História A Fada Maldita - Capítulo 18


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Josei, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - O Passado Verdadeiro


Não dormi hoje e estou no telhado olhando o sol nascer até que sinto alguém subir com uma cara cerrada abraço meus joelhos com um rosto desanimado.

-. O que faz aqui, Ugo? – pergunto com a voz sonolenta bagunçando meu cabelo.

-. Eu sei quando está melancólica e é por causa do Lindo, quando vai falar com ele? – pergunta sentando do meu lado.

-. Ainda não conversei com ele, estou...

-. Medo – completando para mim enterro meu rosto no joelho dizendo.

-. Não é isso, é que eu li o pensamento dele e ele disse que, preferia que eu não fosse a mãe dele – digo com uma voz triste e magoada.

-. E dai, está assim só por que leu o pensamento dele, ele não disse para você? Escute aqui, não faça essa cara só por que, criou ele e dai que a mãe dele não deu o que ele queria, mas você deu! Você deu o que ele mais precisa para ele crescer!

-. Ugo... – ao ver imagens de um menino, Ugo cuidou de um menino, esse sentimento que eu tenho é o mesmo que tenho pelo Lindo.

-. Não desista, se levanta e fale com ele.

-. Entendi, mas estou com medo – digo em pé e desanimada com uma voz triste e olhando para baixo.

-. E por taquitos, você tomaria coragem? – pergunta Ugo, com uma voz calma, viro para ele.

-. Aqui não fazem taquitos e nem vendem!

-. Conheço um cara que abriu um restaurante e faz taquitos – diz ele com um olhar malicioso ao tirar um telescópio e apontar para mim, coloco meu olho direito no cano e vejo um restaurante e o chefe fazendo, taquitos.

-. Amor da minha vida – digo olhando para aquele restaurante de forma apaixonada -. Taquitos.

-. Ótimo, agora vá conversar direito com aquele rapaz e vamos a aquele restaurante que faz taquitos, vá agora – ao me chutar pelo telhado caiu direto no chão rolando até aterrissar nos arbutos com as pernas levantas.

-. Ai! Essa doeu! – gemendo de dor curvo minhas pernas ficando em cima e batendo nas minhas roupas, estou com uma saia até os joelhos com joelheiras e um par de botas com uma bata com desenhos de folhas claras verde, com uma saia longa verde escura com um colete marrom.

-. Mura, o que faz no jardim? – pergunta Ritsuka, ao virar vejo ela e Rem segurando um a mão no outro em um banco olhando a paisagem virando pro lado.

-. Eu... estava varrendo o telhado – digo com um sorriso nos lábios.

-. Sua testa está sagrando – diz Rem apontando o dedo indicador direito, eu esfrego limpando o sangue.

-. Não é nada, eu tropecei.

-. E caiu de cara no chão – diz Rem, ao olhar para o vidro da janela vejo meu rosto sujo de terra até passar minhas mãos no rosto limpando.

-. Foi um tropeço feio – digo com um sorriso nos lábios, o Ugo idiota me chutou rolando e de cara no arbusto -. Eu já vou indo, tenho uns assuntos a resolver, desculpe tchau.

Ao deixa-los no jardim, chegando ao quarto de hospede do Lindo fico plantada devo bater ou esperar sair, por que estou tão nervosa em bater, melhor esperar o almoço ai ele vai sair do quarto almoçar e então posso chama-lo para conversar viro para o outro lado e vejo Roen.

-. Roen! – digo em voz baixa, olhando para ele surpresa.

-. O que faz plantada no quarto de hospede do Lindo?

-. Eu só estou passeando – digo com as duas mãos atrás das costas com uma postura séria.

-. Sei, vai falar com ele ou quer que eu bata na porta para você.

-. Não, eu não ia falar com ele, eu estou passando – digo passando por ele.

-. Então eu vou bater na porta – diz Roen viro e o vejo sua mão se aproximar da porta corro em sua direção segurando seu punho e depois seu corpo com o meu braço.

-. Não, eu não quero incomoda-lo.

-. Para de mim, e bata na porta de uma vez! – grita bem alto até tampar sua boca.

-. Calado ele pode ouvir – digo sussurrando até morder minha mão -. Ai! Cachorro idiota!

Soco sua cabeça com força fazendo ficar no chão desmaiado até ouvir a porta abrir fico parada que nem estatua e tremendo.

-. Mura, Roen por que está caído no chão? – pergunta para o cão idiota.

-. Bem, ele... não sei está caído no chão quando o encontrei – digo com um sorriso forçado e um risinho para disfarçar, ao parar digo -. Não, eu vim aqui para falar com você sobre o que aconteceu ontem e... vim me desculpar pela minha atitude também, quando cheguei fiquei com medo que não queria mais falar comigo e o Roen, tentou me incentivar fazendo um estardalhaço para que eu batesse na porta, então eu dei um soco na sua nuca apagando-o.

-. Você apagou o Roen com um soco na nuca – diz Lindo se aproximando dele, ao ver que está realmente apagado com um suspiro.

-. Desculpa, ele vai acordar e brigaremos de novo como sempre brigamos – ao estalar os dedos, Roen volta o tamanho de um cachorrinho, eu o pego pelo pescoço -. Podemos conversar até ele recobrar a consciência?

-. Sim, por que quer conversar comigo?

-. Eu leio as mentes de cada pessoa e a li a sua, mesmo não querendo tento evitar em não ler os pensamentos, por que as pessoas escondem seus sentimentos em seus pensamentos, posso entrar?

-. Sim – diz ele ao colocar Roen na cama jogando-o sento na borda da janela, entrelaçando meus próprios dedos e tateando ponta por ponta e olhando para cada um deles.

-. Eu vi você nascer, quem cuidou do seu parto fui eu e o seu avô, vimos que era uma criança diferente, meio humana e meio vampiro, então seu avô me pediu para te manter mais humano do que vampiro, eu selei seus poderes de vampiro quando nasceu te transformando em uma criança humana. Mas quando Marta segurou em seus braços, ela sentiu medo de você nos pensamentos, então seu avô me pediu para ficar com a sua mãe até recuperar do parto fiquei na sua casa com a sua mãe.

18 anos atrás.

Esse barulho de choro não vaia acabar nunca e quero dormir, me levanto do quarto e vou em direção ao quarto do bebe e o vejo chorar, olho para aquela criança.

-. Por que, está chorando? Cala boca, quero dormir – minha voz é fria, dampiros são realmente irritantes, com um suspiro vejo que seus olhos estão vermelhos -. Você quer sangue? Não posso te dar se beber uma gota, isso não vai terminar bem, para de chorar.

Toco com minha mão esquerda em sua barriga selando sua parte vampira de novo, ao continuar chorando, crianças com um suspiro pego o bebe e o levo para o quarto de Marta ao entrar a vejo dormir me aproximo dela, está muito fraca deve ser por causa do parto, melhor não incomoda-la.

Vou até a cozinha com a crianças segurando em cada axila coloco para levitar, o que bebes humanos comem, olhando para os lados vou a geladeira, ele nem tem dente como pode comer isso, vejo um livro de cuidados com um bebe. Abro o livro e vejo primeiros dias de um recém nascido, a criança se alimenta de leite materno ou leite pasteurizado, olhando para o bebe, chorando fecho os olhos e cerro os dentes, o leite tem que está numa temperatura morna e dar para o bebe de pouco em pouco até acostumar.

Pego uma caixa de leite sinto o cheiro daquilo está em dia, coloco numa jarra e começo a ferver ficando morno, o um recém nascido bebe numa mamadeira pequena parece um vidro de perfume minúsculo, ao colocar na jarrinha vejo que está morno, pego a criança em não tenho que apoiar meu antebraço na cabeça dele e estou fazendo errado, minhas irmãs tinham tanta facilidade por que não tenho ao chorar mais forte.

-. Para de chorar, eu vou te dar comida! – ao sentar na mesa e o colocar no colo, coloco a mamadeira em sua boca que ele a toma segurando seus dedos quando começa a chupar, pego o livro que o levita -. Ao tomar tudo, tapinha nas costas para ele arrotar e peidar? É ainda bem que não sou sua mãe, bebes são tão esquisitos.

Com um olhar torto vejo que a mamadeira terminou, o que eu faço agora colocar nessa posição abraça-lo deixando sua cabeça no meu ombro e dando tapinhas leve em suas costas devagar, não posso fazer forte quanto tempo? Com um suspiro dou um tapinha fraco e o vejo arrotar, umas 10 vezes e peidar 7, até sentir um cheiro horrível.

-. O que? Que cheiro é esse? – pergunto confusa me aproximo dele e o afasto com cara de nojo -. Ai que horror isso fede!

Olho para o livro e vejo que ele, olho para ele.

-. Eu não vou trocar sua frauda, hein não me olhe assim! – ao começar a chorar, eu abaixo a cabeça e reviro os olhos, Genji teve filhos e sabia cuidar muito bem, ser parteira é fácil, mas cuidar de criança -. Como troco uma frauda?

Olho o livro, deitar a criança tira a frauda, limpar com lenço umedecido e tenho que fazer isso para dormir ou ele não vai me deixar em paz.

-. Cala boca, eu troco sua frauda! – grito para ele com uma voz irritada, vou ao seu quarto e o coloco no berço pegar uma toalha, frauda onde tem frauda, pomada, talco e lenço umedecido, pego a criança e a deito devagar tiro sua roupa de bebe e removo onde segura a frauda até ver, seguro a boca e viro pro lado -. Que horror! Isso é um inferno! Garoto, você matou meus olhos!

Ao chorar mais forte ok, calma limpo a sua bunda e faço conforme o livro, ao ver que ele ficou quieto me encarando com seus olhos confusos, escuto os seus pensamentos.

-. É a primeira vez que escuto a mente de um bebe, tão inocente, não entende que é uma ameaça nem sabe a noção do mundo – digo olhando para ele mais de perto em seus olhos, ao puxar uma das mexas do meu cabelo prateado pergunto o que deve ser isso -. Você tem medo de mim? Que pergunta boba, ainda nem sabe falar, só fica com fome, caga e toma banho para enfeitar, bobagem e mais bobagem.

Pego a criança com minhas duas mãos e o levo para o berço, esperando cair no sono até fechar seus pequenos olhos e dormir, foi a primeira vez que cuidei de um bebe e estou morta, durmo no sofá me aconchegando, ainda bem que vou embora quando cuidar da Marta com um suspiro viro para o lado dormir.

Agora.

-. Você cuidou de mim quando nasci.

-. Foi a primeira vez que cuidei de um bebe, não esqueço que você matou meus olhos com aquela coisa que saia de você, eu me lembro de tantas fraudas que te troquei que eu gritava de horror, quando você fazia... um... há, há, há, há! – digo rindo me lembrando daquilo.

-. Você trocou minhas fraudas?

-. Não sinto saudade alguma de ter trocado todas elas, quando a sua mãe se deteriozava vi que ela tinha falta de vitamina D, então fiquei mais tempo que devia, perguntei para ela te ver, mas ela evitava e dizia para tomar conta de você, então em um dia de chuva, você começou a chorar, estava com cólicas.

18 anos atrás.

-. Ele está chorando de novo, melhor ir da a mamadeira para ele, vou a cozinha e vejo que o lugar das facas está faltando uma faca, até escutar o pensamento de Marta.

---. Vou me livrar desse monstro que devorou meu filho! – saiu da cozinha em direção ao quarto do bebe e vejo um raio brilhar com Marta suas duas mãos com uma faca de cozinha no berço pego a lamina com as duas mãos deixando cair umas gotas longe do berço, eu a empurro e seguro contra parede.

-. Solta! Eu mandei soltar! – grito para ela, ao ver seu olhar frio, seguro seu pulso com força fazendo-a soltar agachada no chão com o corpo fraco.

-. Por que, salvou essa coisa? Por que?

-. Ele é seu filho, nunca aponte uma faca para o seu filho, por que tentou matar... a sua própria criança! Você deu a sua vida a ela!

-. Eu não queria essa coisa! Eu não quero esse monstro! Ele não é o meu filho! Olhe o que ele fez comigo?! Olhe para mim! – diz mostrando o seu corpo magro e pálido, eu queria dou as costas e pego Lindo em um manto limpo com minhas duas mãos se curando, pego aquela criança em meus braços e vou embora sem dizer mais nada.

-. Mura, mate-o! Mate-o ou será tarde de mais! – gritando para mata-lo, abro a porta e vejo Tachibana, Maria e Makiss, com Lindo em meus braços.

-. Eu não vou deixar que machuquem ele, cuidem dela... eu não vou ajuda-la.

-. Mura, o que vai fazer? – pergunta Maria preocupada.

-. Eu vou cuidar dele e nem pense me parar, ele não vai viver nesse lugar, Marta tentou matar seu próprio filho.

-. Minha irmã – ao correr em direção ao quarto do bebe, Makiss me olhando com seu rosto.

-. Eu cuido disso, leve-o daqui – diz tocando em meu ombro.

-. Mura, quer mesmo fazer isso? – pergunta o pai de Maria e Marta.

-. Essa criança precisa de alguém, eu vou ser a mãe dele – digo decidida, eu o levo para uma cabana simples e aconchegante, foi então que comecei a cuidar de Lindo.

Agora.

-. Eu me lembro dessa cabana, tinha uma chaminé e tinha um formato de um cubo com o telhado até o chão, as janelas eram velhas e difíceis de abrir, o piso de madeira tinha cheiro de pinho.

-. Essa cabana foi onde a minha tia avó viveu, então te criei perto onde cresceu com Ritsuka, as vezes você vinha ver a sua mãe, você fazia desenhos para ela.

-. Ela recusava, meus desenhos e me chamava de monstro, mas quando você via meus desenhos, você os emoldurava e colocava na parede da cabana me chamando de artista – diz Lindo, com um sorriso no rosto -. Eu vi um dos meus desenhos na sua sala, por que colocou esses desenhos lá?

-. Eu não queria me livrar de nenhum dos seus desenhos, então os levei comigo e o grudei na parede do meu escrito.

-. Você guardou todos?

-. Sim, guardei um por um – digo com um meio sorriso.

-. Mas por que, guardou todos os meus desenhos?

-. É que quando fui embora, queria uma lembrança sua então eu... levei os seus desenhos comigo para guardar de recordação – digo tocando em cada dedo em minha mão em um sorriso -. Deve ser chato escutar de mim as lembranças que tomei de você, me desculpe, mas estava sendo muito arriscado, os seres sobrenaturais sequestraram seu avô e eu fui atrás dele naquele tempo eles queriam saber sobre o grimório.

“Eu cheguei tarde, ele não tinha noção e perdia a razão tentei cura-lo, mas ele não queria apenas queria morrer em paz, ele morreu nos meus braços se ele não tivesse obcecado em saber o que eu realmente sou, nada disso aconteceria”.

-. Você se sente culpada, pela morte do meu avô?

-. Sim, sinto afinal fui eu que mostrei esse mundo para ele – digo para Lindo fechado meus dedos de cada mão, por minha própria culpa do que eu fiz com meu amigo.

-. Mura, por que sumiu? – pergunta Lindo com um tom sério, olhando para ele.

-. Eu selei Arlond e o pai de Ritsuka, pensei que sem mim pudessem viver uma vida normal e então eu os deixei fazendo todos terem uma vida simples.

-. E o que ficou fazendo? Quando se afastou?

-. Eu me fechei ao mundo onde ninguém mais precisava de mim, em um apartamento longe de tudo, até que seu avô pediu socorro e vim atrás dele, quando o salvei já estava morto, vi que eu não deveria ter ido embora naquela época.



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