História A Esperança Vem do Lixo - Capítulo 3


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Categorias Alfonso Herrera, Anahí, Christopher Uckermann, Dulce María, Maite Perroni, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Ponny, Rbd, Rebelde, Vondy
Visualizações 34
Palavras 2.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 3 - Tormenta


Fanfic / Fanfiction A Esperança Vem do Lixo - Capítulo 3 - Tormenta

México, 03-01-17, 08:57 AM

Quando Maite abriu os olhos psicou diversas vezes seguida tentando adpata-los a forte luz do sol que entrava pelas frestas e buracos do teto. Levantou - se tentando não acordar sua irmã mais nova, enquanto procurava pela do meio e não a encontrava. O que era estranha pois embora não viu Dulce chegar ontem a noite a morena podia jurar que viu os cabelos ruivos da irmã deitada ao seu lado, em algum momento da madrugada.

Havia também uma prova que Dul estivera em casa, pois encontrou um pacote de salgadinhos doritos já violado em cima da mesa.

- Onde você se meteu Maria? - murmurou a mais velha ao levar uma pequena porção do alimento a boca.

- Hey May, já acordada! - a voz de Dulce ecoou animada quando ela entrou pela porta da casa segurando algumas sacolas de compra. 

- O que é isso? Onde você conseguiu toda essa comida? 

Como um leão avistando sua presa May ate Dulce tirando das mãos dela algumas das sacolas.

- Como você conseguiu pagar por isso Maria? - ela questionou outra vez enquanto fuçava as sacolas verificando os alimentos. - Espera!

Como se visse um fantasma Maite empalideceu e virou - se lentamente largando as sacolas e fitando a irmã nos olhos. 

- Onde você passou a noite? 

A ruiva mordeu o lábio infeior com força e arqueou as sobrancelhas esquerda sem conseguir encarar por muito tempo a mulher a sua frente.

 

Aeroporto internacional da cidade do México, 03-02-17. 14:20 PM

Christopher andava apressado em direção ao desembarque a fim de pegar o primeiro táxi rumo a sua casa, ele precisava estar lá em 20 minutos ou estaria bem encrencado, já no carro ele sacou seu smarthphone e abriu sua caixa de email.

De: [email protected] 

Para: [email protected] 

Assunto: Comemoração.

Mensagem: "Jen me deu finalmente a porra da inocência. EU VENCI IRMÃO! O whisky hoje é por minha conta.  Te busco depois das 23."

Christopher enviou a mensagem para o amigo e bloqueou a tela do celular, depois de muitas viagens processos e comparecimento a tribunais ele mal acreditava que tinha conseguido a liberdade.

Há três anos ele foi acusado de um  crime que não cometeu, isso embaraçou sua vida de tantas formas que ele quase já não acreditava em algo melhor para seu futuro, és que por ironia ou não do destino sua esperança veio de um lugar peculiar: o lixo!

Embora a janela do táxi fosse um dos melhores lugares para refletir, Christopher não queria pensar no passado, as manchas que ele deixou em sua vida agora estavam limpas oficialmente como sua conciência sempre esteve, ele agora deveria priorizar sua família, pois tudo que queria era chegar em casa, pegar Lyana nos braços e gritar ao vento o quanto estava feliz.

 

México, 03-02-17, 20:00 PM 

Maite não gostava de brigar com suas irmãs, justamente por levarem uma vida ruim ela sabia que precisavam se unir ainda mais, porém o mistério de Dulce era imperdoável, pois se suas suspeita estiverem corretas May não queria nem pensar em como a moralidade da irmã estaria manchada.

- Como eu queria que ainda estivesse conosco.. - Ela murmurou.

Padre Edgar era um bom homem que acolheu May e suas irmãs quando elas foram jogadas no lixo. Maite era a única das três que se recordava de ter uma vida antes do lixo, embora as irmãs costumavam achar que tudo era delírio dela, a morena tinha certeza que elas tiveram uma vida boa antes disso, que tinham pai e mãe e que foram trazidas para cá por alguém mal. Era clichê ela sabia mas era a verdade, ela tinha pouco mais de 5 anos, Dulce tinha 4 e Anahí apenas dois anos quando tudo ocorreu.

O padre sempre se recusou a responder as perguntas que May fazia, o que apenas fortalecia a teoria dela que ainda tinha alguém lá fora esperando pelas três,  seu coração teimava que sim, mas embora isso ela e as irmãs sempre respeitaram muito o padre Edgar, ele tinha uma pequena sede na comumidade no meio do lixão, ensinava e educava crianças carentes e também sempre dava um jeito de conseguir alimento, em suas orações ela agradecia sempre por tudo que o padre fizera e lhe ensinara, esperava que sua alma descansasse em paz. Pois Maite se lembra de como chorou por semanas quando descobriu que seu protetor morreu com um tiro na testa, ela só tinha 15 anos e se viu tendo que lutar muito mais ainda pra sobreviver, pois por mais que antes ela e as irmãs dormissem no chão úmido da sede, na época ela se viu até sem isso.

- Irmã.. - a voz fraca de Anahí tirou Maite de seus pensamentos. 

- Oi.. 

A morena se aproximou da mais nova que estava com os lábios brancos e suava frio, Maite sentou-se  no velho  colchão e colocou a cabeça da irmã em seu colo passando a acariciar os loiros cabelos da mesma.

- Fique calma, Dulce prometeu que vai comprar seus remédios. - seu tom de voz era neutro, ela precisava acalmar a garota.

- Como ela vai conseguir isso? - quis saber Anahí.

"Essa é uma ótima pergunta." Pensou May

 

03-01-17 21:50 PM 

Dulce Maria não conseguia nem entrar no " quarto" ela não podia ver Anahí daquele jeito, delirando e sufocando, pois sabia que a culpa era dela, ela foi irresponsável em não ter pensado na saúde de pequena quando foi ao mercado e gastou todo o dinheiro que ela conseguiu na noite anterior.

E quanto a isso Dulce não tinha muito do que reclamar foi até que uma experiência engraçada embora ela se considerasse sortuda por tudo que ocorreu. 

Horas atrás, Centro da cidade do México, 03-01-17 por volta das 2:00 AM

Ficar ali parada e se insinuar para os carros que passavam não algo que Dulce conseguia fazer como as outras mulheres, e ela já estava a tanto tempo em pé sem conseguir um cliente que começou a ficar triste pensando em como teria jogado seu tempo e dinheiro fora. 

Até que um carro parou a sua frente e ela gelou,  a janela se abriu relevando ser um homem na faixa dos 40 e bem barbudo, ele não era assustador mas Dulce queria correr.

- Quanto é a hora?  

Dulce não parou pra pensar num preço que cobraria por hora ou o que faria durante essa hora,  ou como faria.

Ela não respondeu e o homem gesticulou abrindo a porta do banco de carona pedindo que ela entrasse.

- 100 dólares.

Ela respondeu quando sentou no banco de couro do carro, ficou com medo do homem à expulsar dali dizendo que aquilo era um absurdo e que uma garota como ela não valia tanto assim.

- Te pago triplo se fizer algo diferente por mim.

A proposta de ganhar 300 dólares era ótima, mas qual seria a consequência disso? Ele iria bater nela? Enfiar coisas dentro dela? Ou ele a faria o provar em um lugar peculiar?  Diante de todas essas dúvidas Dulce não só sentiu vontade de correr como também de chorar.

- Você topa ou não? - ele quis saber.

Dulce suspirou e já estava pronta para tirar o próprio vestido quando o homem a interrompeu.

- Você não deve tirar a roupa. 

Ela baixou suas mãos e ficou apenas o observando, o homem seguiu com o carro rumo a um lugar que Dulce não fazia idéia de qual seria, quando parou pediu que ela fosse para o banco de trás.

Achando que ele provavelmente fosse espancar ela naquele momento, a ruiva se surpreendeu quando o homem entrou também para o banco dos fundos e se deitou apoiando a cabeça no colo dela e lhe pedindo que fizesse carinho de uma forma maternal.

Dulce obedeceu, ela queria rir daquilo mas nem conseguia, se lembrou de um filme que viu passando uma vez, e dá cena de um psicopata que contratava uma prostituta para fazer exatamente o que Dulce fazia no seu cliente agora. Mas ela concluiu que ele não era um homem mau, pelo contrário ela indetificou muito com ele e com a necessidade materna que ele tinha, mas infelizmente era algo que Dul não podia suprir de forma alguma.

Depois quando terminou com o cliente Dulce voltou para a casa somente com 100 dólares dos 300 que conseguiu, afinal entre ela e uma vida de luxos ainda tinha Chelby e por mais que Dulce soubesse que tinha mais dinheiro do que conseguiria em uma semana, não podia negar e fechar os olhos para coisas na própria casa que ela e as irmãs precisavam.

 

04-01-17, 01:35 AM

Christopher Uckermann nem lembrava mais quantas doses de whisky havia bebido, também não se importava com o fato de estar dirigindo bêbado, ele estava feliz demais  para se importar com regras idiotas da sociedade.

Pelo menos ele pensou isso até quase atropelar duas garotas, desviou delas jogando o carro para o lado e ouviu Poncho que estava ao seu lado gritar.

- Que porra você fez Uckermann!?

Christopher esfregou os olhos e desceu do carro correndo para ajudar as garotas, que por sorte não foram atingidas.

- Vocês estão bem?

Ele perguntou encarando as duas moças, havia uma mais alta de cabelos curtos e negros, ela abraçava uma aparentemente mais nova, de cabelos cacheados e loiros, Christopher notou que a garota parecia mal, tinha os lábios brancos e mal conseguia deixar os olhos abertos.

- Moça você está.. 

Ela mal conseguiu completar a pergunta pois a loira desabou no chão e a morena gritou.

- Any. - a desconhecida se ajoelhou desesperada segurando a cabeça da tal Any. - Anahí acorda por favor.. Any.. acorda.

Ela balançava a loira com força, Christopher pode notar que ela já chorava. 

- Ela precisa de um hospital. - a voz era de Afonso parado ao meu lado.

- Por favor.. ajudem ela.. - a voz da morena era de cortar qualquer coração, ela abraçava o corpo desfalecido da outra com força e a ninava como se fosse uma criança. - Por favor!

 

Maite sabia que não devia confiar em homens, principalmente em homens bêbados dirigindo por um lugar que ela não conhecia, aliás ela não conhecia nada além da comunidade no lixão. Mas ela ainda estava ali, no banco de passageiros segurando sua irmã desmaiada e rezando para que tudo ficasse bem.

- Me perdoe se o bairro não é elegante porém é o caminho mais rápido até o hospital.

Disse um deles que May não soube indetificar qual,  ela não estava reparando na paisagem lá fora até ele mencionar, a morena viu mulheres nas esquinas se insinuando para homens e não foi difícil deduzir do que se tratava aquela região.

- Uma macha horrível na imagem da cidade do México eu diria.. - um deles comentou.

Ela queria dizer para eles que não passam de idiotas e que um bando de prostitutas num bairro de classe média era quase um paraíso perto do lugar onde ela morava, porém se conteve e principalmente: viu algo que a deixou tão perplexa e a fez gritar para que eles parassem o carro.

May agora abriu a porta deixando Any deitada no banco e desceu do carro ouvindo outras portas se abrir atrás de si e os homens descerem, mas ela não tinha tempo para se justificar, só tinha muita raiva e sangue nos olhos.

 

Dulce Maria estava encostada num poste com os braços cruzados, queria que seu cliente do dia anterior voltasse para que ela não precisasse perder sua virtude com um velho desconhecido.

- DULCE MARIA! 

Alguém gritou tão alto seu nome que fez Dul estremecer, ela se virou para analisar de quem era a voz e viu sua irmã Maite junto a outros dois homens a vir em sua direção.

- May o que está..

Dulce começou a falar ao se aproximar da mais velha, porém foi interrompida por um forte tapa que recebeu no rosto que a quase fez cair para trás.

- Então é aqui que você conseguiu aquele dinheiro! - a morena cuspia as palavras na cara de Dulce enquanto a segurava pelos cabelos. - Você prometeu Maria, prometeu que não se sacrificaria dessa forma por nós! Mas você é uma mentirosa!

Outro tapa e lágrimas já desciam pelas bochechas ardentes de Dul. A ruiva desvincilhou dos braços da irmã e deu alguns passos para trás.

- O-Onde está Anahí?  

Foi tudo que conseguiu perguntar, pois a vergonha a consumia, não só por apanhar mas porque todas as outras garotas estavam olhando para ela.

May nem precisou responder pois Dulce avistou o carro atrás da irmã e a porta aberta mostrando o corpo magro da pequena Any desmaiada.

- Díos..

Ela saiu correndo entrando no carro e pouco se importando à quem pertencia, ao agarrar Anahí, Dulce se desesperou, virou - se para May e os homens que agora já estavam a seu encalço.

- Por que ela não acorda? - a ruiva perguntou em desespero enquanto balançava o corpo da irmã. - POR QUE ELA ESTÁ TÃO GELADA? 

Maite puxou Dulce para fora do carro a jogando contra o meio fio, Dul praticamente deu de cara com o asfalto gelado.

- Não importa, nada que vier de você importa agora!

Dulce fez menção de levantar novamente enquanto suplicava e pedia por favor para alcançar novamente a pequena Any mas Maite insistia em impedir fazendo-a permanecer no chão.

- CALADAS!

Gritou um dos homens que estavam com May, ele era alto e tinha cabelos castanhos, parecia estar bêbado mas ainda sim era intimidador.

- EU NÃO SEI QUEM SÃO VOCÊS OU O QUE SÃO,  MAS SEI QUE TEM UMA GAROTA MORRENDO NO MEU CARRO ENTÃO ACHO MELHOR CALAREM A BOCA PELO BEM DELA POIS O QUE ELA PRECISA É DE UM MÉDICO E NÃO DE DUAS LOUCAS SE AGREDINDO NA RUA.

O mesmo homem pegou Dulce como se fosse um saco de batatas a enfiou no banco de caronas do carro, quanto ao outros praticamente empurrou May para dentro também sentando junto a ela ao lado de Any.

O silêncio agora entre eles era perturbador, e o único barulho foi do homem de cabelos castanhos colocando seu cinto de segurança e dando partida no carro.

Vergonha,  dor e medo eram os principais sentimentos que atingiam Dulce naquele agora, as lágrimas não queriam parar, não a obedeciam, ela afundou no banco e levou as mãos ao machucado rosto escondendo - se para que aqueles desconhecidos não vissem o quão grande era sua derrota pessoal naquele momento.



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