cotovelo.seus olhos ficam horrorizados ao ver o meu braço e seu queixo quase cai. Ele solta o meu braço e leva as mãos na cabeça por enquanto que parece pensar.

 -tira esse moletom. 

-por favor, não me peça para fazer isso-choramingo. 

-tire o moletom-repite.

 -eu…

 Ele se aproxima com cautela e então começa a me ajudar tirar o moletom.o rapaz é simplesmente cuidadoso comigo e gentil. Ao me ver sem moletom ele paralisa. 

-o que aconteceu com você? 

 Eu me nego contar  isso.



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