História A esperança de um amor - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Suspense
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Palavras 591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Dias de chuva


Fanfic / Fanfiction A esperança de um amor - Capítulo 1 - Dias de chuva

Não me cansava de acordar olhando pra janela e ver a chuva escorrendo sobre ela, pensando a quanto tempo ela estaria ali esperando para enfim cair e morrer, quantos partículas ela teria. A minha vida toda eu pensava como que era ser uma pessoa livre sem problemas,sem preocupações, sem dores de cabeça por ficar ouvindo todos os dias seus pais brigarem por coisas absolutamente inúteis, por acordar com seu marido lindo de olhos verdes trazendo café da manhã sobre sua cama e lhe der um beijo de bom dia. Mais tudo isso não se passa de uma ficção, de uma mentira, de uma miragem.

Acordei as seis horas da manhã para me arrumar, saindo do meu quarto já arrumada vi aquela cena horrorosa  de novo, cada um tomando seu café em um lugar diferente, um na sala outro na mesa e eu na cozinha em pé. Terminando de tomar meu café, peguei minha mochila:

_ Tchau papai. E lhe dei um beijo 

_Tchau mãe. E ela nem sequer olhou em meu rosto e não falou nenhuma palavra.

Cheguei na faculdade. Morrendo de canseira. Entrando na sala de aula,  sentei no mesmo lugar de sempre, ouvindo meu professor falando sobre células e como elas se dividiam e como se juntavam e blá blá blá...... Olhei para o lado e vi Gabriela escrevendo com uma caneta colorida e trocando cada vez mais as canetas para as letras ficarem coloridas.

Gabriela era a unica amiga que eu tinha e tive neste tempo todo, a pessoa com quem eu poderia me abrir e chorrar sem que ninguém percebesse, a unica pessoa depois do meu pai que eu confiava plenamente. Estava em aula quando a diretora veio até a sala me chamar. Fiquei confusa. ''Porque ela estaria me chamando eu não fiz nada''. Pensei. Disse que era algo urgente que eu poderia me preocupar. Sai com ela da sala em direção a diretoria, via aquelas cortinas brancas com roxo e sua mesa toda arrumada com cada coisa em seu lugar dava pra ver como era organizada. 

_Julie minha querida, precisamos conversar.

_Bom, não sei do que se trata mais pode falar estou toda ouvidos.

_Tenho más noticias de sua família. Eu sinto muito.

_O que está acontecendo? O que aconteceu pelo amor de Deus me fala!

_Infelizmente, seu pai hoje foi para o hospital, ele teve uma parada cardíaca e......

_ E o que!?

_Ele morreu Julie, eu sinto muito.

Chorrando descontrolavelmente sai da sala correndo e fui para a sala de aula peguei minha mochila sem se despedir de ninguém, sem ao menos falar com alguém e corri em direção a minha casa. Chegando lá, vi minha mãe chorrando muito com os olhos vermelhos e vários de meus parentes chorrando. Minha avó viu que estava arrasada e veio correndo em meus braços, me abraçando e deitando em meus ombros. Grande desgraça.

No dia seguinte foi o enterro, eu sabia que daquele dia em diante não veria meu pai nunca mais, e quando estavam colocando o caixão dentro daquele buraco imenso, passou-se um filme na minha cabeça de todos os carinhos, dos passeios, das viagens de tudo que passamos juntos, até das brigas, de repente meu corpo que estava em pé caiu-se no chão com os joelhos sujos daquela mesma terra me meu pai estava sendo enterrado. Não saberia mais como viver, ou sequer como olhar pra cara de todos, ou até mesmo ir a praça ler um livro e ver aquelas crianças brincando com seus pais. Felizes. Sem nem se preocupar só aproveitando o momento



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