História A Esperança Vem do Lixo - Capítulo 2


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Christopher Uckermann, Dulce María, Maite Perroni, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Ponny, Rbd, Rebelde, Vondy
Visualizações 29
Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 2 - Sacrifícios


Fanfic / Fanfiction A Esperança Vem do Lixo - Capítulo 2 - Sacrifícios

México, 02-01-17, 05:40AM

Você sabe o quão alto é o barulho de uma bala cortando o ar? Sabe quanto medo esse barulho pode provocar? Pois bem, Dulce Maria acordou novamente da mesma forma: com os olhos ressaltados a boca aberta, soltando um breve gritinho e com o coração quase saltando do peito.

Ela sabe que há formas melhores de se despertar logo de manhã cedo, mas nenhuma mas eficaz do que o som de um disparo na sua vizinhança.

Levantou - se a se recusar olhar pela janela, não precisava estragar seu humor logo de manhã,  dirigiu - se para onde ela alegava ficar a cozinha, sim alegava pois ela sabia que nem exatamente podia se chamar de casa o lugar em que vivia, uma cabana feita com paus e madeiras que já estavam apodrecendo, talvez um dia eles caíssem em cima dela enquanto dormia, assim pondo fim a tanto sofrimento.

Sua barriga roncou, e o que ela tinha para o café, vejamos: nada. Se encostou no velho armário que encontrou no lixo há um tempo,  ele estava ali mais para um enfeite porque não havia absolutamente nada dentro. Suspirou profundamente e levou as mãos ao rosto, não sabia mais o que fazer,  não sabia o que fazer para alimentar suas irmãs,  para ter uma vida digna. E principalmente não sabia o que doía mais: seu coração ou estômago.

- Bom dia. - a voz chorosa de uma das meninas chamou a atenção de Dulce. 

Anahí,  a mais nova, a garota de 18 anos era a mais carente das três, muito sensível também, sempre doente e dependente, Dulce odiaria admitir em voz alta mas era Anahí a principal causa de seus problemas no dia-a-dia.

Atrás dela estava a mais velha: Maite, não muito humorada e sempre seria, May provavelmente foi a que mais sofreu na infância para cuidar das irmãs, ela é um ano mais velha que Dulce Maria, estando prestes a completar 21.

- Bom dia pra você também Maite. - a voz de Dulce soou mais irônica do que ela gostaria.

A morena não respondeu, apenas se dirigiu ao cubículo em que elas chamavam de banheiro e se trancou lá. Ao olhar novamente para a irmã mais nova Dulce mordeu o lábio infeior, a loira estava parada e encontrada na parede encarando as próprias mãos, provavelmente tão faminta quanto ela porém sem querer interrogar a irmã sobre o que elas teriam para comer.

A respeito disso Dulce Maria já estava cansada de chorar ou pedir a um ser superior por proteção, por milagres,  por salvação, se a vida que ela tinha era um castigo divino, ela estava pagando por algo que não cometeu. Sendo assim Dulce andou até a janela e abriu, não ia ficar se lamentando, se ela queria dar o que comer para as irmãs tinha que ir ao trabalho.

A sua frente ela pode contemplar a já familiar cena dos caminhões de lixo despejando mais e mais toneladas a sua volta, pelo menos era início de ano, talvez o lixo produzido pela burguesia fosse garantir a elas um bom almoço ou jantar.

 

02-01-17, 18:05 PM

O sol sumia no oeste do vasto céu, e se tinha algo que Dulce aprendeu durante anos vivendo em meio a podridão é que a noite é fria,  cruel e cheia de horrores, e raramente garotinhas como ela e as irmãs sobrevivam a ilesas.

Dulce contou o dinheiro  resultando de um dia inteiro catando materiais recicláveis em meio ao lixo: 20 dólares. 

"Nada mal." Pensou. 

Ela traçava o caminho de volta para a casa onde suas irmãs a esperavam, famintas e ansiosas para irem até a venda mais próxima com Dul, e é era por esse momento que todo o dia de esforço dela valia a pena. Ela até se partiu sorrir de lado.

Dulce sentiu todos os pelos de seu corpo se arrepiar com o contato da lâmina fria em sua garganta, o cheiro se álcool que vinha do homem que agora lhe apertava contra seu corpo era horrível.

- Passa o dinheiro agora!

A voz em brigada disse baixinho próximo ao ouvido Dul, o homem passou a língua pelo lóbulo de sua orelha e ela quase vomitou o que nem sequer tinha comido. Tirou os sofridos 20 dólares do bolos e os jogou no chão.

- Aí está.. Por favor me solte..

A tom de voz dela era choroso, o homem soltou Dulce e se abaixou no chão a frente dela para apanhar o dinheiro que provavelmente usaria para beber ainda mais. 

- Não vai ser dessa vez Willis.

Disse a ruiva num tom de deboche no mesmo momento em que o apunhalou na cabeça com uma garrafa de vidro quebrada. Ela não podia dizer que estava particularmente preocupada se o gordo estava vivo ou não, mas Dulce estava ali sentada ao lado do corpo caído com o dinheiro não mão refletindo sobre o que acabara de acontecer.

Willis era um bêbado asqueroso que viviam assaltando as pessoas para conseguir dinheiro, seria aceitável se não fosse o fato de que ele era covarde o suficiente para assaltar pessoas pobres que passavam o dia inteiro trabalhando duro pra conseguir qualquer contia que fosse,  Dulce já nem se surpreendia, ele já a abordou dezenas de vezes antes, e a cada vez o homem matava nela qualquer pingo de felicidade que nascia nos fins de tarde. 

Agora Dulce se via num dilema,  ela realmente precisava passar por isso outras vezes? Toda vez que fosse conseguir uma boa quantia de dinheiro iria vir outro alguém como Willis e acabar com seu momento de felicidade, esmagando sua esperança?  Ou ela poderia facilitar as coisas de outra maneira ?

Dul olhou em direção a cabana e para o corpo de Willis no chão e no lixo, por sorte de noite qualquer trecho era vazio então ninguém havia visto nada.

- Não mais..

Dulce se inclinou se aproximando ainda mais do corpo e pegou um pedaço de vidro da garrafa que se despedaçara. Ela levou até a altura da própria garganta.

- Vamos lá Dulce, você consegue.. 

Encorajava a se mesma a por um fim naquilo, naquela vida, e quase que ela afunda o vidro na própria pele se não fosse pelo susto que levou quando Willis abriu os olhos.

Então tudo foi sangue, e não era dela.

 

03-01-17, 01:15 AM 

Quando Dulce Maria chegou em casa ela deu de cara com as duas irmãs dormindo no chão abraçadas, provavelmente dormiram a sua espera, Dulce lamentava te - las feito esperar, mas ficou feliz que elas estivessem dormindo por isso não precisariam ver o que ela faria a seguir.

A ruiva se dirigiu ao apertado banheiro e deixou sua sacola de "compras" num canto, enquanto tomava um longo banho gelado, convenhamos que ela não tinha muitas opções de banha na verdade.

Dona Ellaria foi uma velhinha que Dulce conheceu no passado quando cantavam lixo para reciclagem juntas, Dona Ellaria sempre foi sozinha então foi mais fácil para ela juntar dinheiro e abrir um pequeno breshop onde ela revendia roupas usadas,  e foi para ela que Dulce foi com seus 20 dólares.

Um vestido preto com decote V, bem moldado na cintura e curto = 3,50 dólares.

Short + cropped listrados = 5,00 dólares.

Salto agulha preto = 2,50 dólares.

Após deixar a casa da senhora Dulce passou num pequeno mercado e comprou: um sabonete com aroma de rosas 1,00 dólar, Shampoo 4 dólares, três pacotes de suco em pó  1,00 dólar e um pacote de salgadinho tamanho econômico 2,00 dólares.

Demorou para ter coragem de retornar para casa, na verdade a ruiva ficou quase 3 horas sentada num beco escuro abraçada as próprias pernas, chorando e as vezes até rindo baixinho enquanto tomava coragem para prosseguir com seu plano. 

Foi a primeira vez que ela não priorizou sua família em relação a alguma coisa. Dulce agora penteava os próprios cabelos de frente para o espelho quebrado enquanto analisava seu reflexo. Imagens surgiram em sua mente do momento em que ela fincou o pedaço de vidro na garganta de Willis. Dulce sabia que deveria estar arrependida ou com medo do que fizera mas ela não sentia absolutamente nada, apenas uma necessidade de fazer com que o amanhecer fosse melhor.

Escolheu o vestido preto e pôs o salto alto, foi um pouco difícil pois ela nunca havia provado um antes, Dulce se viu linda na frente do espelho, sem cheiro de lixo, com os longos cabelos soltos e brilhantes formando alguns cachos que caiam até a altura de sua cintura, as curvas de seu corpo realssadas pelo vestido, Dulce não tinha maquiagem na verdade nunca experimentou, mas as pessoas costumavam a considerar bonita sem, então ela concluiu que estava boa assim, na verdade ela se via como uma princesa naquele momento, embora o que estivesse prestes a fazer não fosse nada nobre.

Ela deixou a comida para que as irmãs visse assim que acordasse e saiu de casa, seguindo por uma trilha escura e suja até a saída do lixão em rumo ao centro da cidade. 

" A noite é fria e cheia de horrores" 

Ela repetiu para si durante boa parte da sua vida e agora ela se via encarada pelas luzes da grande cidade, o brilho das estrelas e do céu, o ar puro e limpo, tudo aquilo era tentador, mas que preço ela estava disposta a pagar pela liberdade noturna?

 

Quando chegou ao local Dulce viu que havia outras vestidas da mesma maneira que ela.

- Eu procuro por uma mulher.. Seu nome é Chelby. - a voz dela saiu trêmula.

O olhar daquelas garotas não eram só intimidador, ela pareciam querer pular em cima de Dulce a qualquer momento.

Não foi uma nem duas vezes em que nojentos cafetões abordou Dulce para lhe fazer propostas para trabalhar com prostituição, sempre por uma questão de honra ela recusava, mas ela nunca teve nada na vida, porque diabos achava que tinha honra? Era uma mera ilusão.

A ruiva fez o favor de decorar o nome da mulher que um dos homens lhe mandou procurar caso mudasse de idéia,  e ali estava ela: realmente mudada.

 

Chelby é uma mulher trans, difícil de reconhecer se não fosse pelo tamanho de suas mãos, ela é negra e tem longos cabelos lisos que vão até a altura de sua bunda, e lábios que causam inveja a qualquer um.

- Então você quer trabalhar conosco? 

A voz aguda ressoou após ela ficar alguns segundos encarando Dulce de cima a baixo.

- Ok. - ela não deu a Dulce a chance de responder. - Você fica apenas com 30% do que ganha. Divirta - se.

Chelby deu as costas para Dulce que não sabia se estava perplexa pela facilidade como foi aceita ou pela absurda porcentagem relatada por Chelby, não era justo,  mas se tivesse sorte em uma hora ganharia muito mais do que em todo um dia de trabalho. Assim Dulce esperava que fosse.



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