História A Essência - Um só coração. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags One Direction
Exibições 14
Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoal, :)
Mais um capítulo para vocês... Espero que gostem...

Capítulo 6 - My Job


Fanfic / Fanfiction A Essência - Um só coração. - Capítulo 6 - My Job

Tudo o que podia se ouvir no silencioso corredor do hotel era o salto das botas de Roxanne martelando o chão. Ela era alta, cabelos longos e negros, olhos verdes e estava de preto, era preto até de mais. Jaqueta, blusa, calça e as botas que terminavam no joelho.

    Roxanne parou em frente uma porta, o numero na porta era 1233, e bateu. A porta se abriu e Alexandre estava confuso, aparentemente, ao ver a moça bonita em sua porta. 

    - Quarto... errado. – disse ele tentando não parecer rude.

    - Você é Alexandre Spada? – ele apenas afirmou com a cabeça. – Então é o quarto certo. – disse ela passando por ele e entrando no quarto.

    - Quem é você? – disse ele se virando para ela.

    Roxanne fez um sinal para que ele fechasse a porta.

    Alexandre se virou e fechou à porta, seus pensamentos estavam confusos, pois, nunca antes tinha visto aquela mulher.

    - Meu nome é Roxanne Styles.

    - Styles? – disse ele confuso. – Você é parente de...

    - Verônica? – disse ela completando a frase de Alexandre. – Sou irmã dela. – disse ela. Alexandre ficou em silêncio. – Parece surpreso. – completou com um leve sorriso preso em seus lábios.  

    Ele apenas a encarava. Tentava reunir forçar para dizer alguma coisa quando ela começou a falar.

    - Imagino que esteja. – disse ela com um sorriso de orelha a orelha. – Eu vim até aqui...

    - Levar a menina? – disse ele rápido de mais.

    Roxanne fechou os olhos brevemente, seu sorriso já não existia mais, apenas um olhar grosseiro e raivoso.

    - Não gosto de ser interrompida. – disse ela secamente. – Não sei o que ela viu em você. – disse ela passando os olhos em Alexandre. – Até que não é de se jogar fora. Mas,... – Ela respirou fundo.

    O silêncio reinou no quarto enquanto Roxanne olhava em volta.

    - Você veio para...? – disse ele, sua respiração era pesada.

    - Eu nunca entendi a minha irmã. Ela faz a bagunça e eu tenho que limpar. É o meu trabalho. – disse ela se aproximando. – E eu nem sou a irmã mais velha. Mas não é conveniente que ela fique onde está. – disse ela parando a uma distância de um braço de Alexandre. 

    - Quer que eu retire a denúncia. – disse ele suavemente.

    Roxanne olhou em volta e depois voltou a encarar Alexandre.

    - Isso não foi uma pergunta.

    - Quer que eu retire a denúncia?

    Ela sorriu sem mostrar os dentes.

    - É exatamente o que eu quero que faça. – disse ela.

    - Não posso voltar a traz na minha palavra. Que tipo de homem eu seria?

    - Ah, não pode, não é? Eu entendo. – disse ela. – Como eu entendo. – ela pegou uma arma prateada que estava escondida no cós da calça e apontou na direção dele. A arma estava apenas um dedo de encostar-se à cabeça de Alexandre. – E é por isso que você vai fazer o que eu estou te pedindo. Ser arrogante, às vezes, é uma merda.

    - Vai em frente... atira. – disse ele. – Não vai conseguir o que quer se puxar o gatilho.

    - Você é o meu plano B – disse ela sem piscar os olhos ou desviá-los de Alexandre e continuou: – O meu plano A está deitado bem ali. – Alexandre olhou para o lado em direção à menina que estava dormindo na cama. – Então o que vai ser? – disse ela abaixando a mão com a arma.

    - Tudo bem. – disse ele por fim. – Mas a menina vai ficar comigo para sempre. Não quero que Verônica ou qualquer um da sua família a veja nunca mais.

    - Para sempre é um tempo longo de mais. – disse ela guardando a arma no lugar de onde havia tirado. – Quem lhe garante que quando ela fizer dezoito anos não vai mais querer olhar na sua cara? – ele deu de ombros. – Tem a minha palavra. – disse ela respirando como um alívio.

    - Que não vai valer de nada se você não cumprir.

    - O que eu disse sobre ser arrogante?

    - Eu acho que tem mais haver com honra do que arrogância, Roxanne.

    - Você tem um dia. – disse ela caminhando até a porta. – Acho melhor não nos encontrarmos de novo. – ele se virou para encará-la. – Essa conversa pode não existir mais. – disse ela abrindo a porta e saindo do quarto.

    Os olhos de Alexandre se voltaram para Miliana que dormia profundamente. Ele faria o que fosse preciso para protegê-la.

 

(...)

 

    Ruby estava sentada na recepção do hospital, acabara de chegar, antes passou no trabalho e conversou com Richard e pediu uns dias de folga que foram lhe cedidos sem brigas ou tempestades. Ela olhava para seu celular e lia uma mensagem de Samuel:

 

Volto de viagem dia 18.

Saudades...

P.S. espero que você tenha pensado sobre nós.

 

    Ela respondeu:

Que ótimo!

É claro que pensei.

Nos vemos amanhã...

   

    Ela olhou para frente e viu Liam parado na porta da sala de espera. Ele tinha um copo de café nas mãos. Ruby se levantou e foi até ele.

    - Trouxe café. – disse ele. – Espero que ajude. Recebi o seu recado. Como ela está?

    - Nada bem. – disse ela pegando o copo com café. – Ela perdeu o bebê, outra vez.

    - Eu sinto muito. – disse ele. – E onde está Louis?

    - Onde acha que ele está? – disse ela tomando um gole de café. – Não quer cometer o mesmo erro.

    - É o segundo bebê que eles perdem, não é?

    - O quê? – disse ela confusa pelo fato de Liam não saber tudo. – Não. Anne está casada e não é com o meu irmão. Acho que você ficou tempo de mais longe.

    Liam olhou-a surpreso.

    - Como disse que foi o acidente? – disse unindo as sobrancelhas.

    - De carro. Terrível. E o pior é que eu nem sei para onde ela estava indo. Por que para casa não era.

    - Você disse que ela se casou. Com quem? E onde ele está? – disse ele olhando em volta.

    - Harry Styles. – disse ela. – Eu deixei um recado, ele deve estar chegando.

    Liam olhou para o lado. A ficha ainda não tinha caído.

    Como que esse fato pode me escapar? Pensou ele. Liam engoliu em seco.

    - Está tudo bem? – disse ela olhando para ele que parecia mais tonto do que uma galinha decapitada.

    Liam não ouviu o que Ruby disse estava perdido em seus pensamentos.

    - Está tudo bem? – disse ela colocando a mão em seu braço para que despertasse.

    - O quê? Ah?!

    Ele estava confuso de mais, ou talvez esteja acontecendo algo que o perturbe. Mas o que será? Pensou ela. Ela sabia que tentar desvendar Liam atualmente era como enfrentar um leão nos safáris na África.

    - Eu acabei de lembrar que tenho que ir. Marquei com um amigo. De repente eu apareço. – disse ele.

    - Amigo? – disse ela para si enquanto ele saia em disparada.

    Ele saiu do hospital, caminhou até a sua moto e saiu cantando pneu.

 

(...)

 

    James estava sentado em sua mesa terminando o relatório sobre o caso de Anya. Abraham ligou para ele mais cedo e disse que conseguiram chegar até o traficante que apareceu na delegacia para matar Travor, bom ele fracassou, ou talvez tenha cumprido o seu propósito. Travor estava preso e Henry também. 

    O celular dele tocou e ele atendeu, sem ao menos prestar atenção em quem estava ligando.

    - Alô? – disse ele.

    - Pode vir aqui fora?

    Ele ouviu aquela voz e logo em seguida, do outro lado da linha desligaram telefone.  

    Ele sem demora colocou o casaco e saiu do prédio. Uma vez fora, viu Liam encostado em sua moto.

    - Imaginei que fosse você?

    - Olá, primo. – disse ele com um sorriso breve.

    - O que aconteceu?

    - Eu estou com um problema. – disse ele. – Um bem grande. - James o encarou com seus olhos escuros. - Eu posso ter agido de um jeito que não tenha atingido o propósito certo.

    - O que você fez?

    - Nada. – disse ele com um sorriso sem graça. – Tecnicamente, nada. – Liam revirou os olhos. - Eu só planejei uma coisa e ela não saiu como eu queria. E eu posso ter irritado uma ou duas pessoas por ai.

    - E o que você quer? – disse ele olhando em volta e respirando fundo.

    - Eu estou hospedado num hotel na cidade, mas não é seguro. Pelo menos não agora. – disse ele com seu olhar cada vez mais sombrio. – E também não posso voltar para casa. Eu e o Logan estamos... brigados... ou quase isso. – disse ele revirando os olhos. - Preciso de um lugar para ficar uns dias.

    - Uns dias? – disse ele pensativo. - Adiantaria se eu dissesse que não. – disse ele enquanto uma onda sombria de fúria emanava dele enquanto olhava para o primo.

    - É por isso que eu gosto de você James. – disse Liam com um sorriso. – Devemos evitar a palavra com D? – James sorriu e acenou com a cabeça. – Ah, sim. Então... eu tenho que ir. – disse ele olhando para Abraham e Eloise que estavam chegando junto com um homem alto, moreno em seu casaco estava escrito legista.

    James se aproximou deles e descobriu o corpo que Marcos, o legista, empurrava a maca.

    - Carbonizada? – disse ele cobrindo o corpo rapidamente. – Quem é ela?

    - Estou levando para Harold fazer os exames. – disse Marcos se afastando.

    - O apartamento dela pegou fogo. – disse Eloise. – Proposital aparentemente.

    - Querem esconder a causa da morte. – disse James.

 

(...)

 

    Harry chegou ao hospital e caminhou na direção de Ruby que estava aguardando na recepção.

    - Oi, Ruby. Como ela está? – disse ele aflito.

    - Oi. O médico disse que ela ainda corre perigo. Ela não está bem.

    Seus olhos verdes abaixaram para olhar o chão incrivelmente branco.

    - Eu posso vê-la?

    - Ela está em cirurgia. Não pode vê-la. – disse ela sem parecer rude. Ruby não conhecia Harry muito bem. Mas aos seus olhos parecia ser um cara legal, já que Anne parecia feliz com ele. Ela também sabia que Harry foi o motivo da briga entre Anne e Louis. Não importa o que aconteça ela sempre ficaria ao lado do irmão. – Ela estava com o seu motorista, não estava? – ele afirmou com a cabeça. – E onde ele estava levando ela?

    - Eu comprei uma casa mais afastada, uns trinta minutos do centro, ela tem um jardim bonito. E achei que seria legal para uma criança. – ele tentou sorrir, mais o sorriso se desfez antes mesmo de se firmar. – Imagino que não tem mais criança, não é? – disse ele desanimado.

    - Eu sinto muito.

    Ruby se afastou ao ver que seu telefone vibrava no bolso da jaqueta e viu que Harry estava arrasado, ou parecia estar.

    - Alô. – disse ela.

    - Oi, sou eu. Madeleine.

    - Oi. – disse ela tentando ser agradável com a prima que não via há muito tempo. – Como está?

    - Eu estou bem. Estou ligando para confirmar a minha ida. Espero que você se lembre... Que eu vou morar ai para estudar e preciso de um lugar para ficar.

    - Claro, claro que eu me lembro. – mentiu ela. Pois nada passava na sua cabeça, com todos aqueles problemas. – Pode vir. Não tem problema. Você vai ficar hospedada cominho e meu irmão.

    - Ótimo!

    - E quando você vem?

    - Amanhã. Espero não estar sendo muito ousada. Pois as aulas só vão começar no meio do ano que vem. É que eu queria conhecer a cidade e me acostumar primeiro.

    - Achei que quisesse passar as festividades de fim de ano com os seus pais?

    - É eu sei, parece horrível.

    - Bom. – disse ela. Se meus pais fossem vivos com certeza passaria o natal com eles. Pensou ela. – Se você vier... será bem recebida. Estaremos esperando por você.

    - Obrigada. Obrigada por tudo, Ruby. Por não criticar.

    - Imagina, querida. – disse ela com um sorriso triste. - Tchau.

    - Tchau!

    Ruby desligou o celular e enquanto olhava Harry não conseguia parar de pensar no irmão. Ela caminhou até o balcão da recepção e avistou uma jovem bonita, morena e com os cabelos presos em um rabo de cavalo. A jovem sorriu, um sorriso meigo.

    - Posso ajudar?

    - Pode. – disse ela retribuindo o sorriso. – Poderia chamar, meu irmão, o doutor Tomlinson.

    - O doutor Tomlinson não está de plantão hoje. – disse ela.

    - Eu sei. – disse ela olhando para traz e vendo Harry agora sentado no sofá. Ela voltou a olhar a moça. – Mas pode mandar alguém chamá-lo. Por favor, é urgente!

    A moça a olhou com seus olhos castanhos claros e depois de alguns segundo pegou o telefone para ligar.

    Alguns minutos depois ela viu Louis apontar no fim do corredor. Ela não esperou ele chegar até onde ela estava, foi caminhando ao encontro dele.

    - O que é urgente?

    - Nada. – disse ela rápido de mais.

    - Ruby... – ele revirou os olhos e ameaçou a voltar pelo corredor.

    - Não, me escuta. – disse ela segurando em seu braço. Os olhos de Louis passaram da mão de Ruby que estava em seu braço para seus olhos verdes. – O marido dela está ai. – ele respirou fundo. – Eu sei que você quer fazer as coisas diferentes...

    - Eu vou fazer. – disse ele. – Quero estar do lado dela quando ela acordar. Quero que ela veja que eu me importo.

    - É claro que se importa, mas não é seu papel. Não mais. – ela fez uma breve pausa. - Ele deve estar ao lado de Anne quando ela acordar. – disse ela seus olhos estavam escuros. – Não quero que se magoe. – ele deu de ombros. – O que vai fazer quando ela acordar e chamar pelo Harry? – ele olhou para o chão e depois voltou a olhar a irmã. – Eu cuido de você.

    - Não pedi para fazer isso. – disse ele em tom arrogante. – Eu sou o irmão mais velho. Sou eu quem tem que cuidar de você. – disse ele com uma voz mais amável.

    - Eu não existo se você não existir, se lembra?

    Ele engoliu em seco.

    - É claro. – disse ele contendo uma dor muito grande que sentia no peito.

    - Eu vou para casa. – disse ela revirando os olhos. – Promete para mim que não vai fazer nenhuma besteira. Com Harry? Eu sei o que você pensa sobre ele... mas, tudo que importa é Anne.

    - Não devia se preocupar. – disse ele amargo.

    - Então eu não me preocupo. – disse ela dando as costas e caminhando pelo corredor deixando Louis só com seus pensamentos.


Notas Finais


Então...
O que acharam?
Vejo vocês em breve...
XX Kathy


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