História A Estrela ( Long Imagine Taehyung ) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Rap Monster, Suga, V
Exibições 20
Palavras 3.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oe Oe pessoas.
Ainda lembram de mim?
Esse capitulo ele é meu xodozinho, pois eu escrevi ele com muito amor, e demorei bastante pra fazer uma história decente, ok.
Notas finais
Boa Leitura.

Capítulo 13 - Os Caminhantes da Estrela


Fanfic / Fanfiction A Estrela ( Long Imagine Taehyung ) - Capítulo 13 - Os Caminhantes da Estrela

Capitulo 13

 

Os caminhantes da Estrela

 

 

Para voltar à estufa, decidiram seguir por um dos diversos caminhos que rodeavam a montanha. Apesar de os dois não estarem feridos, o cansaço havia começado a prejudicar sua disposição, reduzindo consideravelmente a velocidade com que avançavam;
Chagaram às instalações ao pôr do sol. O da havia sido longo, mas se sentiam animados por terem cumprido o objetivo e porque o incidente em que Adhara quase perdera a vida havia tido um final feliz. Namjoon dirigiu-se a eles, aliviado, dando-lhes calorosas boas-vindas.

- Vocês voltaram! – comemorou – Já estava começando a ficar preocupado; essas montanhas são traiçoeiras – murmurou, aliviado – A verdade –é que vocês me deram um baita susto!
O menino colocou o equipamento no chão e disse:

- Não se preocupe. Sofremos um pequeno acidente, mas não houve nada de muito grave.
O mais alto assustou-se, olhando rapidamente para a menina.

- Oh! Não se preocupe. Eu voltei inteira – assegurou, procurando acalmá-lo.
Namjoon suspirou e então ergueu as mãos, emocionado.

- E os substratos? Conseguiram recolher o suficiente...
O Errante colocou o conteúdo recolhido em uma caixa de ferro, deixando o mais velho surpreso.

- Incrível! Com essa quantidade, poderemos encher os diferentes níveis durante meses – disse ele, comemorando.

- E não é tudo. Ela também fez um bom trabalho- reconheceu.

- E’ mesmo? – perguntou, com orgulho
Adhara procurou a aba de seu equipamento para abrir o compartimento, mas não conseguiu encontra-la. Por fim, o Errante aproximou-se e apertou o botão por ela.

- Hahaha ! – riu Namjoon, emocionado – Que maravilhoso! – exclamou enquanto segurava um dos substratos para analisa-lo de perto

O rapaz permaneceu a seu lado. Adhara olhou para o rosto dele enquanto conversava com o ajudante. Era tão alto que nem na ponta dos pés ela conseguiria ficar da mesma altura. Ficou olhando com ar pensativo; eles não tinham trocado palavras desde que decidiram retornar à estufa.
O Sequestrador soltou algumas das peças de sua couraça. Tirou as luvas e os protetores de braço. Então, perguntou a Namjoon.

- Onde esta meu pai?

O moreno parou de sorrir e respondeu:

- A verdade é que não sei... – admitiu, dando de ombros – Ele partiu há horas para terminar um experimento em um dos jardins de fora, mas ainda não retornou.
O rapaz passou a mão na mandíbula, em um gesto pensativo.

- Há jardins exteriores? – Adhara perguntou, estranhando e lembrando que nos arredores da estufa não havia nada, apenas terra e rochas.

- Não exatamente. Nesta montanha, há pequenos bosques, redutos de vegetação que, graças a sua localização estratégica, conseguem subsistir apesar de clima tão pouco favorável. Às vezes, O Verde utiliza-os para fazer suas pesquisas – explicou.
O menino tirou o restante da armadura e encaixou as peças até formar uma espécie de cubo que deixou no chão.

- Estou cansado, vou tomar banho. Namjoon, por favor, me avise quando meu pai chegar.

- Claro que sim – assentiu
Adhara fez a mesma coisa, mas não conseguiu tirar sua couraça, que era desajeitada demais.

- Deixe-me ajuda-la – ofereceu-se o ajudante, de modo amável.
A menina observou cabisbaixa as armaduras amontoadas no chão. Por mais estranho que fosse, ela sentia pela de ter de tirá-la.

 

Ao cair da noite, Adhara saiu de seu quarto, à procura de ar fresco, já que ali dentro o calor úmido sufocava. Foi até o mirante, que ficava no telhado, e se sentou sobre os painéis de âmbar durante um bom tempo para contemplar o horizonte, que mudava de forma de vez em quando. Às vezes, era possível ver, a distancia, uma cordilheira que se transformava em enorme blocos de gelo, ou um belo mar azul estendendo-se até se transformar em um deserto repleto de dunas. Pensou que, as vezes, aquela paisagem desconcertante e mutante podia ser muito linda.

Adhara decidiu deitar-se da mesma maneira que fazia no telhado de sua casa e depois passou a observar as estrelas. Por uma lado, sentia-se orgulhosa por ter sobrevivido ao deserto, ainda que com ajuda, por ter enfrentado uma longa viagem cheia de dificuldades ao lado dos Errantes e, por encarar uma cidade desconhecida que não parava de surpreendê-la; mas, por outro, sentia-se extremamente sozinha. A toda hora, a todo minuto e a todo segundo tinha de lutar por sua vida, por seu futuro, por sua família. Não podia relaxar, não podia se entregar ao cansaço de tudo aquilo. Lembrou com carinho das aventuras que vivera ao lado de Yoongi, de quanto tomavam banho de sol depois de um mergulho no lado, das experiências que imaginaram que viveriam quando ele se tornasse um Corredor e ela o acompanharia em algumas de suas viagens, transformando-se, assim,  em rebeldes que não temiam as fronteiras, seres livres. No entanto, sabia que aquilo era coisa de criança e que agora tinha de enfrentar a realidade.

- Por que está tão séria? – escutou o menino sussurrando em seu ouvido.

- Pare de fazer isso – ela o recriminou, como sempre.

- O quê? – respondeu ele muito próximo de seu ouvido
Pela primeira vez, o Sequestrador havia sussurrado em seu ouvido de verdade. Ela estava tão distraída que não percebeu que ele estava a poucos centímetros dela.

- Nada, estou bem – respondeu, com poucas palavras.

- Mas não parece – contrapôs ele , enquanto se sentava a seu lado, ainda mantendo certa distância.

-E’ que... eu poderia ter morrido hoje.
O menino observou o rosto dela, como se tentasse entender sua expressão, e então disse:

- Não se preocupe, você vai se acostumar.

- A morrer? – perguntou, surpresa

- Hahaha! Não, claro que não... vai se acostumar com o perigo.

- E por que deveria me acostumar com o perigo?

- Porque quando uma menina de povoado, como você, sai de seu clã, começa a entender que o mundo é perigoso.
Olhou para ele desconcertada, pois suas palavras não ajudavam nem um pouco. Na verdade, apenas aumentavam seu medo.

- Você esta acostumada a viver dentro de limites muito definidos- continuou explicando – Você se sente segura, vive rodeada de todos os tipos de comodidades.

- Não é bem assim – respondeu

- Sem duvida, você tem mais comodidades em seu clã do que eu tenho como nômade

- Nisso você tem razão. Hahaha! – riu, lembrando-se do acampamento improvisado nas cavernas e do prato de lagarto com molho de queijo.
A expressão dela mudou em seguida, e a alegria deu lugar a um gesto de preocupação; pensou consigo mesma: “Perigo...”.

- Viver é estar em estado de alerta constante – refletiu o Errante, com o semblante sério, ainda que estranhamente sereno.

Por um instante, o silêncio tomou conta do lugar, enquanto os dois analisavam como o horizonte mudava de forma de parar.
Escutaram o som do vento passando pelas estruturas metálicas da estufa e os grilos à distância.
Adhara pensou em sua relação com o Sequestrador. Estava feliz porque as diferenças entre eles estavam menores e se surpreendeu ao perceber que o rapaz parecia estar gostando de sua companhia. Por fim, atreveu-se a interromper o silêncio incômodo fazendo a pergunta, sem rodeios, que se fazia desde do dia que se conheceram:

- Por que você me tocou? – perguntou mudando sua expressão para mostrar que estava falando serio.
O moreno abaixou a cabeça com ar pensativo, como se tentasse encontrar as palavras adequadas. Por fim, confessou:

- Pelo mesmo motivo de tê-la tocado hoje.
Olhou para ele com estranheza, tentando entender os motivos pelos quais um Errante se arriscaria a desobedecer uma das regras mais rígidas de seu povoado.

- De toda forma... estava morta – explicou ele.

- Eu não estava morta! – rebateu

- Claro que estava... –disse – Estávamos chegando a Sálvia e eu havia partido diante da comitiva. Quando a ruptura começou a se manifestar, vi um menino perto do Limite Seguro de seu clã e então  decidi ajuda-lo. Queria ajudar sem tocá-lo, mas então você apareceu...
Adhara percebeu amargura em suas palavras.

- Ivar queria ir a seu encontro, mas eu não podia permitir... Nem você nem ele teriam sobrevivido no bosque. Seu eu os deixasse ali, as Partículas teriam devorado a mente de vocês, se perderiam para sempre. Por isso eu segurei o seu braço: para protege-la. Não tinham nada a perder, estavam condenados. Ainda que para isso eu precisasse desobedecer ás regras dos Caminhantes, tinha de tentar – Fez uma breve pausa – E, se quer saber a verdade, eu não fazia ideia do que ia acontecer. Nunca havia tocado em ninguém! Eu não sabia se sofreríamos uma morte instantânea ou se sentiríamos uma dor forte e progressiva que poderia parar o tempo, mas não tinha outra opção – relembrou, angustiado.

-Mas...

- E hoje, na ladeira, aconteceu exatamente a esma coisa. Acha que eu seria capaz de deixar você cair e quebrar todos os ossos? Não. Eu não sou assim. Não sou como eles. Isso não está em minha natureza. Eu tinha consciência de que, segurando você, estaria lhe dando outro tipo de morte muito diferente, mas ainda assim existia uma possibilidade... Talvez a couraça impedisse essa tal maldição.

- Maldição?

- Bem, para ser exato, não tem nada a ver com uma maldição.

- Não entendi.

- Existem muitas coisas que você não sabe a nosso respeito – suspirou ele – Algumas delas, nem eu sei.

- Não importa – resignou-se a menina – De qualquer modo, obrigada.
O Caminhante sorriu pela primeira vez. Nunca ninguém havia agradecido a ele daquela maneira. Sentiu-se bem por dentro, como se tivesse a certeza de ter tomado a melhor decisão.

- Você salvou a minha vida – admitiu, desviando o olhar.
Silêncio. Um longo silêncio.

-...duas vezes – completou o Sequestrador
A mais baixa virou-se e fez uma careta para ele, mostrando que havia compreendido a ironia.

- Na realidade, três – corrigiu ela.

- Três?

- Sim, você também me salvou dos come-terra. Se não fosse por você, com certeza eles teriam me pegado.

- Os come-terra? Ah! Você se refere ás marmotas do deserto. Hahaha! Bem, na verdade, não foi tão difícil. Eu... só encontrei você desmaiada. Ao escutar o sino de um pastor, meu wimo começou a correr em sua direção. Além disso, esses pobres bichos não são tão perigosos como parecem, pode acreditar. E’ preciso evitar entrar no caminho deles, o que não é difícil, porque sempre aparecem umas marcas no chão antes de eles subirem à superfície.

- Nossa! – surpreendeu-se – E eu pensando que você havia travado uma luta feroz com essas criaturas para me salvar da morte...

- Sinto muito. Acho que estraguei o encanto, mas se prefere ter essa imagem... Hahaha! – riu o Sequestrador.
Adhara respondeu arregalando os olhos.

- Olha, não é comum que um Caminhante salve a vida de uma humana, mas agora me sinto orgulhoso disso. Acredito que, com o tempo, meu povo possa esquecer de onde viemos.

- E de onde você veio?

-E’ uma longa história.
A menina mostrou-se ansiosa para descobrir a origem dos Errantes.

- Tudo bem, não estou com sono. Pode começar – pediu ela.

- Como quiser. E’ uma história antiga que nos contam quando somos crianças para explicar nossas origens... e a maldição.

- Hum... algo parecido com o que Naveen contou sobre uma antiga civilização?

- Mais ou menos. Mas já vou avisando que os Caminhantes são a prova viva de que, por mais incrível que pareça, o que vou contar aconteceu de fato – avisou ele, de modo misterioso.
Adhara acomodou-se sobre uma das vigas e prestou muita atenção.

“- Dizem que há muito, muito tempo, o Grande Linde, antes era chamado de “A Estrela”, era um planeta magnífico, repleto de dons e de vida inteligente. Seu céu brilhava de maneira que a luz dos astros empalidecia diante de sua magnitude. Plantas, animais e seres humanos viviam em paz em um lugar lindo, do qual obtinham todo o necessário e onde, ainda mais importante, não existiam as rupturas.”

Adhara abriu os olhos, totalmente interessada.

“ – Suas artes avançadas proporcionavam a eles uma qualidade de vida sem igual, e suas nações, governadas por reis, estendiam-se de costa a costa de forma arrebatadora, tão extensas que a vista não conseguia enxergar o fim. Acantha era o nome da cidade mais próspera sobre a superfície de A Estrela, e nela viviam os seres mais sábios do planeta. Seu rei, o poderoso Pyros, governava com sabedoria aquela grande cidade, incentivando o desenvolvimento das especialidades e técnicas mais avançadas. Dizem que eram capazes de se comunicar a grandes distâncias, que reuniam pequenas doses de energia em contêineres minúsculos, que suas construções se elevavam até quase tocarem o céu e que podiam se deslocar em altas velocidades sobre grandes cavalos de ferro. Muitos até dizem que dominavam as forças da natureza, podendo provocar a chuva, a neve e o sol.”

Adhara prestava atenção a todas as palavras do Errante, como se fossem um presente. Escutava a narração boquiaberta, como uma menina que se deleita com os relatos de um Errante à luz das fogueiras de Sálvia.

“– Aquela era uma época de paz e prosperidade, até que, um dia, tudo mudou. A Maldição alimentou-se da energia guardada no coração de A Estrela e condenou a humanidade para sempre. Dizem que os Caminhantes provêm dessa cidade, e que foi lá que a primeira e maior brecha que chamamos de  “A Ferida”  se abriu. Diante do olhar atônito dos moradores, o centro da cidade de Acantha foi abalado, como se um enorme mostro estivesse devorado todas as suas partes sem compaixão, a começar pelo núcleo. A maior parte dos cidadãos morreu no mesmo instante em que o grande aguaceiro surgiu, mas poucas centenas conseguiram sobreviver. De seu interior, o caos começou. Uma expressa nuvem de lampejos prateados amaldiçoou os poucos sortudos que ainda continuaram vivos.”

Adhara levou a mão à boca, assustada.

- As Partículas! – exclamou
O menino revirou os olhos, detestava ser interrompido.
Em seguida, levou o dedo indicador diante os lábios para pedir silêncio à menina.
Adhara abaixou a cabeça envergonhada, disposta a continuar escutando o relato

- Meus antepassados ficaram desesperados. Procuraram refúgio nas cidades mais próximas, mas elas estavam em um estado deplorável, algumas totalmente arrasadas. Apenas as cidades mais bem preparadas tinham conseguido manter vivos poucos sobreviventes

“- Então, o rei Pyros e seus súditos ilustres analisaram a situação com atenção e concluíram que os lampejos – as Partículas, - Que surgiam da Ferida eram mais perigosos do que qualquer outra ameaça que já tinham enfrentado. Logo compreenderam que presenciar o nascimento da Ferida havia feito com que eles se tronassem imunes a seus efeitos, mas também os havia transformado em seres malditos, em portadores do mal que podia afetar o restante dos seres humanos sadios – disse com voz rouca – Não podiam permitir isso, por isso...”

- Eles os mataram? – exclamou Adhara, quebrando a promessa de manter-se calada.

- Não, claro que não – negou – Eles nos marcaram – revelou, mostrando a estrela tatuada no dorso de sua mão.

- Mas isso é só um...
O Sequestrador pediu silêncio mais uma vez, e depois prosseguiu com seu relato:

- Eles nos marcaram com uma estrela para que todos soubessem que deveriam evitar contato físico conosco.
Fez uma breve pausa apesar de Adhara não dizer nada, dava para ver o quanto sofria com aquela historia triste.

“– A Estrela – continuou ele – Tinha recebido uma ferida mortal. Seu coração batia mal, e a superfície do planeta sofreu as consequências, rachando suas placas em centenas de pedaços que começaram a se soltar sem ordem nem solução. Os sintomas ficaram evidentes; de principio, ainda que com menos frequência, as rupturas da Quietude ocorreram, e com isso... a destruição da maioria das civilizações. Antes que fosse tarde demais, o rei ordenou a seus melhores mestres que desenvolvessem um mapa capaz de decifrar os contínuos deslocamentos e mostrar a forma mutante de seu querido planeta, sem outro fim que não fosse localizar de novo a Ferida para criar em seu interior uma cura que alcançaria o centro da Estrela... acabando com os lampejos para sempre”

- Cura? Existe uma cura? – comentou Adhara, com os olhos brilhando.
O moreno olhou fixamente para ela, deixando-a confusa, e depois balançou a cabeça delicadamente.

- Não, é apenas algo que diziam no relato – suspirou

- Mas... como acaba a história?

- Bom, o fim sempre foi um pouco confuso para mim – admitiu, dando de ombros – Dizem que o rei se prendeu dentro do mapa que os sábios criaram, mas morreu sem ver seu sonho realizado.

- Dentro do mapa? Isso não faz o menor sentido! – exclamou ela, confusa, lembrando-se do tamanho e da forma da Esfera, o mapa que os Errantes usavam para caminhar sobre o Linde.- Eu já disse – insistiu – é apenas uma história.
As esperanças de Adhara desapareceram.

- Não invente coisas

- Mas... mas... pode ser um tipo de pista, não sei.

- Pista. Diga, o que pretende? Salvar o mundo? – brincou – Deixe que ele continue como está, meu pai já cuida disso.
A menina ficou calada durante alguns segundos, tentando criar uma teoria à qual se apegar.

- De onde surgiu a Esfera?
O Sequestrado ergueu uma sobrancelha, surpreso com a tenacidade de Adhara.

- Hummm... acho que sempre esteve com os Caminhantes. Eles a encontraram há séculos em uma espécie de templo abandonado. Não tenho certeza, isso é algo que o Guia sabe e também seu séquito.
Adhara balançou a cabeça, decepcionada.

- Vamos, assuma de uma vez. No planeta há a fronteira do Cataclisma e estamos presenciando os últimos respiros da vida. Não podemos fazer nada para consertar.

- Não pode ser... – negou com a cabeça – Tem de haver uma cura! Tem! Não é justo, não é – disse por fim, quando encontrou a palavra certa para descrever sua frustação.

- Adhara, infelizmente, este mundo não é justo para ninguém. Está repleto de perigos e sofrimentos, de ódio, de destruição, de mudanças e imprevistos... de instabilidade.

- Mas... temos de...

- A vida é assim, totalmente injusta. A única coisa que nos resta é compreender que, cedo ou tarde, tudo chega ao fim.
A menina não conseguia reprimir a tristeza e derramou uma lágrima de dor.

- Não – negou
O menino olhou para Adhara e pensou em consolá-la com um abraço. Como podia pensar aquilo? Era impossível!

- Meu pai – continuou ele – Está emprenhado em encontrar uma nova cura. E quer saber? Ele negou sua família e seu povoado para desenvolver algo totalmente impossível – disse, evidenciando certo nível de rancor – Durante todos esses anos, não conseguiu nada! Limitou-se a cultivar plantas e a inventar muitas coisas inúteis. Como um único homem poderá encontrar a solução, sem recursos e em condições precárias, se nem mesmo uma civilização infinitamente superior a nossa conseguiu? –perguntou
Dessa vez, foi Adhara que sentiu desejo de segurar a mão dele para aliviar sua raiva, mas precisou controlar-se.

- No começo, eu o admirava por isso, mas com o tempo descobri que de nada adianta tentar mudar as coisas, e que o melhor a fazer é limitar-se a viverem paz, sem pensar no dia de amanha.
A menina olhou para o rosto do Errante, que pareceu ter ficado mais sério, com traços mais maduros. Em seguida, abaixou o olhar para a mão dele e analisou com atenção a estrela tatuada ali.

- Eu... – começou ela, enquanto pensava sobre tudo o que ele havia dito – Acho que...
De repente, o menino empalideceu e seu corpo ficou rígido como um bloco de gelo. Abriu os olhos, e então Adhara viu que, ao redor de suas pupilas, muitos pontos luminosos começaram a brilhar e moviam-se como estrelas à deriva, flutuando no oceano.

- o que houve? – perguntou impressionada, colocando-se rapidamente em pé para ajuda-lo

- Estou intoxicado – explicou ele – As Partículas vivem dentro de mim. Meus olhos brilham porque elas detectam um número maior do que o normal.

- E o que isso significa? – perguntou assustada, lembrando que seu olhar também brilhou na primeira vez em que o havia visto em Sálvia
O Caminhante ficou de pé e observou o horizonte, esperando ver mudanças na paisagem que comprovassem o inevitável.

- Que a Quietude vai se romper – disse simples

Adhara suspirou profundamente, tomada pelo pânico, enquanto se maravilhava com o esplendor daqueles lindos olhos cintilantes, repletos de tristeza e rancor; sem esperança


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e desculpe qualquer erro.
Eu sei que vocês devem estar querendo me esganar pela demora, eu sei, tambem fico bem irritada quando alguns altores demoram muito tempo pra postar um capitulo. Mas é que ultimamente eu tenho passado por altos níveis de estresse e isso esta afetando bastante a minha escrita, pois as vezes não sai nada, e a escola esta puxando muito, estou cheia de trabalhos para fazer, e muitos exigem bastante de minha total atenção, sei que por causa disso a fanfic não é tão popular e que eu perco leitores. Mas, mesmo com essa demora eu não desisti de escrever, ok.
Espero que tenha esclarecido um pouco sobre toda essa demora para postar.
Bjoooos e até o próximo!!


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