História A Fazenda Storm - Capítulo 11


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Revelações


Fanfic / Fanfiction A Fazenda Storm - Capítulo 11 - Revelações

“Estou morto? Por que? Como?” Perguntava-se o pobre garoto.

- Me desculpe Saulo, não queria que soubesse o que aconteceu antes de você sair daqui. – disse a voz de Judith em prantos.

- O que você fez vovó? Por que você fez isso comigo? – perguntou Saulo, confuso.

- Não foi minha intenção, isso não era para ter acontecido. O colar, eu o comprei como um presente, algo que lhe fizesse bem, que lhe tornasse um homem que fosse além dos homens.

Nesse momento os 2 Saulo’s estavam atentos. O pequeno Saulo com medo do que ouviria, e o “Saulo Estranho” com um sorriso de sarcasmo no rosto, ambos se olhando.

Então continuou a voz de Judith:

- Em uma das minhas viagens com seu avô visitamos a África, e passando pelo Egito, encontrei este colar, é de uma poderosa pedra. Ela potencializa o lado espiritual bom e mau de quem o usa, equilibrando-os, mas foi um erro sua mãe dá-lo a você sendo tão novo. Ele desequilibrou o que deveria ter equilibrado. Uma criança de 12 anos, não tem sua personalidade e caráter bem formados e fixados.

- É vovó, então você me deu um presentão, pois estou adorando tudo isso. – disse o “Saulo Estranho”, sorrindo sadicamente.

E Judith continua:

- Todos nós temos o bem e o mau dentro de nós, meu neto. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mau, existe um pouco dos 2 em cada um de nós. Cometi o erro de não ensinar a sua mãe tudo sobre esse assunto. Teria evitado esse erro irreparável.

- Então o que aconteceu comigo vovó? – Perguntou o pequeno Saulo.

- Me perdoe, querido. Neste exato momento, você está morto.

- E tudo o que eu vi acontecer? Foi tudo realidade?

- Infelizmente sim… – a voz de Judith da uma breve pausa seguido de um suspiro triste e então completa… - Você matou todos.

- POR QUE??? EU SOU UM MONSTRO… EU NÃO QUERIA!!!! – berra o pequeno Saulo aos prantos.

O “Saulo Estranho” só observa e sorri, sentindo-se morbidamente bem com tudo aquilo.

- Então se eu estou morto, não deveria estar com a mamãe e com o papai?

- Seu pai está vivo, querido. E sua mãe…

Então o “Saulo Estranho” interrompe a conversa…

- Chega dessa conversa, agora que você sabe o que aconteceu, garoto, vamos a maldita estufa!!

- Não, Saulo, não deixe que ele entre na estufa. – Disse Judith com certo desespero na voz.

- Cale a boca, velha! Esse merdinha me levará sim! Ele não tem opção.

Saulo tenta assimilar tudo o que acabara de ouvir.

- O que vai acontecer se ele entrar na estufa? – Perguntou o pequeno Saulo, com um pouco de raiva de tudo o que aconteceu.

- Por favor, querido, eu te imploro, não faça isso.

Saulo chora, não sabe se deve acreditar ou não na avó. Seu poder de decisão e de confiança é reduzido depois tudo aquilo.

- Vó. Por que meu pai ainda está vivo? – perguntou o pequeno Saulo, começando a desconfiar de sua avó.

- Não faça isso, Saulo. – A voz de Judith agora está chorando em desespero.

- E a mamãe? Não a verei mais?

- Querido, você mesmo decidiu poupar seu pai. Você o venerava, e o tomou como inocente. Seu pai, aos seus olhos sempre foi como um Deus. No dia em que tudo aconteceu, seu lado bom e seu lado mau se separaram. E o colar tornou você sensitivo demais, e percebeu coisas que não queria perceber, logo, seu lado bom ficou decepcionado e acabou deixando o lado mau tomar conta. Então você quis vingar o que havia de errado na sua vida, então matou todos. Porém até seu lado mais cruel tem algum sentimento positivo, que prevaleceu no seu amor por seu pai deixando-o vivo…

Neste exato momento Saulo lembrou-se de quando matou sua mãe, e tirou dela um feto.

- A mamãe estava grávida!!! - exclamou o pequeno Saulo.

- Sim, querido. E o filho não era do seu pai.

Espanto tomou conta dos olhos do menino… Não sabia o que pensar… Seu mundo acabara de cair, e deixou este sentimento bem explicito em seu olhar de decepção e tristeza.

Então, Judith continuou…

- Saulo, as pessoas cometem erros, as vezes erros graves. Mas com estes erros vem um arrependimento trazendo aprendizado. Uma coisa ruim que acarreta uma coisa, de certa forma boa.

- HA HA HA.. E aquela vadia achou que eu não saberia.. Recebeu o que mereceu. - debochou o “Saulo Estranho”

Nessa altura, o pequeno Saulo e Judith não davam mais atenção aquele louco.

- Querido, eu estou aqui apenas em presença, não existo, não posso te ajudar diretamente, única coisa que posso lhe proporcionar é o conforto da minha voz. Então você tem duas opções. Entrar naquela estufa e deixar ele entrar com você, ou ficar aqui para sempre, com ele, mediante a sofrimento e solidão.

- Este é o inferno, vovó?

- Não, meu amor…

“Saulo estranho” começa a puxar o pequeno Saulo e o arrasta para a estufa enquanto brinca com as esperanças do pobre menino..

- Já que essa velha não pode te ajudar, garoto, venha e abra.

Eles chegam na porta da estufa, e a voz de Judith some, Saulo a chama algumas vezes, mas é em vão.

- Me sinto aliviado de saber que você não é tão mal, e deixou o papai vivo. - disse o pequeno ao estranho, olhando para o chão e em tom de voz baixo.

O estranho para, segura o rosto do garoto e o levanta para que olhe em seus olhos.

- Não deboche de mim! Você não sabe o que é sentir o que eu sinto! Nós fomos separados antes que você pudesse sentir raiva de verdade, e ódio!

- Então está dizendo que você já sentiu o que eu senti? Alegria, felicidade,,,, amor?

O estranho ficou calado, apenas olhando fixamente os olhos de Saulo. Soltou-o, esticou o corpo lentamente, respirou fundo, virou-se para a porta da estufa e disse.

- Sim.

(continua...)


Notas Finais


Eita, mais um suspense, que pena que vão teque esperar ate eu escrever né? ashuashuashua ^^


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