História A Experiência - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time, Orphan Black
Personagens Cora (Mills), Cosima Niehaus, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Emma Swan, Felix "Fee" Dawkins, Paul Dierden, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Siobhan Sadler "Sra. S", Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Cophine, Cosima Niehaus, Delphine Cormier, Emma Swan, Femmeslash, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swen
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Palavras 2.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


– Olá, leitorxs! Desculpem a grande demora na postagem, mas foi por um motivo justo... Luna adoeceu e teve que ser hospitalizada por alguns dias e depois precisou de mais alguns para se recuperar. Como agora já está tudo bem, pudemos voltar com um novo capítulo para vocês, que esperamos que gostem.
— Como Emma e Regina não apareceram no último, esse é praticamente só com elas e o título refere-se ao tempo (mais ou menos) que elas se conhecem na história e a uma cena específica descrita aqui que lembra certo filme.
— Boa leitura!

Capítulo 19 - Capítulo 19 - 2 e Meia Semanas de Amor


  (Ainda no domingo)

Depois que saíram do haras, no final da tarde, Regina manobrou o Audi de volta para o ar cinzento e agitado de Nova Iorque, deixando para trás a calmaria das paisagens bucólicas e verdejantes daquele lugar que era um de seus refúgios.

Enquanto dirigia, pensava que deveria dar mais um importante passo na sua relação com Emma, levando-a para conhecer “a fortaleza da solidão”, como denominava o apartamento no qual vivia há mais de dez anos.

Tinha estado tantas vezes no loft da loira que começava a considerar estranho e mal-educado de sua parte jamais tê-la convidado para ir até ali.

Já havia se desnudado literalmente para Emma, revelando para a artista uma parte do seu íntimo que nenhuma outra pessoa tivera a chance de conhecer. Então, não tinha mais por que deixar em segredo seu “covil”, mesmo sabendo que aqueles bonitos olhos esmeraldinos não iriam parar quietos.

Conseguiu, antecipadamente, imaginá-los perscrutando cada recôndito de seu apartamento, buscando nos pequenos detalhes da decoração respostas para a natureza misteriosa da mulher que o habitava.

— Nossa! —  Foi a exclamação que Emma emitiu ao se ver na espaçosa sala, olhando ao redor com espanto. Já ficara impressionada com a sofisticação do prédio localizado em uma das áreas mais nobres de Nova Iorque, mas a cobertura da morena era com certeza a habitação mais luxuosa na qual estivera em toda a vida. — Acho que não quero mais que você vá ao meu loft... – Diz, meio brincando, meio constrangida.

 Por quê? – A morena estranha a declaração.

— Porque eu fiquei só com um pouquinho de vergonha dele agora…

— Não seja boba, Emma! Eu adoro seu apartamento.– Regina aproxima-se do bar com um bom número de destilados e excessivamente amplo para alguém que quase não recebia visitas. — Você quer alguma coisa para beber? Uísque? – Pergunta servindo a bebida para si.

— Sim. – Emma concorda rapidamente, enquanto mais alguma coisa lhe chama a atenção. — Uau, que lareira! – Não dissimula seu espanto e a morena sorri do jeito espontâneo da outra — Sempre que faz calor em Nova Iorque ela ‘tá acesa, né? – Brinca, passando a mão pela estrutura e observa que, em cima, há um porta-retrato.

Na foto, vê uma mulher aparentando cerca de quarenta anos e uma criança que a loira reconhece como sendo Regina. As duas estão apenas próximas, sem qualquer contato físico. —  É sua mãe? – Já com o objeto na mão, pergunta, retoricamente, pois vira aquele rosto um pouco mais envelhecido em fotos da internet.

Nesse momento, a executiva aproxima-se segurando os drinques.

—  Sim, Dra. Cora Mills em pessoa!

Emma arqueia levemente a sobrancelha. — Ela é muito bonita, mas… –  Para de falar abruptamente, experimentando a mesma impressão que teve durante as pesquisas que fez sobre Regina.

—  Mas…?  – A morena a encoraja a continuar, entregando-lhe o copo.

—  É uma idiotice... – Swan sorri desconfiada, quando percebe os olhos da executiva expectantes sobre si —  Ia dizer que há algo nela que assusta. –  E mais que depressa encontra uma saída em sua mente para desviar o foco da indelicadeza que acabou de cometer: — Você disse que tinha uma vista linda do Central Park daqui… Posso ver?

 

(...)

 

A noite estava tão agradável que as horas passaram rapidamente sem que nenhuma das duas se desse conta.

Conversaram bastante, Emma contou a Regina muitas coisas sobre a sua vida. Sobre o orfanato, sobre Siobhan e tudo o que ela fez por ela e Felix.

Depois, narrou algumas histórias divertidas, que quase sempre traziam o irmão como protagonista e elas riram juntas.

Praticamente só a loira falou, a executiva fazia apenas pequenas intervenções.

Na realidade, ela gostava de ficar observando a pintora enquanto falava. Percebera isso desde que foram ao White Rabbit.

Sua voz era suave. Tinha aquele sotaque britânico charmoso, levemente alterado pelo tempo que já morava nos Estados Unidos, mas ainda emitia “as consoantes pesadas” tão características.

Às vezes, passava a mão pelos cabelos e sorria quando algo lhe parecia divertido. Aquilo não era intencional, mas mexia com a morena, havia um quê de sensual na forma despretensiosa com que executava àquela ação.

Gesticulava bastante normalmente e, quando algo a empolgava, tinha o hábito de falar quase sem espaço para respirar, o que a sempre contida Regina achava engraçado.

A espontaneidade de Swan era fascinante.

Estavam no living, sentadas sobre o tapete e encostadas no sofá de couro preto, por imposição dela.

Tirou os sapatos e sentiu a maciez da peça de pelo alto, então conseguiu convencer Regina de que aquele era o melhor local, de todo o apartamento, para elas ficarem mais relaxadas enquanto bebiam, e não deixou o menor espaço para contestação.

A garrafa já havia sido trazida pela morena para perto delas, e colocada numa mesinha baixa que ficava sobre a tapeçaria. Ali, tinha assistido à interação das duas mulheres e agora estava mais para quase vazia.

— Sabe o que está faltando aqui? – Emma questiona, depois de colocar um ponto final em mais uma história.

— Mais uísque? – A outra responde brincando, enquanto levanta a garrafa.

— Não… Sei que você deve ter umas cinquenta ali atrás. – Aponta para o bar.

— Fala logo, Emma! Eu sou péssima em adivinhações... – Finge aborrecimento.

— Música, baby! – Anuncia levantando-se.

— Música!? Acho que nossos gostos são um pouco diferentes, então não vou me arriscar. – Lembrou rapidamente da conversa sobre Jazz e Bossa-nova. — Mas tem um Dock Station em cima daquele rack. — Aponta o móvel. — Pode conectar seu iPhone e colocar o que quiser. – Finaliza e vê a loira pegar o aparelho, aceitando a sugestão.

Mas Regina não imaginava que ouviria “You can leave your hat on” saindo da caixa acústica. Sorriu ao ver a pintora voltando.

— Você lembra de 9 ½ semanas de amor? – Swan pergunta, tirando a jaqueta vermelha que usava por cima do vestido e jogando para a executiva, que permanece sentada no tapete. — Não sei por que ainda estava usando isso... – Lança um olhar malicioso para Regina.

— Emma, você não está pensando em… – Segura a peça, ficando um pouco nervosa, mas vê a outra balançando a cabeça lentamente em afirmação, sem tirar os olhos dela um momento sequer, e então a pergunta se torna retórica.

Regina observa a loira fazer rapidamente um coque sem usar qualquer acessório, com a agilidade de alguém que está acostumada a fazer aquilo. Pela pressa, alguns poucos fios ficam soltos, caindo pelo rosto.

Depois, Emma começa a rebolar, acompanhando o ritmo sensual da melodia sexy de Joe Cocker, passando as mãos pelo corpo, para deleite das íris castanhas que seguem cada um dos movimentos, hipnotizadas.

O vestido da loira é preto e relativamente curto, bem acima dos joelhos, justo em cima e solto na parte de baixo. Valorizava bastante o corpo e, é claro, que Regina já havia notado isso desde cedo… mas agora ele era peça de um jogo de sedução.

Swan era simplesmente linda e a sua ousadia em fazer um striptease assim do nada era uma delícia.

Lentamente, a loira desceu as alças do vestido, e ele deslizou, como em câmera lenta, até o chão, revelando suas curvas.

Regina nunca a tinha visto tão sedutora. E por mais que não soubesse muito o que fazer, pois ficara paralisada diante da surpresa, era inegável que estava adorando.

“Você é um tesão, Swan”  Era só isso que a morena conseguia pensar.

A lingerie era vermelha, como na primeira vez. Mills achava excitante o contraste daquela cor com a pele alva.

“Eu poderia ter um orgasmo só olhando para você agora”  – Nenhuma mulher jamais mexeu com a executiva assim.

Algo como combustão se processava em seu corpo quando pensava em Emma de uma forma mais carnal.

— Dance comigo! – Emma se inclina, estendendo a mão para Regina.

A morena, saindo do estupor, obedece à ordem. A artista fica de costas e continua, agora deslizando seu corpo suavemente, esfregando-se nela. Então, pega as mãos da executiva e coloca sobre seu busto. O fecho do sutiã tomara-que-caia é frontal.

— Abra! – pediu, jogando a cabeça para trás apoiando-a sobre o ombro da outra.

As duas se movimentavam ao som daquela batida erótica.

O pescoço de Emma era altamente convidativo e, seguindo seus instintos, a executiva roçou os lábios nele, enquanto soltava a lingerie.

A loira fechou os olhos e sua respiração alterou-se por um instante. Virou-se bruscamente e ficou novamente de frente para a mulher que queria provocar, a quem estava deixando cada vez mais excitada.

— Gosta do que vê, Sra. Mills? – Ela pergunta, jogando o sutiã para o lado. Agora estava apenas de calcinha.

Regina, vendo aquele espetáculo para os olhos, afirma sem palavras, sorrindo com certa malícia.

A pintora faz menção de livrar-se da peça que falta, puxando-a para baixo devagar.

Mas, inesperadamente, para a ação, corre e escancara as portas de vidro fosco da sacada, indo para o lado de fora

Regina, mesmo sem entender, segue-a e a encontra escorada na amurada.

— Você está louca, Emma? – A morena se dá conta de que ali poderão ser alvo de olhares curiosos e a loira está praticamente nua.

Ela não responde.

— Vamos entrar… Aqui está um pouco frio. – Regina pega em sua mão, tencionando voltar para a sala.

A brincadeira na sala estava maravilhosa, super excitante. A morena até já conseguia imaginar no que aquilo ia dar... mas, agora, simplesmente não entendia essa atitude intempestiva da artista, que estava acabando com todo o clima.

Mas antes que divague muito sobre as intenções da outra, seu gesto é interrompido e a loira a puxa de volta, beijando-a de forma arrebatada.

Ainda sem conseguir recuperar totalmente o fôlego, Regina é surpreendida mais uma vez quando a artista, sem o menor pudor, pega sua destra e coloca por dentro da calcinha vermelha.

— Esqueça onde estamos e concentre-se nisso aqui… As orbes esmeraldas estão fixas nas castanhas.

A morena puxa o ar com mais força quando seus dedos tocam o sexo de Emma e encontram um manancial.

— Sente o que você faz comigo, Sra. Mills… – Swan sussurra ao pé do ouvido dela. Chamá-la assim, lembra-lhe do poder que Regina tem e, intimamente, isso a deixa mais excitada.

Um calor vindo em ondas invade o corpo da executiva diante daquela constatação e ela não consegue mais resistir, sucumbindo à vontade da outra, que no fundo, é a sua própria.

Emma viu as pupilas de Regina dilatarem rapidamente, antecipando a ação, antes que ela buscasse seus lábios em um beijo ainda mais possessivo e os dedos morenos passassem a massagear rapidamente seu clitóris.

Com a outra mão, Mills apalpa um dos seios da loira, que tem o tamanho exato para encher a sua palma.

O movimento começa lento, mas logo ela está arfando e apertando-o com firmeza.

De repente, sua boca também é atraída como um imã para aquela região e ela passa a sugar e chupar os mamilos rijos.

Detem-se ali por algum tempo, sem parar de estimular a pintora cada vez mais ofegante.

A timidez de Regina era chamosa, mas às vezes, ela precisava apenas se deixar levar pelo momento e a pintora sentia que naquela noite conseguira isso.

— Você... é… perfeita! – Emma enterra os dedos nos cabelos castanhos de Regina, quando ela passa a mordiscar seus seios e com uma frase entrecortada declara o quanto está adorando aquilo.

(...)

Emma acordou em uma cama enorme, com lençóis macios de cetim. Apesar de não estar totalmente desperta, sabia muito bem onde se encontrava. Seu corpo, despido embaixo das cobertas, ainda experimentava os efeitos do prazer que a dona daquele leito lhe proporcionara na noite anterior, na sacada, e depois mais algumas vezes entre aqueles lençóis e os vários travesseiros e almofadas sobre a cama.

Lembrava de ter pensado por que alguém teria tantos deles, antes que Regina a beijasse apaixonadamente mais uma vez e ela não pensasse em mais nada.

Mas também nunca conheceu ninguém que tivesse uma cama tão grande. A solidão de dormir sozinha ali deveria ser imensa e, talvez, com a presença de tantas almofadas acetinadas tivesse, pelo menos, uma sensação de preenchimento.

Percebeu que Regina não estava ao seu lado, embora seu cheiro estivesse impregnado em tudo. Inclusive nela mesma.

Passando a mão sobre o lugar vazio, encontrou um papel.

Como o quarto estava em quase total escuridão, acendeu a arandela cromada fixada na cabeceira da cama, que era usada pela morena para suas leituras noturnas.

Quando a luz iluminou o papel, ela pode vislumbrar uma bonita caligrafia.

Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor —
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
— não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:

o peso é demasiado

— deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.

Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho —

sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.

 

Swan conhecia aquele trecho do poema de Allen Ginsberg, que por sinal, era um dos seus poetas preferidos.

Mas agora, traduzindo sentimentos de Regina, aquelas palavras pareciam-lhe ainda mais intensas.

A executiva conseguira surpreendê-la mais uma vez. Não imaginava que tivesse uma alma romântica, apesar de ser alguém muito doce. Também nisso fora enganada pela “capa” da mulher de negócios pragmática.

Um ar apaixonado tomou conta do seu semblante e um leve sorriso pousava em seus lábios quando ouviu o som da porta se abrindo.

 Bom dia! Hoje não vou deixar que diga que eu estou fugindo do café-da-manhã.   A executiva entra no quarto com uma grande bandeja nas mãos, já em um dos “famosos” trajes que usa para trabalhar.

Emma ajeita-se um pouco na cama, com o lençol cobrindo sua nudez e colocando o poema sobre o criado-mudo.

  Hum… Você preparou tudo isso?  Ela se espanta.

  Seria bem mais romântico se eu dissesse que sim, mas infelizmente cozinhar não é um dos meus atributos…. Os empregados voltam da folga na segunda pela manhã.  Regina sorri, depositando um selinho sobre os lábios da loira na sequência.

 Você já tem tantos atributos, que mais um não faria tanta diferença. Você é incrível mesmo não sabendo fazer essa panqueca que parece estar muito boa…  Swan elogia, piscando um olho para a morena, que coloca a bandeja sobre a cama e segue para abrir as cortinas.

A manhã está linda. Nova Iorque não é exatamente uma cidade conhecida pelos seus dias de sol, mas aquele parecia ter sido preparado especialmente para elas, para que tudo estivesse absolutamente perfeito.

 Dormiu bem?   Mills volta para junto da outra, sentando-se na cama.

Emma meneia positivamente a cabeça.  Acordei melhor ainda… Adorei o poema.

A satisfação de Regina é perceptível.

 Quando levantei e a vi do meu lado, logo ele me veio à mente.   A executiva confessa, enquanto observa Swan deliciando-se com o desjejum. Alguns fios loiros caiam pelo rosto da artista e a executiva os ajeita delicadamente, numa atitude tão natural quanto carinhosa, fazendo com que Emma lhe dedique um olhar terno.

 Você é linda de várias formas, Regina Mills. – A declaração de Emma faz a morena estremecer levemente. Era muito bom ouvir isso dito de uma forma apaixonada.

  Obrigada por me fazer sentir tão bem. Regina responde e Swan toca seu rosto suavemente. Ela fecha os olhos enquanto recebe o carinho.

A executiva perdera o medo de se mostrar.Emma tinha conseguido soltar suas amarras emocionais. Não se sentia mais vulnerável por isso, principalmente por ter percebido que a loira também estava entregue.

“Então isso é felicidade?” — Regina pensou.

Pela primeira vez, aquela palavra tinha um sentido completo para ela.

(...)

Cora estava na sacada do seu quarto fumando um cigarro e observando o filtro sendo queimado. Também gostava de ver a fumaça desenhando formas abstratas no ar. Era algo que a distraía.

Paul entrou no quarto sem fazer qualquer barulho, já que tanto a porta que o ligava ao corredor, quanto àquela que o ligava ao lugar onde a mais velha estava, encontravam-se abertas.

Ele não queria surpreendê-la, apenas tinha o hábito de ser sorrateiro e a qualidade de passar despercebido, segundo a mais velha mesmo costumava dizer. Essas coisas o ajudavam a desempenhar suas atribuições com bastante eficiência.

— O que aquele idiota disse? – Sem se virar, a cientista pressente a chegada do motorista, que, já acostumado com o “radar” de Cora, não se sobressalta.

— Ele fez uma enorme dissertação, como sempre, e finalizou dizendo que não há como rastrear, porque eles são enviados através de um serviço de e-mails descartável. – Paul faz um resumo da conversa que teve com Scott Smith, chefe do departamento de informática do Life.

— Eu presumi que a resposta não seria diferente. Quem quer que esteja fazendo isso não seria tolo de deixar rastros tão óbvios. Mas precisava ter certeza... – Cora se levanta e volta ao quarto, sendo seguida pelo homem.

— E o que você vai fazer agora?

— Quanto a isso, nada. – Sua voz soa incrivelmente calma.— Por enquanto, apenas esperar... Não conheço ainda as intenções dessa brincadeira e qualquer movimento incerto pode desencadear uma situação sobre a qual eu não terei controle. – A mulher senta-se na cama e, ato contínuo, pega o porta-retrato com a foto de Regina que fica sobre o criado-mudo, passando suavemente os dedos sobre a foto da filha. A ação é percebida pelo motorista, que está em pé, com a atenção voltada para a mais velha.

— E quanto a ela? – Dierden tenta não demonstrar apreensão na voz.

— É um assunto bem mais urgente… Mas não se preocupe – agora o tom é irônico— essa é uma situação conhecida e com a qual eu sempre soube lidar muito bem.

Imediatamente, um sorriso sagaz toma conta do semblante da mulher.


Notas Finais


- Música de Joe Cocker citada no capítulo: https://youtu.be/jOotsq4soug

— Até o próximo!


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