História A esperança de um novo amanhã - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia, Ficção Cientifica, Magia, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6 - A jornada de Rick parte II


Enfim chegamos ao pico pikes, era noite e fazia muito frio, estava tendo uma tempestade de neve, nos abrigamos em um chalé abandonado que havia próximo a floresta, finalmente poderia descansar, olhei para minha avó que estava observando entre a janela do chalé para as montanhas, pude ver uma preocupação em seu olhar.

- O que está te atormentando vó?

Ela olha para mim me respondendo com um ar preocupada.

- Estou pensando se a Lectra irá conseguir, se Nifhty descobrir irá mata-la.

- Mas ela conhece esse risco, se ela decidiu seguir seu comando mais uma vez, é porque está disposta a morrer por você.

- Irei me deitar estou cansado da viagem.

Me retirei e deixei minha avó com seus pensamentos, naquela noite tive um sonho com um senhor de cabelo grisalho comprido e amarrado, cavanhaque, algumas rugas em sua face, usava uma casaco de couro e calças jeans bem da forma como o vi a última vez antes de sua morte.

- Pai?

Ele sorria para mim e acenava com a cabeça em sinal de afirmação, ele não falava mas deu a entender que queria que eu o seguisse, começou a caminhar e eu ia correndo atrás dele e o chamando, comecei a ver o parecer de uma casa onde meu pai estava me esperando próximo a porta, quando estava me aproximando, o mesmo adentrou pela porta, intuitivamente eu o segui, ao passar aquela porta o interior de uma sala velha começou a dar a forma de um túnel escuro e estreito, onde no final pude ver um luz e meu pai bem próximo a ela, “será que morri” pensei eu, mas como poderia existir o céu sendo que foi destruído, que pensamento bobo.

Passando por aquele estreito túnel, fui me aproximando da luz, quando cheguei em frente meu pai me olhava nos olhos de uma forma pedindo para eu prosseguir, pude ver mais uma vez aquele olhar do homem que mais admirei nesse mundo decrépito, onde o caos reinava por causa de uma demônio chamada Nifhty, respirei fundo dando um abraço em meu pai e o beijando em sua testa, fui em sentido a aquela luz que me chamava de uma forma misteriosamente, ao passar pude ver a guerra eminente que estava por vir, de um lado estava Nifhty com seu exército de seguidores e de mortos vivos, do outro estava eu, minha mãe, Lectra, minha avó e alguns milhares de demônios que Lectra conseguiu reunir para se juntarem a minha avó novamente.

Tentei me aproximar mas fui bloqueado por uma espécie de barreira que me impedia de chegar mais perto, somente puder ver o derramamento de sangue acontecer, aos poucos aquela visão foi ficando mais longe e longe, fazendo então com que eu não soubesse o desfecho daquela terrível guerra, fui jogado novamente para aquele túnel escuro, e aos poucos aquela escuridão foi dando vida aos raios de sol que adentraram a janela de meu quarto. Que sonho foi aquele, mas não pude simplesmente descartar aquilo como um sonho, de alguma forma era um aviso, era algo a ser dado atenção e para me tornar mais forte pois de fato uma guerra estava por vir, e eu preciso acabar com Nifhty.

Me levantei e ao olhar pela janela pude ver minha avó que estava de pé na pista onde a muito tempo tinha corridas de carros, joguei uma água na cara e fui onde ela estava.

- Vamos caminhar Rick! Disse minha avó com uma voz feroz.

Começamos ir á montanha a cima, até que minha avó parou de andar, sem dúvida já estávamos bem alta, ela se aproximou da rocha e disse algumas palavras que não consegui ouvir, aos poucos aquela rocha que me parecia normal foi dando vida a uma passagem onde minha avó pediu que lhe acompanhasse, e começou a falar.

- Somente eu, seu avô, Nifhty é Isis sabíamos da existência disso que você irá ver agora, quando desconfiados da traição de Nifhty seu avô resolveu esconder esse conhecimento para não cair nas mãos dela, pois se caísse em mãos erradas a humanidade já estaria extinta a muito tempo e o poder de Nifhty não teria limites, sendo assim levamos esse conhecimento para o túmulo até hoje.

Aos poucos uma luz foi dando visão a um livro que estava guardado em uma barreira mágica, em sua capa de couro tinha uma espécie de frasco onde seu interior continha um líquido vermelho, minha avó se aproximou recitando o encantamento para dissipar a barreira.

- Lhe apresento meu neto, o livro dos mortos, Lucífer foi o criador desse livro, usando seu poder ele criou antes da queda, presenteando assim os humanos com ele para sucumbir à raça humana ao desejo por poder, esse livro promete grandes poderes a aquele que fizer um pacto com ele, fazendo com que mais ninguém possa usufruir de seu poder até seu contratante morrer, além de um pacto a ser feito com sangue, existe um grande preço a ser pago pelo seu poder, você paga com a própria vida, após selar o pacto você terá somente dois anos de vida.

- Eu como General e responsável por tudo isso que aconteceu, farei um pacto com esse livro e acabarei com Nifhty.

Minha avó estava disposta a dar a vida dela novamente para salvar a todos, fazendo um pacto com aquele livro não imagino o quanto forte ela ficaria, mas eu não poderia deixar ela fazer isso, era eu que deveria matar Nifhty e não ela.

- Posso dar uma olhada nele vó?

Segundo minha avó falava que para selar um pacto com esse livro era necessário, tomar um pouco do líquido que estava dentro do frasco, cortando assim sua mão e colocando-a no interior do livro pedindo poder ao livro dos mortos em troca de sua vida

Assim que ela terminou de falar não pensei duas vezes, abri o frasco e tomei o líquido que estava em seu interior, aquilo era horrível e não quis saber o que era, sem perder tempo cortei minha mão e coloquei no livro, oferecendo minha vida em troca de seu poder.

- O que você fez Rick? Você agora está condenado a morte.

- Fiz o que era preciso minha avó, serei eu a acabar com Nifhty, irei vingar meu pai e botar um fim a isso, não ia deixar você fazer isso, pois a responsabilidade é minha, lamento.

Assim que fiz o que precisava ser feito, comecei a sentir um calor insuportável, minha respiração passou a ficar mais ofegante, uma aura monstruosa começou a sair de mim, eu não conseguia controlar aquele poder, era de mais para mim, comecei a sentir meus olhos trêmulos fazendo-me cair ao chão e desmaiar.

Lembro-me de acordar no quarto do chalé com minha avó ao meu lado.

- Seu tolo, imaginei que você não aguentaria esse poder. Disse minha avó furiosa.

- Teremos que fazer com que você consiga controla-lo agora e eu tenho uma maneira que pode funcionar, mas digo-te meu querido neto, não será fácil.

Levantei aos poucos e fiquei olhando para minha avó.

- Não importa como, me ajuda a controlar esse poder, para que assim eu possa acabar com Nifhty.

Minha avó pediu que me levantasse e a seguisse para fora do chalé, fazendo um pentagrama no chão pediu que me colocasse sob ele.

- Irei mandar você para outra dimensão, conseguirei ver tudo que estiver acontecendo lá, a partir do momento que precisar eu te trago de volta, somente não morra.

Assim que ela disse isso, respirei fundo e disse que estava pronto, ela então começou a recitar o encantamento, aos poucos o rosto de minha avó foi dando formato a um ambiente escuro e sinistro, pude ver alguma coisa se aproximando ao meio daquela escuridão.

- Mas que diabos!

Aquela figura que apareceu em minha frente, era eu mesmo ou pelo menos aparentava ser, sem ao menos esperar, meu suposto clone veio louco para cima de mim, atacando-me freneticamente, que poder absurdo, eu tentava defender como podia, mas era de mais, me acertando um soco no rosto me fez voar alguns metros, não pude deixar de reparar que aquele ambiente estava me fazendo mover mais lento, sentia também meu corpo pesado.

Fechei meus olhos e tentei me concentrar naquele poder que foi dado a mim, em pouco tempo aquela aura envolveu meu corpo e comecei a me sentir mais leve e rápido, meu clone também se envolveu na mesma aura, como isso era possível, era como se fosse meu espelho, fui para cima dele mas foi uma tentativa falha, não consegui lhe acertar um único golpe, pelo contrário quem me fazia de saco de pancadas era ele, pude reparar que a cada minuto que estava ali, sentia meu poder aumentar e o de meu clone também.

Apanhei muito, ele quebrou meu braço direito e minha perna esquerda, não consegui manter o poder dado pelo livro somente por dez minutos aproximadamente, minha avó viu que já bastava por aquele dia e me trouxe de volta, colocando assim meu braço e minha perna de volta no lugar e imobilizando eles, demorou três dias para estar curado, pude sentir que ao sair daquela dimensão eu estava diferente era como se meu corpo tivesse absorvido toda aquela luta e como se tivesse passado anos lá dentro.

Continuamos então com aquela técnica, eu lutava comigo mesmo e a cada momento que passava eu ficava mais forte e meu clone ficava mais forte, os dias e meses foram se passando e eu estava conseguindo manter e controlar melhor o poder, já tinha perdido a conta de quantas vezes meu clone quebrou alguma coisa de meu corpo, até agora não tinha conseguido acertar uma vez se quer ele.

Um ano e meio se passou exatamente e meu treinamento segundo minha avó estava chegando ao fim, ela disse que seria a última vez que eu iria para aquela dimensão e que se eu não conseguir acertar e acabar com meu clone, era para desistir de ir atrás de Nifhty pois não era digno de tal desafio sendo que não era capaz de derrotar eu mesmo.

Me mandando para a outra dimensão lá estava meu clone a minha espera, começamos uma batalha acirrada, pude notar que nossos poderes estavam bem próximo e pude ver que o clone não mais evoluía, ao contrário de mim que estava ficando mais forte a cada instante, não demorou muito para que eu colocasse ele aos meus pés, botando fim então a aquele treinamento, quando sai daquela dimensão, eu era outro Rick.

Quando estávamos nos preparando para voltar a Denver fomos surpreendidos por Lectra que estava a nossa espera em Colorado Springs, ela estava junto com alguns milhares de demônios reunidos ali, alguns reconheci de meu sonho que tive aquela noite com meu pai, sim pelo visto era uma premonição, ela se reuniu com minha avó mostrando aqueles que voltaram a segui-la, dando então algumas palavras de motivação a aqueles demônios presentes ali, logo ao terminar os mesmos gritavam seu nome em forma de encorajamento.

As pessoas presente no local nos aplaudiam e pude ver Sophie mais uma vez, aquela pequena pirralha chorava de alegria ao meu ver e ver o que íamos fazer era colocar um basta nisso tudo. Assim partimos para Denver onde nos reencontramos com Isis, Cassia e meu filho Steve, ele tinha crescido um pouco, afinal fiquei um ano e meio fora, como foi maravilhoso ver Cassia novamente, aquela noite foi inesquecível e maravilhosa, nos envolvemos em carícias e amor, passado alguns dias, estávamos preparados para a guerra que estava por vir, a localização de Nifhty estava confirmada.

Ela se encontrava próximo ao deserto da patagônia ao sul da Argentina, e era para lá que iríamos, Dakonio sargento do primeiro pelotão que assim foi designado por minha avó ficou de ser encarregado pelo nosso transporte, usando uma magia de teletransporte fazendo um portal fez com que todos os milhares de guerreiros que estavam ali, se deslocarem para o destino assim que o atravessar, não pude deixar de me despedindo de Cassia que não iria junto pois ficaria encarregada de cuidar e proteger Steve.

Ao passar o portal nos deparamos com aquela que estávamos caçando, lá estava ela aquela maldita menina e os demônios que ainda a seguiam, era o momento, onde tudo poderia ter um fim.

Irei acabar com Nifhty.

Continua.... 



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