História A faxineira. - Capítulo 32


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Categorias Justin Bieber
Tags Ação, Amizade, Amor, Comedia, Drama, Empresa, Engraçada, Feia, Justin Bieber, Romance, Saudade, Tortura, Violencia
Exibições 671
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, sentiram minha falta?

Não?

Pois mesmo assim eu estou aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Capitulo com altas emoções. Deixarei o link da música que eu escrevi o capitulo nas notas finais. OUÇAM ELA!

Capítulo 32 - Complicações Parte III.


Complicações — Parte III.

“Garota, eu sei que enganos estão entre a gente.

E nós mostramos para nós mesmos

Que até dissemos coisas que não eram verdadeiras.

Desde que você se foi, nunca mais te vi.

Por que não pode ser do jeito que era?

Você era minha parceira, amante, amiga”.

Elizabeth

Eu entendo que há alguns problemas. E eu não sou tão cego para saber, toda a dor que você guardou dentro de você. Mesmo que você não demonstre

As lágrimas rolavam demasiadamente por meu rosto e a dor em meu peito se prolongava a cada segundo que me lembrava de suas palavras. Eu não sei em que momento eu realmente entreguei meu coração a Justin, porém eu sabia que ele já não me pertencia mais.

Sentia-me humilhada. Nunca, em toda a minha vida, mesmo com todo o bullyng que sofri na minha infância e ao longo da minha vida, me fez senti tão pequena. Justin Bieber. O único homem que havia conquistado meu coração, também o destruiu como ninguém fez antes. Eu estava decidida a nunca mais voltar naquele lugar, nunca mais olhar em seus olhos novamente. Sim, eu definitivamente estava saindo da sua vida.  

Juntei todos os meus pertences, ainda sentindo as lágrimas jorrando por meus olhos, e guardei tudo em uma caixa. Meus lábios tremiam, jamais passou por minha cabeça que em algum momento eu estaria indo embora. Eu nunca pensei que terminarei tão rápido. A quem eu estou querendo enganar? A verdade é que eu nunca pensei que em algum momento terminaria.  Não, eu não o avisaria sobre a minha ida. Justin não precisava saber. Nada que ele fizesse me faria ficar.

Terminei de arrumar tudo, entrei uma última vez em sua sala e então desabei novamente. Não dava pra acreditar que aquele era o fim. Eu sonhei tanto com o que ainda podíamos viver juntos. Eu acreditei que nós realmente valíamos a pena. Acreditei que minha aparência não seria um obstáculo e que o sentíamos era o suficiente, porém mais uma vez eu estava errada.

Dou um pulo imediatamente ao ver Christian entrando na sala. Seu sorriso era largo em minha direção, porém ao ver minha expressão o mesmo desapareceu.

— Beth, hm, está tudo bem? — sua testa estava enrugada. Meus lábios tremiam.

— Sim, claro. — digo, sorrindo fraco. — Eu só estou indo embora.

— Aquela caixa lá fora é sua? — seus olhos se arregalam. Acho que agora ele estava entendo o significado de “ir embora”.

— Sim, — engulo o seco. —mas não se preocupe. Está tudo bem.

— O Justin ferrou tudo, não é? — uma lágrima escorre por meu rosto.

Sim, ele havia ferrado com tudo. Ele havia ferrado comigo.

— Algum dia iria acontecer. — dou de ombros. — Não era pra ser.

— Ele gosta de você. — nego com a cabeça.

— Não. Justin tem pena de mim. O que é incrível, porque eu nunca pedi sua pena. — limpo o rosto com a costa das mãos.

— Eu sinto muito, Elizabeth. Você foi uma das melhores coisas que aconteceu nessa empresa, depois que chegou tudo melhorou. Vai fazer muita falta. — seus olhos eram tristes. Os meus também estavam tristes.

— Vocês tem muito talento. Por mais que eu não queira admitir, trabalhar com Justin foi uma das melhores experiências da minha vida. Pena que nos perdemos no meio do caminho. Talvez pudesse ter sido diferente. — ando em sua direção e o encaro com lágrimas nos olhos. Merda, Elizabeth, você precisa parar de chorar.

— Você poderia ter se apaixonado por mim. — eu sorrio.

— Sim, eu poderia. Você foi o cara mais legal que já conheci, Chris. Obrigada por tudo.

— Você também, Beth. —abre os braços e eu me aconchego neles. Era bom receber um abraço naquele momento.

— Eu preciso ir, — afasto-me e ando em direção à porta. — Adeus, Chris.

Saio da sala e ando até minha caixa no canto. Não era muito grande, dava pra carregar. Caminho com ela até o elevador e depois até a saída da empresa. Suspiro pesado e dou uma última olhada praquele enorme prédio. Aquele era o fim.

— Adeus, Justin. Você está livre. — sussurro, sentindo um imenso vazio dentro do meu peito.

Continuo andando. Avisto um táxi e bato com a mão, fazendo-o para ao meu lado. Não penso duas vezes e adentro, deixando para trás tudo que eu pensei que nunca abriria mão um dia.

***

Coloco a caixa em cima da mesa de casa no exato momento em que vejo Eduarda passar pela porta. A cozinha era junto com a sala, então seus olhos vieram em minha direção imediatamente. Sua barriguinha de grávida já começava a aparecer.  Tinha que admitir que ela talvez estivesse fofa.

— Fez compras?  — pergunta curiosa. De algum tempo pra cá Eduarda tem mantido uma relação boa comigo. Nós não nos atacamos mais e está sendo maravilhoso.

— São minhas coisas do trabalho.

— E porque elas estão aqui? — arqueia as sobrancelhas.

— Eu pedi demissão. —mordo o lábio inferior.

— Oh! — arregala os olhos, surpresa. — Você está bem?

— Eu acho que sim. E se eu não tiver, vou ficar.

— Você tem sido muito boa pra mim. — ela admite se aproximando.

— Você é minha irmã, Eduarda.

— Eu fui uma cadela com você.

— Isso é passado. —dou de ombros.

— Eu posso abraçar você? — eu sorrio.

— Claro que pode. Eu estou precisando mesmo de um.  — abro os braços e ela me rodeia.

Aperto-a forte. Antes que eu pudesse a controlar as lágrimas interrompem por meus olhos. Oh céus, eu estava quebrada.

Agora eu estava em meu quarto encarando um ponto fixo, as lágrimas já tinham secado, porém a dor não tinha desaparecido. Eu estava com os joelhos pressionados contra meu peito enquanto os abraçava forte, o celular estava ao meu lado e eu já o havia escudado tocar várias vezes, mas eu não iria atender. Eu sabia que era ele e a ultima coisa que eu queria nesse momento era ouvir sua voz.

O pego e vejo algumas mensagens, decido abri-las e meu coração se aperta.

/Elizabeth, você está aí?

/Porra, onde você está?

/Nós precisamos conversar. Eu não quis dizer aquilo, eu só estava irritado por você querer que eu falasse com aquela mulher...

Então ele acha que eu estou o evitando por causa da sua mãe? Que patético!

Rio sarcasticamente e o respondo.

/Nós não precisamos conversar. Não gaste seu tempo comigo. — envio.

Sua resposta vem no segundo depois.

/Como assim? É claro que precisamos, caralho!!!

/Não precisa mais fingir. Você é patético.  — envio.

Fico olhando para a tela, mas a resposta não vem. Jogo o celular para o lado e abraço meu travesseiro com força.

A forma como ele me tocava me fazia sentir especial. Os seus olhos me encarando pareciam estrelas brilhantes. Durante anos da minha vida eu nunca pensei que algum dia me sentiria tão especial como Justin me fez sentir. Ele me mostrou um horizonte diferente, transportou-me para um conto de fadas. Eu passei a sonhar. Idealizei histórias em minha cabeça. Juntei o que um dia estava espalhado e permiti-me viver. Eu dei a ele o melhor de mim. Eu o amei tanto e pensei que ele pudesse me amar também.   Porque ele jogou tudo isso fora? Porque me enganou dessa forma? Eu pensei que seria para sempre.

Algumas horas se passaram e eu não conseguia fechar os olhos. O sono tinha fugido e minha cabeça estava em guerra.  

Droga, Justin. Você ferrou comigo.

 — Elizabeth. — a porta é aberta e entra. — Tem um cara super quente aí fora.

— O quê? — arregalo os olhos.

—Ele disse que quer falar com você e se você não for a cinco minutos falar com o mesmo, ele vai invadir nossa casa. —

 Levanto-me imediatamente e calço meus chinelos.

Vou em direção à saída, abraçando-me para me proteger do obstáculo que eu teria que enfrentar. Quando abro a porta meu coração dispara. Justin estava na minha calçada com as mãos no bolso, o olho fixado em mim e o semblante angustiado.

Ele estava vestido em uma camisa polo, calça preta colada e um vans branco. Lindo como sempre. O oposto de mim. Como eu pude achar que isso daria certo?

— Nós precisamos conversar. — ele diz quebrando o silêncio.

— Tudo bem. Não é como se eu não pudesse enfrentar uma ultima conversa com você. — cruzo os braços, vendo-o me olhar confusa.

— Ultima conversa? Pelo amor de Deus, Elizabeth. Você precisa entender. — passa as mãos pelo cabelo. — Aquela mulher fingiu que estava morta. Ela...

— Não tem nada haver com sua mãe. — interrompo-o.

— Não? Então o que está havendo? Christian me disse que você foi embora com todas as sua coisa. Eu não entendo. — seu olhar era perturbado.

— Me reponde uma coisa? O que eu fui pra você? — as lágrimas já se acumulavam.

— Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — meu coração aperta.

— Eu ouvi a gravação, Justin. Não precisa mais fingir.

— Do que você está... — ele para imediatamente. — A Cíntia, ela...

— Sim, Justin, você disse que tinha pena de mim e que eu não significava nada. — mordo o lábio inferior para reprimir a dor.  

— Isso foi há muito tempo. Muita coisa aconteceu depois disso, Liza... — ele tenta se aproximar, mas eu o impeço.

— Não me chame assim,— uma lágrima escapa. — você pode voltar pro seu mundo e eu vou voltar pro meu.

— Pelo amor de Deus, não pode ter acabado. Não acabou porra! — diz desesperado.

—Eu nunca havia me sentido tão especial como você me fez sentir, Justin. Você me fez conhecer um mundo diferente, me fez sorrir, trouxe um sentimento forte para dentro de mim. As borboletas que as pessoas sentem no estômago quando estão apaixonadas, eu também senti.  — eu sorrio entre as lágrimas. — Você me fez superar o medo da chuva. Construiu dentro de mim algo grande. Porém você também me quebrou. Fez-me sentir pequena quando eu pensei que podia ser grande. Eu estou na merda agora.

— Não faça isso, baby. — Justin também tinha lágrimas nos olhos. — Não me faça sentir um merda fodido.  

— Eu nunca quis isso. Eu queria que você fosse feliz ao meu lado. — meus lábios tremem. Eu soluço. Caramba, estava doendo. — Eu não queria ser tudo pra você, Justin. Eu queria apenas fazer diferença.

— Você faz porra! Eu nunca quis alguém como quero você. — Justin move as mãos para o rosto, atordoadas.

—Não foi o bastante. Talvez eu não tenha sido tão importante assim. — aproximo-me de seu corpo e encaro seus olhos. — Meu amor não foi o suficiente.

— Não. Caralho, eu amo você. — meu coração explode. Não. Eu não podia acreditar. — Acredita em mim, pelo amor de Deus. — ele segura meu rosto.

— Sinto muito, — soluço — Eu não acredito. — desvio o olhar ao ver uma careta de dor formando em seu rosto. Seus belos olhos estavam sem vida. Eu queria apagar essa imagem da minha mente para sempre.

— Você está ferrando comigo, Elizabeth. — algo que eu nunca pensei ver em minha vida eu estava vendo naquele momento. As lágrimas estavam saindo de seus olhos.

— Você ferrou comigo primeiro. — dou de ombros.

— Você prometeu nunca ir embora. Porra, você prometeu! — diz desesperado.

— Você quebrou tantas promessas. Eu estou quebrando apenas uma. — limpo meu rosto.

— É isso, então? Acabou? — nós dois chorávamos. Eu estava ainda mais destruída.

— Acabou. Nós vamos esquecer. Quem sabe um dia eu não esbarre com você e nem lembremos mais dessa história? — eu sabia que era impossível.

— Eu nunca vou esquecer, — morde o lábio inferior e olha para cima — nunca vou esquecer única mulher que eu amei.

Eu paraliso.

— Você vai, acredite. — sorrio fraco. — Um dia você me disse que nunca ninguém te faria ficar vulnerável. Adeus Justin.

Olho uma última vez em seus olhos. Eu havia apagado o brilho deles. Ele havia apagado o meu também. E eu tinha certeza que nunca superaria.

Nunca deixaria de amá-lo.

Então eu o deixo  e entro em casa, ficando com a imagem das suas lágrimas presas em minha mente, sabendo que eu nunca as esqueceria.

“Eu quero fazer as pazes agora

Eu quero fazer as pazes agora

Queria que nunca tivéssemos brigado

Nós precisamos nos entender agora.”

 

 

 


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=vIaH35-MLsk

Obrigada por ter esperado pessoal!

Não acabou as aulas ainda, mas mesmo assim eu vim deixar esse capitulo pra vcs!

Beijão e cometem o que acharam! <3


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