História A eternidade é só o começo - Capítulo 1


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Elaine Lewis, Emma Carstaris, Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Jocelyn Fairchild, Julian Blackthorn, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Meliorn, Raziel, Rebecca Lewis, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray
Exibições 12
Palavras 1.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


DEMOROU, MAS CHEGOU! Gente, desculpa a demora, tava uma bagunça de trabalhos de escola e cursos, mas consegui terminar o capítulo. Boa leitura, espero que gostem!

Capítulo 1 - I need you to remember


Fanfic / Fanfiction A eternidade é só o começo - Capítulo 1 - I need you to remember

Prólogo.

Ela estava com um vestido vermelho curto e colado no corpo esguio e curvilíneo. O rosto parecia corado e a respiração ofegante como se tivesse corrido. Os longos cabelos negros caíam em leves ondulações pelas costas arqueadas e também pelos ombros firmes. Não conseguia parar de fitar a garota que agora andava lentamente na sua direção. Ele nem sequer sabia onde estavam e nem do que tinha no local, sua atenção estava completamente voltada para ela. Assim que estavam próximos suficiente para se tocarem, teve que resistir ao instinto avassalador que sentia de beija-la, conferir com as próprias mãos se a pele alva e os cabelos sedosos eram tão macios quanto pareciam ser. Os olhos dele pareciam atraídos para o corpo dela como metal para ímã, mas ao olhar nos olhos da garota ficou confuso. Parecia tão triste e tão arrasada como se tivesse perdido algo, mas ainda assim tinha um brilho. Ele teria feito qualquer coisa, utilizado de tudo ao seu alcance para mudar o olhar no rosto dela.

O pior? Sentia-se como se ele fosse o culpado daquilo, o causador. "Não posso fazer uma garota dessa ficar triste, posso?" pensou consigo mesmo enquanto continuavam se encarando, as mãos dele ficaram inquietas nas laterais do corpo quando a garota esticou as próprias mãos e tocou-o no rosto, descendo desde a têmpora até o queixo com a ponta do dedo. Naquele momento ele entendeu por que ela tinha os olhos brilhantes -eram lágrimas não derramadas que não aguentaram a pressão e se derramaram. "Ela não pode chorar, é a mais forte de todas." pensou consigo mesmo. Mas o que ele poderia saber sobre ela? Não a conhecia e duvidava que alguém tão gloriosamente belo pudesse existir, quanto mais chorar por ele. Só havia uma explicação: ela era uma invenção de sua mente. 

- Por que você me deixou? Simon, por que você me abandonou?

Dito isso, ela tirou a mão do rosto dele e deu-lhe as costas, mas ele sabia pelo tremor nos ombros dela que chorava. Queria abraçar a menina para poder confortá-la, dizer que tudo iria ficar bem, mas nunca tinha sido muito bom com meninas. 

- Eu ainda a-amo você, Simon, sempre vou amar.

E foi embora, deixando-o sozinho e perdido. Após a ela deixá-lo, tudo que restou nele foi uma sensação de vazio e frio, como se nunca mais fosse haver sol no mundo. Eu ainda amo você tinha dito ela com calma e clareza, com tanta convicção como um cientista diz que Física Quântica é a melhor matéria. Subitamente e sem qualquer explicação lógica, uma cena voltou à sua mente: eles numa festa meio louca com seres estranhos, eles sentados no central park cochichando um para outro para que os demais que estavam próximos não os ouvissem, ele sentindo o sabor do sangue dela numa explosão de sabores na boca, eles se beijando em uma caverna com ela por cima de seu corpo, ele dizendo para ela que a amava e repetindo por diversas vezes.

“Isabelle” ele pensou, “Isabelle é o nome dela”. Começou a gritar pelo nome dela, procurando-a por toda parte, desejando que ela não tivesse deixado-o ali sozinho, sem a luz que emanava dela para guiá-lo. Depois de muito correr, quando sua garganta doía de tanto gritar e estava desistindo, viu um corpo estirado no chão, flácido e imóvel, a cabeleira negra facilmente reconhecível. Eles o pegaram de volta, pequeno Caçador de Sombras, então eu a peguei como meu prêmio. A risada que se seguiu era áspera como metal raspando na pedra e fazia Simon ter calafrios. “Perdi tudo”.

Estava de súbito sentado na cama, o local em que se encontrava era no primeiro instante era sempre estranho, mas em seguida ele reconheceu como seu quarto no instituto, igual ao de todos os outros, só que o dele tinha uma guitarra pendurada no canto e uns pôsteres de Star Wars. Tinha acordado antes que o sonho acabasse, era a, o quê?, segunda semana consecutiva que tinha aquele sonho, sempre acordava suando frio, tremendo e morrendo de vontade de ir ao quarto de Isabelle, que era de frente pro seu. Decidiu que seria o que faria naquela vez já que não tinha nada a perder, e não tardou a vestir uma calça jeans e uma camisa verde desbotada com algum desenho idiota na frente, saiu do quarto rapidamente como se a vida dependesse disso, atravessou o corredor largo na ponta dos pés e bateu na porta de madeira de leve, esperando que Isabelle viesse recebê-lo logo já que não queria ficar sozinha.

Talvez por estar com sorte ou pelo Anjo ter ouvido suas preces, Isabelle apareceu ali, ainda mais linda do que nos sonhos, vestindo apenas uma camisola de seda da mesma cor que a camisa de Simon e as faces coradas. Simon fez um gesto sugestivo indicando o interior do quarto e ela, após um suspiro, permitiu sua entrada. Tentou não reparar na bagunça que era o quarto: peças de roupas espalhadas pelo cômodo, sutiãs de renda jogados por cima de um biombo de madeira, mais sapatos do que era possível contar espalhados no chão. Era como se um furacão tivesse passado por ali, mas ele não devia se preocupar com isso já que o furacão Izzy o olhava como se quisesse esquarteja-lo e dar os pedaços para demônios Shax. 

-O que você está fazendo aqui, Simon? - aquilo doeu, o olhar duro e a voz raivosa, o rosto desprovido de emoções ao fitar Simon. Ela o olhava assim já tinha um bom tempo, e não tinha uma vez que Simon não se sentisse machucado com aquela recepção fria.

- Isab... Izzy, eu tive um sonho com você. Te peço... Não, mais que isso, eu te imploro para que ajude-me a recordar de tudo. Sozinho eu não vou conseguir e não há mais ninguém a quem pedir ajuda. Clary, Jace e Alec não sabem muito sobre nós, sabem? Porque nosso relacionamento foi bem escondido, então só vou poder voltar para você depois que você me ajudar a lembrar sobre nós. Por favor, Izzy, eu...

- Não. Por favor, Simon, se você tem alguma consideração por mim, não diga que me ama, não agora. Sabe como é difícil para mim o homem que eu... Que eu amo me olhar como uma desconhecida? Não, não sabe porque você não passou por isso. 

- Eu me lembro da caverna, sabe? Clary me ajudou a lembrar, ela e Alec. Você foi atacada e eu me lembro do que eu senti: um pavor tão forte, um medo tão antigo quanto a própria vida de te perder que fiz... Mordi sua perna para tirar o sangue de demônio, mesmo que Alec tenha tentado me impedir. E quando você acordou, respirando porque eu consegui salvar sua vida, quente como só uma Caçadora de Sombras pode ser. E eu te beijei, Izzy, e jurei para você que nunca desistiria de nós. Mas preciso que você faça o mesmo, porque sozinho não vou muito longe. 

Ele tinha falado tudo num fôlego só, sem parar para pensar ou respirar, sabia que se parasse não iria conseguir terminar e precisava mais do que tudo falar aquelas palavras para Isabelle, não poderia deixá-la ir como tinha feito no sonho. Izzy o olhava ferozmente, na penumbra cinzenta do quarto ele pôde ouvir a respiração acelerada dela. Viu-a hesitar, olhando para baixo como quem busca por respostas e em seguida ela andando como uma leoa que vai pegar a presa na direção dele, acabando com toda distância entre eles.

Ela passou a mão pelo pescoço de Simon, pelo rosto e peitoral, puxando-o para ela pela gola da camisa, fazendo-o arfar com aquilo. Segurou a cintura fina dela, apertando contra ele como se ela fosse o pilar que o mantinha em pé. Izzy cheirava como Natal: nozes, nós moscada e pinheiro fresco. E então, antes que ele pudesse perceber estavam se beijando, as mãos dele passeando pelo corpo dela com volúpia e intimidade, como se soubesse exatamente onde ela começava e terminava, como se estivesse recuperando uma parte de si perdida a muito, muito tempo. Ela o afastou e passou a mão pela cabeça, tirando do rosto umas mechas de cabelo e passando a encará-lo com o que parecia algumas lágrimas nos olhos.

- Eu preciso de você para lembrar, para voltar a ser seu Simon. Não vou te magoar, Izzy, porque você é a mulher que eu amo. De agora em diante nós... Nós ficamos juntos? - não conseguiu evitar hesitar de leve com medo de que ela o afastasse novamente. Mas para a sua surpresa ela deu um riso choroso, limpou as lágrimas e beijou novamente, dessa vez mais lento e calmo, cada movimento dos lábios dizendo que pertenciam um ao outro. 

- É, nós ficamos juntos agora.

 

 


Notas Finais


É, não sou nem uma Cassandra Clare mas esse é o capítulo. Comentem o que acharam e o que pode melhorar.
beijos da tia nick.


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