História A Eternidade da Alma - Capítulo 3


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Palavras 920
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, devo dizer que não estou verdadeiramente contente com o capítulo...
Durante essa semana alguns imprevistos acabaram ocorrendo, e infelizmente ainda me sinto um pouco perdida.
Sinto nunca estaremos livres da dor da perda, e muito menos preparados para enfrentar tantos mistos de sentimentos.
Mas todas as vezes que paro para pensar, acabo me recordando de Gandalf e Pipin
“Fim? Não, a jornada não acaba aqui. A morte é só mais um caminho… Um que todos temos que tomar. A cortina de chuva cinzenta deste mundo se enrola, e transforma tudo em vidro prateado. E então você vê. Praias brancas, e um grande campo verdejante, com um leve nascer do Sol."

Bom, mas voltando ao capítulo, devo dizer aqui também, que andei pesquisando sobre a língua Negra de Mordor, e não encontrei muita coisa.
Então acabei por adotar algumas frases do Ciclo da Herança (Eragon)...
E é isso =D


Capítulo 3 - Il


O cantarolar dos pássaros  invadiu os ouvidos de Gandalf, que abriu lentamente seus olhos contemplando a sua existência. Deixou seu olhar passear pelo comodo aconchegante, e se lembrou de ter sonhado.  

Primeiro se viu diante de Angband, sentia seus ossos serem mastigados pelo lobo de Mogoth, sofrendo em aflição, contendo seus urros de dor. Jurou poder ouvir o deleite em uma risada sombria. E então, uma leve canção inflou seu coração. Toda dor foi esquecida, e foi levado até a presença de Mandos, para perto de Galadriel, onde passariam a eternidade na Morada de Mandos discutindo os mistérios do universo. E mesmo sabendo que essa graça era somente destinadas a elfos, mesmo sabendo que era somente um sonho, se permitiu sentir toda essa majestosa satisfação. 

Saiu do transe em que estava, e viu pelo canto do olho a figura de Elrond, estático, sorrindo em alivio pela graça da melhora de seu amigo.

- Estou contente que tenha recobrado os sentidos. - sentou-se ao lado de Gandalf e levou sua mão sobre a dele. - Seja bem vindo, mellon.

-  Tive um sonho. -sorriu contido, pois em seu peito as emoções ainda eram vividas-. Sonhei com os portões de Mandos, com o infinito do universo... - sua voz abatida estava afetada, e Elrond pode ver os olhos do amigo reluzirem diante a memória do sonho.

- Estou grato que tenha escolhido permanecer entre nós.

- Estou envergonhado por lhe causar tanto transtorno, meu senhor Elrond. - fez uma breve reverência em  respeito.

- Não deve agradecer a mim. Pouco fiz por sua melhora, se não apenas esperar. - sorriu. -Há uma jovem que necessita conhecer... Para ser sincero, de fato, há uma jovem há quem precisamos conhecer, pois sinto que deixei algo muito importante escapar por meus dedos.

 

Já era meio da tarde, e sentiu o vento soprar e acariciar algumas poucas folhas que foram conduzidas até seus pés. Estava novamente na biblioteca. Caminhar entre as grandes obras guardadas e preservadas de Elrond, era de longe um dos maiores prazeres que Anar pode desfrutar em sua existência. Andava sem rumo, roçando os dedos entre as capas dos livros, e mantinha seus olhos atentos, quase sem piscar. Queria manter a mente ocupada, para não se deixar absorver pelo nervosismo que teimava em lhe atormentar.  Em seu íntimo, sabia que deveria regozijar de tais momentos.

Novamente sentiu o vento, e surpresa se pegou pensando no quanto tudo estava silencioso. O vento estava quieto... Ou seus ouvidos ali eram polpados pelos encantos do reduto elfico? Fechou os olhos, sondando. No entanto, seus ouvidos foram agraciados somente com os sons da natureza. A água corria tão livremente quanto os pássaros que ali encontravam abrigo, seguindo seu curso natural da vida. 

- Vejo que foi cativada pelas coleções intermináveis de Senhor Elrond...

- Definitivamente, mas nesse momento estou realmente feliz em vê-lo disposto.- Sorriu lhe dirigindo o olhar - Causou uma grande comoção senhor...

-  Sou composto por muitos nomes, minha senhora.  Mas Gandalf...

- O Branco...- interpôs Anar.- Já ouvi sobre sua sabedoria, Istari, amigo dos elfos e homens. Glorfindel sempre agraciou meus ouvidos com longa histórias. É uma honra estar em sua presença. - curvou-se.

Gandalf  fitou Anar sem pressa. A luz do entardecer acentuava o tom avermelhado de seus cabelos, seus olhos negros o fitavam com curiosidade e encanto. A pele clara havia tomado para si os tons do crepúsculo.

- Sinto um grande pesar por saber apenas seu nome, mas seu poder está em você e não em como é chamada. Me resgatou e protegeu, e lhe devo minha vida. Tenho já por vós, grande apreço, por isso tomo para mim toda a honra em estar em sua presença.

O riso de Anar saiu doce e sonoro, preenchendo  o recinto.

- É muito agradável, Gandalf, o Branco.

O sorriso de Anar era convidativo, e seus passos foram seguidos aquela noite por Gandalf.  Espantosamente se viram agraciados pelos primeiros raios de sol. Seus risos e histórias, por vezes davam lugar a um longo silêncio, necessário para absorver tudo o que era dito, e ali, sentados sobre um grande salgueiro foram encontrados por Elrond e Glorfindel. Caminhavam lado a lado, e quando se aproximaram, Anar os recebeu respeitosamente.

- Hîr nin, Elrond, Glorfindel.

- Estou em um grande impasse, -disse Glorfindel- sobre quem é mais agraciado com a presença do outro.

-Somo todos agraciados. - respondeu Gandalf. Lançou seus olhos sobre Elrond. - Senhor Elrond me disse que usou um dialeto diferente enquanto orava por minha cura.

- Uma língua antiga. -sorriu lânguida. -Acredito que minha sina já deve ter chego aos seus ouvidos, senhor Elrond. 

- Você é bem vinda em minha casa durante o tempo que lhe for propício - estudou a fisionomia de Anar. - A sina está em seu sangue e não em seu coração, pois até onde pude vislumbrar,seu discernimento não a trairá... Não deve temer seus caminhos, pois o trilharei ao seu lado  se assim me permitir. Atra du evarínya ono varda, Anar-vodhr .

- Eka elrun ono

- O tempo dos elfos ainda não acabou...- disse Glorfindel, e se colocou ao lado de Anar.- Sobre você uma sombra recaiu ao nascer, mas em você há mais do que sua linhagem, mais do que o poder que carrega. E não importa o que possa vir adiante. A maior batalha, a verdadeira batalha e a que conta, acontece dentro de você. E de todos nós.

As palavras ditas ali, Anar jamais imaginou escutar. Estavam carregadas de sinceridade e encorajamento.
 


Notas Finais


Mellon - amigo
Hîr nin - meu senhor
Atra du evarínya ono varda, Anar-vodhr - Que as estrelas zelem pelo seu caminho, estimada Anar.
Eka elrun ono - eu te agradeço


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